Sinceridade e Arrependimento Diante de DEUS
As Parábolas de JESUS: As Verdades e
Princípios Divinos para uma Vida Abundante
TEXTO ÁUREO
“E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se
humilhar será exaltado. ” (Mt 23.12)
Jesus teve que pegar pesado com os fariseus,
porque se achavam mais santos do que todo mundo junto.
Eles eram tão
idolatrados pelos néscios que chegavam ao ponto de afirmar que seria impossível
não ir para o céu de tão santos. Jesus sabe que todos inclusive os discípulos
precisam desta repreensão porque na simplicidade temos a tendência de sermos
fascinados pelos pomposos. “E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras
nas sinagogas,
E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos
homens; Rabi, Rabi. “ Mateus
23:6,7
Eles
todos que desejavam cargos para serem o maiorais precisavam saber que ministros
vem do latim Minus=Menor.
“Se sabeis estas coisas, bem-aventurados
sois se as fizerdes. “ João
13:17
E
este v.12 do texto áureo é a conclusão da explicação de Jesus sobre esse
assunto, porque há um castigo que ameaça o orgulhoso – será humilhado, e há uma
promessa para o humilde que se humilha – será exaltado. “ Humilhai-vos, pois, debaixo
da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;” 1
Pedro 5:6
Porque neste mundo, o
humilde tem a honra de desfrutar o favor de Deus e o julgamento dos bons e
prudentes, e fica qualificado para ser chamado muitas vezes para prestar o
serviço mais nobre.
VERDADE PRÁTICA.
Cuidado com o orgulho e a arrogância espiritual,
pois ambos são pecados perante DEUS e devem ser confessados e abandonados.
LEITURA DIÁRIA.
Segunda – Pv 16.18 A destruição é antecedida pelo orgulho, e a queda, pela
altivez
Quanto mais alto sobe elevados, tanto maior é
a queda.
Faraó, Senaqueribe, Nabucodonosor, Herodes,
são exemplos de arrogantes que desafiaram a Deus.
Compare com este provérbio 11: 2 (Em vindo a
soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria. Provérbios 11:2);
15:33 (O temor do
Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade. Provérbios 15:33) ;
16:18 (A soberba
precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
Provérbios 16:18
Provérbios 16:18
e 18:12 ( O coração do
homem se exalta antes de ser abatido e diante da honra vai a humildade. Provérbios 18:12) .
Um provérbio rabínico, autor desconhecido:
"Aquele que corre atrás de honra é a honra que ele foge; mas quem foge de
honra, honra o persegue ".
Quarta – Mc 7.21-23 Na lista dos pecados, a soberba ocupa um lugar especial
“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as
fornicações, os homicídios, Os furtos,
a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a
soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o
homem.” Marcos
7:21-23
Sempre depois de falar para a multidão, Jesus
dá aos seus discípulos em particular uma explicação mais profunda: "Seus
discípulos o interrogaram acerca da parábola. ” E ele disse-lhes: Assim também vós estais
sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o
pode contaminar,” Marcos
7:18
“Porque
os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem
sem lavar as mãos muitas vezes; E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não
comem.
E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os
copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por
que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o
pão com as mãos por lavar? Marcos
7:3-5
Jesus:
Repreende-os pela falta de entendimento: Ele não
espera que sejamos gênios, mas que tenhamos um pouco mais de esforço em
aprender.
E explica:
ü A verdadeira pureza tem a ver com o coração não com o estômago ou as
mãos.
ü O lavar das mãos para comer e beber não afeta o plano religioso, isso é
uma função organizacional que também não afeta o espírito, mas pode contaminar
o corpo com alguma bactéria.
ü O vômito ou o arrotar passa pela boca, mas não contamina, porém as
palavras que também passam, essas contaminam, já que vem do coração; e a boca
fala do que o coração está cheio (“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o
homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do
seu coração fala a boca. “ Lucas
6:45).
ü Ou seja, os alimentos que comemos são evacuados de alguma forma mas o
pecado permanece no coração, contaminando-o e levando à óbito.
ü E nossas palavras precisam de uma lavagem espiritual, porque o coração
é fonte corrupta (“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e
perverso; quem o conhecerá? “ Jeremias
17:9).
ü “Eu, o
Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um
segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. “ Jeremias
17:10
ü Ou seja, os
grandes males procedem do coração.
ü Então vamos cuidar
bem do nosso corpo ficando atentos com que nosso coração está armazenando, tipo
os:
ü MAUS PENSAMENTOS (produz
maus diálogos com os outros ou consigo mesmo = daí surgem as ações) –
ü ADULTÉRIOS
– (Essa é a violação dos laços do matrimônio, envolvendo um ato sexual
voluntário entre um homem e uma mulher que não seja o seu cônjuge. Jesus
ampliou a transgressão desse pecado para o olhar cobiçoso (Mt 5.28).
ü FORNICAÇÕES - (O
termo pornéia indica o pecado sexual em geral, todo comportamento sexual
ilícito, seja dentro ou fora do casamento.
A prostituição inclui a pornografia,
a fornicação, o adultério, o homossexualismo, bem como toda impureza
moral) –
ü HOMICÍDIOS – (inclui
o ódio, vontade de matar, e o assassinato)
ü FURTOS - (Na língua grega há duas palavras para
furto: kleptes e lestes. Lestes é o bandoleiro, assaltante. Barrabás era um
lestes (Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas
Barrabás. E Barrabás era um salteador. ” João
18:40).
Kleptes é um ladrão. Judas era um ladrão quando subtraía da bolsa (“Ora,
ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão
e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. ”
João 12:6). A palavra usada aqui é klopai. O furto
é a apropriação daquilo que não nos pertence. É a posse intencional daquilo que
pertence a outro: seja o governo civil, o próximo, ou mesmo Deus. –
ü AVAREZA – (Avareza
é um apego idolátrico às coisas materiais, sonegando toda sorte de ajuda ao
próximo nas suas necessidades. O termo usado é pleonexiai, o desejo ardente de
ter o que pertence a outros. A ganância é como uma peneira que nunca fica
cheia.)
ü MALDADES –
(somatória de tudo que não for bom)
ü ENGANO – (uma
pessoa pode sim se enganar, é humano, o que não pode são as artimanhas do
engano, quando se vê o outro fazer as contas do seu débito errada...)
ü DISSOLUÇÃO – (é
prometer e não cumprir, quebra de contrato verbal)
ü
INVEJA
– (É o desprazer de ver uma pessoa possuir algo é um dos pecados mais
destrutivos da alma, apodrece os ossos (Pv 14.30). inveja vem do latim invidia,
que significa “olhar contra”, ou seja, olhar com má vontade para outra pessoa
por causa do que ela tem ou é. Foi a inveja que matou Abel, jogou José no poço,
provocou a revolta de Core, Datã e Abirão, levou Saul a perseguir Davi, gerou
as palavras rancorosas do “irmão mais velho” do pródigo e crucificou Jesus)
ü BLASFÊMIA – (Palavras
abusivas e difamações. Refere-se à difamação do caráter, ao xingamento, à
calúnia, linguagem desdenhosa ou insolente dirigida contra outra pessoa, seja
diretamente para ela, ou pelas suas costas)
ü
SOBERBA
– (A tendência maligna de imaginar-se melhor, mais hábil ou maior do que os
outros.)
ü LOUCURA – (agir
imprudentemente, pondo a família em risco ou até mesmo a própria vida.)
ü O remédio é um novo coração. É mais difícil ter um coração limpo do que
mãos limpas. De fato, é impossível ter uma vida aceitável a Deus, com nossos
corações contaminados longe de sua graça purificadora. O evangelho trabalha de
dentro para fora, provendo a motivação interna necessária para adquirir caráter
justo e para livrar-se “de toda impureza e acúmulo de maldade” (Tg 1.21)
ü Os pecados que estão
no PLURAL, indicam más ações.
ü Os que estão no
singular falam do direcionamento maligno.
Quinta – Tg 4.6 - Deus também se opõe ao soberbo
“Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos
soberbos, mas dá graça aos humildes. “ Tiago 4:6
O pecado predileto do diabo é a vaidade, o
orgulho e a soberba. Ele tenta as pessoas nessa área. Ele tentou Eva e tenta os
novos crentes (Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na
condenação do diabo.”1
Timóteo 3:6). Deus quer que dependamos dEle enquanto o
diabo quer que dependamos de nós. O diabo gosta de encher a nossa bola. O
grande problema da igreja hoje é que temos muitas celebridades e poucos servos.
Há tanta vaidade humana que não sobra espaço para a glória de Deus. Como
podemos vencer esses três inimigos? Tiago nos informa que Deus está
incansavelmente do nosso lado. Ele sempre nos dá graça suficiente para vencer.
Mas a graça de Deus não nos isenta de responsabilidade.
Sexta – 1 Pe 5.5-7 - Pedro repete o que disse Tiago, mas acrescenta uma promessa
“Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede
todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste
aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da
potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele
tem cuidado de vós.”
1 Pedro 5:5-7
1 Pedro 5:5-7
Sábado – Rm 12.16 - Não ambicionar coisas altas, mas contentar-se com as humildes
“Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas
acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; “ Romanos
12:16
Harmonia. “Tende o mesmo sentimento uns para
com os outros” (12.16a). Os cristãos devem viver em concordância uns com os
outros. Devem ser unânimes entre si, nutrir os mais nobres sentimentos e
praticar as mais excelentes atitudes entre si. 1.
Humildade. “[...] em lugar de serdes
orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos
próprios olhos” (12.16b). Entre os cristãos não há espaço para o esnobismo. O
amor coloca o outro na frente do eu.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 18.9-14
9 – E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos,
crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
10 – Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro,
publicano.
11 – O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó DEUS,
graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e
adúlteros; nem ainda como este publicano.
12 – Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
13 – O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria
levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó DEUS, tem misericórdia
de mim, pecador!
14 – Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele;
porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si
mesmo se humilha será exaltado.
OBJETIVO GERAL
Ressaltar a sinceridade e o arrependimento
como duas virtudes importantíssimas para o cristão.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Interpretar a parábola do fariseu e do
publicano; Apontar os males do farisaísmo e da hipocrisia; Contrastar a postura
do publicano em relação à do fariseu.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR Até mesmo as pessoas
que não professam a fé cristã sabem do que se trata quando alguém é chamado de
“fariseu”. Farisaísmo é sinônimo de hipocrisia, postura altamente reprovável
por JESUS durante todo o seu ministério terreno. É importante entender que
JESUS não reprovava o que era certo do ensinamento dos fariseus (Mt 23.1-3),
mas desabonava a conduta deles. Portanto, as boas virtudes devem ser
cultivadas, pois estas também são parte da transformação operada pelo ESPIRITO
SANTO em nós (Ef 2.10). Como aprenderemos nesta lição, as coisas que o fariseu
dizia fazer não eram, em si mesmas, erradas, mas a motivação com que ele agia,
isto sim, era algo altamente arrogante e mesquinho.
PONTO CENTRAL - A sinceridade e o arrependimento
vão além da religiosidade.
INTRODUÇÃO
A parábola de hoje "Parábola do fariseu
e do publicano. JESUS revela a diferença de atitude de dois homens quando em
oração diante de DEUS. Um se justifica e o outro pede misericórdia a DEUS para
que seja justificado.
Existe uma "Teologia do
Merecimento" que mais afasta o homem de DEUS do que o aproxima. Deus não se vende, se nós tivéssemos méritos
para exigir ele nem precisaria se preocupar em estar conosco todos os dias,
ficaria em Seu Trono esperando. A salvação e tudo mais que Deus nos dá é pura
GRAÇA, e esta GRAÇA é tão grande que quando manda chuva para os justos, todos
se beneficiam. (Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a
chuva desça sobre justos e injustos. Mateus 5:45)
Quando
orarmos a Deus, devemos confiar em quem Ele é e nunca quem nós somos, porque com as nossas atitudes sempre quisemos derrubar o plano de Deus
e fazer do nosso jeito.
Aconteceu com Sara, Abraão, Jonas, até Paulo
no navio.
A confissão mais pesada da Bíblia acha-se no
livro de Isaías: “Todos nós nos tornamos impuros. As nossas boas ações, que
pensamos ser um lindo manto de justiça, não passam de ‘trapos imundos’” (Is
64.6, NBV).
Outras versões chegam mais perto do que o
profeta quer dizer e mencionam “ Nossa
justiça toda é como ‘sangue menstrual’” (CNBB). Esses trapos imundos são os
absorventes da época.
É um choque quando o véu da, auto avaliação
equivocada é removido e o culpado chega a ponto de saber que suas possíveis
boas obras são como trapos de imundícia.
É bom orarmos com humildade diante de Deus
para que a Seu tempo Ele conceda o que deseja o nosso coração.
Uma coisa
é certa, se o profeta citou que existe sangue menstrual, existe também sangue
remidor e purificador que BRANQUEIA nossas obras.
(E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me:
Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as
branquearam no sangue do Cordeiro. Apocalipse 7:14 ).
As obras de justiça dos santos, são
as vestes de linho puro e resplandecente que a noiva (igreja), se vestirá nas
bodas do Cordeiro, (E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e
resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. Apocalipse
19:8).
Nisto aprendemos que as obras de
justiça que fazemos em CRISTO, são vestes resplandecentes e não mais trapos de
imundícia, e toda a virtude pertence ao Senhor, para a glória de DEUS Pai, (E quando o Filho do homem
vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no
trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e
apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à
esquerda. Então dirá o Rei aos que
estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino
que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e
destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me;
estive na prisão, e foste me ver. Então
os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te
demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu,
e te vestimos? E quando te vimos enfermo,
ou na prisão, e fomos ver-te? E,
respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um
destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim,
malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. Mateus 25:31-46).
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. Mateus 25:31-46).
Seja o batismo no ESPÍRITO SANTO, CURA, BENS
e outras coisas mais que desejamos, PEÇAMOS COM HUMILDADE.
Somos totalmente dependentes de DEUS.
JESUS ensina que são felizes os humildes de
espírito (Bem-aventurados
os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Mateus
5:3), humildes são aqueles que reconhecem a sua
real condição diante de DEUS, por isso, hoje vamos falar sobre a sinceridade e
o arrependimento para com o Senhor.
Deve-se prestar
atenção ao fato de que JESUS está se referindo a atitude de dois homens em
oração diante de DEUS, Ele mostra que a dependência humilde quando
estamos na presença de Deus é a base da oração que Ele ouve.
I-INTERPRETAÇÃO
DA PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO
Na aula anterior
estudamos sobre a parábola da viúva persistente, sobre não desfalecer e
continuar pedindo até conseguir aquilo que queremos.
Hoje falaremos
sobre a humildade no momento de pedir.
Portanto devemos
ser perseverantes e humildes para termos os favores do Altíssimo. Vê que não basta o local onde estamos orando é preciso ter a motivação
correta.
Os dois, fariseu e publicano, estavam no
Templo e também orando, mas as motivações eram muito diferentes.
1. O fariseu.
O Fariseu = separado = santoé o nome dado a um grupo de homens devotos que
estudava e ensinavam a Torah para o povo, desde o Século II a.C. Eram
opositores dos saduceus, criam numa Lei Oral em conjunto com a escrita e são os
criadores da sinagoga. Essa disputa foi até o ano 70 d.C. quando Jerusalém foi
destruída, aí os saduceus perderam o poder e os fariseus continuaram sendo os
precursores do judaísmo rabínico.
Desde os dias de
Jesus mantém-se em oposição ferrenha contra o cristianismo, razão pela qual
Jesus os chamou de fanáticos e hipócritas, porque eram mestres em manipularem
as leis a fim de realizar seus interesses e foi por causa deste comportamento
que ofensivamente foram chamados de fariseus pelo Mestre, os que assim procedem
nós os chamamos de hereges.
O apóstolo Paulo
antes de sua conversão era um destes. “Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor.
Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós. Guardai-vos
dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão; Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em
espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne. Ainda que também podia confiar na carne; se algum
outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da
tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a
justiça que há na lei, irrepreensível. Mas
o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Filipenses 3:1-9
E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Filipenses 3:1-9
Jesus enfrentou com
bravura esse grupo de santarrões. “Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de
Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos
anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que
transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Mateus
15:1-3
Hoje nossa luta para ganhar almas para Jesus não é só satanás,
mas também aqueles que se dizendo cristãos, frequentam igrejas onde os líderes
não praticam e não vivem a genuína Palavra, e assim afastam as pessoas de
Cristo.
Tiago escreveu. “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua
língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião
pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas
suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Tiago
1:26,27
Jesus diz: Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que
fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos
que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que
devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso
sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer
um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes
mais do que vós. Mateus
23:13-15
Ai deles, porque são pedras de tropeço para os que estão
iniciando na fé.
“Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que
crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de
azenha, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos
escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por
quem o escândalo vem! Mateus
18:6,7
Que não sejamos apenas atores na Obra de Deus, falando coisas
que não ensinam a Verdadeira Verdade, e favorecendo a nós mesmos. Todo aquele
que tenta se justificar com a Lei, acaba se afastando da Graça que Jesus
oferece. E estes:
Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. Gálatas 5:4
Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. Gálatas 5:4
Um aviso para nós.
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e
fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. Mateus 5:20.
Estamos nos últimos dias da igreja na terra
onde as pessoas confundem vida santa com farisaísmo.
Fariseus alertou-os de que apesar de todos acharem que o céu era deles por tanto demonstrarem santidade, Jesus os desmascarou dizendo não eram salvos, não eram espirituais, não conheciam JESUS como Messias, não praticavam o que ensinavam, não amavam as pessoas, não possuíam nenhum dom do ESPÍRITO SANTO, não realizaram nenhum milagre, não levavam ninguém a salvação.
Fariseus alertou-os de que apesar de todos acharem que o céu era deles por tanto demonstrarem santidade, Jesus os desmascarou dizendo não eram salvos, não eram espirituais, não conheciam JESUS como Messias, não praticavam o que ensinavam, não amavam as pessoas, não possuíam nenhum dom do ESPÍRITO SANTO, não realizaram nenhum milagre, não levavam ninguém a salvação.
Paulo, Pedro, contavam o que JESUS faziam
entre eles, não para se exaltarem, mas para levarem outros a serem instrumentos
de DEUS. Para levarem outros a se esforçarem por darem suas vidas em sacrifício
para a salvação das pessoas.
At 15:4 E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e
pelos apóstolos e anciãos, e relataram tudo quanto DEUS fizera por meio deles.
Ver Mais
At 21:19 E, havendo-os saudado, contou-lhes uma por uma as coisas que
por seu ministério DEUS fizera entre os gentios
Lc 2:37 e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do
templo, servindo a DEUS noite e dia em jejuns e orações.
At 14:23 E, havendo-lhes feito eleger anciãos em cada igreja e orado com
jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido.
2Co 6:5 em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias,
em jejuns,
2Co 11:27 em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. Jejuns, orações, estudos bíblicos, esmolas, ofertas, dízimos, tudo isso, devem ser normais na vida de todo crente.
2Co 11:27 em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. Jejuns, orações, estudos bíblicos, esmolas, ofertas, dízimos, tudo isso, devem ser normais na vida de todo crente.
Lc 12:33 Vendei o que possuís, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que
não envelheçam; tesouro nos céus que jamais acabe, aonde não chega ladrão e a
traça não rói.
At 9:36 Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas, a qual estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
At 9:36 Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas, a qual estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
At 10:2 piedoso e temente a DEUS com toda a sua casa, e que fazia muitas
esmolas ao povo e de contínuo orava a DEUS,
At 10:4 Este, fitando nele os olhos e atemorizado, perguntou: Que é,
Senhor? O anjo respondeu-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para
memória diante de DEUS;
At 10:31 e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de DEUS.
At 10:31 e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de DEUS.
At 24:17 Vários anos depois vim
trazer à minha nação esmolas e fazer oferendas;
2. O publicano.
Os publicanos eram cobradores de imposts ou de taxas
alfandegárias em favor dos romanos. Essa classe trabalhadora
aparece em várias passagens da Bíblia no Novo Testamento.
A palavra publicano no Novo
Testamento traduz o grego telones e
significa “cobrador de taxas e impostos” ou “arrendatário”. Na verdade, desde
antes de 200 a.C., existia em Roma, os publicani romanos,
que devem ser diferenciados dos publicanos que aparecem no Novo Testamento.
Essa classe de homens, os ordo publicanorum, geralmente vivia na capital do
império e era responsável pelas arrecadações.
Os publicanos romanos podiam vender
parte dos direitos arrecadados que recebiam em determinada província, ou
empregar vários agentes de coleta subordinados a eles, a fim de se encarregarem
das cobranças.
Portanto, os publicanos contratadores centrais dificilmente estavam
envolvidos com as províncias as quais recolhiam os impostos através de seus
empregados. Mesmo em Roma, esses publicanos eram identificados muitas vezes
como sendo pessoas que pertenciam a um sistema corrupto e inclinado ao abuso,
onde, em alguns casos, o próprio governo precisava interferir.
O que os publicanos
cobravam?
No primeiro século, o Império Romano
cobrava dois tipos de impostos: o imposto direto e o imposto
indireto. O imposto direto, que incidia sobre as terras e os
indivíduos.
Já o imposto indireto, que incidia
sobre as importações e exportações, e também era gerado por tarifas
rodoviárias, pedágios de pontes, portos etc., era recolhido pelos publicanos
que venciam o leilão público. Os homens chamados de “publicanos” que aparecem
no Novo Testamento são especialmente esses coletores subordinados aos
contratadores, e por isso geralmente eram nativos da própria região. Assim como
os publicanos romanos, esses sub-coletores também tinham fama de praticarem extorsões
e serem avarentos e egoístas. Junto a isso, desde a antiguidade
as pessoas nunca gostaram de pagar impostos, o que sempre culminou num certo
preconceito por quem era responsável pela tarefa da cobrança.
A classe dos publicanos no Novo
Testamento era extremamente odiada pelos judeus, pois além dessa má
fama, eles também eram considerados traidores de seu próprio povo ao servirem
voluntariamente seus opressores, os romanos.
Além disso, eles eram desprezados por
questões religiosas, pois como seu trabalho exigia contatos frequentes
com povos gentios, eles eram
considerados impuros cerimonialmente, e os rabinos geralmente ensinavam seus
alunos que deveriam evitar a qualquer custo sentar à mesa com eles ou manter
qualquer tipo de contato social.
Jesus e os
publicanos
Jesus por várias vezes foi acusado de
estar na companhia de “publicanos e pecadores.
E aconteceu
que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e
pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus
discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Mateus 9:10,11
Veio o
Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão,
amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus
filhos. Mateus 11:19
Qual dos
dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em
verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no
reino de Deus. Porque
João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as
meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para
o crer. Mateus 21:31,32
E aconteceu
que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com
Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o
tinham seguido. E os
escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos
seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não
necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os
justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.
Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos? E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar; Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias. Marcos 2:15-20
Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos? E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar; Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias. Marcos 2:15-20
E fez-lhe Levi um grande
banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam
com eles à mesa. E os
escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo:
Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de
médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;
Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.
Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem?
E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão. E disse-lhes também uma parábola: Ninguém deita um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha. Lucas 5:29-36
Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.
Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem?
E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão. E disse-lhes também uma parábola: Ninguém deita um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha. Lucas 5:29-36
E rogou-lhe
um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu,
assentou-se à mesa. Lucas 7:36
O contexto de muitas ocasiões em
que Jesus
ensinou por parábolas, envolve de alguma forma os publicanos, pecadores, prostitutas e, é
claro, os escribas e os fariseus
que os julgavam.
Na Parábola
do Fariseu e o Publicano, Jesus utilizou explicitamente a figura de um
homem que pertencia a essa classe trabalhadora. Isso não significava que Jesus
aprovava as práticas deles, ao contrário, o pecado, dos publicanos eram
tão abomináveis quanto o pecado dos escribas e fariseus.
Jesus veio ensinar que Deus ama a todos
indistintamente e nós devemos fazer o mesmo.
Pois, se
amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o
mesmo? E, se saudardes unicamente
os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
Mateus
5:46,47
E, se não
as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o
como um gentio e publicano. Em verdade
vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que
desligardes na terra será desligado no céu. Mateus 18:17,18
No entanto, na narrativa bíblica os
publicanos aparecem mais sensíveis ao chamado do arrependimento, que os
religiosos judeus, que geralmente se apoiavam em sua justiça própria.
E todo o
povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João,
justificaram a Deus. Mas os
fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos,
não tendo sido batizados por ele.
Lucas 7:29,30
Lucas 7:29,30
E disse
também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos,
e desprezavam os outros: Dois
homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira:
Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores,
injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. Lucas 18:9-14
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. Lucas 18:9-14
Muitos publicanos se converteram e
seguiram a Jesus.
João Batista foi um dos
que denunciou o principal pecado dos publicanos, quando alguns deles foram ter
com ele para receber o batismo e lhe perguntaram o que deveriam fazer. A resposta
de João Batista foi a seguinte: “Não peçais mais do que o que
vos está ordenado” (Lc 3:12).
Dois publicanos receberam especial
destaque no Novo Testamento:
Zaqueu e Levi (ou Mateus).
Zaqueu é chamado de “chefe dos
publicanos”, do grego architelones, o que
provavelmente significa que ele era um subcontratante responsável pela cobrança
dos impostos e taxas de Jericó, e que coordenava outros coletores abaixo dele,
talvez como um tipo de supervisor.
O apóstolo Mateus era um empregado
aduaneiro que trabalhava em Cafarnaum, e provavelmente cobrava os impostos da
rota comercial que ligava Damasco a Galiléia.
Jesus identificou as necessidades dos
publicanos e anunciou as boas-novas do reino de Deus a eles. Muitos dessa
classe de pessoas tão desprezada pelo povo foram atraídos pelos ensinos do
nosso Senhor, que foi chamado de “amigo dos publicanos e
pecadores” (Mt 11:19).
3. A oração.
Os judeus da cidade de Jerusalém tinham o
costume de fazer orações nas horas costumeiras (9 da manhã e 15 da tarde).
Daniel orava três vezes ao dia. Entretanto, mesmo fora dos horários regulares
havia pessoas orando no Templo (Lc 2.37; At 22.17). Um fariseu e um publicano
subiram ao Templo com o fim de orar à mesma hora. Havia grande distância entre
essas duas classes do povo. Fariseu, dizia cumprir a Lei com rigor exemplar. O
outro, publicano, era considerado pelo povo em geral, uma pessoa que vivia em
grandes pecados e vícios, até sendo mesmo equiparado aos gentios. Essas duas
figuras estão orando juntas à mesma hora no Templo. É o que informa a parábola.
A oração que o pecador faz com humildade e
arrependimento leva à conversão genuína, que, por sua vez, se evidencia pela
conversão comprovada, pela reparação dos erros cometidos e a volta às
atividades que honram a obra de DEUS e o glorificam.
Os atos falam mais alto que as palavras. São
os atos da pessoa que atestam a sinceridade da sua conversão. Se você está em
falta diante de DEUS, quanto maior for seu erro, tanto maior deve ser a
humildade e o arrependimento demonstrados em sua oração. Você estará orando a
um DEUS vivo que conhece tudo que é rico em misericórdias
II – A HIPOCRISIA
DO FARISEU
1.
A postura do
fariseu no momento da oração.
Em um lugar separado dos demais que estavam no templo orando, o fariseu
não se ajoelhou ou prostrou, mas permaneceu em pé dizia:
“O
fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou
porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem
ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo
quanto possuo. Lucas
18:11,12
“E, quando orares, não sejas como os hipócritas;
pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para
serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mateus
6:5
Em pé, ajoelhado
ou prostrado poderá ser ato pecaminoso como o deste fariseu dependendo do que
estará dizendo o nosso coração. A Deus ninguém engana.
2. Uma
“oração comum”.
Tudo indica que o tipo de oração que
encontramos no texto, apesar de transparecer arrogante, não era completamente
desconhecido, pois há relatos na literatura rabínica do judaísmo de que tal
comportamento era comum. Alguns autores mostram exemplos de orações cujo teor é
similar à do fariseu da parábola. Isso, porém, não justifica a atitude e nem a
torna aceitável.
3.
A oração arrogante.
O fariseu diz a respeito de si mesmo o que
era rigorosamente verdadeiro, mas o que o motivava a orar era completamente
errado. Não existe nenhuma consciência do pecado, nem da necessidade, nem da
humilde dependência de DEUS.
O fariseu quase que comete a loucura de
“parabenizar” a DEUS por ter um servo tão excelente como ele! Depois de suas
primeiras palavras, não se lembra mais de DEUS, mas apenas de si mesmo.
O centro de sua oração é o que ele faz. A
oração do fariseu inicialmente mostra quem ele é. Em seguida, ele passa a
destacar as obras excedentes, ou seja, “a mais” que ele realiza. Excedia o
jejum prescrito na Lei, o “Dia da Expiação”, acrescentando à prática anual (Lv
16.29,31; 23.27), mais dois jejuns semanais. Excedia o dízimo normatizado pela
Lei (Lv 27.30,32; Nm 18.21,24), chegando a separar o dízimo dos “temperos” ou
condimentos (Mt 23.23). Ele realmente “agradece” por ser quem é, mas, não
contente com isso, “agradece” também pelo que supostamente faz para DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO II –
O fariseu praticava coisas certas não por
isto ser o correto, mas como forma de auto justificação.
III – A SINCERIDADE DO PUBLICANO
1. A oração do publicano.
O cobrador de impostos parece não estar à vontade no local de culto.
Ele não está apto nem mesmo para assumir o comportamento normal de quem ora.
Bate no peito como aquele que está numa situação de desespero, suplica com a
fórmula do pecador que não sabe fazer o elenco de seus pecados (Sl 51.3). É a
oração do pobre que confia totalmente em DEUS. Com profunda dor ele exclama:
“DEUS, tem misericórdia de mim, pecador!” Nessa breve, porém, sincera e humilde
oração, a ênfase recai sobre a palavra “pecador”.
2. Sinceridade e arrependimento.
Além de golpear o próprio peito, o publicano
nem conseguia levantar os olhos. O termo grego utilizado é uma expressão forte
e definida para uma contrição dolorosa e arrependida, tal como aparece em Lucas
23.48. O publicano sequer consegue formular muitas palavras. Nem mesmo fazendo
promessas ele conseguiria obter quaisquer direitos. Ele tem consciência de sua
condição, por isso, prostra-se em sinal de sinceridade e arrependimento. A sua
condição o permite apenas render-se inteiramente às mãos de DEUS. É possível
notar, pelas palavras do fariseu, que todos os seres humanos eram pecadores e
“apenas” ele era justo. De forma contrária, na confissão do publicano, porém,
todos eram justos, “somente” ele era o pecador. Nisto também vemos a comparação
entre ambos. Na verdade, estamos diante de uma oração que saía das profundezas
de um coração completamente dilacerado pela dor.
3. A oração aceita.
As pessoas que ouvem atentamente a narração
de JESUS talvez tivessem esboçado sinais de aprovação inclinando-se para a
atitude do fariseu. Porém, num dado momento, o Mestre desconcerta a todos os
ouvintes com uma conclusão inesperada.
O publicano, que era odiado por todos, isto
é, o pecador, recebe o dom de DEUS, a justiça, ou seja, o perdão e a
misericórdia divina. Já o fariseu, que ostentava a justiça perante DEUS como
conquista pessoal, não obteve o mesmo favor. O publicano recebeu o favor divino
como dom misericordioso de DEUS.
Esta é a verdadeira justiça, posto ser
proveniente de DEUS (Rm 1.17). Assim, a oração aceita é a do publicano.
Ela vem permeada de sinceridade e
arrependimento diante de DEUS. Por isso, ele voltou para casa “justificado”, ou
seja, perdoado e “inocentado” dos seus pecados. O princípio por trás de toda a
parábola está muito claro: aquele que se exalta, será humilhado. Ninguém possui
algo de que possa se orgulhar diante de DEUS. Quem se humilha, será exaltado
(Lc 14.11). O pecador arrependido que humildemente busca a misericórdia de
DEUS, certamente, a encontrará.
SÍNTESE DO TÓPICO III –
O publicano, a despeito de exercer uma
atividade nada honrosa entre os judeus, foi justificado por sua sinceridade e
arrependimento.
Antes de concluirmos, vamos responder algumas
perguntas para que possamos pensar no assunto.
A respeito de “Sinceridade e Arrependimento
Diante de DEUS”, responda:
1.O que significa dizer que estamos diante de
uma “parábola narrativa indireta simples”?
Uma comparação entre dois personagens opostos
o fariseu e o publicano, colocando-os lado a lado.
2.Além de perseverarmos na oração, o que é
necessário fazer?
Além de perseverarmos na oração, é preciso
cultivar uma atitude correta.
3.Qual foi, de fato, o erro do fariseu?
Sua arrogância.
4.O que era possível notar pelas palavras do
fariseu e do publicano?
Pelas palavras do fariseu, todos os seres
humanos eram pecadores e “apenas” ele era justo. Na confissão do publicano,
porém, todos eram justos, “somente” ele era o pecador.
5.Qual é o princípio por trás de toda essa parábola?
O princípio por trás de toda a parábola está
muito claro: aquele que se exalta, será humilhado. Ninguém possui algo de que
possa se orgulhar diante de DEUS. Quem se humilha, será exaltado (Lc 14.11). O
pecador arrependido que humildemente busca a misericórdia de DEUS, certamente,
a encontrará.
CONCLUSÃO
Na parábola que aprendemos na lição de hoje, o fariseu representa aquele tipo de pessoa que ora bastante, mas não tem uma atitude sincera.
O publicano, apesar da classe a que pertence,
no momento da oração representa aquele tipo de pessoa que, com sinceridade e
arrependimento, se prostra diante do Pai e, por isso, encontra favor.
Será que o nosso coração, naturalmente, não é
sempre semelhante ao do fariseu?
Vê severamente os pecados de outras pessoas,
mas esquece dos próprios.
O fariseu deixou o Templo da mesma maneira
que entrou nele.
Devemos orar como publicanos, pois todos
somos pecadores.
Devemos orar com sinceridade e arrependimento
diante de DEUS. Quem se humilhando, curva-se até ao pó, será amorosamente
conduzido ao coração do Pai (Sl 51.17).
Ajuda extra
O Fariseu e o Publicano
- Lucas 18. 9-14 –
Com. Bíblico - Matthew
Henry (Exaustivo) AT e NT
O alcance desta parábola está igualmente
prefixado, e somos informados (v. 9) sobre quem eles eram, a quem ela foi
dirigida, e por quem foi avaliada. Ele a criou para o convencimento de alguns
que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros.
Eles agiam como se tivessem:
1. Uma grande presunção a respeito de si
mesmos, e de sua própria bondade; eles se achavam tão santos quanto precisavam
ser, e mais santos do que todos os seus vizinhos. E achavam que poderiam servir
de exemplo a todos eles. Mas isto não era tudo;
2. Eles tinham uma grande confiança em si
mesmos diante de DEUS, e não só tinham uma opinião muito elevada de sua própria
justiça, mas contavam com seus supostos méritos, sempre que se dirigiam a DEUS,
como quando faziam as suas súplicas. Eles confiavam em si mesmos crendo que
eram justos; eles pensavam que haviam feito de DEUS seu devedor, e que poderiam
exigir qualquer coisa dele; e:
3. Eles desprezavam os outros, e olhavam para
eles com superioridade, como se os outros não fossem dignos de serem comparados
com eles. Agora, CRISTO, através desta parábola, iria mostrar a loucura deles,
e que desse modo eles se excluíam da aceitação do Senhor DEUS.
Esta pregação é chamada de parábola, embora
não haja nenhuma semelhança nela; mas é, antes, uma descrição dos diferentes
temperamentos e linguagens de dois grupos:
(a) daqueles que orgulhosamente justificam a
si mesmos, e
(b) daqueles que humildemente condenam a si
mesmos diante de DEUS. Aqui também fica patente a diferença da postura destes
dois grupos diante de DEUS. E vemos isto todos os dias.
I. Aqui estão os dois, dirigindo-se a DEUS no
dever de oração no mesmo lugar e hora (v. 10). Dois homens subiram ao templo
(porque o templo ficava sobre a colina) para orar. Não era a hora da oração
pública, mas eles foram ali para oferecer as suas devoções pessoais, como era
costume das pessoas boas naquela época, quando o templo não era apenas o lugar,
mas o meio de adoração. E o Senhor DEUS havia prometido, em resposta ao pedido
de Salomão, que, qualquer que fosse a oração feita de modo correto dentro
daquela casa, ela seria aceita. CRISTO é o nosso templo, e é a Ele que devemos
ter em vista em todas as súplicas que dirigirmos a DEUS. O fariseu e o
publicano foram ambos ao templo, orar. Note que entre os adoradores de DEUS, na
igreja invisível, há uma mistura de bons e maus, de alguns que são aceitos por
DEUS, e de alguns que não são; e assim tem sido desde que Caim e Abel levaram
as suas ofertas para o mesmo altar. O fariseu, orgulhoso como era, não podia
pensar em ficar sem a oração; nem o publicano, humilde como era, poderia sequer
pensar em se excluir dos benefícios da oração; mas temos motivos para pensar
que eles se apresentavam ao Senhor com opiniões diferentes.
1. O fariseu foi ao templo para orar porque
era um lugar público, mais público que as esquinas das ruas. Portanto, ele
deveria ter muitos olhos sobre si, que elogiariam a sua devoção, algo que seria
talvez mais do que o esperado. O caráter dos fariseus que foi exposto por
CRISTO – de que todas as obras que eles faziam visavam que eles fossem vistos
pelos homens – nos dá motivos para esta suspeita. Note que os hipócritas mantêm
as demonstrações externas somente para acumular ou ganhar crédito. Há alguns a quem
vemos todos dias no templo, e que, podemos temer, não veremos no grande dia à
mão direita de CRISTO. 2. O publicano foi ao templo porque este lugar fora
designado como a casa de oração para todos os povos, Isaías 56.7. O fariseu foi
ao templo em busca de um elogio; o publicano, para tratar de seus interesses; o
fariseu, para fazer a sua exibição; o publicano, para fazer os seus pedidos.
Agora, DEUS vê com que disposição e objetivo nós o servimos nas santas
ordenanças, e nos julgará de forma adequada.
II.Aqui estão as palavras do fariseu a DEUS (porque não podemos chamar isto de oração): Estando em pé, orava consigo... (vv. 11,12). Em algumas versões, lemos: Colocando-se de pé, orava assim... Aquele homem estava totalmente centrado em si mesmo, não via nada além de si mesmo, de seu próprio louvor, e não enxergava a glória de DEUS. É possível que ele se colocasse em pé em algum lugar visível, onde se destacasse; ou, colocando-se em grande pompa e formalidade, ele orava. Agora o que ele aqui tinha a dizer mostra:
II.Aqui estão as palavras do fariseu a DEUS (porque não podemos chamar isto de oração): Estando em pé, orava consigo... (vv. 11,12). Em algumas versões, lemos: Colocando-se de pé, orava assim... Aquele homem estava totalmente centrado em si mesmo, não via nada além de si mesmo, de seu próprio louvor, e não enxergava a glória de DEUS. É possível que ele se colocasse em pé em algum lugar visível, onde se destacasse; ou, colocando-se em grande pompa e formalidade, ele orava. Agora o que ele aqui tinha a dizer mostra:
1. Que ele confiava em si mesmo, crendo ser
justo. O fariseu disse muitas coisas boas a respeito de si mesmo, e supunha que
fossem verdadeiras. Ele pensava que estava livre dos pecados grosseiros e
escandalosos; achava que não era roubador, nem explorador, que não oprimia os
devedores ou inquilinos, mas que era justo e bondoso com todos os que dependiam
dele. Ele alegava que não era injusto em nenhum dos seus assuntos; ele não agia
mal com ninguém; ele pensava que podia dizer, como Samuel, De quem tomei boi ou
jumento? Ele não era adúltero, mas possuía seu vaso em santificação e honra. No
entanto, isso não era tudo; ele jejuava duas vezes por semana, em parte por
obrigação, em parte por devoção. Os fariseus e seus discípulos jejuavam duas
vezes por semana, segunda-feira e quinta-feira. Assim ele glorificava a DEUS
com o seu corpo: no entanto, isso não era tudo. Ele dava os dízimos de tudo
quanto possuía, de acordo com a lei, e assim glorificava a DEUS com os seus
bens terrenos. Agora, tudo isto era muito bom e recomendável. Miserável é a
condição daqueles que não alcançam a justiça deste fariseu: no entanto, ele não
foi aceito; e por que não?
(1) O fato de dar graças a DEUS por isso,
embora seja em si uma coisa boa, parece ser uma mera formalidade. Ele não diz,
“Pela graça de DEUS eu sou o que sou,” como Paulo disse, mas desaponta com um
desrespeitoso, “Ó DEUS, graças te dou”, que tem como objetivo apenas introduzir
uma ostentação orgulhosa e vangloriosa de si mesmo.
(2) Ele se vangloria disto, e se estende com
prazer nesse assunto, como se todo o seu interesse no templo fosse dizer ao
DEUS Todo-poderoso o quanto ele mesmo era bom; e ele está pronto a dizer, com
estes hipócritas de quem lemos (Is 58.3), “Por que jejuamos nós, e tu não
atentas para isso?”
(3) Ele confiava nisto como sendo justiça, e
não só mencionava, mas pleiteava, como se através disso fosse merecedor de algo
das mãos de DEUS, tendo-o tornado seu devedor. (4) Aqui não há sequer uma
palavra de oração em tudo o que ele disse. Ele subiu ao templo a orar, mas se
esqueceu dessa tarefa; estava tão cheio de si mesmo e de sua própria bondade
que pensava que não precisava de nada, não, nem mesmo do favor e da graça de
DEUS, que, ao que parece, ele não julgava valer a pena pedir.
2. Que ele desprezava os outros. (1) Ele
considerava toda a humanidade insignificante, exceto a si mesmo: Graças te dou,
porque não sou como os demais homens. Ele fala indistintamente, como se ele
fosse melhor que qualquer outra pessoa. Podemos ter motivos para agradecer a
DEUS por não sermos como alguns homens, que são notoriamente iníquos e vis. Mas
falar indiscriminadamente assim, como se apenas nós fôssemos bons, e todos à
nossa volta fossem réprobos, é julgar de forma genérica. (2) Ele considerava
este publicano particularmente insignificante, um homem a quem ele havia
deixado para trás, provavelmente, no pátio dos gentios, e a cuja companhia se
juntou por acaso ao entrar no templo. Ele sabia que este era um publicano, e,
assim, concluiu sem compaixão que ele era um roubador, injusto, e tudo o que
era desprezível. Supondo que tivesse sido assim, e que ele soubesse disso, o
que ele tinha a ver com isso? Será que ele não poderia pronunciar as suas
orações (e isto era tudo o que os fariseus faziam) sem reprovar o seu próximo?
Ou isto fazia parte do seu “Ó DEUS, graças te dou?” Tinha ele tanto prazer na
maldade do publicano quanto na sua própria bondade? Não poderia haver uma
evidência mais clara do que esta, não só da necessidade de humildade e
caridade, mas de grande orgulho e malícia.
III Aqui estão as palavras do publicano a
DEUS, que eram o contrário das palavras do fariseu. Elas estavam tão repletas
de humildade e humilhação, quanto as palavras do fariseu estavam repletas de
orgulho e ostentação; tão cheias de arrependimento pelo pecado, e de um sincero
desejo da presença de DEUS, quanto as do outro eram cheias de confiança em si
mesmo e em sua própria justiça e suficiência.
1. O publicano expressou seu arrependimento e humildade no que fez; e seu gesto, quando se referiu às suas devoções, foi expressivo de grande seriedade e humildade, e a demonstração própria de um coração quebrantado, penitente e obediente.
(1) Ele estava de pé, de longe. O fariseu
estava de pé, mas cercou-se do maior número de pessoas possível, na parte
superior do pátio; o publicano manteve distância debaixo de um senso de sua
indignidade para se aproximar de DEUS, e talvez por medo de ofender o fariseu,
a quem ele observou olhar desdenhosamente para ele, e de perturbar as suas
devoções. Com isso, aquele homem reconheceu que DEUS poderia de forma justa
vê-lo de longe, e mandá-lo a um estado de distância eterna de si, e que foi um
grande favor que DEUS se agradasse em admiti-lo tão perto de si.
(2) Ele nem ainda queria levantar os olhos ao
céu, quanto mais as mãos, como era costume na oração. Ele na verdade levantou o
seu coração a DEUS nos céus, em desejos santos, mas, através da vergonha e da
humilhação dominantes, ele não levantou os seus olhos em santa confiança e
coragem. As suas iniqüidades são mais numerosas do que os cabelos de sua
cabeça, como uma carga pesada, de forma que ele não é capaz de olhar para cima,
Salmos 40.12. O abatimento de seu semblante é uma indicação do abatimento de
sua mente, que foi levada a pensar a respeito do pecado.
(3) Ele batia no peito, em uma santa
indignação contra si mesmo, pelo pecado: “Assim queria bater neste meu coração
perverso, a fonte venenosa da qual fluem todas as correntes de pecado, se eu
pudesse chegar perto dela”. O coração do pecador primeiro bate nele em uma
reprovação penitente, 2 Samuel 24.10. O coração de Davi o abateu. Pecador, o
que tu fizeste? E então ele bate em seu coração com remorso penitente: Ó homem
desgraçado que sou! Foi dito que Efraim bateu em sua coxa, Jeremias 31.19. Os
grandes pranteadores são representados batendo em seus peitos, Naum 2.7.
2. Ele expressou isto no que disse. A sua
oração foi curta. O medo e a vergonha impediram que ele dissesse muito;
suspiros e gemidos sufocaram as suas palavras; mas o que ele disse tinha um
propósito: Ó DEUS, tem misericórdia de mim, pecador. E bendito seja DEUS por
termos esta oração registrada como uma oração respondida, e por termos a
certeza de que aquele que orou assim foi para a sua casa justificado. E nós
também o seremos, através de JESUS CRISTO, se fizermos esta oração, como ele
fez: “Ó DEUS, tem misericórdia de mim, pecador. Que o DEUS de infinita
misericórdia tenha misericórdia de mim, porque, se Ele não tiver, estarei
perdido para sempre, e serei infeliz para sempre. Senhor DEUS, tenha
misericórdia de mim, porque tenho sido cruel para mim mesmo.”
(1) Ele reconhece que é um pecador por
natureza, por prática, culpado diante de DEUS. Eis que sou mau, o que
responderei a ti? O fariseu nega ser um pecador; nenhum de seus vizinhos pode acusá-lo,
e ele não vê motivo algum para acusar-se de qualquer coisa errada; ele está
limpo, ele está puro em relação ao pecado. Mas o publicano não dá a si mesmo
nenhum outro caráter além de pecador, um réu confesso no tribunal de DEUS.
(2)
Ele não depende de nada além da misericórdia de DEUS, que é a única coisa em
que ele confia. O fariseu havia insistido no mérito de seus jejuns e dízimos;
mas o pobre publicano rejeita todo pensamento de mérito, e corre para a
misericórdia como a sua cidade de refúgio, e se apodera das pontas dos chifres
deste altar. “A justiça me condena; nada irá me salvar exceto a misericórdia, e
somente a misericórdia”.
(3) Ele sinceramente ora rogando o benefício
desta misericórdia: “Ó DEUS, tenha misericórdia, de mim, seja favorável a mim;
perdoe meus pecados; reconcilie-se comigo; coloque-me em seu favor; receba-me
misericordiosamente; ame-me pela sua bondade e graça”. Ele vem como um mendigo
pedindo esmolas, que está pronto a morrer de fome. Ele provavelmente repetiu
esta oração com sentimentos renovados, e talvez tenha dito mais com o mesmo
sentido, talvez tenha feito uma confissão específica de seus pecados, e
mencionado as misericórdias específicas de que necessitava, e que esperava de
DEUS; mas ainda assim este era o refrão da canção: Ó DEUS, tem misericórdia de
mim, pecador.
IV.Aqui está a aceitação do publicano por parte do Senhor DEUS. Nós temos visto como estes dois homens se dirigiram a DEUS de forma diferente; vale a pena agora perguntar como eles se saíram. Havia aqueles que iriam enaltecer o fariseu, pelos quais ele iria para a sua casa aplaudido, e que iriam olhar com desprezo para este publicano desprezível e lamurioso. Mas nosso Senhor JESUS, a quem todos os corações estão abertos, de quem todos os desejos são conhecidos, e de quem nenhum segredo está oculto, que está perfeitamente familiarizado com todos os procedimentos na corte do céu, nos assegura que este pobre publicano, penitente e de coração quebrantado, foi para a sua casa justificado, enquanto o fariseu, não. O fariseu pensava que se um deles, e não o outro, devia ser justificado, certamente devia ser ele em vez do publicano. “Não”, disse CRISTO, “Digo-vos, eu afirmo com a máxima segurança, vos declaro com a máxima consideração, digo-vos, é o publicano em vez do fariseu”. O fariseu orgulhoso vai embora, rejeitado por DEUS. Suas ações de graças estão longe de serem aceitas, pois são uma abominação. Ele não é justificado, seus pecados não são perdoados, e ele não é liberto da condenação. O fariseu não é aceito como justo à vista de DEUS, porque ele é muito justo aos seus próprios olhos; mas o publicano, ao se dirigir humildemente ao céu, obtém a remissão de seus pecados, e aquele a quem o fariseu não colocaria com os cães de seu rebanho, DEUS coloca com os filhos de sua família. O motivo para isso é que a glória de DEUS consiste em resistir ao soberbo, e a dar graça ao humilde. 1. Os homens orgulhosos, que a si mesmos se exaltam, são adversários de DEUS, e, portanto, serão certamente humilhados. DEUS, em seu diálogo com Jó, recorre a essa prova de que Ele é DEUS, que Ele olha para todo soberbo, e humilha-o, Jó 40.12. 2. Os homens humildes, que a si mesmos se humilham, estão sujeitos a DEUS, e serão exaltados. DEUS tem uma preferência reservada para aqueles que consideram as suas bênçãos como favores, não para aqueles que as exigem como dívidas. Aquele que for humilde será exaltado no amor de DEUS, e na comunhão com Ele. Será exaltado na satisfação que terá em si mesmo, e será, finalmente, exaltado até o céu. Veja como o castigo é a resposta ao pecado: Qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado. Veja como a recompensa é a resposta ao dever: Qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado. Veja também o poder da graça de DEUS ao trazer o bem a partir do mal; o publicano havia sido um grande pecador, e da grandeza do seu pecado foi trazido à grandeza de seu arrependimento; “Do comedor saiu comida” (Jz 14.4). Veja, ao contrário, que o poder da maldade de Satanás traz o mal a partir do bem. Era bom que o fariseu não fosse roubador, nem injusto; mas o diabo o tornou orgulhoso disso, e esta foi a sua ruína
IV.Aqui está a aceitação do publicano por parte do Senhor DEUS. Nós temos visto como estes dois homens se dirigiram a DEUS de forma diferente; vale a pena agora perguntar como eles se saíram. Havia aqueles que iriam enaltecer o fariseu, pelos quais ele iria para a sua casa aplaudido, e que iriam olhar com desprezo para este publicano desprezível e lamurioso. Mas nosso Senhor JESUS, a quem todos os corações estão abertos, de quem todos os desejos são conhecidos, e de quem nenhum segredo está oculto, que está perfeitamente familiarizado com todos os procedimentos na corte do céu, nos assegura que este pobre publicano, penitente e de coração quebrantado, foi para a sua casa justificado, enquanto o fariseu, não. O fariseu pensava que se um deles, e não o outro, devia ser justificado, certamente devia ser ele em vez do publicano. “Não”, disse CRISTO, “Digo-vos, eu afirmo com a máxima segurança, vos declaro com a máxima consideração, digo-vos, é o publicano em vez do fariseu”. O fariseu orgulhoso vai embora, rejeitado por DEUS. Suas ações de graças estão longe de serem aceitas, pois são uma abominação. Ele não é justificado, seus pecados não são perdoados, e ele não é liberto da condenação. O fariseu não é aceito como justo à vista de DEUS, porque ele é muito justo aos seus próprios olhos; mas o publicano, ao se dirigir humildemente ao céu, obtém a remissão de seus pecados, e aquele a quem o fariseu não colocaria com os cães de seu rebanho, DEUS coloca com os filhos de sua família. O motivo para isso é que a glória de DEUS consiste em resistir ao soberbo, e a dar graça ao humilde. 1. Os homens orgulhosos, que a si mesmos se exaltam, são adversários de DEUS, e, portanto, serão certamente humilhados. DEUS, em seu diálogo com Jó, recorre a essa prova de que Ele é DEUS, que Ele olha para todo soberbo, e humilha-o, Jó 40.12. 2. Os homens humildes, que a si mesmos se humilham, estão sujeitos a DEUS, e serão exaltados. DEUS tem uma preferência reservada para aqueles que consideram as suas bênçãos como favores, não para aqueles que as exigem como dívidas. Aquele que for humilde será exaltado no amor de DEUS, e na comunhão com Ele. Será exaltado na satisfação que terá em si mesmo, e será, finalmente, exaltado até o céu. Veja como o castigo é a resposta ao pecado: Qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado. Veja como a recompensa é a resposta ao dever: Qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado. Veja também o poder da graça de DEUS ao trazer o bem a partir do mal; o publicano havia sido um grande pecador, e da grandeza do seu pecado foi trazido à grandeza de seu arrependimento; “Do comedor saiu comida” (Jz 14.4). Veja, ao contrário, que o poder da maldade de Satanás traz o mal a partir do bem. Era bom que o fariseu não fosse roubador, nem injusto; mas o diabo o tornou orgulhoso disso, e esta foi a sua ruína
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI
EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
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CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo
Testamento Interpretado versículo por Versículo.
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia -
Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo
Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO -
Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia
Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/,
Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
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Revista Ensinador Cristão - CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
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Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina
da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
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VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE
- http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua
Portuguesa. OBJETIVA.
Levítico - introdução e comentário - R.K.Harrinson - Série Cultura Bíblica - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP
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Guia Básico de Interpretação da Bíblia -
CPAD
Pequeno Atlas Bíblico -
CPAD Hermenêutica Fácil e Descomplicada - CPAD

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