Lição 5, Libertos do Pecado para uma Nova Vida em CRISTO
HARPA CRISTÃO 117
HARPA CRISTÃ 291
HARPA CRISTÃ 351
TEXTO ÁUREO
“Mas DEUS, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com CRISTO [...].” (Ef 2.4,5) VERDADE PRÁTICA
Por meio da maravilhosa graça divina fomos libertos do pecado, perdoados e salvos da condenação e, ainda, recebemos o direito à vida eterna. LEITURA DIÁRIA Segunda – Rm 3.21-23 Todos pecaram e encontravam-se longe de Deus "Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" Romanos 3:21-23
Terça – Is 59.1,2 Os pecados nos afastam de Deus e impedem as nossas orações. "Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça."
Isaías 59:1,2 Quarta – Tg 1.15 A consequência do pecado é a morte " Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." Tiago 1:15 Quinta – Rm 11.30-32 A compaixão divina alcança toda a humanidade "Porque assim como vós também antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles, Assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada.
Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia. " Romanos 11:30-32
Sexta – Rm 3.24-26 Fomos alcançados pelo favor imerecido de nosso Deus "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus." Romanos 3:24-26 Sábado – Mt 5.13-16 Resgatados por Cristo, devemos ser sal da terra e luz do mundo "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mateus 5:13-16
1 - E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
2 - em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo
o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência;
3 - entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa
carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza
filhos da ira, como os outros também.
4 - Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com
que nos amou,
5 - estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com
Cristo (pela graça sois salvos),
6 - e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares
celestiais, em Cristo Jesus;
7 - para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça,
pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é
dom de Deus.
9 - Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
10 - Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as
quais Deus preparou para que andássemos nelas.
OBJETIVO GERAL
Revelar que a graça salvadora de CRISTO nos garante a vida eterna. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Refletir sobre nossa natureza pecaminosa;
Explicar que fomos vivificados pela graça de DEUS;
Informar que nossa salvação vem de DEUS e não das obras. INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A Palavra de DEUS revela que formos libertos do pecado por meio da maravilhosa graça divina. Por ela, fomos perdoados e salvos da condenação eterna. Assim, em CRISTO JESUS, recebemos o direito à vida eterna. Na presente lição, você deve mostrar os relevantes aspectos doutrinários que estão revelados em Efésios 2.1-10. Nessa seção da epístola, o apóstolo Paulo amplia o conceito de libertação do pecado descrevendo-o como um favor imerecido dado por DEUS aos salvos a fim de que a nova criatura em JESUS desfrute de uma nova vida com o Salvador. RESUMO DA LIÇÃO I – A ANTIGA NATUREZA MORTA EM OFENSAS E PECADOS
1. Nossa condição anterior.
2. Nossas ofensas e pecados.
2.1. “Andastes, segundo o curso deste mundo” (Ef 2.2 b).
2.2. “Andastes, [...] segundo o príncipe da potestade do ar” (Ef 2.2 c).
2.3. “Andávamos fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2.3).
II – VIVIFICADOS PELA GRAÇA
1. Alcançados pela misericórdia e pelo amor divino.
2. Vivificados por sua graça.
3. Exaltados por sua graça.
III – A SALVAÇÃO NÃO VEM DAS OBRAS
1. Graça como meio de salvação.
2. Obras como evidência de salvação
INTRODUÇÃO
doutrinários da salvação (Ef 2.1-10).
Nela, o apóstolo descreve a libertação dos pecados como um favor imerecido
dado por Deus aos salvos, a fim de que eles desfrutassem de uma nova vida em Cristo.
EFÉSIOS 2:1 - Como pode alguém crer, se está morto em seus pecados?
A Bíblia repetidamente apela ao incrédulo, quando diz, por exemplo: "Crê no Senhor JESUS CRISTO e serás salvo" (At 16:31). Entretanto, essa passagem declara que os incrédulos estão mortos em seus pecados, mas os mortos nada podem fazer, muito menos crer, esse é o problema.
SOLUÇÃO: A palavra "morte" na Bíblia não deve ser entendida como aniquilação, mas como separação. Isaías disse: "As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso DEUS" (Is 59:2). Se a morte fosse a aniquilação total, então a segunda morte seria uma aniquilação eterna, mas a Bíblia declara que os perdidos permanecerão continuamente separados de DEUS, tal como aquele rico no inferno (Lc 16), e a besta e o falso profeta, que "serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos"(Ap 20:10).
Na verdade eles serão lançados "vivos" no lago de fogo no início do reinado milenar de CRISTO (Ap 19:20), e estarão ainda vivos ao se completarem os mil anos (20:10).
Assim, a segunda "morte” é uma separação consciente de CRISTO por toda a eternidade.
Além disso, os crentes morrem fisicamente, mas as suas almas sobrevivem à morte e ficam em plena consciência na presença de DEUS. Paulo plisse: "estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor" (2 Co 5:8) e "tendo o desejo de partir e estar com CRISTO, o que é incomparavelmente melhor" (Fp 1:23).
De igual modo, a morte espiritual é também separação de DEUS, e não aniquilação total. Adão e Eva, por exemplo, morreram espiritualmente no momento em que comeram o fruto proibido (Gn 3:6), contudo permaneceram com vida e puderam até mesmo ouvir a voz de DEUS falando-lhes (Gn 3:10).
Assim, mesmo que a imagem de DEUS no homem depois da queda tenha sido afetada, ela não foi apagada. Ela foi danificada, mas não destruída. Dessa forma, pessoas não salvas podem ouvir, entender o Evangelho e crer para serem regeneradas - revivificadas espiritualmente (Ef 2:8-9; Tt 3:5-7).
Efésios 2.4,5 - Mas DEUS, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com CRISTO (pela graça sois salvos).. Rico (Strong Português) - πλουσιος plousios - Rico, abundante em recursos materiais, e estamos abundantemente suprido Misericórdia (Strong Português) - ελεος eleos - Misericórdia: bondade e boa vontade ao miserável e ao aflito, associada ao desejo de ajudá-los. misericórdia de DEUS para os homens: em geral, providência; a misericórdia e clemência de DEUS em prover e oferecer aos homens salvação em CRISTO.
Amor - (Strong Português) - αγαπη agape - Afeição, boa vontade, amor, benevolência. (amor perfeito de DEUS).
Mortos (Strong Português) - νεκρος nekros - Espiritualmente morto, destituído de vida que reconhece e é devotada a DEUS, porque entregou-se a transgressões e pecados
Ofensas (Strong Português) - παραπτωμα paraptoma - Deslize ou desvio da verdade e justiça, pecado, delito
Vivificou (Strong Português) - συζωοποιεω suzoopoieo - Tornar alguém vivo, com vida
Juntamente (Strong Português) - συνεγειρω sunegeiro - Levantar, fazer levantar, levantar juntamente da morte para uma nova e abençoada vida dedicada a DEUS
Por ato de bondade e misericórdia, estando nós ainda mortos em pecados, DEUS imensamente nos amou e, por isso, nos vivificou por meio de sua graça.
SOMOS JUSTIFICADOS PELA FÉ
Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei. Romanos 3:28 (obras antes de salvo)
Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO; Romanos 5:1
Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em JESUS CRISTO, temos também crido em JESUS CRISTO, para sermos justificados pela fé de CRISTO e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Gálatas 2:16
Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. Tiago 2:24 (obras depois de salvo)
Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? Tiago 2:14 (obras depois de salvo)
Fé é acreditar na Obra que Jesus fez para que alcançássemos a salvação.
PONTO CENTRAL
A graça salvadora de CRISTO nos garante a vida eterna.
I – A ANTIGA NATUREZA MORTA EM OFENSAS E PECADOS
No início da Epístola, o apóstolo Paulo lembra que antes da regeneração
estávamos mortos em ofensas, pecados e éramos por natureza “filhos da ira”
(Ef 2.1-3).
1. Nossa condição anterior.
“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados” diz o primeiro
versículo. A palavra “ofensa”, do grego paraptoma, tem o sentido de “passo em
falso de forma deliberada”.
O termo para pecado é “hamartia”, o qual descreve como “aquele que erra o alvo”. Em vista disso, o homem em sua natureza decaída é diagnosticado como “morto” (Ef 2.1), ou seja, uma declaração da real condição das pessoas sem Deus.
O conceito é de morte moral e espiritual provocada pelo pecado, que inevitavelmente separa o homem de Deus (Is 59.2; Tg 1.15).
Tal qual um corpo inerte, a natureza pecaminosa impede o homem de ouvir
e obedecer à voz de Deus.
Quem assim vive está morto enquanto “vive” (1 Tm 5.6).
1.1. Éramos "mortos em delitos e pecados"
Esse tipo de morte é espiritual, isto é, morte em relação a Deus. Há também o tipo de morte espiritual para o pecado. Nesse segundo tipo de morte, a condenação não deixa de existir. A palavra delito indica um estado. A Bíblia afirma que o homem é pecador por natureza pecaminosa adquirida (Rm 5.11). No nascimento físico, o homem vem ao mundo com essa natureza pecaminosa, mas para entrar no reino de Deus ele precisa nascer de novo (Jo 3.3-5). A ideia de vida, na Bíblia em geral, é um estado de comunhão com Deus; e a ideia de morte é um estado de separação de Deus. Então, toda a raça humana, em Adão, depois da queda, é espiritualmente morta, pois não consegue se salvar por mérito próprio, ou justificar-se a si mesma. Em Cristo, o último Adão, os homens são vivificados espiritualmente para terem comunhão com Deus (1 Co 15.45-48).
1.2. Éramos andantes perdidos — v. 2
"... em que noutro tempo andastes". Esse versículo mostra como andávamos no passado sem Cristo. O verbo andar implica ação e movimento. Todos os nossos passos eram inseguros e tristes.
1.3. Seguíamos o curso deste mundo — v. 2
"... segundo o curso deste mundo". Estávamos condicionados a uma peregrinação sem destino certo. Estávamos sob o domínio do espírito do mundo e andávamos segundo a vida deste mundo, isto é, nos conformávamos com a corrente da vida pecaminosa deste mundo. A expressão "segundo o curso deste mundo" aparece com um sentido mais claro em outras traduções, como "seguindo o espírito deste mundo". Esta segunda expressão nos dá a ideia do mundo como inimigo de Deus, isto é, não o mundo físico, mas o mundo como sistema espiritual satânico.
A palavra "mundo" no grego é kosmos, que significa sistema de coisas, ou governo. Em relação ao mundo influenciado pelos poderes satânicos, caracteriza os homens inconversos sob o seu domínio.
A palavra "curso" dá o sentido de sistema no original grego. Por outro lado, quando lemos "segundo o curso deste mundo", o apóstolo quer fazer-nos entender como sendo o conjunto de ideias e de tendências que marcam cada época da história do homem. Também a influência do século sobre a vida dos homens representa "o mundo" em suas manifestações práticas. Outro sentido da palavra "curso" é carreira, ou seja, a manifestação do sistema satânico ("mundo") sobre a vida dos homens que seguem seu próprio caminho.
A sequência do verso 2 mostra a força que impele a manifestação do mal, quando afirma que "o curso deste mundo [segue] segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência". Logo, entendemos que existe um causador da manifestação do mal, e esse é o diabo, identificado como "o príncipe das potestades do ar", e como "o espírito da desobediência" operando nos homens inconversos (Cl 3.6).
Sua missão é a de subjugar os homens e insurgi-los contra Deus através da desobediência, que é uma forma de rebelião contra o Senhor e Criador do homem. Todas as formas contrárias ao "espírito da desobediência" glorificam a Deus; por isso, Satanás usa seus aliados (espíritos caídos) para impelirem as almas humanas à satisfação da carne, com o fim de impedir que elas comunguem com Deus. A atuação do poder do pecado é detida pelo poder da obra redentora de Cristo.
1.4. Fazíamos a vontade da carne — v. 3
O verso 3 apresenta o relato do homem carnal. As primeiras palavras, "entre os quais", indicam uma olhada retrospectiva do apóstolo, identificando a si mesmo e aos outros judeus, agora crentes em Cristo, como participantes daquela situação. A colocação verbal no tempo passado — "entre os quais todos nós também antes andávamos" — mostra que os crentes, antes de crerem em Cristo, viviam como "filhos da desobediência" e, sendo assim, não havia diferença alguma quanto ao estado do pecado, tanto para os judeus como para os gentios. Todos os filhos de Adão, em seu estado natural, são filhos da desobediência, indicando logo a fonte do pecado no homem, ou seja, a causa pela qual vive no pecado.
1.5. Fazíamos a vontade dos pensamentos — v. 3
"... fazendo a vontade da carne e dos pensamentos" apresenta a razão por que andávamos "segundo o curso deste mundo". A fonte do mal dentro do pecador está em sua natureza pecaminosa. É essa natureza pecaminosa que obriga ou subjuga a vontade do homem a obedecer às "inclinações da carne".
O termo "carne" aqui denota o ser moral do homem dominado pelo pecado. Os apetites da nossa carne (corpo) física, sob o domínio das concupiscências, somente são satisfeitas mediante a busca e realização desses desejos.
A carne física é inconsciente, e o que a torna pecaminosa e desequilibrada são os desejos da natureza pecaminosa dominante. O homem em seu estado natural vive segundo os desejos da carne. Esses desejos, alimentados no interior, transformam-se em vontade, e essa vontade, sob o domínio da natureza pecaminosa, torna-se "vontade da carne e dos pensamentos". O pecador não consegue dominar esses desejos da carne e dos pensamentos, senão pelo Espírito Santo e depois da obra de regeneração (Gl 5.16-18).
1.6. "Éramos por natureza filhos da ira" —v. 3
Vários outros textos da Bíblia fornecem a mesma ideia que a expressão "filhos da ira" encerra: "filhos da desobediência" (Ef 2.2); "filhos da morte" (2 Sm 12.5; SI 79.11; SI 102); "filhos da perdição", ainda que este indique objetivamente o diabo (Jo 17.12; 2 Ts 2.3); "filhos do inferno" (Mt 23.15) etc.
Todas essas expressões mostram a paternidade ou a origem do mal, que é Satanás. Por outro lado, "filhos da ira" são todos aqueles que, por seu pecado, estão sob a ira de Deus. A ira divina é a santa indignação do Todo-Poderoso contra o pecado. Entretanto, deixam de ser "filhos da ira" os que se colocam debaixo do sangue
expiador de Jesus Cristo. Uma pessoa crente que se deixa dominar pelas concupiscências da carne obriga o Espírito de Deus a retirar-se do seu interior e, automaticamente, a ira de Deus se manifesta contra essa pessoa, por ter Deus sofrido um agravo à sua santidade. A santidade de Deus se levanta como uma barreira contra a possibilidade do pecado. Podemos identificar essa barreira como sendo "a sua ira" (Rm 1.18). "Éramos por natureza" assinala um estado natural, inato no pecador, que se expressa com características próprias e ativas. A natureza caída do homem sempre se opõe às características benéficas do seu primeiro estado antes da queda. Os estigmas do pecado aparecem tão logo uma criança venha ao mundo, mesmo não tendo conhecimento do mundo que a rodeia.
Enquanto estamos no mundo, haverá sempre uma batalha dentro de nosso ser entre a carne e o espírito. Devemos manter as inclinações da carne subjugadas ao espírito, para que, ao final da vida física, o espírito vença uma vez por todas a carne, e livre-se dela pela transformação do nosso corpo mortal em corpo espiritual (1 Co 15.51-57).
2. Nossas ofensas e pecados.
A má conduta “em que, noutro tempo, andastes” é descrita por Paulo por meio
da metáfora do ato de “andar” (Ef 2.2 a). Refere-se às atitudes erradas
adotadas na vida passada do salvo antes da regeneração:
2.1. “Andastes, segundo o curso deste mundo” (2.2 b).
Os costumes eram praticados conforme o sistema mundano da época, tais como: a imoralidade, o furto e a mentira (Ef 4.22-32).
Uma constatação de que o salvo não deve tomar a forma do mundo, relativizar o pecado e muito menos ajustar-se à maneira de viver de seu tempo (Rm 12.2).
2.2. “Andastes, [...] segundo o príncipe da potestade do ar” (Ef 2.2 c).
Uma alusão a Satanás que exerce autoridade sobre os poderes do mal
(Jo 12.31).
Indica que os agentes malignos têm a capacidade de influenciar os homens
desobedientes e incrédulos (2 Co 4.4).
Mais adiante na Carta, Paulo alerta que a nossa luta é contra tais seres do
mal (Ef 6.12). Contudo, não é necessário temer, pois Deus exaltou Cristo acima
de todos eles (Ef 1.21).
2.3. “Andávamos fazendo a vontade da carne e dos pensamentos”
(Ef 2.3).
Refere-se à inclinação para fazer o mal, algo inerente à natureza humana
(Gn 6.5).
Estão incluídos aqui os pensamentos pervertidos e a prática de todos os
desejos desordenados da carne. Como resultado, éramos “filhos da ira”, isto
é, condenados e desprovidos do favor divino. Paulo sublinha que essa era
a nossa condição (Ef 4.18).
Entretanto, aprouve ao Pai nos eleger e nos predestinar para “filhos de adoção” (Ef 1.5).
c. Estávamos condenados Paulo ainda não terminou de descrever o nosso estado pré-cristão. Ele tem mais uma verdade desagradável para nos contar acerca de nós mesmos. Não somente estávamos mortos e escravizados, diz ele, mas também estávamos condenados: éramos por natureza filhos da ira, como também os demais (v. 3b). Não creio que haja outra expressão em Efésios que tenha provocado mais reação hostil do que esta. Alguns comentaristas fazem poucas tentativas, ou mesmo nenhuma, para entendê-la, e muito menos para defendê-la. Desconsideram-na, até, como sendo insustentável hoje. As causas dessa reação são três. Dizem respeito às palavras “ira”, “filhos” e “por natureza”. Agora devemos considerar com cuidado o que Paulo quer dizer com elas, e procurar esclarecer os mal-entendidos.
Primeiro, a ira de DEUS.
A ira de DEUS não é como a do homem. Não é mau humor, como se ele pudesse perder as estribeiras a qualquer momento. Não é despeito, nem malícia, nem animosidade, nem vingança. Nunca é intempestiva, visto ser ela a reação divina a apenas uma situação, a saber: o mal. Logo, é inteiramente previsível e nunca está à disposição de ânimo, à veneta, ou ao capricho.
Além disso, não é a operação impessoal de retribuição na sociedade, “um processo inevitável de causa e efeito num universo moral”, seja através da desintegração social, através da administração da justiça nos tribunais, ou de alguma outra forma.
O fato de que “ira” (orgeé) ou “a ira” (heê orgeé) ocorre sem o acréscimo das palavras “de DEUS”, não torna a sua ira impessoal, assim como a sua graça não se torna impessoal quando as palavras “de DEUS” estão omitidas, como ocorre nos versículos 5 e 8 deste capítulo (“pela graça sois salvos”).
Não, a ira que julga e a graça que salva são igualmente pessoais. São a ira e a graça de DEUS. Então, o que é a sua ira, se não é uma reação impulsiva nem um processo impessoal? É a hostilidade pessoal, reta, e constante de DEUS contra o mal, sua recusa firme de ceder o mínimo que seja para o mal, e sua resolução de, pelo contrário, condená-lo. Além disso, a sua ira não é incompatível com o seu amor. Mateus 21:12 E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. O contraste entre os versículos 3 e 4 é notável: éramos por natureza filhos da ira... Mas DEUS, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou... Assim Paulo passa da ira de DEUS para a misericórdia e o amor de DEUS, sem sentir qualquer embaraço ou dificuldade.
Paulo é capaz de firmá-las juntas na sua mente porque acreditava estarem juntas na personalidade de DEUS. Devemos, penso eu, estar mais gratos a DEUS pela sua ira, e adorá-lo por isso: porque sua justiça é perfeita, sempre reage contra o mal da mesma maneira imutável, previsível e intransigente. Sem sua constância moral, não poderíamos desfrutar de paz alguma.
O segundo problema que as pessoas acham está na frase filhos da ira. A expressão é outro hebraísmo, como “filhos da desobediência” no versículo 2, e refere-se a pessoas de todas as idades. A B.L.H. ajuda-nos ao traduzir esta expressão assim: “nós também estávamos destinados a sofrer o castigo de DEUS”.
O terceiro problema é o complemento adverbial por natureza. Em que sentido por natureza éramos objeto da ira e do julgamento de DEUS?
Para começar, podemos todos concordar que Paulo faz um contraste intencional entre aquilo que éramos por natureza (phusei, v. 3) e aquilo que viemos a ser pela graça (Chariti, v. 5).
É um contraste entre o passado e o presente, entre o que éramos quando fomos deixados a nós mesmos, e o que viemos a ser porque DEUS interveio em nosso favor; e, assim, entre o julgamento e a salvação: “Por natureza estávamos sob a ira de DEUS, pela graça fomos salvos!’ Até aqui, tudo é claro e sem controvérsias.
A palavra Masphusei, por natureza, parece descrever mais do que nossa condição natural, quando somos deixados por conta própria. Também parece indicar a origem da nossa condição “como membros de uma raça caída”, e assim levanta dificuldades sobre a nossa herança genética e, portanto, sobre a nossa responsabilidade moral.
Será que a frase de Paulo é uma forma abreviada de algo mais longo como, por exemplo, que temos por nascença uma tendência ao pecado, de modo que realmente pecamos, e que o nosso pecado nos coloca debaixo do julgamento de DEUS? Ou está dizendo que a nossa própria existência, como seres humanos, está sujeita, desde o nascimento, ao julgamento de DEUS?
Não há quem tenha feito um repúdio mais forte a este último pensamento do que R. W. Dale que, sem dúvida, fala em nome de muitos: “Esta frase às vezes é citada como se visasse afirmar a doutrina terrível de que pelo nosso mero nascimento incorremos na ira divina e que, à parte de qualquer iniquidade voluntária, estamos sob a maldição divina.
Esta teoria pavorosa não recebe qualquer apoio nem do Antigo nem do Novo Testamento. Mesmo assim, R. W. Dale sabia que a própria doutrina que tão vigorosamente repudiava é ensinada pelas grandes confissões reformadas tais como nos Trinta e Nove Artigos (da Igreja Episcopal) e na Confissão de Fé de Westminster (da Igreja Presbiteriana - calvinista). Assim é o Artigo 9 dos episcopais: “O pecado original não foi o de seguir a Adão (ou seja, imitá-lo)... mas, sim, é a falta ou a corrupção da natureza de todo homem que é naturalmente gerado da descendência de Adão; por isso, o homem afastou-se muito da justiça original, e por sua própria natureza está inclinado para o mal, de modo que a carne tem desejos sempre contrários ao espírito; e, portanto, toda pessoa nascida neste mundo merece a ira e a condenação da parte de DEUS..!’
Noutras palavras, nossa própria natureza humana herdada merece, em si mesma, a ira e o julgamento de DEUS. (ou seja, a semente que herdamos de Adão, o pecado, nos torna desejosos de pecar, mas pecar é exclusivamente decisão nossa e não somos obrigados a pecar).
1 João 2:16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.
Tiago 1:14 Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Parece que é isso que Paulo está ensinando aqui; como podemos entendê-lo? Provavelmente, o melhor comentário seja o dele mesmo, conforme se acha em Romanos. Assim como estes versículos são uma versão condensada de Romanos 1-3, assim também a expressão por natureza filhos da ira é um resumo de Romanos 5:12-14. Ali seu argumento de que “a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” não é que todos herdaram uma natureza pecaminosa que os levou a pecar e, portanto, a morrer mas, sim, que “todos pecaram” em Adão e com ele. Ninguém é condenado sem pecar, mas, por pecar na primeira oportunidade que tem. É como colocar um ovo de águia no meio de ovos de galinha que vão ser chocados. Quando nascerem, vão todos andar pelo terreiro, mas um dia a águia levantará voo e não voltará mais.
A semente que está nela é de águia. Nasceu para voar. O Antigo Testamento tem um forte sentido de solidariedade da raça humana. Fala da geração seguinte como estando já “nos lombos” da presente geração, verdade esta que, segundo se pode dizer, a genética moderna sublinha. Paulo está dizendo, pois, que não podemos fazer de Adão o nosso bode expiatório e culpá-lo por nosso pecado, por nossa culpa e por nossa condenação.
Nós também estamos em Adão, pois pode ser dito com veracidade que nele e com ele incorremos na culpa e morremos. Não é neste sentido que podemos ser descritos como sendo por natureza pecadores e sujeitos ao justo julgamento de DEUS?
Cremos que as crianças que ainda não possuem idade cognitiva para decidirem ou discernirem entre o certo e o errado, são salvas se vierem a morrer antes de poderem diferenciar entre o certo e o errado. Não estamos falando de arrebatamento, pois este não é o fim da humanidade e nem significa morte de crianças, mas transformação e ressurreição de salvos que partirão ao encontro de JESUS CRISTO nos ares para uma vida eterna com DEUS.
Os que ficarem, incluídas as crianças, terão ainda o período da grande tribulação (sete anos) para se decidirem por CRISTO e o milênio inteiro (mil anos). A tradição reformada têm dado atenção à evidência de que os filhos com pais cristãos nasceram dentro da aliança. Mas isso seria crer numa salvação por hereditariedade e não pela graça (esta é a crença calvinista). A morte, a escravidão e a condenação:
estes são os três conceitos que Paulo junta para retratar nossa condição humana perdida. É por demais pessimista? Bem, devemos concordar (como ele teria feito) que esta não é a verdade total acerca da raça humana. Nada diz aqui acerca da “imagem de DEUS”, em que os seres humanos foram originalmente criados e que — agora lastimavelmente danificada — ainda retêm, embora certamente creia nela e fale da nossa redenção em termos de uma nova criação na imagem de DEUS (v. 10 e 4:24).
Nada diz, tampouco, dos diferentes graus da depravação humana, embora também os tivesse aceito. A doutrina bíblica da depravação total não significa então que todos os seres humanos estão igualmente depravados, nem que ninguém é capaz de praticar qualquer bem, mas, sim, que nenhuma parte de qualquer pessoa humana (a mente, as emoções, a consciência, a vontade, etc.) permaneceu sem ser maculada pela queda.
Mesmo assim, a despeito desta qualificação, que afirma a continuada dignidade do homem por causa da imagem divina que não foi totalmente perdida, o diagnóstico de Paulo permanece válido. Fora de CRISTO o homem está morto por causa dos delitos e pecados, escravizado pelo mundo, pela carne e pelo diabo, e condenado sob a ira de DEUS.
Mesmo Nicodemos, Cornélio e Lídia, se não tivessem ouvido o evangelho e crido nele, seriam condenados ao lago de fogo e enxofre. É por não reconhecerem a gravidade da condição humana que tantas pessoas buscam soluções com remédios superficiais, por exemplo, nas obras. A educação universal é altamente desejável. Assim também são as leis justas administradas com retidão. Ambas agradam a DEUS que é o Criador e o justo Juiz de toda a humanidade. Mas nem a educação nem a legislação podem salvar os seres humanos da morte, do cativeiro ou da condenação espirituais.
Uma doença séria exige um remédio sério. É evidente que isto não quer dizer que nos desinteressaremos de uma educação melhor ou de uma sociedade mais justa. Mas acrescentaremos a estas coisas uma nova dimensão que os não-cristãos não podem compreender, por isso, não valorizam a evangelização. DEUS, pois, confiou-nos uma mensagem de boas novas que oferece vida aos mortos, libertação aos cativos e perdão aos condenados.
Todos devem ouvir o evangelho para serem salvos. A graça deve atingir a todos, desde que ouçam o evangelho e nele creiam. Efésios 1:13 em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; 1 João 2:2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. Romanos 5:18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
Deus não se mostra apenas
misericordioso, mas “abundante em
misericórdia”.
SÍNTESE DO TÓPICO I
A nossa condição diante de Deus era
caótica, éramos escravos e estávamos
condenados à perdição e morte eterna.
SUBSÍDIO DIDÁTICO PEDAGÓGICO
Ao expor este tópico, faça uma reflexão a respeito da necessidade do
novo nascimento como substituição à velha natureza. Para isso, tome por
base o seguinte fragmento textual: “O pecado não consiste apenas de ações
isoladas, mas também é uma realidade, ou natureza, dentro da pessoa
(ver Ef2.3).
O pecado, como natureza, indica a ‘sede’ ou a sua ‘localização’ no interior
da pessoa, como a origem imediata dos pecados.
Inversamente, é visto na necessidade do novo nascimento, de uma nova natureza a substituir a velha, pecaminosa (Jo 3.3-7; At 3.19; 1 Pe 1.23).
Esse fato é revelado na ideia de que regeneração só pode acontecer de fora para dentro da pessoa (Jr 24.7; Ez 11.19; 36.26,27; 37.1-14; 1 Pe 1.3)”
(HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal.
Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.286).
II – VIVIFICADOS PELA GRAÇA
Por ato de bondade e misericórdia, estando nós ainda mortos em pecados,
Deus imensamente nos amou e, por isso, nos vivificou por meio de sua graça.
1. Alcançados pela misericórdia e pelo amor divino.
Após constatar a situação da humanidade “sob a ira de Deus” (2.3), Paulo passa a descrever os atos divinos de amor e de misericórdia que alteraram o quadro caótico da raça humana.
Começando com uma conjunção adversativa, o apóstolo declara exultante: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou” (Ef 2.4).
O ato de misericórdia implica compaixão e simpatia para com os indignos
(Rm 11.30-32).
A Carta aos Efésios ensina que, ao prover à humanidade o meio de escape da merecida ira (cf. Ef 1.7), Deus não se mostra apenas misericordioso, mas “abundante em misericórdia”.
E essa riquíssima misericórdia procede do “seu muito amor com que nos amou”.
A Bíblia enfatiza que foi a magnitude desse amor que motivou a nossa salvação (Jo 3.16; 1 Jo 4.9).
2. Vivificados por sua graça.
Descrevendo as dádivas divinamente concedidas aos salvos, o apóstolo
enfatiza que o a mor d e Deus nos alcançou “estando nós ainda mortos
em nossas ofensas” (Ef 2.5 a).
Isso significa que não éramos merecedores desse amor, mas que, mesmo assim,
Deus “nos vivificou juntamente com Cristo” (Ef 2.5 b).
Essa frase quer dizer que nascemos de novo (Jo 3.3).
Não estamos mais mortos, pois Cristo nos deu vida outra vez.
Fomos vivificados sem mérito algum, tudo foi efetivado por meio da sua graça, o favor imerecido (Ef 2.8,9).
2.1. Somos filhos da misericórdia de Deus — v. 4
A expressão "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia" nos dá uma visão maravilhosa do novo estado espiritual daquele que aceitou a obra de Cristo em sua vida. Nesse versículo está em destaque a riqueza da misericórdia de Deus e a grandiosidade do seu amor.
Nos versos 1-3 estudamos a triste condição de pecado da humanidade, mas agora, no verso 4, Deus entra em ação em favor dos que buscam a sua misericórdia: Ele interrompe a história.
Com as palavras iniciais do versículo "Mas Deus...", vemos a intervenção divina em favor da humanidade. Ele resolve abrir os mananciais de sua misericórdia para os homens. A palavra "misericórdia" tem um significado bem mais rico do que aquele que comumente conhecemos. E uma palavra composta de duas outras do latim: miseri e cordis, que respectivamente significam miserável e coração.
A interpretação que resulta da junção dessas duas palavras para formar "misericórdia" é: "colocar um miserável no coração".
FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA. Efésios 2.1-4 revela uma razão por que o cristão deve ter grande compaixão e misericórdia dos que ainda vivem em ofensas e pecados. (1) Todo aquele que está sem CRISTO é controlado pelo "príncipe das potestades do ar", i.e., Satanás. Sua mente é obscurecida por Satanás, para que não veja a verdade de DEUS (2 Co 4.3,4). Tais pessoas estão escravizadas pelo pecado e concupiscências da carne (Ef 2:3; Lc 4.18).
(2) A pessoa irregenerada, por causa de sua condição espiritual não poderá compreender, nem aceitar a verdade à parte da graça de DEUS (Ef 2:5,8; 1 Co 1.18; Tt 2.11-14).
(3) O cristão deve ver a todos do ponto-de-vista bíblico. Quem vive na imoralidade e no orgulho deve ser alvo da nossa compaixão, por causa da sua escravidão ao pecado e a Satanás (Ef 2:1-3; cf. Jo 3.16).
(4) A pessoa sem CRISTO é responsável pelo seu pecado, pois DEUS dá a cada ser humano uma medida de luz e graça, com a qual possa buscar a DEUS e escapar da escravidão do pecado, mediante a fé em CRISTO (Jo 1.9; Rm 1.18-32; 2.1-6).
2.2. Fomos vivificados em Cristo — v. 5
"... estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo". Primeiro, o texto nos mostra a situação anterior, e depois, o meio pelo qual fomos alcançados. Literalmente traduzida, a expressão "nos vivificou com Cristo", apresenta-se assim: "nos fez viver com Cristo", isto é, nos fez viver segundo o mesmo poder que vivificou a Jesus Cristo (Rm 6.4,7,8,11). Entendemos que, pela morte de Jesus, morremos com Ele para, em sua ressurreição, com Ele ressuscitarmos. Essa nossa ressurreição é espiritual, pois indica a nova vida recebida. Pela cruz morremos para o pecado, e pela ressurreição ganhamos nova vida em Cristo Jesus.
2.3. Temos uma nova cidadania nos lugares celestiais — v.6
"... e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus". Que entendemos por "assentar nos lugares celestiais em Cristo"? A designação para "lugares celestiais", antes de tudo, indica a nova cidadania do cristão. Somos cidadãos do Céu (Fp 3.20), por isso mesmo, a vida espiritual em Cristo está num plano elevado, superior.
2.4. Fomos colocados num plano espiritual elevado — v.6
"Lugares celestiais" indica o nível fora deste mundo (sistema satânico) no qual somos colocados na condição de "novas criaturas" (2 Co 5.17). A contínua comunhão do crente com Cristo lhe dá, já nesta vida, uma posição celestial que alcançará sua plenitude na vinda do Senhor Jesus Cristo. Visto que estamos nEle (em Cristo), e sendo o seu corpo místico, como regenerados podemos compreender o sentido dessa importante afirmação. Indica o terceiro estado de Cristo depois da sua morte.
Primeiro, Ele morreu, e nós morremos com Ele; segundo, Ele ressuscitou gloriosamente, e nós ressuscitamos com Ele em novidade de vida; terceiro, Ele foi elevado ou exaltado às regiões celestiais, na presença do Pai, e nós também fomos elevados com Ele, participando da sua glória nas "regiões celestiais".
Estamos assentados "nEle", isto é, fazemos parte do seu corpo místico e glorioso, que é a Igreja. A grande lição desse novo estado de vida espiritual da Igreja nas "regiões [lugares] celestiais" é que o crente tem por obrigação estar acima do regime que governa este mundo. O seu sistema é o de Cristo e, por isso mesmo, superior. O crente não deve se submeter ao sistema mundano, sobre o que Paulo aconselha: "E não vos conformeis com este mundo" (Rm 12.2). Não conformar-se com este mundo significa não entrar na fôrma deste mundo, ou no curso deste mundo.
3. Exaltados por sua graça.
O apóstolo dos gentios ainda destaca que o poder de Deus “nos ressuscitou
juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo”
(Ef 2.6).
Observe que a palavra “juntamente” indica que Deus concede ao homem
os mesmos benefícios alcançados por Cristo: a ressurreição, a vida eterna e o
galardão nos céus (1 Co 15.3-8,20-25).
Assim, ao conceder tais bênçãos aos homens, Deus mostrou as “abundantes
riquezas da sua graça” (Ef 2.7).
Desse modo, ratificamos que a salvação e seus privilégios são conferidos pela
imensurável graça de Deus, o favor divino imerecido.
3.1. O que seremos no futuro — v. 7
Demonstração eterna da obra redentora As palavras do verso 7 anunciam a razão final da salvação. A expressão "para mostrar nos séculos vindouros" diz respeito ao futuro da Igreja. Ela será a demonstração eterna da graça de Deus, ou seja, o testemunho da manifestação de Deus e do seu poder sobre a terra. Após o arrebatamento, a destruição do anticristo e prisão do diabo, será instaurado o reino milenar e o mundo verá a grandeza da Igreja.
4. A manifestação da graça de Deus — vv. 8-10
4.1. A fonte da salvação conquistada — v. 8
"... pela graça sois salvos". Esse versículo indica a fonte da salvação — a graça de Deus. A continuação do texto aponta o meio de alcance, que é a fé, quando diz: "sois salvos por meio da fé". Uma das grandes finalidades da redenção é a manifestação da graça de Deus. A fé é o instrumento para se obter a salvação. A graça de Deus foi manifesta na pessoa de Jesus, pois Ele conquistou essa salvação.
4.2. O meio da salvação conquistada — v. 9
O verso 9 diz: "Não por obras" se alcança a graça de Deus, enquanto o versículo anterior afirma que essa graça é "dom de Deus". Não se compra nem se vende, e independe de mérito humano. A salvação se recebe pelo ato da fé, sem as obras da lei (Rm 3.20,28; 4.1-5; Gl 2.16; 2 Tm 1.9; Tt 3.5).
4.3. O resultado da salvação conquistada — v. 10
O verso 10 mostra o resultado da obra salvadora. "... somos feitura sua" significa que fomos feitos novas criaturas em Cristo Jesus (2 Co 5.17). No ato da criação, no Éden, Deus fez o homem à sua imagem e semelhança. Com a queda e o pecado, essa feitura divina foi arruinada e essa imagem do divino no ser interior foi distorcida. Então Deus, num ato de recriação do homem interior arruinado, fez uma nova criatura à imagem do seu Filho Jesus (Gl 6.15; Ef 4.24; Cl 3.10).
Refeitos, podemos agora andar num novo caminho e fazer as boas obras. O fazer boas obras independe da vontade do regenerado, porque é parte de sua vida nova. Isso está em consonância com o objetivo da nossa eleição, conforme está escrito: "... para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele" (Ef 1.4).
SÍNTESE DO TÓPICO II
O pecador passou da morte para a vida por meio da graça divina, concedida por obra da misericórdia e do grande amor de Deus.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Somos salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). Crer no Filho de Deus leva à vida eterna (Jo 3.16). Sem fé, não poderemos agradar a Deus (Hb 11.6).fé, portanto, é a atitude da nossa dependência confiante e obediente em Deus e na sua fidelidade. Essa fé caracteriza todo filho de Deus fiel. É o nosso sangue espiritual (Gl 2.20). Pode-se argumentar que a fé salvífica é um dom de Deus, até mesmo dizer que a presença de anseios religiosos, inclusive entre os pagãos, nada tem a ver com a presença ou exercício da fé. A maioria dos evangélicos, no entanto, afirma semelhantes anseios, universalmente presentes, constituem-se evidências favoráveis à existência de um Deus, a quem se dirigem. Seriam tais anseios inválidos em si mesmos, à parte da atividade divina direta?” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.370).
III – A SALVAÇÃO NÃO VEM DAS OBRAS
Em Efésios 2.8-10, Paulo revela que a salvação não depende de obras humanas, “porque pela graça sois salvos, por meio da fé” (Ef 2.8 a). Porém, uma vez salvo, o crente deve praticar as boas obras.
1. Graça como meio de salvação.
A “salvação” inclui a libertação da morte, da escravidão do pecado e da ira vindoura; ao mesmo tempo permite ao salvo desfrutar de todas as bênçãos espirituais descritas em Efésios 2.1-7. Portanto, a salvação é o livramento do poder da maldição do pecado e da morte; e a restituição do homem à comunhão com Deus, uma bênção concedida a todos que recebem Cristo como Salvador (Hb 2.15; 2 Co 5.19).
A palavra “ graça” é a tradução do grego Charis, que significa “favor imerecido” (Rm 3.24). Ela mostra que a iniciativa para tornar possível a salvação veio da parte Deus. É por meio da graça que Deus ativa o livre-arbítrio e capacita o pecador para que responda com fé ao chamado do Evangelho (Rm 11.6).
Todavia, ainda assim o ser humano é livre para escolher entre dois caminhos (salvação e perdição); sua liberdade não foi eliminada e a graça pode ser resistida (Jo 7.17).
A “fé” deve ser considerada como a aceitação da obra realizada por Cristo em nosso favor. Ela é a resposta à graça de Deus através da qual recebemos a salvação.
2. Obras como evidência de salvação.
Aqui Paulo usa duas negações para endossar a origem da salvação: a primeira expressão “isso não vem de vós” (Ef 2.8 b) trata da salvação pela graça que provém de Deus; a segunda ratifica que a salvação “não vem das obras”, o que indica não se tratar de recompensa de algum ato humano. Essas afirmações excluem a possibilidade de alguém ser salvo por esforço pessoal. Como a salvação é uma realização divina, agora “somos feitura sua, criados em Cristo para as boas obras” (Ef 2.10). Uma transformação ocorreu: Agora em Cristo somos uma nova criatura e as coisas velhas passaram (2 Co 5.17).
Por isso, se antes o apóstolo usou a metáfora do andar numa perspectiva negativa – “outrora andávamos fazendo obras más” (Ef 2.2-3) – agora, por meio de uma perspectiva positiva, somos instados a “andar fazendo boas obras”, não como meio para ser salvo, mas como a evidência da salvação (Ef 2.10 c).
Ef 2.8 PELA GRAÇA... FÉ E GRAÇA
Rm 5.21 “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por JESUS CRISTO,
nosso Senhor.”
A salvação é um dom da graça de DEUS, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé, do lado humano. Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça
FÉ SALVÍFICA.
A fé em JESUS CRISTO é a única condição prévia que DEUS requer do homem para a salvação. A fé não é somente uma confissão a respeito de CRISTO, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a CRISTO como Senhor e Salvador (cf. Mt 4.19; 16.24; Lc 9.23-25; Jo 10.4, 27; 12.26; Ap 14.4).
O conceito de fé no NT abrange quatro elementos principais:
(a) Fé significa crer e confiar firmemente no CRISTO crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal (ver Rm 1.17 nota). Importa em crer de todo coração (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do nosso ser a JESUS CRISTO tal como Ele é revelado no NT.
Fé inclui arrependimento, i.e., desviar-se do pecado com verdadeira tristeza (At 17.30; 2Co 7.10) e voltar-se para DEUS através de CRISTO.
Fé salvífica é sempre fé mais arrependimento (At 2.37,38; ver Mt 3.2, nota sobre o arrependimento).
A fé inclui obediência a JESUS CRISTO e à sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa fé, por nossa gratidão a DEUS e pela obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO em nós (Jo 3.3-6; 14.15, 21-24; Hb 5.8,9).
É a “obediência que provém da fé” (Rm 1.5). Logo, fé e obediência são inseparáveis (cf. Rm 16.26).
A fé salvífica sem uma busca dedicada da santificação é ilegítima e impossível.
A fé inclui sincera dedicação pessoal e fidelidade a JESUS CRISTO, que se expressam na confiança, amor, gratidão e lealdade para com Ele.
A fé, no seu sentido mais elevado, não se diferencia muito do amor. É uma atividade pessoal de sacrifício e de abnegação para com CRISTO (cf. Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8).
A fé em JESUS como nosso Senhor e Salvador é tanto um ato de um único momento, como uma atitude contínua para a vida inteira, que precisa crescer e se fortalecer (ver Jo 1.12 nota). Porque temos fé numa Pessoa real e única que morreu por nós (Rm 4.25; 8.32; 1Ts 5.9,10), nossa fé deve crescer (Rm 4.20; 2Ts 1.3; 1Pe 1.3-9). A confiança e a obediência transformam-se em fidelidade e devoção (Rm 14.8; 2Co 5.15); nossa fidelidade e devoção transformam-se numa intensa dedicação pessoal e amorosa ao Senhor JESUS CRISTO (Fp 1.21; 3.8-10; ver Jo 15.4 nota; Gl 2.20 nota).
GRAÇA. No AT DEUS revelou-se como o DEUS da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de DEUS à sua promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó (ver Êx 6.9 nota; ver os estudos A PÁSCOA e O DIA DE EXPIAÇÃO).
Os escritores bíblicos dão prosseguimento ao tema da graça como sendo a presença e o amor de DEUS em CRISTO JESUS, transmitidos aos crentes pelo ESPÍRITO SANTO, e que lhes outorga misericórdia, perdão, querer e poder para fazer a vontade de DEUS (Jo 3.16; 1 Co 15.10; Fp 2.13; 1Tm 1.15,16).
Toda atividade da vida cristã, desde o seu início até o fim, depende desta graça divina.
DEUS concede uma medida da sua graça como dádiva aos incrédulos (1 Co 1.4; 15.10), a fim de poderem crer no Senhor JESUS CRISTO (Ef 2.8,9; Tt 2.11; 3.4).
DEUS concede graça ao crente para que seja “liberto do pecado” (Rm 6.20, 22), para que nele opere “tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13; cf. Tt 2.11,12; ver Mt 7.21, nota sobre a obediência como um dom da graça de DEUS), para orar (Zc 12.10), para crescer em CRISTO (2Pe 3.18) e para testemunhar de CRISTO (At 4.33; 11.23).
Devemos diligentemente desejar e buscar a graça de DEUS (Hb 4.16). Alguns dos meios pelos quais o crente recebe a graça de DEUS são: estudar as Escrituras Sagradas e obedecer aos seus preceitos (Jo 15.1-11; 20.31; 2 Tm 3.15), ouvir a proclamação do evangelho (Lc 24.47; At 1.8; Rm 16; 1 Co 1.17,18), orar (Hb 4.16; Jd v. 20), jejuar (cf. Mt 4.2; 6.16), adorar a CRISTO (Cl 3.16); estar continuamente cheio do ESPÍRITO SANTO (cf. Ef 5.18) e participar da Ceia do Senhor (cf. At 2.42; ver Ef 2.9, nota sobre como opera a graça).
A graça de DEUS pode ser resistida (Hb 12.15), recebida em vão (2Co 6.1), apagada (1Ts 5.19), anulada (Gl 2.21) e abandonada pelo crente (Gl 5.4).
Ef 2.9 NÃO VEM DE OBRAS.
Ninguém poderá ser salvo pelas obras e boas ações, ou por tentar guardar os mandamentos de DEUS. Seguem-se as razões:
(1) Todos os não-salvos estão espiritualmente mortos (v. 1), sob o domínio de Satanás (v. 2), escravizados pelo pecado (v. 3) e sujeitos à condenação divina (v. 3).
(2) Para sermos salvos precisamos receber a provisão divina da salvação (vv. 4,5), ser perdoados do pecado (Rm 4.7,8), ser espiritualmente vivificados (Cl 1.13), ser feitos novas criaturas (v. 10; 2 Co 5.17) e receber o ESPÍRITO SANTO (Jo 7.37-39; 20.22). Nenhum esforço da nossa parte poderá realizar essas coisas.
(3) O que opera a salvação é a graça de DEUS mediante a fé (vv. 5,8).
O dom salvífico de DEUS inclui os seguintes passos:
(a), a chamada ao arrependimento e à fé (At 2.38). Com essa chamada vem a obra do ESPÍRITO SANTO na pessoa, dando-lhe poder e capacidade de voltar-se para DEUS.
(b) Aqueles que respondem com fé e arrependimento e aceitam a CRISTO como Senhor e Salvador, recebem graça adicional para sua regeneração, ou novo nascimento, pelo ESPÍRITO (ver o estudo A REGENERAÇÃO) e ser cheios do ESPÍRITO (At 1.8; 2.38; Ef 5.18).
(c) Aqueles que se tornam novas criaturas em CRISTO, recebem graça contínua para viver a vida cristã, resistir ao pecado e servir a DEUS (Rm 8.13,14; 2 Co 9.8). O crente se esforça em viver para DEUS, mediante a graça que nele opera (1 Co 15.10). A graça divina opera no crente dedicado, tanto para ele querer, como para cumprir a boa vontade de DEUS (Fp 2.12,13). Do começo ao fim, a salvação é pela graça de DEUS (ver o estudo FÉ E GRAÇA)
SÍNTESE DO TÓPICO III
A salvação é graça divina por meio da fé. As obras não são o meio, mas o resultado de nossa salvação. SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Nenhuma medida de esforço próprio ou de devoção religiosa pode realizar o que está descrito acima. Pelo contrário, ‘pela graça sois salvos por meio da fé – e isso não vem de vós; é dom de Deus’ (Ef 2.8).
A ação da graça de Deus está centrada em seu Filho – sua morte, ressurreição e entronização no céu como Senhor.
Em relação à demonstração de sua graça, primeiramente vem o chamado ao arrependimento e à fé (At 2.38).
Através dessa convocação, o Espírito Santo torna a pessoa capaz de responder à graça de Deus através da fé. Aqueles que por meio da fé respondem ao Senhor Jesus Cristo ‘são vivificados juntamente com Cristo’ (2.5).
São regenerados ou nascidos de novo por obra do Espírito Santo (Jo 3.3-8).
São ressuscitados e assentados com Cristo no reino celestial e continuam a receber a graça por sua união com Ele, que é a fonte do poder. Isso os torna capazes de resistir ao pecado e de viver de acordo com o Espírito Santo
(Rm 8.13,14).
Os crentes, então, passam a servir a Deus e praticar ‘boas obras’
(Ef 2.10; cf. 2 Co 9.8) por causa da graça que opera em cada um (1 Co 15.10)” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.413).
CONCLUSÃO
eterna. Por ato do amor divino, por meio de sua maravilhosa graça, nos tornamos “filhos por adoção”.
Essa gloriosa salvação nos foi concedida independente de nossas obras. A partir da salvação passamos a praticar boas obras que glorificam a Deus nosso Pai
(Mt 5.16).


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