Divórcio e Repúdio, Tem Diferença?
O DIVÓRCIO, O
REPÚDIO, A LEI E JESUS
Nesse pequeno artigo procuro tratar de um assunto um tanto polêmico no seio da Igreja, Divórcio e Repúdio, palavras estas nem um pouco parecidas, seja no hebraico, grego ou português. O presente artigo procura tratar de uma verdade Bíblica explicita nas Escrituras. Do que Elohim (Deus) não gosta, Divórcio ou Repúdio?
Não procuro proveito próprio, mas sim mostrar o que realmente
está escrito, para isso procurarei usar nomes no Original Hebraico, Grego e
Português.
GREGO αποκήρυξη = Apoluo =
repudio / διαζύγιο = Apostasion = divorcio // HEBRAICO כְּרִיתוּת = keriythuwth
= Divórcio, Separação / לְשַׁלַּח = Shalach = Repúdio, Despedir, deixar.
Obs: Notem que as palavras são bem diferentes entre si,
Divórcio e Repúdio, no Hebraico, Grego e Português.
São distintas umas das
outras, com significados diferentes entre si.
O divórcio e um novo casamento são tópicos de muita
discussão. O propósito deste artigo é inspirar o leitor a considerar a atitude
da igreja frente a um novo casamento em vista do real sentido de termos
originais hebraicos e gregos que definem corretamente a diferença entre
“repúdio” ( לְשַׁלַּח – Shalach),( αποκήρυξη
– Apoluo ) e “divórcio”(כְּרִיתוּת - keriythuwth),( διαζύγιο -
Apostasion). “A lei veio por meio de Moshêh (Moisés), mas a graça e a verdade
vieram por meio de Yeschua(Jesus) Ha’Maschiyah(Cristo”) (Yochanan-João 1:17).
Receberão graça os que estão sofrendo a tragédia matrimonial,
como descreve a lei na Nova Aliança?
Afirmamos que a graça e a verdade vieram
por Yeschua (Jesus) Ha’Maschiyah (Cristo)!
Então, como superabundará a graça
àqueles que têm sofrido a tragédia de um fracasso matrimonial e um subsequente
divórcio?
Cristo não só ensinou com palavras, mas também com Sua vida.
Ele deu novas ideias a Seus Talmidim (Discípulos), rejeitou o antigo ditado
popular de “olho por olho” realçando o amor, não a si mesmo, mas ao semelhante,
tirando a mulher da condição de “objeto e escrava” para ser reconhecida como
pessoa. Ele também ensinou a respeito da velha lei judaica.
Quando estudamos o que Yeschua (Jesus) disse a respeito do divórcio(כְּרִיתוּת - keriythuwth / διαζύγιο - Apostasion), devemos também estudar a vida que Ele viveu junto com os que tinham matrimônios desfeitos, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente no que se refere à lei do divórcio Dt 24:1-4 (כְּרִיתוּת - keriythuwth / διαζύγιο - Apostasion).
Quando estudamos o que Yeschua (Jesus) disse a respeito do divórcio(כְּרִיתוּת - keriythuwth / διαζύγιο - Apostasion), devemos também estudar a vida que Ele viveu junto com os que tinham matrimônios desfeitos, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente no que se refere à lei do divórcio Dt 24:1-4 (כְּרִיתוּת - keriythuwth / διαζύγιο - Apostasion).
Mas, o que há acerca de
suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que dizem suas
palavras? “Todo aquele que repudiar (לְשַׁלַּח= Shalach / αποκήρυξη – Apoluo)
sua mulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a
repudiada pelo marido, também adultera”.
Podemos imitar a natureza compassiva e
misericordiosa de Ha’Maschiyah (Cristo), que enviou a mulher do poço de Ya’akov
(Jacó) para Samaria a fim de que dele testemunhasse. Mas. Suas palavras acaso
negam suas ações? Acaso as pessoas divorciadas que voltam a desposar alguém
viverão por isso em adultério? Estarão proibidas, desse modo, de servir a
Ha’Maschiyah (Cristo)?
Também precisamos dar ouvidos as palavras do apóstolo Paulo
em Temoteous Alef - I Timóteo 3:2 (“Mas é necessário que o ministro seja
irrepreensível, marido de uma só mulher. . .”).
O texto fala de uma pessoa que
se divorciou e se casou novamente? Neste aspecto, Loukás (Lucas) faz somente um
comentário muito conciso: “Porém, mais fácil é passar céus e terra, que se mude
ou tire um só til da lei. Todo aquele que repudiar a sua mulher e se casar com
outra, adultera; e aquele que se casar com a mulher repudiada, também adultera”
(Loukás - Lucas 16:17, 18).
Ele é conciso. Mas Yeschua (Jesus) deixou claro que a Antiga Aliança tinha algo
significativo a dizer. Quando questionado pelos fariseus na Besorah(evangelho)
de Matitiyahu(Mateus) “se era lícito um marido repudiar a sua mulher” (MT.
19:3) Yeschua(Jesus) respondeu: “O que ordenou Moshêh(Moisés)?” (Mar.10:3).
Eles responderam: “Moshêh permite dar carta de divórcio e repudiá-la” (Mar.
10:4). Existia uma lei. Obs: note que Yeschua fala sobre ierarquia e não sexo;
quando diz, no princípio macho e fêmea os fez(Mt. 19:4), e serão os dois uma só
carne(Mt. 19:5).
A lei se encontra em Deuteronômio - Devarím [Palavras] דברים. 24:1-4 e era nesse contexto que Jesus vivia. Flávio Josefo, que também viveu nessa ocasião, referiu-se a ela como a “lei dos judeus”: “Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa por qualquer razão (e em muitos casos isso ocorre com o homem) é permitido dar testemunho por escrito que não voltará a casar-se com aquela mulher. Portanto, ela estará em liberdade de se casar com outro homem.
A lei se encontra em Deuteronômio - Devarím [Palavras] דברים. 24:1-4 e era nesse contexto que Jesus vivia. Flávio Josefo, que também viveu nessa ocasião, referiu-se a ela como a “lei dos judeus”: “Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa por qualquer razão (e em muitos casos isso ocorre com o homem) é permitido dar testemunho por escrito que não voltará a casar-se com aquela mulher. Portanto, ela estará em liberdade de se casar com outro homem.
Contudo,
antes dessa carta de divórcio ser-lhe dada, a ela não se permitirá casar
novamente. . .” , Vale lembrar que até aos dias atuais os judeus pedem a Sefer
- keriythuwth = Carta de Divórcio, ao Rabino.(Antigüidades dos Judeus, “The Life
and Work of Flavius Josephus”, Livro IV, Cap. VIII, Sec. 23, pág. 134; trad.
The Woman. Whiston; Holt, Rinehart e Wiston, N.Y.).
Eis a lei de que trata Deuteronômio - Devarím [Palavras] דברים:
“Quando algum homem tomar um mulher e se casar com ela e não se agradar por
haver achado nela algo indecente (tomar cerveja na porta de bar, usar shortinho
curto, mostrando a poupa da bunda, minissaia, blusas top, ou seja
desrespeita-lo perante a sociedade, note que não fala de adultério, e sim de
moral) lhe escreverá uma carta de divórcio e entregará em suas mãos, e a
mandará embora de casa. E saindo de sua casa, poderá casar-se com outro homem”
(Deut. 24: 1 e 2).
A lei ainda vigorava ao tempo de Ha’Maschiyah (Cristo).
Portanto, devemos tratar com os “códigos da lei”. A Bíblia fala unicamente de
um divórcio. Elohim(Deus) disse e o fez. Em Yirmeyáhu [Y’H’W’H Eleva] ירמיעה
- Jeremias 2, Deus lembra a Yehudá(Judá) que estava procurando problemas.
Ysrael(Israel) havia sido levado cativo.
Elohim(Deus) disse a Yirmeyáhu(Jeremias) que prevenisse
Yehudá(Judá) de que havia testemunhado a infidelidade de sua irmã
Ysrael(Israel), e que Elohim havia despedido e dado carta de divórcio a ela, e
nem assim se arrependera. Disse mais o HA’SHEM יהרה(Senhor) nos dias do
rei Yosiyáhu(Josias): Viste o que fez a rebelde Ysrael? Ela foi a todo o monte
alto, e debaixo de toda a árvore verde, e ali andou prostituindo-se.
7 E eu disse: Depois que fizer tudo isto, voltará para mim; mas não voltou; e viu isto a sua aleivosa irmã Yehudá.
7 E eu disse: Depois que fizer tudo isto, voltará para mim; mas não voltou; e viu isto a sua aleivosa irmã Yehudá.
8 E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido
adultério a rebelde Ysrael, a despedi, e lhe dei a sua Sefer - keriythuwth
(carta de divórcio), que a aleivosa Yehudá, sua irmã, não temeu; mas se foi e
também ela mesma se prostituiu. (Yirmeyáhu [Y’H’W’H Eleva] ירמיעה -
Jeremias 3:6-8). Yeshayahu [Salvação de Y’H’W’H] ישעיה – Isaías 50:1 Assim diz
o YE’CHUA יהרה:
Onde está a Sefer - keriythuwth (carta de divórcio) de vossa
mãe, pela qual eu a שִׁלַּחְתִּיהָ SHILACHËTYHÅ repudiei?
Ou quem é o meu credor a quem eu vos tenha vendido?
Eis que
por vossas maldades fostes vendidos, e por vossas transgressões vossa mãe foi שֻׁלְּחָה
SHULËCHÅH repudiada. Houve outras coisas que os homens fizeram com suas
esposas. Muitos homens se casavam com mais de uma mulher e não se incomodavam
em pensar em keriythuwth (divórcio). Alguns foram servos de Elohim:
Shlomom(Salomão), Davi, Avraham(Abraão), Esaú e
Ya’akov (Jacó) por exemplo. Heróis das revoluções de Elohim, mas também
produto de suas culturas.
Se eles não se divorciavam, que faria um homem de sua época
com sua esposa, quando resolvia casar com outra?
Deixava-a de lado? Há uma
palavra para isso na Antiga Aliança, o termo hebraico לְשַׁלַּח= Shalach =
Repúdio,Despedir,deixar..
É diferente da palavra hebraica para divórcio, que é
keriythuwth, e que significa literalmente “incisão”, “corte do vínculo
matrimonial”. O divórcio legal foi escrito como se pede em Deuteronômio 24, e o
novo matrimônio permitido; shalach, é normalmente traduzido como “repudiada”.
As mulheres eram “repudiadas” quando seus maridos se casavam com outras
mulheres, repudiadas para estarem disponíveis se alguém delas necessitasse ou
as quisessem. Repudiadas para serem daí simples propriedades, como escravas, ou
repudiadas em total isolamento. Para mim isso se chama crueldade, maldade sem
tamanho.
Aquele foi um tempo cruel para a mulher. Elas eram repudiadas para
favorecimento a outra mulher, mas não lhes era dada Sefer - keriythuwth (carta
de divórcio) e, consequentemente, tampouco tinham o direito de se casar
novamente. Esta palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à
lei judaica.
Há alguns que dizem que Elohim não gosta do Divórcio, e sitam
Malachy (Mensageiro de Y’H’W’H) מלאכי – Malaquias 02:16 Porque o HA’SHEM יהרה,
o Elohim de Ysrael diz que odeia o repúdio (SHALACH), e aquele que encobre
a violência com a sua roupa, diz o YE’CHUA יהרה dos Exércitos; portanto
guardai-vos em vosso ruarh (espírito), e não sejais desleais. Note que ele diz
uma palavra celebre, Violência, Violência de quem? E diz mais, guardais em
vosso espírito, e não sejais desleais. Algumas das injustiças e do terror
experimentado por mulheres que foram “repudiadas” podem ser vistas nesta
palavra hebraica shalach, descrita no Langenscheid Pocket Hebrew Dictionary
(McGraw-Hill, 1969), que assim expõe: A fé cristã tomou raízes e floresceu numa
atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram
tomadas como presentes e direitos e onde a escravidão e a inferioridade da
mulher eram quase universais, enquanto que a superstição e as religiões rivais
com toda classe de falsas reivindicações existiam em todo o mundo.
Deus não
gostava que “fossem repudiadas”. O profeta Malachy(Malaquias) com seu coração
quebrantado instou com o povo de Elohim para deixar essa prática. Ouçam Malachy
a implorar com eles. A palavra traduzida por “repudiando” em Mal. 2:16 não é a
palavra hebraica para “divórcio”, que é shalach (repudiar): “E direis: Por que?
Porque Elohim (Deus) tem testificado entre ti e a mulher da tua juventude,
contra a qual tens sido desleal, sendo ela tua companheira e a mulher do teu
pacto.
Não os fez um, havendo abundância de espírito? E por que um?
Porque buscava uma descendência para Elohim. Guardai, pois, em vossos espíritos
e não sejais desleais”. Mas Yeschua(Jesus) veio, e Suas palavras não negaram
Suas ações. Ele falou disso quando declarou: “Todo o que repudiar sua mulher, e
se casar com outra, adultera; e o que se casa com a repudiada, adultera” (Luc.
16:18). Todo aquele que assim fizer, comete adultério! Esta prática era cruel e
adúltera, mas não era o divórcio.
O termo da Nova Aliança traduzido na versão King James como
“repudiar” é uma forma da palavra grega apoluo. Este é o termo em grego, língua
da Nova Aliança, semelhante ao hebraico shalach (deixar, ou repudiar). Existe
uma palavra hebraica na Antiga Aliança para divórcio, keriythuwth, e uma
palavra grega da Nova Aliança, apostasion.
O Arnd’t Gingrich Lexicon, da Nova
Aliança, cita o uso da palavra apostasion como termo técnico de uma carta ou
escritura de divórcio que remonta a 258 AC. Apoluo, termo grego com o sentido
de “deixar de lado” ou “repudiar”, não significa tecnicamente divórcio, apesar
de amiúde ser usada sinonimamente.
Naquela era de total domínio masculino, os
homens geralmente tomavam outras esposas e não davam Sefer keriythuwth (carta
de divórcio) quando as abandonavam, e casavam-se com outras. A lei judaica que
requeria Sefer keriythuwth (Deut. 24:1, 2) era por demais ignorada. Se um homem
se casasse com outra mulher, o que importava? Se um homem “repudiava” (apoluo)
sua esposa e não se incomodava em dar-lhe carta de divórcio, quem iria se opor?
A mulher?
Yeschua tinha algumas objeções a isso. Ele disse: “É mais
fácil que passem os céus e a Terra do que não cumprir-se um til da lei” (Loukás
- Luc. 16:17). E disse mais: “Todo aquele que repudia a sua mulher e se casa
com outra, adultera; e aquele que se casa com a mulher repudiada, adultera”
(Loukás - Luc. 16:18).
A diferença entre “repudiar” e “divorciar”, entre o grego
apoluo e apostasion, é séria. Apoluo indicava que a mulher era escrava,
repudiada, sem direitos, sem recursos, desprovida do direito básico do
matrimônio monogâmico.
Apostasion significava que o casamento havia terminado,
o que permitia um matrimônio legal subseqüente. No papel existe a diferença. E
a mulher que havia saído de casa, podia ir-se e casar com outro homem (Deut.
24:2). Essa era a lei. Como começamos a ler “todo aquele que se divorcia de sua
mulher” nos lugares onde Yeschua literalmente disse: “todo aquele que repudia
ou abandonar a sua mulher?" Existem outras passagens, além de Lucas 16:
17, 18, em que Yeschua tratou deste assunto. Tais passagens incluem
Matitiyahu(Mateus) 19:9, Yochanam(Marcos) 10:10-12 (onde é dito que Yeschua
deixou firmada a mesma lei para homens e mulheres), e em [Matitiyahu] מתיתיהו -
A Besorah Segundo Mateus – 05: 31,32 Também foi dito: Qualquer que
deixar(apoluo – Repudiar) sua mulher, dê-lhe carta de desquite(apostasion –
Divórcio).
31 ερρεθη δε οτι ος αν απολυση την γυναικα αυτου δοτω
αυτη
αποστασιον
32 Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.
32 Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.
32 εγω δε λεγω υμιν οτι ος αν απολυση την γυναικα αυτου
παρεκτος λογου πορνειας ποιει αυτην μοιχασθαι και ος εαν
απολελυμενην γαμηση
μοιχαται
Obs: Note que ao repudiar sua mulher, deixa-la de lado,
sozinha, abandonada, faz que ela cometa a traição, quem tiver contato com ela
comete traição.
Mateus 5: 31,32. Yeschua empregou uma forma da palavra apoluo
11 vezes e em todas elas proibiu o apoluo--repúdio. Ele nunca proibiu o
apostasion, carta de divórcio, requerida pela lei judaica. Deveria a palavra
grega apoluo traduzir-se como divórcio? Kenneth S. Wuest, na sua tradução
ampliada da Nova Aliança, sempre traduziu “repudiada” ou “deixada”, mas nunca
“divorciada”.
A versão antiga e literal da American Standard Version (em
inglês) sempre traduziu como “deixar”. A versão King James traduz “deixar”, e
Yeschua a emprega umas onze vezes. O número onze parece ser a fonte do
problema. Em 1611, os tradutores da King James num trecho grafaram “divorciada”
em lugar de “repudiada”, ou “posta de lado”, ou “deixada”. Em Mateus 5:32
escreveram “e todo aquele que se casar com uma mulher divorciada comete
adultério”. A palavra não é o termo grego apostasion (divórcio), mas uma forma
da mesma palavra grega apoluo a qual não inclui a carta de divórcio para a
mulher. Ela, tecnicamente, ainda estaria casada. Mateus 19:3-10 fala que os
fariseus perguntaram a Jesus sobre este assunto, dizendo: “Assim, que não sendo
dois, mas uma só carne; portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem” (vs.
6). Eles então perguntaram: “Por que Moshêh ordenou que se desse uma carta de
divórcio (apostasion) ao repudiar a mulher? ” (vs. 7).
Jesus replicou: “Por causa da dureza dos vossos corações”
(vs. 8). O primeiro direito humano básico que Elohim nos concedeu foi o de nos
casarmos.Nenhuma outra companhia era adequada. Os direitos humanos estavam
dirigidos só para os homens nesses dias. Yeschua mudou isso. Ele requereu
obediência à lei e direitos iguais no matrimônio para a mulher.
A graça
superabunda em Ha’Maschiyah(Cristo).
Yeschua disse àqueles homens que, quem repudiasse a sua
esposa e se casasse com outra, cometia adultério! ADULTÉRIO!!! A lei (Deut.
22:22) se refere à pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o
homem quanto para a mulher. Esse era um fato amargo para os homens que faziam
com suas mulheres o que bem queriam.
Mat. 19:10 nos dá a saber o seguinte: Se é
essa a condição do homem com sua mulher, não convém casar-se”. Eles não viviam
numa cultura em que se esperava que o homem vivesse com uma só mulher pela vida
toda, que direitos iguais fossem dados caso o casamento não perdurasse.
Como começamos a ler “a todo aquele que se divorcie de sua
mulher” naquelas citações em que Yeschua diz literalmente: “a todo aquele que
abandone ou repudie a sua mulher? ”
Parece que o lugar onde constava apoluo(repúdio) foi
traduzido erroneamente por “divórcio” e em 1611 começou todo o processo. A
Versão Americana Stardard corrigiu o erro em 1901. Não chegou a ser
suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest foi cuidadoso em
evitar citações erradas como temos notado acima. Mas quase tudo o que tem saído
do prelo tem sido influenciado pela Versão Bíblica King James, e ainda os
léxicos gregos e tradutores mais modernos parecem ter-se deixado influenciar
pela ocorrência da tradução de apoluo como “divórcio, ainda quando o significado
da palavra não inclui um divórcio escrito (apostasion). Isso, por tradição, nos
é ensinado a ter em mente, ainda que nossos olhos leiam “repudiar” na Versão
King James. Seria o divórcio escrito a solução para a prática cruel de
“repudiar’, como indica Devarim(Deuteronômio)?
O Capítulo 24 de Devarim é uma
evidência de que tal como Elohim atentou às queixas do povo no Egito e
propiciou liberdade de sua escravidão, Ele também considerou as súplicas das
mulheres que eram como escravas, dando-lhes liberdade do abuso por meio da
trágica necessidade do divórcio; trágica porque termina com algo que nunca deve
terminar-o matrimônio; necessário para proteger as vítimas daqueles que não
obedecem as regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária originalmente porque
o homem “repudiou” a mulher, colocando-a entre matrimônios ilegais, múltiplos e
adúlteros.
O Divórcio é uma Tragédia!
O Divórcio é uma Tragédia!
O divórcio é um privilégio concedido como um corretivo para
situações intoleráveis. É um privilégio que, contudo, pode ser abusado.
Divórcio não é um quadro bonito na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um
sentimento profundo de haver falhado, perda da auto-estima, crítica de
familiares, dificuldades para cuidar dos filhos e muitos outros problemas que
defrontam os divorciados.
O divórcio poder ser mais traumático do que a morte de um
cônjuge. A morte de um esposo (a) é dura de suportar, mas um cônjuge morto não
volta novamente. Como via de regra, o divorciado volta, e assim se prolonga a
situação.
O divórcio é, porém, ainda como ao tempo de Yeschua, uma solução
parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável.
Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia! É fácil pregar contra o
divórcio (apostasion), mas é difícil para a igreja ser construtiva em propiciar
preparo para o matrimônio. Devemos estar prontos para prevenir alguns
divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o
divórcio, pois tais ações não impedem o rompimento dos casamentos.
Quando os
pares permanecem juntos só pela preocupação com a notoriedade atraída pelas
leis do divórcio, e pela “segurança dos filhos”, isto pode resultar em tragédia!
Desastrosos triângulos matrimoniais, crueldade doméstica,
abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das conseqüências
comprovadas de matrimônios falidos, mas não terminados.
Que opção mais tenebrosa! Um lar destruído é uma tragédia,
mas nunca duvide de um homem jovem que ponha uma pistola na boca e termine seu
matrimônio, a alternativa que encontrou para o divórcio. Sua igreja havia
proibido o divórcio.
Nosso alto índice de divórcios não é o problema real. O
fracasso nos matrimônios vem primeiro, e logo depois o divórcio.
O índice de
divórcios é somente um indício de nosso elevado índice de maus matrimônios.
Para corrigir isso, devemos fazer mais do que falar contra o divórcio. Parece
difícil para a igreja ser construtiva em prover preparação para o matrimônio e
reforçá-lo. Nisto é que se acha nosso desafio! Pode uma pessoa divorciada ser ordenada
como diácono ou pastor?
O apóstolo Shaul(Paulo), um homem culto, conhecia a palavra
grega para o divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Ele também sabia que
Ha’Maschiyah(Cristo) aceitaria qualquer um, mesmo ele, o “maior pecador” (I
Tim. 1:15). É inadmissível que pastores e diáconos tenham muitas esposas,
esposas escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, que tinham o bonito
título de poligamia, era adultério. Shaul(Paulo) rejeitava tais pessoas como
líderes na igreja. O pedido da carta de Apostasion(divórcio) em
Devarim(Deuteronômio) 24 limitou o homem a uma só mulher e, além disso, é
necessário que o ministro seja “irrepreensível, marido de uma só mulher,
sóbrio, prudente, honrado, hospedeiro, apto para ensinar”. Ele rejeita a
poligamia, não o divórcio.
Apesar do sério abuso, a lei do divórcio (Deut. 24) ainda tem validade.
O divórcio é uma solução radical a problemas matrimoniais
insuperáveis. Isto acaba com todas as esperanças de que o matrimônio deva ser
conservado, e declara publicamente que está falido. O pecado relativo a essa
falência deve ser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e
justo para nos perdoar e purificar-nos de toda maldade” (I João - [Yohanam
Alef] יוחנן ג (Agraciado por Deus - I João 1:9).
Isto também inclui o perdão
para a falência do matrimônio.
Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, que provém da
lei, provê um benefício de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso
cruel, poligamia adúltera, e os caprichos dos homens de coração duro. Não
existe algo de tão grande impacto como “desejo divorciar-me de você”, não é
verdade?
O divórcio declara o término legal do casamento, e havendo qualquer
situação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a se casar. O
divórcio rompeu a aliança matrimonial e todo o controle sobre a esposa
anterior. O divórcio requeria estrita monogamia e prevenia contra o término
unilateral, preservando o direito fundamental de casar-se. O divórcio faz o
mesmo hoje em dia. Abandono, negligência, deserção, ou como se queira chamar ao
coração duro que deixa sua mulher por outra mulher, sem divorciar-se, foram
estão probidos pelo Hashem Yeschua
Ha’Maschiyah (Mat. 19:9; Mat. 5:32; Mar. 10:11,12; Luc. 16:18).
Por séculos, muitas das comunidades cristãs têm interpretado
estes ensinamentos de Yeschua como:
1. O divórcio está absolutamente proibido, ou melhor, está
permitido somente no caso em que se admita ou comprove adultério.
2. À pessoa divorciada, não se permite casar novamente.
3. Uma pessoa divorciada que se case novamente, vive em adultério.
4. Uma pessoa que se divorcia não pode ser ordenada como diácono ou pastor.
Todas as pessoas que possuem estas crenças estão erradas. As três primeiras são contrárias à lei de Moshê(Moisés) e baseiam-se na passagem em que Yeschua(Jesus) nem sequer usou a palavra grega apostasion, a quarta baseia-se numa passagem em que Shaul(Paulo) também não empregou tal palavra. A palavra que Yeschua(Jesus) empregou foi apoluo, para “repudiar”. Este era o problema do qual tratava, não o divórcio.
Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir numa igreja que adota as quatro posições acima mencionadas. Como pode ser possível isto, quando a igreja é o Corpo de Ha’Maschiyah na Terra, para ser e servir como a pessoa de Ha’Maschiyah (Cristo)?
2. À pessoa divorciada, não se permite casar novamente.
3. Uma pessoa divorciada que se case novamente, vive em adultério.
4. Uma pessoa que se divorcia não pode ser ordenada como diácono ou pastor.
Todas as pessoas que possuem estas crenças estão erradas. As três primeiras são contrárias à lei de Moshê(Moisés) e baseiam-se na passagem em que Yeschua(Jesus) nem sequer usou a palavra grega apostasion, a quarta baseia-se numa passagem em que Shaul(Paulo) também não empregou tal palavra. A palavra que Yeschua(Jesus) empregou foi apoluo, para “repudiar”. Este era o problema do qual tratava, não o divórcio.
Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir numa igreja que adota as quatro posições acima mencionadas. Como pode ser possível isto, quando a igreja é o Corpo de Ha’Maschiyah na Terra, para ser e servir como a pessoa de Ha’Maschiyah (Cristo)?
Ha’Maschiyah, que uma vez levantou a
voz por Yerushalayim(Jerusalém), deve olhar para baixo e levantar a voz por
nós. Ele veio e chamou a Simão, o zelote, um radical anti-romano, e
Matitiyhau(Mateus), um servo rejeitado em Roma, um par de incompatibilidades
tais como se pode encontrar hoje, mas os pôs para trabalharem juntos na
construção de Seu Reino. Logo, eles foram para Samaria, e Yeschua mostrou-Se
diante de uma mulher de antecedentes de fracassos matrimoniais, e a enviou para
compartilhar da revelação de Elohim(Deus) em Ha’Maschiyah (Cristo), como se ela
fosse como qualquer outra pessoa. Ele deve levantar a voz quando nos vê
desperdiçar tempo tratando de calcular quem podemos proibir de servir em Sua
igreja.
Jesus abertamente ministrava a todos que a Ele iam. Ainda muitos de nossos amigos divorciados têm medo de nossas Igrejas em Obra de Restauração. Entendem que o que ensinamos acerca do divórcio é o que a Bíblia ensina. Podemos estar corretos em relação a nós mesmos e tão opostos a Ha’Maschiyah?
Jesus abertamente ministrava a todos que a Ele iam. Ainda muitos de nossos amigos divorciados têm medo de nossas Igrejas em Obra de Restauração. Entendem que o que ensinamos acerca do divórcio é o que a Bíblia ensina. Podemos estar corretos em relação a nós mesmos e tão opostos a Ha’Maschiyah?
Se assim for,
estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores.
As únicas pessoas que Yeschua(Jesus) sempre rejeitou foram os
que queriam justificar-se a si mesmas, os religiosos “justos”.
Está correta
nossa compreensão de suas palavras simplesmente porque não se harmoniza com a
sua vida? As pessoas divorciadas são merecedoras de verdadeiro respeito! Por
séculos têm-se excluído essa gente das congregações e do serviço, do gozo e da
igualdade, até mesmo da salvação, seres humanos pelos quais Cristo morreu. Se é
ou não o divórcio um pecado, esta atitude preconceituosa sem dúvida o será!
Conceda-nos ó Senhor Sua graça para mediar a misericórdia de Ha’Maschiyah para
os divorciados.
Por, Jorge Luiz
Diácono da Igreja no Parque Capivari.
Em Deus, há perdão em nome de Jesus para todos.
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