Há um Oásis no Deserto

domingo, 22 de março de 2020

SINCERIDADE E ARREPENDIMENTO DIANTE DE DEUS


Sinceridade e Arrependimento Diante de DEUS



As Parábolas de JESUS: As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante

TEXTO ÁUREO

E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado. ” (Mt 23.12)

Jesus teve que pegar pesado com os fariseus, porque se achavam mais santos do que todo mundo junto. 
Eles eram tão idolatrados pelos néscios que chegavam ao ponto de afirmar que seria impossível não ir para o céu de tão santos. Jesus sabe que todos inclusive os discípulos precisam desta repreensão porque na simplicidade temos a tendência de sermos fascinados pelos pomposos. “E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, 
E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.Mateus 23:6,7
Eles todos que desejavam cargos para serem o maiorais precisavam saber que ministros vem do latim Minus=Menor. 
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.João 13:17
E este v.12 do texto áureo é a conclusão da explicação de Jesus sobre esse assunto, porque há um castigo que ameaça o orgulhoso – será humilhado, e há uma promessa para o humilde que se humilha – será exaltado. “ Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;” 1 Pedro 5:6
Porque neste mundo, o humilde tem a honra de desfrutar o favor de Deus e o julgamento dos bons e prudentes, e fica qualificado para ser chamado muitas vezes para prestar o serviço mais nobre.

VERDADE PRÁTICA.

Cuidado com o orgulho e a arrogância espiritual, pois ambos são pecados perante DEUS e devem ser confessados e abandonados.


LEITURA DIÁRIA.

Segunda – Pv 16.18 A destruição é antecedida pelo orgulho, e a queda, pela altivez 
Quanto mais alto sobe elevados, tanto maior é a queda.
Faraó, Senaqueribe, Nabucodonosor, Herodes, são exemplos de arrogantes que desafiaram a Deus.

 Terça – Pv 29.23 A soberba é uma armadilha para os que a cultivam.
Compare com este provérbio 11: 2 (Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria. Provérbios 11:2);
15:33 (O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade. Provérbios 15:33) ;
16:18 (A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
Provérbios 16:18
e 18:12 ( O coração do homem se exalta antes de ser abatido e diante da honra vai a humildade. Provérbios 18:12) .
Um provérbio rabínico, autor desconhecido: "Aquele que corre atrás de honra é a honra que ele foge; mas quem foge de honra, honra o persegue ".

Quarta – Mc 7.21-23 Na lista dos pecados, a soberba ocupa um lugar especial 
Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” Marcos 7:21-23
Sempre depois de falar para a multidão, Jesus dá aos seus discípulos em particular uma explicação mais profunda: "Seus discípulos o interrogaram acerca da parábola. ” E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar,” Marcos 7:18
Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. 
E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar? Marcos 7:3-5
Jesus:
Repreende-os pela falta de entendimento: Ele não espera que sejamos gênios, mas que tenhamos um pouco mais de esforço em aprender. 
E explica:
ü  A verdadeira pureza tem a ver com o coração não com o estômago ou as mãos.
ü  O lavar das mãos para comer e beber não afeta o plano religioso, isso é uma função organizacional que também não afeta o espírito, mas pode contaminar o corpo com alguma bactéria.
ü  O vômito ou o arrotar passa pela boca, mas não contamina, porém as palavras que também passam, essas contaminam, já que vem do coração; e a boca fala do que o coração está cheio (“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.Lucas 6:45).
ü  Ou seja, os alimentos que comemos são evacuados de alguma forma mas o pecado permanece no coração, contaminando-o e levando à óbito.
ü  E nossas palavras precisam de uma lavagem espiritual, porque o coração é fonte corrupta (“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?Jeremias 17:9).
ü  Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.Jeremias 17:10
ü  Ou seja, os grandes males procedem do coração.
ü  Então vamos cuidar bem do nosso corpo ficando atentos com que nosso coração está armazenando, tipo os:
ü  MAUS PENSAMENTOS (produz maus diálogos com os outros ou consigo mesmo = daí surgem as ações) –
ü  ADULTÉRIOS – (Essa é a violação dos laços do matrimônio, envolvendo um ato sexual voluntário entre um homem e uma mulher que não seja o seu cônjuge. Jesus ampliou a transgressão desse pecado para o olhar cobiçoso (Mt 5.28).
ü  FORNICAÇÕES - (O termo pornéia indica o pecado sexual em geral, todo comportamento sexual ilícito, seja dentro ou fora do casamento. 
A prostituição inclui a pornografia, a fornicação, o adultério, o homossexualismo, bem como toda impureza moral) 
ü  HOMICÍDIOS – (inclui o ódio, vontade de matar, e o assassinato)
ü  FURTOS  - (Na língua grega há duas palavras para furto: kleptes e lestes. Lestes é o bandoleiro, assaltante. Barrabás era um lestes (Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador. ” João 18:40). 
    Kleptes é um ladrão. Judas era um ladrão quando subtraía da bolsa (“Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. João 12:6). A palavra usada aqui é klopai. O furto é a apropriação daquilo que não nos pertence. É a posse intencional daquilo que pertence a outro: seja o governo civil, o próximo, ou mesmo Deus. –
ü  AVAREZA – (Avareza é um apego idolátrico às coisas materiais, sonegando toda sorte de ajuda ao próximo nas suas necessidades. O termo usado é pleonexiai, o desejo ardente de ter o que pertence a outros. A ganância é como uma peneira que nunca fica cheia.)
ü  MALDADES – (somatória de tudo que não for bom)
ü  ENGANO – (uma pessoa pode sim se enganar, é humano, o que não pode são as artimanhas do engano, quando se vê o outro fazer as contas do seu débito errada...)
ü  DISSOLUÇÃO – (é prometer e não cumprir, quebra de contrato verbal)
ü  INVEJA – (É o desprazer de ver uma pessoa possuir algo é um dos pecados mais destrutivos da alma, apodrece os ossos (Pv 14.30). inveja vem do latim invidia, que significa “olhar contra”, ou seja, olhar com má vontade para outra pessoa por causa do que ela tem ou é. Foi a inveja que matou Abel, jogou José no poço, provocou a revolta de Core, Datã e Abirão, levou Saul a perseguir Davi, gerou as palavras rancorosas do “irmão mais velho” do pródigo e crucificou Jesus)
ü  BLASFÊMIA – (Palavras abusivas e difamações. Refere-se à difamação do caráter, ao xingamento, à calúnia, linguagem desdenhosa ou insolente dirigida contra outra pessoa, seja diretamente para ela, ou pelas suas costas)
ü  SOBERBA – (A tendência maligna de imaginar-se melhor, mais hábil ou maior do que os outros.)
ü  LOUCURA – (agir imprudentemente, pondo a família em risco ou até mesmo a própria vida.)
ü  O remédio é um novo coração. É mais difícil ter um coração limpo do que mãos limpas. De fato, é impossível ter uma vida aceitável a Deus, com nossos corações contaminados longe de sua graça purificadora. O evangelho trabalha de dentro para fora, provendo a motivação interna necessária para adquirir caráter justo e para livrar-se “de toda impureza e acúmulo de maldade” (Tg 1.21)
ü  Os pecados que estão no PLURAL, indicam más ações.
ü  Os que estão no singular falam do direcionamento maligno.

Quinta – Tg 4.6 - Deus também se opõe ao soberbo 
Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.Tiago 4:6
O pecado predileto do diabo é a vaidade, o orgulho e a soberba. Ele tenta as pessoas nessa área. Ele tentou Eva e tenta os novos crentes (Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.”1 Timóteo 3:6). Deus quer que dependamos dEle enquanto o diabo quer que dependamos de nós. O diabo gosta de encher a nossa bola. O grande problema da igreja hoje é que temos muitas celebridades e poucos servos. Há tanta vaidade humana que não sobra espaço para a glória de Deus. Como podemos vencer esses três inimigos? Tiago nos informa que Deus está incansavelmente do nosso lado. Ele sempre nos dá graça suficiente para vencer. Mas a graça de Deus não nos isenta de responsabilidade.

Sexta – 1 Pe 5.5-7 -
Pedro repete o que disse Tiago, mas acrescenta uma promessa 
Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”
1 Pedro 5:5-7

Sábado – Rm 12.16 -
Não ambicionar coisas altas, mas contentar-se com as humildes
Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; “ Romanos 12:16
Harmonia. “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros” (12.16a). Os cristãos devem viver em concordância uns com os outros. Devem ser unânimes entre si, nutrir os mais nobres sentimentos e praticar as mais excelentes atitudes entre si. 1.
Humildade. “[...] em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (12.16b). Entre os cristãos não há espaço para o esnobismo. O amor coloca o outro na frente do eu.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 18.9-14
9 – E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
10 – Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
11 – O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó DEUS, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
12 – Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
13 – O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó DEUS, tem misericórdia de mim, pecador!
14 – Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

OBJETIVO GERAL
Ressaltar a sinceridade e o arrependimento como duas virtudes importantíssimas para o cristão.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Interpretar a parábola do fariseu e do publicano; Apontar os males do farisaísmo e da hipocrisia; Contrastar a postura do publicano em relação à do fariseu.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR Até mesmo as pessoas que não professam a fé cristã sabem do que se trata quando alguém é chamado de “fariseu”. Farisaísmo é sinônimo de hipocrisia, postura altamente reprovável por JESUS durante todo o seu ministério terreno. É importante entender que JESUS não reprovava o que era certo do ensinamento dos fariseus (Mt 23.1-3), mas desabonava a conduta deles. Portanto, as boas virtudes devem ser cultivadas, pois estas também são parte da transformação operada pelo ESPIRITO SANTO em nós (Ef 2.10). Como aprenderemos nesta lição, as coisas que o fariseu dizia fazer não eram, em si mesmas, erradas, mas a motivação com que ele agia, isto sim, era algo altamente arrogante e mesquinho.

PONTO CENTRAL - A sinceridade e o arrependimento vão além da religiosidade.

INTRODUÇÃO

A parábola de hoje "Parábola do fariseu e do publicano. JESUS revela a diferença de atitude de dois homens quando em oração diante de DEUS. Um se justifica e o outro pede misericórdia a DEUS para que seja justificado.

Existe uma "Teologia do Merecimento" que mais afasta o homem de DEUS do que o aproxima.  Deus não se vende, se nós tivéssemos méritos para exigir ele nem precisaria se preocupar em estar conosco todos os dias, ficaria em Seu Trono esperando. A salvação e tudo mais que Deus nos dá é pura GRAÇA, e esta GRAÇA é tão grande que quando manda chuva para os justos, todos se beneficiam. (Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Mateus 5:45)
Quando orarmos a Deus, devemos confiar em quem Ele é e nunca quem nós somos, porque com as nossas atitudes sempre quisemos derrubar o plano de Deus e fazer do nosso jeito.
Aconteceu com Sara, Abraão, Jonas, até Paulo no navio.

A confissão mais pesada da Bíblia acha-se no livro de Isaías: “Todos nós nos tornamos impuros. As nossas boas ações, que pensamos ser um lindo manto de justiça, não passam de ‘trapos imundos’” (Is 64.6, NBV).
Outras versões chegam mais perto do que o profeta quer dizer e mencionam  “ Nossa justiça toda é como ‘sangue menstrual’” (CNBB). Esses trapos imundos são os absorventes da época.
É um choque quando o véu da, auto avaliação equivocada é removido e o culpado chega a ponto de saber que suas possíveis boas obras são como trapos de imundícia.
É bom orarmos com humildade diante de Deus para que a Seu tempo Ele conceda o que deseja o nosso coração.

Uma coisa é certa, se o profeta citou que existe sangue menstrual, existe também sangue remidor e purificador que BRANQUEIA nossas obras.
(E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Apocalipse 7:14 ).

As obras de justiça dos santos, são as vestes de linho puro e resplandecente que a noiva (igreja), se vestirá nas bodas do Cordeiro, (E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. Apocalipse 19:8).

Nisto aprendemos que as obras de justiça que fazemos em CRISTO, são vestes resplandecentes e não mais trapos de imundícia, e toda a virtude pertence ao Senhor, para a glória de DEUS Pai, (E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
Mateus 25:31-46).

Seja o batismo no ESPÍRITO SANTO, CURA, BENS e outras coisas mais que desejamos, PEÇAMOS COM HUMILDADE.
Somos totalmente dependentes de DEUS.

JESUS ensina que são felizes os humildes de espírito (Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Mateus 5:3), humildes são aqueles que reconhecem a sua real condição diante de DEUS, por isso, hoje vamos falar sobre a sinceridade e o arrependimento para com o Senhor.

Deve-se prestar atenção ao fato de que JESUS está se referindo a atitude de dois homens em oração diante de DEUS, Ele mostra que a dependência humilde quando estamos na presença de Deus é a base da oração que Ele ouve.


I-INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

Na aula anterior estudamos sobre a parábola da viúva persistente, sobre não desfalecer e continuar pedindo até conseguir aquilo que queremos.
Hoje falaremos sobre a humildade no momento de pedir.
Portanto devemos ser perseverantes e humildes para termos os favores do Altíssimo. Vê que não basta o local onde estamos orando é preciso ter a motivação correta.
Os dois, fariseu e publicano, estavam no Templo e também orando, mas as motivações eram muito diferentes.

1. O fariseu.

O Fariseu = separado = santoé o nome dado a um grupo de homens devotos que estudava e ensinavam a Torah para o povo, desde o Século II a.C. Eram opositores dos saduceus, criam numa Lei Oral em conjunto com a escrita e são os criadores da sinagoga. Essa disputa foi até o ano 70 d.C. quando Jerusalém foi destruída, aí os saduceus perderam o poder e os fariseus continuaram sendo os precursores do judaísmo rabínico.
Desde os dias de Jesus mantém-se em oposição ferrenha contra o cristianismo, razão pela qual Jesus os chamou de fanáticos e hipócritas, porque eram mestres em manipularem as leis a fim de realizar seus interesses e foi por causa deste comportamento que ofensivamente foram chamados de fariseus pelo Mestre, os que assim procedem nós os chamamos de hereges.
O apóstolo Paulo antes de sua conversão era um destes. “Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós. Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão; Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne. Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;
Filipenses 3:1-9

Jesus enfrentou com bravura esse grupo de santarrões. “Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Mateus 15:1-3

Hoje nossa luta para ganhar almas para Jesus não é só satanás, mas também aqueles que se dizendo cristãos, frequentam igrejas onde os líderes não praticam e não vivem a genuína Palavra, e assim afastam as pessoas de Cristo.
Tiago escreveu. “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Tiago 1:26,27

Jesus diz: Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Mateus 23:13-15

Ai deles, porque são pedras de tropeço para os que estão iniciando na fé.
Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Mateus 18:6,7

Que não sejamos apenas atores na Obra de Deus, falando coisas que não ensinam a Verdadeira Verdade, e favorecendo a nós mesmos. Todo aquele que tenta se justificar com a Lei, acaba se afastando da Graça que Jesus oferece. E estes:
Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. Gálatas 5:4
Um aviso para nós.
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. Mateus 5:20.

Estamos nos últimos dias da igreja na terra onde as pessoas confundem vida santa com farisaísmo.
Fariseus alertou-os de que apesar de todos acharem que o céu era deles por tanto demonstrarem santidade, Jesus os desmascarou dizendo não eram salvos, não eram espirituais, não conheciam JESUS como Messias, não praticavam o que ensinavam, não amavam as pessoas, não possuíam nenhum dom do ESPÍRITO SANTO, não realizaram nenhum milagre, não levavam ninguém a salvação.
Paulo, Pedro, contavam o que JESUS faziam entre eles, não para se exaltarem, mas para levarem outros a serem instrumentos de DEUS. Para levarem outros a se esforçarem por darem suas vidas em sacrifício para a salvação das pessoas.

At 15:4 E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e relataram tudo quanto DEUS fizera por meio deles. Ver Mais
At 21:19 E, havendo-os saudado, contou-lhes uma por uma as coisas que por seu ministério DEUS fizera entre os gentios
Lc 2:37 e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, servindo a DEUS noite e dia em jejuns e orações.
At 14:23 E, havendo-lhes feito eleger anciãos em cada igreja e orado com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido. 
2Co 6:5 em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns,
2Co 11:27 em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. Jejuns, orações, estudos bíblicos, esmolas, ofertas, dízimos, tudo isso, devem ser normais na vida de todo crente.
Lc 12:33 Vendei o que possuís, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não envelheçam; tesouro nos céus que jamais acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói.
At 9:36 Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas, a qual estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
At 10:2 piedoso e temente a DEUS com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a DEUS, 
At 10:4 Este, fitando nele os olhos e atemorizado, perguntou: Que é, Senhor? O anjo respondeu-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de DEUS;
At 10:31 e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de DEUS.
At 24:17  Vários anos depois vim trazer à minha nação esmolas e fazer oferendas;

2. O publicano.

Os publicanos eram cobradores de imposts ou de taxas alfandegárias em favor dos romanos. Essa classe trabalhadora aparece em várias passagens da Bíblia no Novo Testamento.
A palavra publicano no Novo Testamento traduz o grego telones e significa “cobrador de taxas e impostos” ou “arrendatário”. Na verdade, desde antes de 200 a.C., existia em Roma, os publicani romanos, que devem ser diferenciados dos publicanos que aparecem no Novo Testamento.
Essa classe de homens, os ordo publicanorum, geralmente vivia na capital do império e era responsável pelas arrecadações.
Os publicanos romanos podiam vender parte dos direitos arrecadados que recebiam em determinada província, ou empregar vários agentes de coleta subordinados a eles, a fim de se encarregarem das cobranças.
Portanto, os publicanos contratadores centrais dificilmente estavam envolvidos com as províncias as quais recolhiam os impostos através de seus empregados. Mesmo em Roma, esses publicanos eram identificados muitas vezes como sendo pessoas que pertenciam a um sistema corrupto e inclinado ao abuso, onde, em alguns casos, o próprio governo precisava interferir.
O que os publicanos cobravam?
No primeiro século, o Império Romano cobrava dois tipos de impostos: o imposto direto e o imposto indireto. O imposto direto, que incidia sobre as terras e os indivíduos.
Já o imposto indireto, que incidia sobre as importações e exportações, e também era gerado por tarifas rodoviárias, pedágios de pontes, portos etc., era recolhido pelos publicanos que venciam o leilão público. Os homens chamados de “publicanos” que aparecem no Novo Testamento são especialmente esses coletores subordinados aos contratadores, e por isso geralmente eram nativos da própria região. Assim como os publicanos romanos, esses sub-coletores também tinham fama de praticarem extorsões e serem avarentos e egoístas. Junto a isso, desde a antiguidade as pessoas nunca gostaram de pagar impostos, o que sempre culminou num certo preconceito por quem era responsável pela tarefa da cobrança.
A classe dos publicanos no Novo Testamento era extremamente odiada pelos judeus, pois além dessa má fama, eles também eram considerados traidores de seu próprio povo ao servirem voluntariamente seus opressores, os romanos.
Além disso, eles eram desprezados por questões religiosas, pois como seu trabalho exigia contatos frequentes com povos gentios, eles eram considerados impuros cerimonialmente, e os rabinos geralmente ensinavam seus alunos que deveriam evitar a qualquer custo sentar à mesa com eles ou manter qualquer tipo de contato social.

Jesus e os publicanos
Jesus por várias vezes foi acusado de estar na companhia de “publicanos e pecadores.
E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Mateus 9:10,11

Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos. Mateus 11:19

Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer. Mateus 21:31,32
E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido. E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.
Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos? E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar; Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias.
Marcos 2:15-20

 E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;
Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.
Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem?
E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão. E disse-lhes também uma parábola: Ninguém deita um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha.
Lucas 5:29-36

E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. Lucas 7:36

E Chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. Lucas 15:1

O contexto de muitas ocasiões em que Jesus ensinou por parábolas, envolve de alguma forma os publicanos, pecadores, prostitutas e, é claro, os escribas e os fariseus que os julgavam.

Na Parábola do Fariseu e o Publicano, Jesus utilizou explicitamente a figura de um homem que pertencia a essa classe trabalhadora. Isso não significava que Jesus aprovava as práticas deles, ao contrário, o pecado, dos publicanos eram tão abomináveis quanto o pecado dos escribas e fariseus.
Jesus veio ensinar que Deus ama a todos indistintamente e nós devemos fazer o mesmo.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Mateus 5:46,47 

E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Mateus 18:17,18

No entanto, na narrativa bíblica os publicanos aparecem mais sensíveis ao chamado do arrependimento, que os religiosos judeus, que geralmente se apoiavam em sua justiça própria.
E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele.
Lucas 7:29,30

E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.
Lucas 18:9-14

Muitos publicanos se converteram e seguiram a Jesus.
João Batista foi um dos que denunciou o principal pecado dos publicanos, quando alguns deles foram ter com ele para receber o batismo e lhe perguntaram o que deveriam fazer. A resposta de João Batista foi a seguinte: “Não peçais mais do que o que vos está ordenado” (Lc 3:12).

Dois publicanos receberam especial destaque no Novo Testamento:
Zaqueu e Levi (ou Mateus).
Zaqueu é chamado de “chefe dos publicanos”, do grego architelones, o que provavelmente significa que ele era um subcontratante responsável pela cobrança dos impostos e taxas de Jericó, e que coordenava outros coletores abaixo dele, talvez como um tipo de supervisor.
O apóstolo Mateus era um empregado aduaneiro que trabalhava em Cafarnaum, e provavelmente cobrava os impostos da rota comercial que ligava Damasco a Galiléia.
Jesus identificou as necessidades dos publicanos e anunciou as boas-novas do reino de Deus a eles. Muitos dessa classe de pessoas tão desprezada pelo povo foram atraídos pelos ensinos do nosso Senhor, que foi chamado de “amigo dos publicanos e pecadores” (Mt 11:19).

3. A oração.

Os judeus da cidade de Jerusalém tinham o costume de fazer orações nas horas costumeiras (9 da manhã e 15 da tarde). Daniel orava três vezes ao dia. Entretanto, mesmo fora dos horários regulares havia pessoas orando no Templo (Lc 2.37; At 22.17). Um fariseu e um publicano subiram ao Templo com o fim de orar à mesma hora. Havia grande distância entre essas duas classes do povo. Fariseu, dizia cumprir a Lei com rigor exemplar. O outro, publicano, era considerado pelo povo em geral, uma pessoa que vivia em grandes pecados e vícios, até sendo mesmo equiparado aos gentios. Essas duas figuras estão orando juntas à mesma hora no Templo. É o que informa a parábola.

A oração que o pecador faz com humildade e arrependimento leva à conversão genuína, que, por sua vez, se evidencia pela conversão comprovada, pela reparação dos erros cometidos e a volta às atividades que honram a obra de DEUS e o glorificam.
Os atos falam mais alto que as palavras. São os atos da pessoa que atestam a sinceridade da sua conversão. Se você está em falta diante de DEUS, quanto maior for seu erro, tanto maior deve ser a humildade e o arrependimento demonstrados em sua oração. Você estará orando a um DEUS vivo que conhece tudo que é rico em misericórdias


II – A HIPOCRISIA DO FARISEU

1.     A postura do fariseu no momento da oração.

Em um lugar separado dos demais que estavam no templo orando, o fariseu não se ajoelhou ou prostrou, mas permaneceu em pé dizia:
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. Lucas 18:11,12

E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mateus 6:5

Em pé, ajoelhado ou prostrado poderá ser ato pecaminoso como o deste fariseu dependendo do que estará dizendo o nosso coração. A Deus ninguém engana.


2. Uma “oração comum”.
Tudo indica que o tipo de oração que encontramos no texto, apesar de transparecer arrogante, não era completamente desconhecido, pois há relatos na literatura rabínica do judaísmo de que tal comportamento era comum. Alguns autores mostram exemplos de orações cujo teor é similar à do fariseu da parábola. Isso, porém, não justifica a atitude e nem a torna aceitável.


3.     A oração arrogante.

O fariseu diz a respeito de si mesmo o que era rigorosamente verdadeiro, mas o que o motivava a orar era completamente errado. Não existe nenhuma consciência do pecado, nem da necessidade, nem da humilde dependência de DEUS.
O fariseu quase que comete a loucura de “parabenizar” a DEUS por ter um servo tão excelente como ele! Depois de suas primeiras palavras, não se lembra mais de DEUS, mas apenas de si mesmo.
O centro de sua oração é o que ele faz. A oração do fariseu inicialmente mostra quem ele é. Em seguida, ele passa a destacar as obras excedentes, ou seja, “a mais” que ele realiza. Excedia o jejum prescrito na Lei, o “Dia da Expiação”, acrescentando à prática anual (Lv 16.29,31; 23.27), mais dois jejuns semanais. Excedia o dízimo normatizado pela Lei (Lv 27.30,32; Nm 18.21,24), chegando a separar o dízimo dos “temperos” ou condimentos (Mt 23.23). Ele realmente “agradece” por ser quem é, mas, não contente com isso, “agradece” também pelo que supostamente faz para DEUS.

SÍNTESE DO TÓPICO II –
O fariseu praticava coisas certas não por isto ser o correto, mas como forma de auto justificação.


III – A SINCERIDADE DO PUBLICANO

1. A oração do publicano.

O cobrador de impostos parece não estar à vontade no local de culto. Ele não está apto nem mesmo para assumir o comportamento normal de quem ora. Bate no peito como aquele que está numa situação de desespero, suplica com a fórmula do pecador que não sabe fazer o elenco de seus pecados (Sl 51.3). É a oração do pobre que confia totalmente em DEUS. Com profunda dor ele exclama: “DEUS, tem misericórdia de mim, pecador!” Nessa breve, porém, sincera e humilde oração, a ênfase recai sobre a palavra “pecador”.

2. Sinceridade e arrependimento.

Além de golpear o próprio peito, o publicano nem conseguia levantar os olhos. O termo grego utilizado é uma expressão forte e definida para uma contrição dolorosa e arrependida, tal como aparece em Lucas 23.48. O publicano sequer consegue formular muitas palavras. Nem mesmo fazendo promessas ele conseguiria obter quaisquer direitos. Ele tem consciência de sua condição, por isso, prostra-se em sinal de sinceridade e arrependimento. A sua condição o permite apenas render-se inteiramente às mãos de DEUS. É possível notar, pelas palavras do fariseu, que todos os seres humanos eram pecadores e “apenas” ele era justo. De forma contrária, na confissão do publicano, porém, todos eram justos, “somente” ele era o pecador. Nisto também vemos a comparação entre ambos. Na verdade, estamos diante de uma oração que saía das profundezas de um coração completamente dilacerado pela dor.


3. A oração aceita.

As pessoas que ouvem atentamente a narração de JESUS talvez tivessem esboçado sinais de aprovação inclinando-se para a atitude do fariseu. Porém, num dado momento, o Mestre desconcerta a todos os ouvintes com uma conclusão inesperada.
O publicano, que era odiado por todos, isto é, o pecador, recebe o dom de DEUS, a justiça, ou seja, o perdão e a misericórdia divina. Já o fariseu, que ostentava a justiça perante DEUS como conquista pessoal, não obteve o mesmo favor. O publicano recebeu o favor divino como dom misericordioso de DEUS.
Esta é a verdadeira justiça, posto ser proveniente de DEUS (Rm 1.17). Assim, a oração aceita é a do publicano.
Ela vem permeada de sinceridade e arrependimento diante de DEUS. Por isso, ele voltou para casa “justificado”, ou seja, perdoado e “inocentado” dos seus pecados. O princípio por trás de toda a parábola está muito claro: aquele que se exalta, será humilhado. Ninguém possui algo de que possa se orgulhar diante de DEUS. Quem se humilha, será exaltado (Lc 14.11). O pecador arrependido que humildemente busca a misericórdia de DEUS, certamente, a encontrará.


SÍNTESE DO TÓPICO III –
O publicano, a despeito de exercer uma atividade nada honrosa entre os judeus, foi justificado por sua sinceridade e arrependimento.

Antes de concluirmos, vamos responder algumas perguntas para que possamos pensar no assunto.

A respeito de “Sinceridade e Arrependimento Diante de DEUS”, responda:
1.O que significa dizer que estamos diante de uma “parábola narrativa indireta simples”?
Uma comparação entre dois personagens opostos o fariseu e o publicano, colocando-os lado a lado.

2.Além de perseverarmos na oração, o que é necessário fazer?
Além de perseverarmos na oração, é preciso cultivar uma atitude correta.

3.Qual foi, de fato, o erro do fariseu?
Sua arrogância. 

4.O que era possível notar pelas palavras do fariseu e do publicano?
Pelas palavras do fariseu, todos os seres humanos eram pecadores e “apenas” ele era justo. Na confissão do publicano, porém, todos eram justos, “somente” ele era o pecador.

5.Qual é o princípio por trás de toda essa parábola?
O princípio por trás de toda a parábola está muito claro: aquele que se exalta, será humilhado. Ninguém possui algo de que possa se orgulhar diante de DEUS. Quem se humilha, será exaltado (Lc 14.11). O pecador arrependido que humildemente busca a misericórdia de DEUS, certamente, a encontrará.



CONCLUSÃO

Na parábola que aprendemos na lição de hoje, o fariseu representa aquele tipo de pessoa que ora bastante, mas não tem uma atitude sincera.
O publicano, apesar da classe a que pertence, no momento da oração representa aquele tipo de pessoa que, com sinceridade e arrependimento, se prostra diante do Pai e, por isso, encontra favor.
Será que o nosso coração, naturalmente, não é sempre semelhante ao do fariseu?
Vê severamente os pecados de outras pessoas, mas esquece dos próprios.
O fariseu deixou o Templo da mesma maneira que entrou nele.
Devemos orar como publicanos, pois todos somos pecadores.
Devemos orar com sinceridade e arrependimento diante de DEUS. Quem se humilhando, curva-se até ao pó, será amorosamente conduzido ao coração do Pai (Sl 51.17).





Ajuda extra

O Fariseu e o Publicano - Lucas 18. 9-14 –
Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT

O alcance desta parábola está igualmente prefixado, e somos informados (v. 9) sobre quem eles eram, a quem ela foi dirigida, e por quem foi avaliada. Ele a criou para o convencimento de alguns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros. Eles agiam como se tivessem:

1. Uma grande presunção a respeito de si mesmos, e de sua própria bondade; eles se achavam tão santos quanto precisavam ser, e mais santos do que todos os seus vizinhos. E achavam que poderiam servir de exemplo a todos eles. Mas isto não era tudo;
2. Eles tinham uma grande confiança em si mesmos diante de DEUS, e não só tinham uma opinião muito elevada de sua própria justiça, mas contavam com seus supostos méritos, sempre que se dirigiam a DEUS, como quando faziam as suas súplicas. Eles confiavam em si mesmos crendo que eram justos; eles pensavam que haviam feito de DEUS seu devedor, e que poderiam exigir qualquer coisa dele; e:
3. Eles desprezavam os outros, e olhavam para eles com superioridade, como se os outros não fossem dignos de serem comparados com eles. Agora, CRISTO, através desta parábola, iria mostrar a loucura deles, e que desse modo eles se excluíam da aceitação do Senhor DEUS.

Esta pregação é chamada de parábola, embora não haja nenhuma semelhança nela; mas é, antes, uma descrição dos diferentes temperamentos e linguagens de dois grupos:
(a) daqueles que orgulhosamente justificam a si mesmos, e
(b) daqueles que humildemente condenam a si mesmos diante de DEUS. Aqui também fica patente a diferença da postura destes dois grupos diante de DEUS. E vemos isto todos os dias.

I. Aqui estão os dois, dirigindo-se a DEUS no dever de oração no mesmo lugar e hora (v. 10). Dois homens subiram ao templo (porque o templo ficava sobre a colina) para orar. Não era a hora da oração pública, mas eles foram ali para oferecer as suas devoções pessoais, como era costume das pessoas boas naquela época, quando o templo não era apenas o lugar, mas o meio de adoração. E o Senhor DEUS havia prometido, em resposta ao pedido de Salomão, que, qualquer que fosse a oração feita de modo correto dentro daquela casa, ela seria aceita. CRISTO é o nosso templo, e é a Ele que devemos ter em vista em todas as súplicas que dirigirmos a DEUS. O fariseu e o publicano foram ambos ao templo, orar. Note que entre os adoradores de DEUS, na igreja invisível, há uma mistura de bons e maus, de alguns que são aceitos por DEUS, e de alguns que não são; e assim tem sido desde que Caim e Abel levaram as suas ofertas para o mesmo altar. O fariseu, orgulhoso como era, não podia pensar em ficar sem a oração; nem o publicano, humilde como era, poderia sequer pensar em se excluir dos benefícios da oração; mas temos motivos para pensar que eles se apresentavam ao Senhor com opiniões diferentes.

1. O fariseu foi ao templo para orar porque era um lugar público, mais público que as esquinas das ruas. Portanto, ele deveria ter muitos olhos sobre si, que elogiariam a sua devoção, algo que seria talvez mais do que o esperado. O caráter dos fariseus que foi exposto por CRISTO – de que todas as obras que eles faziam visavam que eles fossem vistos pelos homens – nos dá motivos para esta suspeita. Note que os hipócritas mantêm as demonstrações externas somente para acumular ou ganhar crédito. Há alguns a quem vemos todos dias no templo, e que, podemos temer, não veremos no grande dia à mão direita de CRISTO. 2. O publicano foi ao templo porque este lugar fora designado como a casa de oração para todos os povos, Isaías 56.7. O fariseu foi ao templo em busca de um elogio; o publicano, para tratar de seus interesses; o fariseu, para fazer a sua exibição; o publicano, para fazer os seus pedidos. Agora, DEUS vê com que disposição e objetivo nós o servimos nas santas ordenanças, e nos julgará de forma adequada.

II.Aqui estão as palavras do fariseu a DEUS (porque não podemos chamar isto de oração): Estando em pé, orava consigo... (vv. 11,12). Em algumas versões, lemos: Colocando-se de pé, orava assim... Aquele homem estava totalmente centrado em si mesmo, não via nada além de si mesmo, de seu próprio louvor, e não enxergava a glória de DEUS. É possível que ele se colocasse em pé em algum lugar visível, onde se destacasse; ou, colocando-se em grande pompa e formalidade, ele orava. Agora o que ele aqui tinha a dizer mostra:

1. Que ele confiava em si mesmo, crendo ser justo. O fariseu disse muitas coisas boas a respeito de si mesmo, e supunha que fossem verdadeiras. Ele pensava que estava livre dos pecados grosseiros e escandalosos; achava que não era roubador, nem explorador, que não oprimia os devedores ou inquilinos, mas que era justo e bondoso com todos os que dependiam dele. Ele alegava que não era injusto em nenhum dos seus assuntos; ele não agia mal com ninguém; ele pensava que podia dizer, como Samuel, De quem tomei boi ou jumento? Ele não era adúltero, mas possuía seu vaso em santificação e honra. No entanto, isso não era tudo; ele jejuava duas vezes por semana, em parte por obrigação, em parte por devoção. Os fariseus e seus discípulos jejuavam duas vezes por semana, segunda-feira e quinta-feira. Assim ele glorificava a DEUS com o seu corpo: no entanto, isso não era tudo. Ele dava os dízimos de tudo quanto possuía, de acordo com a lei, e assim glorificava a DEUS com os seus bens terrenos. Agora, tudo isto era muito bom e recomendável. Miserável é a condição daqueles que não alcançam a justiça deste fariseu: no entanto, ele não foi aceito; e por que não?
(1) O fato de dar graças a DEUS por isso, embora seja em si uma coisa boa, parece ser uma mera formalidade. Ele não diz, “Pela graça de DEUS eu sou o que sou,” como Paulo disse, mas desaponta com um desrespeitoso, “Ó DEUS, graças te dou”, que tem como objetivo apenas introduzir uma ostentação orgulhosa e vangloriosa de si mesmo.
(2) Ele se vangloria disto, e se estende com prazer nesse assunto, como se todo o seu interesse no templo fosse dizer ao DEUS Todo-poderoso o quanto ele mesmo era bom; e ele está pronto a dizer, com estes hipócritas de quem lemos (Is 58.3), “Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso?”
(3) Ele confiava nisto como sendo justiça, e não só mencionava, mas pleiteava, como se através disso fosse merecedor de algo das mãos de DEUS, tendo-o tornado seu devedor. (4) Aqui não há sequer uma palavra de oração em tudo o que ele disse. Ele subiu ao templo a orar, mas se esqueceu dessa tarefa; estava tão cheio de si mesmo e de sua própria bondade que pensava que não precisava de nada, não, nem mesmo do favor e da graça de DEUS, que, ao que parece, ele não julgava valer a pena pedir.

2. Que ele desprezava os outros. (1) Ele considerava toda a humanidade insignificante, exceto a si mesmo: Graças te dou, porque não sou como os demais homens. Ele fala indistintamente, como se ele fosse melhor que qualquer outra pessoa. Podemos ter motivos para agradecer a DEUS por não sermos como alguns homens, que são notoriamente iníquos e vis. Mas falar indiscriminadamente assim, como se apenas nós fôssemos bons, e todos à nossa volta fossem réprobos, é julgar de forma genérica. (2) Ele considerava este publicano particularmente insignificante, um homem a quem ele havia deixado para trás, provavelmente, no pátio dos gentios, e a cuja companhia se juntou por acaso ao entrar no templo. Ele sabia que este era um publicano, e, assim, concluiu sem compaixão que ele era um roubador, injusto, e tudo o que era desprezível. Supondo que tivesse sido assim, e que ele soubesse disso, o que ele tinha a ver com isso? Será que ele não poderia pronunciar as suas orações (e isto era tudo o que os fariseus faziam) sem reprovar o seu próximo? Ou isto fazia parte do seu “Ó DEUS, graças te dou?” Tinha ele tanto prazer na maldade do publicano quanto na sua própria bondade? Não poderia haver uma evidência mais clara do que esta, não só da necessidade de humildade e caridade, mas de grande orgulho e malícia.

III Aqui estão as palavras do publicano a DEUS, que eram o contrário das palavras do fariseu. Elas estavam tão repletas de humildade e humilhação, quanto as palavras do fariseu estavam repletas de orgulho e ostentação; tão cheias de arrependimento pelo pecado, e de um sincero desejo da presença de DEUS, quanto as do outro eram cheias de confiança em si mesmo e em sua própria justiça e suficiência.

1. O publicano expressou seu arrependimento e humildade no que fez; e seu gesto, quando se referiu às suas devoções, foi expressivo de grande seriedade e humildade, e a demonstração própria de um coração quebrantado, penitente e obediente.
(1) Ele estava de pé, de longe. O fariseu estava de pé, mas cercou-se do maior número de pessoas possível, na parte superior do pátio; o publicano manteve distância debaixo de um senso de sua indignidade para se aproximar de DEUS, e talvez por medo de ofender o fariseu, a quem ele observou olhar desdenhosamente para ele, e de perturbar as suas devoções. Com isso, aquele homem reconheceu que DEUS poderia de forma justa vê-lo de longe, e mandá-lo a um estado de distância eterna de si, e que foi um grande favor que DEUS se agradasse em admiti-lo tão perto de si.
(2) Ele nem ainda queria levantar os olhos ao céu, quanto mais as mãos, como era costume na oração. Ele na verdade levantou o seu coração a DEUS nos céus, em desejos santos, mas, através da vergonha e da humilhação dominantes, ele não levantou os seus olhos em santa confiança e coragem. As suas iniqüidades são mais numerosas do que os cabelos de sua cabeça, como uma carga pesada, de forma que ele não é capaz de olhar para cima, Salmos 40.12. O abatimento de seu semblante é uma indicação do abatimento de sua mente, que foi levada a pensar a respeito do pecado.
(3) Ele batia no peito, em uma santa indignação contra si mesmo, pelo pecado: “Assim queria bater neste meu coração perverso, a fonte venenosa da qual fluem todas as correntes de pecado, se eu pudesse chegar perto dela”. O coração do pecador primeiro bate nele em uma reprovação penitente, 2 Samuel 24.10. O coração de Davi o abateu. Pecador, o que tu fizeste? E então ele bate em seu coração com remorso penitente: Ó homem desgraçado que sou! Foi dito que Efraim bateu em sua coxa, Jeremias 31.19. Os grandes pranteadores são representados batendo em seus peitos, Naum 2.7.

2. Ele expressou isto no que disse. A sua oração foi curta. O medo e a vergonha impediram que ele dissesse muito; suspiros e gemidos sufocaram as suas palavras; mas o que ele disse tinha um propósito: Ó DEUS, tem misericórdia de mim, pecador. E bendito seja DEUS por termos esta oração registrada como uma oração respondida, e por termos a certeza de que aquele que orou assim foi para a sua casa justificado. E nós também o seremos, através de JESUS CRISTO, se fizermos esta oração, como ele fez: “Ó DEUS, tem misericórdia de mim, pecador. Que o DEUS de infinita misericórdia tenha misericórdia de mim, porque, se Ele não tiver, estarei perdido para sempre, e serei infeliz para sempre. Senhor DEUS, tenha misericórdia de mim, porque tenho sido cruel para mim mesmo.”
(1) Ele reconhece que é um pecador por natureza, por prática, culpado diante de DEUS. Eis que sou mau, o que responderei a ti? O fariseu nega ser um pecador; nenhum de seus vizinhos pode acusá-lo, e ele não vê motivo algum para acusar-se de qualquer coisa errada; ele está limpo, ele está puro em relação ao pecado. Mas o publicano não dá a si mesmo nenhum outro caráter além de pecador, um réu confesso no tribunal de DEUS.
 (2) Ele não depende de nada além da misericórdia de DEUS, que é a única coisa em que ele confia. O fariseu havia insistido no mérito de seus jejuns e dízimos; mas o pobre publicano rejeita todo pensamento de mérito, e corre para a misericórdia como a sua cidade de refúgio, e se apodera das pontas dos chifres deste altar. “A justiça me condena; nada irá me salvar exceto a misericórdia, e somente a misericórdia”.
(3) Ele sinceramente ora rogando o benefício desta misericórdia: “Ó DEUS, tenha misericórdia, de mim, seja favorável a mim; perdoe meus pecados; reconcilie-se comigo; coloque-me em seu favor; receba-me misericordiosamente; ame-me pela sua bondade e graça”. Ele vem como um mendigo pedindo esmolas, que está pronto a morrer de fome. Ele provavelmente repetiu esta oração com sentimentos renovados, e talvez tenha dito mais com o mesmo sentido, talvez tenha feito uma confissão específica de seus pecados, e mencionado as misericórdias específicas de que necessitava, e que esperava de DEUS; mas ainda assim este era o refrão da canção: Ó DEUS, tem misericórdia de mim, pecador.

IV.Aqui está a aceitação do publicano por parte do Senhor DEUS. Nós temos visto como estes dois homens se dirigiram a DEUS de forma diferente; vale a pena agora perguntar como eles se saíram. Havia aqueles que iriam enaltecer o fariseu, pelos quais ele iria para a sua casa aplaudido, e que iriam olhar com desprezo para este publicano desprezível e lamurioso. Mas nosso Senhor JESUS, a quem todos os corações estão abertos, de quem todos os desejos são conhecidos, e de quem nenhum segredo está oculto, que está perfeitamente familiarizado com todos os procedimentos na corte do céu, nos assegura que este pobre publicano, penitente e de coração quebrantado, foi para a sua casa justificado, enquanto o fariseu, não. O fariseu pensava que se um deles, e não o outro, devia ser justificado, certamente devia ser ele em vez do publicano. “Não”, disse CRISTO, “Digo-vos, eu afirmo com a máxima segurança, vos declaro com a máxima consideração, digo-vos, é o publicano em vez do fariseu”. O fariseu orgulhoso vai embora, rejeitado por DEUS. Suas ações de graças estão longe de serem aceitas, pois são uma abominação. Ele não é justificado, seus pecados não são perdoados, e ele não é liberto da condenação. O fariseu não é aceito como justo à vista de DEUS, porque ele é muito justo aos seus próprios olhos; mas o publicano, ao se dirigir humildemente ao céu, obtém a remissão de seus pecados, e aquele a quem o fariseu não colocaria com os cães de seu rebanho, DEUS coloca com os filhos de sua família. O motivo para isso é que a glória de DEUS consiste em resistir ao soberbo, e a dar graça ao humilde. 1. Os homens orgulhosos, que a si mesmos se exaltam, são adversários de DEUS, e, portanto, serão certamente humilhados. DEUS, em seu diálogo com Jó, recorre a essa prova de que Ele é DEUS, que Ele olha para todo soberbo, e humilha-o, Jó 40.12. 2. Os homens humildes, que a si mesmos se humilham, estão sujeitos a DEUS, e serão exaltados. DEUS tem uma preferência reservada para aqueles que consideram as suas bênçãos como favores, não para aqueles que as exigem como dívidas. Aquele que for humilde será exaltado no amor de DEUS, e na comunhão com Ele. Será exaltado na satisfação que terá em si mesmo, e será, finalmente, exaltado até o céu. Veja como o castigo é a resposta ao pecado: Qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado. Veja como a recompensa é a resposta ao dever: Qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado. Veja também o poder da graça de DEUS ao trazer o bem a partir do mal; o publicano havia sido um grande pecador, e da grandeza do seu pecado foi trazido à grandeza de seu arrependimento; “Do comedor saiu comida” (Jz 14.4). Veja, ao contrário, que o poder da maldade de Satanás traz o mal a partir do bem. Era bom que o fariseu não fosse roubador, nem injusto; mas o diabo o tornou orgulhoso disso, e esta foi a sua ruína


AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
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Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Levítico - introdução e comentário - R.K.Harrinson - Série Cultura Bíblica - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP
Guia Básico de Interpretação da Bíblia - CPAD
Pequeno Atlas Bíblico - CPAD Hermenêutica Fácil e Descomplicada - CPAD



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