Há um Oásis no Deserto

sábado, 25 de abril de 2020

A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE


HARPA CRISTÃ 300


HARPA CRISTÃ 311


HARPA CRISTÃ 491


Resumo da Lição 4, A Iluminação Espiritual do Crente

I – A ESPERANÇA DA VOCAÇÃO E AS RIQUEZAS DA GLÓRIA
1. Ação de graças e intercessão.
2. A esperança da vocação.
3. As riquezas da glória da sua herança.

II – A SOBRE-EXCELENTE GRANDEZA E FORÇA DO PODER DIVINO
1. A sobre-excelente grandeza do seu poder.
2. A força do poder divino.

III – CRISTO: NOSSO EXEMPLO DE EXALTAÇÃO
1. CRISTO: As primícias dos que dormem.
2. CRISTO elevado à direita de DEUS.
3. CRISTO exaltado sobremaneira.


TEXTO ÁUREO

“Para que o DEUS de nosso Senhor JESUS CRISTO, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação,” (Ef 1.17)
  
VERDADE PRÁTICA
A vocação do crente inclui a herança de preciosas riquezas conferidas aos eleitos pela grandeza do poder de DEUS.


LEITURA DIÁRIA
Segunda – 1 Co 2.14,15
As coisas espirituais são discernidas espiritualmente
"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido." 
1 Coríntios 2:14,15

Terça – 1 Co 13.12
O crente tem a promessa de conhecer a Deus face a face

"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido." 1 Coríntios 13:12

Quarta – 2 Pe 1.4
O poder divino é capaz de transformar o homem

" Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo." 2 Pedro 1:4

Quinta – 1 Co 15.56,57
O triunfo sobre a morte está assegurado aos salvos
"Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo." 
1 Coríntios 15:56,57

Sexta – 1 Ts 4.14
A ressurreição de Jesus é a garantia da nossa ressurreição
"Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele." 1 Tessalonicenses 4:14

Sábado – Mt 16.18
Nenhuma potestade do ar pode prevalecer contra a Igreja

"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" Mateus 16:18

Efésios 1.15-23

15 - " Pelo que, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor JESUS e o vosso amor para com todos os santos, 
16 - não cesso de dar graças a DEUS por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações, 
17 - para que o DEUS de nosso Senhor JESUS CRISTO, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação, 
18 - tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos 
19 - e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, 
20 - que manifestou em CRISTO, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, 
21 - acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. 
22 - E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, 
23 - que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos."
 
OBJETIVO GERAL

Esclarecer a dimensão de nossa chamada, as riquezas da herança divina e a
grandeza do poder de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Destacar a vocação e as riquezas da glória inclusas na herança divina;
2. Salientar a grandiosidade do poder divino que opera em favor dos crentes;
3. Expressar o exemplo de exaltação em Cristo.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O plano de salvação divina revela uma santa vocação, as riquezas da
herança divina e a grandeza do poder de Deus. Uma vez salvos, somos vocacionados
para a santidade, o serviço e a participação gloriosa no porvir.
Uma vez salvos, desfrutamos das riquezas da glória divina experimentando
o perdão dos pecados, a adoção de filhos e as bênçãos a ser desfrutadas no
porvir. Uma vez salvos, seremos glorificados a exemplo de Cristo Jesus. Nesta
lição, estudaremos as bênçãos espirituais e a profunda esperança que cada
crente deve guardar em Cristo.

INTRODUÇÃO

Ainda no primeiro capítulo, o apóstolo Paulo inicia uma longa sentença assim dividida: 
ação de graças (Ef 1.15,16),
oração intercessora (Ef 1.17-19) e 
confissão de louvor e exaltação (Ef 1.20-23).

Nessa sentença somos exortados a louvar ao Senhor pela nossa eleição, buscar a iluminação do Espírito para compreender a dimensão de nossa chamada e herança divina, bem como entender a grandeza do poder de nosso Deus.

PONTO CENTRAL

A herança de preciosas riquezas espirituais conferidas aos eleitos faz parte da vocação do crente.

I – A ESPERANÇA DA VOCAÇÃO E AS RIQUEZAS DA GLÓRIA
O apóstolo ensina que os salvos precisam ser iluminados para compreenderem
quais são a esperança da vocação e as riquezas da glória da sua herança.
1. Ação de graças e intercessão. 

apóstolo se alegra em dar graças a Deus pela vida dos eleitos (1.16) e por todas as bênçãos espirituais recebidas, tais como:
a eleição, 
a predestinação, 
a filiação e
o dom do Espírito Santo (Ef 1.3-14). 
Ele intercede para que seja concedido aos seus leitores “o espírito de sabedoria e de revelação” (Ef 1.17). 
Paulo estava ciente de quão maravilhoso é o Evangelho, mas ao mesmo, de quão impossível é alguém perceber a glória dessas boas novas sem ser 
ensinado por Deus (1 Co 2.14,15). 
Por isso, ele rogava para que os crentes recebessem a capacidade de compreenderem, por meio do Espírito Santo, a esperança da chamada, as riquezas da herança e a grandeza do poder de Deus (Ef 1.18,19).

QUE ACONTECE QUANDO A IGREJA ORA?
(Pastor Geziel Gomes)

I. EXISTEM TRÊS TIPOS BÁSICOS DE ORAÇÃO
1. A oração individual, At 9.11
2. A oração em grupo, At 16.26
3. A oração coletiva, At 2.42

II. AS GRANDES VANTAGENS DA ORAÇÃO COLETIVA
1. Ela fortalece a união do povo de DEUS
2. Ela multiplica a nossa fé
3. Ela tem garantias de pronta resposta, Mt 21.22

III. TIPOS DE oração QUE A IGREJA NUNCA DEVERIA FAZER
1. A oração sem fé - ela invalida a Palavra de DEUS. Tg 1.6
2. A oração sem humildade - oração de revolta. oração ou afronta?
2.1 ela despreza a vontade de DEUS, Mt 6.10
2.2 ela insulta a DEUS
2.3 ela cega a mente do crente, impedindo de discernir a vontade de DEUS,
Rm 8.28
3. A oração sem reverencia - ela afasta a presença de DEUS
4. A oração sem temor e unção do ESPÍRITO.

IV. VOCÊ SABIA QUE DEIXAR DE ORAR É UM PECADO?
1. Leia I Samuel 12.23
2. Deixar de orar é pecado de desobediência, I Ts 5.17; Lc 18.1
3. Deixar de orar é um pecado de desprezo da alma para com DEUS
4. Deixar de orar é um convite a viver em incredulidade
5. Deixar de orar é perder a chave que a abre o Celeiro de DEUS
6. Deixar de orar é a maneira mais perfeita de afastar-se de DEUS
7. Deixar de orar significa deixar de abastecer a alma com o gozo do Céu

V. QUE ACONTECE QUANDO A IGREJA DEIXA DE ORAR?
1. O povo de DEUS começa a experimentar escassez, Mt 6.11
2. Muitos dentre o povo de DEUS morrem prematuramente, II Cr 16.12,13
3. Muitos que estão prestes a morrer alcançam sua cura, Is 38.1
4. A Obra de DEUS sofre e se debilita, II Cr 7.14
5. A salvação de almas pode ser reduzida
6. Se a Igreja deixa de orar, suas prioridades mudam (passatempos/piadas/tv/lazer)

VI. QUE ACONTECEU QUANDO A IGREJA PRIMITIVA OROU?
1. Aconteceu um grande Movimento, At 4.31
1.a na casa:   Moveu-se o lugar em que estavam reunidos
1.b nos corações dos crentes:   Todos foram cheios do espírito SANTO
1.c na Cidade:   Anunciavam com ousadia a palavra de DEUS
2. Aconteceu um grande livramento, At 12.5-17
2.a Essa oração atraiu os anjos
2.b Essa oração cegou e imobilizou os guardas da prisão
2.c Essa oração abriu as portas do cárcere
3. Aconteceu um avivamento missionário
3.a Eles serviam, jejuavam e oravam
3.b O  Senhor levantou os primeiros missionários
3c. A Obra missionária nunca mais terminou

2. A esperança da vocação.

Em sua petição a Deus, Paulo intercede para que o Espírito Santo ilumine os crentes a fim de saberem “qual seja a esperança da sua vocação” (Ef 1.18). Assim, eles seriam capazes de experimentar e conhecer profunda e espiritualmente os privilégios de serem vocacionados. 
Podemos dizer que tal esperança divide-se em pelo menos três aspectos: 
a) Deus chamou pessoas no passado (2 Tm 1.9), ou seja, uma chamada em que Ele teve a iniciativa por meio da eleição em Cristo, da qual fazemos parte 
(Ef 1.3-14); 
b) a chamada abrange serviço e santificação no presente (Fp 3.14), isto é, 
achar-se irrepreensível, viver em comunhão e andar de modo digno (Ef 1.4; 2.11-18; 4.1);
c) a participação gloriosa no futuro (5.27), que compreende a vida eterna
e a esperança de conhecer Deus face a face (1 Co 13.12). 

A oração de Paulo não é em busca de bênçãos materiais, mas de posse das bênçãos espirituais, já preparadas para o crente. 
Não pode haver negligência do crente em buscar as bênçãos espirituais em sua vida cristã. 
Para se conhecer o que já temos em CRISTO precisamos de iluminação, ou revelação do ESPÍRITO SANTO, pois só Ele as revela.

palavra grega usada por Paulo, epignosis, “conhecimento”, deve ser distinguida àegnosis, cuja tradução também é “conhecimento”. 

A palavra composta epignosis é uma amplitude de gnosis, denotando um conhecimento mais amplo e mais completo. 
Esse conhecimento pleno é aquele que advém de intimidade experimental. 
É mais do que conhecimento acadêmico e teórico. 
E pessoal, em comunhão com o ESPÍRITO SANTO.
O desejo de Paulo é que a Igreja tenha discernimento espiritual.

Ef 1.16-17 minhas orações, para que o DEUS de nosso Senhor JESUS CRISTO, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação.
Paulo deseja que a unção que estava sobre JESUS viesse também sobre os Efésios, pois é uma herança deixada por JESUS aos seus co-herdeiros das mesmas promessas.

E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, e o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência, e o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza, e o ESPÍRITO de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:2

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. 
João 14:26
 
O cristão deve crescer no conhecimento de DEUS. 
A salvação é o conhecimento pessoal de DEUS (Jo 17:3). 
A santificação é o conhecimento crescente de DEUS (Fp 3:10). 
A glorificação é o conhecimento perfeito de DEUS (1 Co 13:9-12). 
Uma vez que fomos criados à imagem de DEUS (Gn 1:26-28), quanto melhor o conhecermos, melhor conheceremos a nós mesmos e uns aos outros. 
Não basta conhecer a DEUS somente como Salvador. 
Devemos conhecê-lo como Pai, Amigo e Guia, e, quanto melhor o conhecermos, mais gratificante será nossa vida espiritual.
 
Paulo orava para que os Efésios recebessem a grandiosa herança deixada por JESUS CRISTO.
E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:2
Tudo isso faz parte da herança.
 
Pedido de Paulo para a Igreja em Éfeso:
 
ESPÍRITO de sabedoria (1.17).
 
SABEDORIA σοφια sophia
1) sabedoria, inteligência ampla e completa; usado do conhecimento sobre diversos assuntos
1 a) a sabedoria que pertence aos homens
1 a 1) conhecimento variado de coisas humanas e divinas, adquirido pela sutileza e experiência, e sumarizado em máximas e provérbios
1 a 2) a ciência e o conhecimento
1 a 3) o ato de interpretar sonhos e de sempre dar os conselhos mais sábios
1 a 4) inteligência evidenciada em descobrir o sentido de algum número misterioso ou visão
1 a 5) habilidade na administração dos negócios
1 a 6) seriedade e prudência adequada na relação com pessoas que não são discípulos de CRISTO, habilidade e discrição em transmitir a verdade cristã
1 a 7) conhecimento e prática dos requisitos para vida devota e justa
1 b) inteligência suprema, assim como a que pertence a DEUS
1 b 1) a CRISTO
1 b 2) sabedoria de DEUS que se evidencia no planejamento e execução dos seus planos na formação e governo do mundo e nas escrituras
 
“Para que o DEUS de nosso Senhor JESUS CRISTO, o Pai da glória, vos dê o espírito de sabedoria.”
Esta Sabedoria é o conhecimento dado pelo ESPÍRITO SANTO. Vindo de Cima, de DEUS. É sobrenatural.
Ora, o homem natural não compreende as coisas do ESPÍRITO de DEUS, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 1 Coríntios 2:14
Sabedoria é enxergar com os olhos de DEUS. 
A sabedoria é o uso correto do conhecimento espiritual.
 
ESPÍRITO de revelação (Ef 1.17 b). “[...] e de revelação no pleno conhecimento dele.”
 
REVELAÇÃO αποκαλυψις apokalupsis
1) ato de tornar descoberto, exposto
2) uma revelação de verdade, instrução
2 a) concernente a coisas antes desconhecidas
2 b) usado de eventos nos quais coisas, estados ou pessoas até agora não presentes na mente das pessoas se tornam parte da sua realidade
3) manifestações, aparecimento
 
Só o ESPÍRITO SANTO pode revelar o que Ele mesmo inspirou aos escritores da Bíblia. 
Como na época que Paulo escreveu isto era difícil uma cópia do Antigo Testamento e ainda os evangelhos pouco eram conhecidos, Paulo fala de uma revelação espiritual e sobrenatural buscada por cada crente individualmente.

Paulo ora para que a igreja conheça a DEUS plenamente (Ef 1.17)
 
CONHECIMENTO επιγνωσις epignosis
1) conhecimento preciso e correto
1 a) usado no NT para o conhecimento de coisas éticas e divinas
Uma coisa é conhecer a respeito de DEUS; outra, bem diferente, é conhecer a DEUS. Então conhecer a DEUS intimamente deveria ser através de muita oração e jejum. 
JESUS disse que quem o via estava vendo DEUS. 
Portanto, conhecer a JESUS significava conhecer a DEUS.
Disse-lhe JESUS: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe?
Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? João 14:9 
E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. João 12:45
 
O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Oseias 4:6
 
Conhecer a DEUS pessoalmente é salvação (Jo 17.3). 
Conhecer a DEUS progressivamente é santificação (Os 6.3). 
Conhecer a DEUS perfeitamente é glorificação (I Co 13.9-12).
Paulo reúne três grandes verdades que deseja que os crentes saibam. 
Elas referem-se ao chamamento, à herança e ao poder de DEUS.
A esperança do chamamento de DEUS (Ef 1.18)
  
“Iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual é a esperança do chamamento” (Ef 1.18 a).
 
ILUMINADOS φωτιζω photizo
1) produzir luz, brilhar
2) iluminar, clarear, ilustrar
3) fazer brilhar, tornar evidente
3 a) fazer algo existir e assim vir à luz e tornar-se claro para todos
4) esclarecer, espiritualmente, imbuir alguém com o conhecimento salvador
4 a) instruir, informar, ensinar
4 b) dar entendimento a
 
NATURAIS - ESPIRITUAIS - CARNAIS (DEFERENTES NÍVEIS DE ILUMINAÇÃO)

Iluminação quer dizer uma intervenção Sobrenatural do ESPÍRITO SANTO que vai trazer a nós uma revelação especial que as pessoas que não estão em comunhão com o ESPÍRITO SANTO não possuem, pois aquele que é espiritual discerne bem as coisas de DEUS e as entende bem, porém, aquele que é natural não entende bem como são as coisas espirituais (1 Coríntios 2). 
As pessoas naturais são as que nunca aceitaram a JESUS como Salvador e Senhor. 
Não têm o ESPÍRITO SANTO dentro de si. 
Os crentes que são espirituais também têm diferença de entendimento uns dos outros. 
Os batizados com o ESPÍRITO SANTO possuem maior revelação da Palavra de DEUS e das coisas espirituais e sobrenaturais. 
As pessoas naturais são as que só conhecem as coisas naturais, se guiam pelo entendimento humano, pela intelectualidade. 
Vemos pessoas com alta formação acadêmica, porém sem entendimento espiritual. 
Quando lhes falamos de coisas reveladas pelo ESPÍRITO SANTO não conseguem entender e acabam por irem para um rumo completamente diferente do que a palavra de DEUS ensina. 
Às vezes não conseguimos entender porque elas não enxergam coisas tão claras para nós. 
Isso acontece por falta de revelação do ESPÍRITO SANTO. 

Exemplo: Um católico romano nunca entenderá que Maria não pode ser nossa intercessora, mas ao se converter, passa a entender isso claramente lendo, por exemplo, 1 Timóteo 2.5. 

outro exemplo: Um calvinista não entende o livre arbítrio e o não admite, porém, ao se converter, não só o admite, como entende claramente. 
Também não consegue entender como os dons do ESPÍRITO SANTO podem ser atuais, mas ao se converter entende claramente e passa a buscar tanto o batismo no ESPÍRITO SANTO com a evidência do falara em línguas, como os dons. 
Só comprovarmos isso nas comunidades advindas do calvinismo.
No estudo da Palavra de DEUS aqueles que são naturais só conhecem a intelectualidade, a exegese, não conseguem entender a espiritualidade intrínseca ou contida ali.

Creio que Você leitor conhece uma pessoa que nunca estudou teologia, uma pessoa que mal sabe falar em português, mas tem um entendimento da Bíblia impressionante (isso acontecia com os apóstolos). 

Como é que pode? 
A igreja, em seu primórdio, não possuía Bíblia (pequenas porções do AT somente), mas tinham estreita comunhão com o ESPÍRITO SANTO. 
Esses crentes tinham entendimento, sabedoria e inteligência espirituais pela revelação advinda diretamente do ESPÍRITO SANTO. 

O apóstolo João responde à nossa indagação - E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. 1 João 2:27

Se você ler a primeira carta de Paulo a Timóteo lerá Paulo dizendo a seu filho amado: 
eu te deixei em Éfeso: 
“para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina, nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis - Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. 

Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas” 1 Timóteo 1:3-8
Paulo disse aqui que alguns se desviaram da Fé. 
Tinham uma fé fingida.
Timóteo deveria lembrar dos ensinos que recebeu de Paulo e a Igreja deveria tomar cuidado com esses inimigos do verdadeiro evangelho que haviam ali no meio deles. 
Estavam filtrados no meio da igreja. Paulo afirma que eles estavam desviados do Evangelho. 
Por isso a igreja deveria permanecer unida em torno da sã doutrina.
Paulo escrevendo aos Coríntios diz:
“Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. 1 Coríntios 5:11”.

Pedro também alerta-nos para esses falsos mestres sem a revelação do ESPÍRITO SANTO - E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. 2 Pedro 2:1
 
Ainda existem os carnais - São os desviados do evangelho. 
Conheceram a verdade e a luz, mas, amaram mais as trevas do que a luz, se enredaram pelo caminho da mentira.
E a condenação é esta: 
Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. João 3:19

Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério. Hebreus 6:4-6

E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis; porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens? 1 Coríntios 3:1-3
  
E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. 
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. 
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. 
Mas, como está escrito: 
As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. 
Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. 
Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? 
Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 
Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 
As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 
Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? 
Mas nós temos a mente de Cristo. 1 Coríntios 2:1-16
 
 INTERCESSÃO: 

(ORANDO PELOS OUTROS, COLOCANDO-SE NO LUGAR DE OUTREM, INDO A DEUS A FAVOR DE, E RESISTINDO A SATANÁS QUE ESTÁ CONTRA). 

É UM ENCONTRO COM DEUS E UM CONFRONTO COM SATANÁS.

A intercessão é tão importante que DEUS quando vai fazer algo que influencie o quotidiano humano, ELE primeiro fala aos seus servos na terra para que estes intercedam para que aconteça, caso seja bom, ou intercedam para que não aconteça, caso seja mau. (2 Rs 24.2; Jr 25.4;) Amós 3.7 = Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.
Exemplo: 
Quando DEUS quis destruir Sodoma e Gomorra primeiro falou com Abraão 
(Gn 18.17), 
quando DEUS quis destruir o povo hebreu, primeiro falou com Moisés 
(Ex 32.9,10), 
quando quis enviar libertação do cativeiro primeiro falou com Daniel 
(Dn 9.2), quando quis castigar o povo de Israel primeiro falou com seus profetas 
(Jr 7.25; 11.7; Jr 25.4; 26.5; 29.19; 35.15; 44.4). 
Quando quis mandar o Salvador, primeiro falou com os profetas 
(Dt 18.15; At 28.25; Hb 1.1). 
Note que ao pensar em destruir Sodoma e Gomorra, DEUS não se lembrou de Ló e sua família, mas de Abraão, porque Abraão era um Intercessor (Gn 19.29). 
Quando nosso filho, ou filha, ou mãe, ou pai, ou marido, ou esposa, ou parente, ou amigo, ou conhecido, ou desconhecido, qualquer pessoa estiver em perigo, DEUS recorrerá a nós para orarmos intercedendo, isso se nós estivermos ali na brecha (Ez 22.30), para interceder, ou seja estivermos prontos para orar costumeiramente todos os dias em favor daqueles que precisam de nossas orações.

VEJA Lc 13.1-9 = É por isso que às vezes cai um avião, ou outra catástrofe acontece e escapa uma pessoa só, ela tinha um intercessor orando por ela e os outro não.
 
Ez 22.30 E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.

Is 53:12; Jo 17:9; Rm 8:34; Hb 7:25; 1 Tm 2:1; 1 Sm 19:4, 25:24; Fm 10; Jó 9:32-35; Is 62:6, 59:16;
Ez 22:30,31: SE NÃO TIVER INTERCESSOR A IGREJA FECHA

EXEMPLO DE ABRAÃO: 
Gn 18:17, 19:29 – 
DE MOISÉS: Gn 32:10-14; 32:32, 33:18

OBS. VEJA ESTUDO SOBRE DONS (DOM DE LÍNGUAS, QUEM ORA EM LÍNGUAS EDIFICA-SE A SI MESMO E PODE CHEGAR A SER USADO PELO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO INTERCESSORA COM GEMIDOS INEXPRIMÍVEIS.
JESUS É INTERCESSOR COMO HOMEM E COMO DEUS.
DEUS ESTÁ NA TERRA, DENTRO DE NÓS (ESPÍRITO SANTO); O HOMEM ESTÁ NO CÉU NUM CORPO DE HOMEM (GLORIFICADO. EM JESUS CRISTO, NOSSO INTERCESSOR)

Em nossas orações, devem constar essas duas importantes orações: 
a de petição e a de intercessão. 
Petição é oração por nós mesmos e Intercessão é oração pelos outros.
 
PETIÇÃO: 

Qual a oração mais feita? 
A oração de Petição, com certeza. 
É importante que ao orarmos em petição, nos lembremos da importância em dizer para DEUS que seja feita a vontade Dele acima da nossa.
E esta é a confiança que temos nele: 
que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve
1 João 5:14
Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, na terra como no céu. Mateus 6:10
dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua. Lucas 22:42
 
PETIÇÃO
PEDIDO POR SI MESMO, COM SÚPLICA - 
Tg 4:3; 1 Tm 2:1; Lc 11:9; Jo 15:7; Fp 4:6 - 
VONTADE DEUS 1 Jo 5:14.
  
Em sua petição a DEUS, Paulo intercede para que o ESPÍRITO SANTO ilumine os crentes a fim de saberem “qual seja a esperança da sua vocação” (Ef 1.18). Assim, eles seriam capazes de experimentar e conhecer profunda e espiritualmente os privilégios de serem vocacionados. 
Podemos dizer que tal esperança divide-se em pelo menos três aspectos: 
a) DEUS chamou pessoas no passado (2 Tm 1.9), ou seja, uma chamada em que Ele teve a iniciativa por meio da eleição em CRISTO, da qual fazemos parte (Ef 1.3-14); 
b) a chamada abrange serviço e santificação no presente (Fp 3.14), isto é, achar-se irrepreensível, viver em comunhão e andar de modo digno 
(Ef 1.4; 2.11-18; 4.1); 
c) a participação gloriosa no futuro (Ef 5.27), que compreende a vida eterna e a esperança de conhecer DEUS face a face (1 Co 13.12).

3. As riquezas da glória da sua herança. 

Na oração, o apóstolo pede para que os crentes entendessem “as riquezas da glória da sua herança” (Ef 1.18).
A expressão “sua herança” enfatiza o que Deus deu aos seus eleitos (Cl 1.12).
Já o termo “riquezas” refere-se às maravilhosas bênçãos que acompanham o
plano da salvação, tais como: 
o perdão dos pecados, 
a adoção de filhos e 
as bênçãos que serão desfrutadas no porvir (Cl 1.27; 1 Pe 1.4,5), como por exemplo:
vermos a Deus, 
a Cristo e 
O adorarmos (Ap 22.3,4). 
Sim, no dia aprazado, os fiéis estarão reunidos nas bodas do Cordeiro 
(Ap 19.7-9). 
Então, os salvos tomarão posse da herança preparada desde a fundação do mundo (Mt 25.34).

Paulo desejava que os crentes em Éfeso recebessem a herança de JESUS, bênçãos e promessas (herança é dada após a morte do testador)
E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque, onde há testamento, necessário é que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive? Hebreus 9:15-17
 
E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:2
 
Bodas do Cordeiro.
 
O que serão as Bodas do Cordeiro?Será o encontro glorioso, já nos céus, entre CRISTO e sua Igreja amada. 

Quem participará das Bodas do Cordeiro?Todos os salvos em JESUS CRISTO.
 
Dons do ESPÍRITO SANTO (JESUS morreu para que nós pudéssemos receber o ESPÍRITO SANTO e a nós fossem concedidos os dons).
Palavra da sabedoria;
Palavra da ciência;
Fé;
Dons de curar;
Operação de maravilhas; 
Profecia; 
Discernir os espíritos;
Variedade de línguas;
Interpretação das línguas.
1 Coríntios 12:8-10
 
                                        SÍNTESE DO TÓPICO I

Os santos devem louvar a Deus pela eleição e ser iluminados para conhecer
a esperança do chamado e as riquezas que fazem parte de nossa herança.
SUBSÍDIO DIDÁTICO- PEDAGÓGICO

É importante introduzir esta aula lendo com a classe os versículos 15-17.
Esses versículos retratam a ação de graças e a intercessão apostólica. Para
introduzir este tópico, além do texto do comentário, leve em conta o seguinte
fragmento de texto: 
“Será muito importante observar o relacionamento entre Ef 1.3-14 e 1.15-23. 
O primeiro representa um profundo hino de louvor pelas bênçãos redentoras de Deus em Cristo; o último é uma oração de intercessão para que os olhos espirituais dos crentes se abram para, através da experiência, alcançarem a compreensão da plenitude dessas bênçãos. 
Dessa forma, Paulo faz junção do louvor com a oração, da adoração com a intercessão, como dois componentes necessários ao verdadeiro conhecimento de Deus” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.403).

II – A SOBRE-EXCELENTE GRANDEZA E FORÇA DO PODER DIVINO

O poder divino é imensurável e nada pode detê-lo. 
Em sua Carta, Paulo se esmera no esforço de traduzir a grandiosidade e a eficácia desse poder que opera em favor dos crentes.

1. A sobre-excelente grandeza do seu poder. 

O apóstolo orou para que os salvos pudessem entender a “sobre-excelente grandeza do poder de Deus” (Ef 1.19). 
Perceba que a palavra “sobre-excelente” é traduzida do grego uperballõ, que na forma adjetivada significa “extraordinário” (2 Co 4.7). 

Já a expressão seguinte, megethos (grandeza), objetiva enaltecer a magnitude do poder de Deus que a tudo sobrepuja (Mt 26.64). 
O termo dunamis, aqui traduzido por “poder”, indica feitos miraculosos que requerem força “fora de medida” (At 8.13). 
Logo, a repetição desses termos indica que apenas o maior de todos os poderes é capaz de realizar a transformação e a salvação do homem (2 Pe 1.4); e que
somente um poder tão grande assim pode operar e concretizar as bênçãos
inclusas na “esperança da vocação” e nas “riquezas da herança” (Ef 1.18).

Se o chamamento de DEUS olha para trás, para o começo, e se a herança de DEUS olha para a frente, para o fim, então, decerto, o poder de DEUS abrange o período interino, pois somente o seu poder pode cumprir a expectativa que pertence ao seu chamamento e nos trazer com segurança às riquezas da glória da herança final que nos dará no céu. 

Paulo está convencido de que o poder de DEUS é suficiente, e acumula palavras para nos convencer. 

Escreve não somente do poder de DEUS, como também da eficácia da força do seu poder (v. 19), e ora para que saibamos a grandeza dele, realmente a grandeza suprema dele, para com os que cremos.

Como chegaremos a conhecer a suprema grandeza do poder de DEUS? 
Porque ele deu uma demonstração pública na ressurreição e exaltação de CRISTO (vs. 20-23). 
Paulo realmente refere-se a três eventos sucessivos: 
primeiro, ressuscitando-o dentre os mortos (v. 20 a); em 
segundo lugar, fazendo-o sentar a sua direita nos lugares celestiais, muito acima de qualquer concorrente (vs. 20 b , 21), E pôs todas as coisas debaixo dos seus pés (v. 22 a); e, em 
terceiro lugar, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo... (v. 22 b , 23). 
Estes três eventos são interligados. 
É em função da ressurreição de CRISTO dentre os mortos e sua entronização sobre os poderes do mal que ele se tornou o cabeça da igreja.
 
E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. 
1 João 2:27
 
Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes. Jeremias 33:3
 
Ora, o homem natural não compreende as coisas do ESPÍRITO de DEUS, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? 
Mas nós temos a mente de CRISTO. 1 Coríntios 2:14-16
 
O apóstolo orou para que os salvos pudessem entender a “sobre-excelente grandeza do poder de DEUS” (Ef 1.19). 
Perceba que a palavra “sobre-excelente” é traduzida do grego uperballõ, que na forma adjetivada significa “extraordinário” (2 Co 4.7). 
Já a expressão seguinte, megethos (grandeza), objetiva enaltecer a magnitude do poder de DEUS que a tudo sobrepuja (Mt 26.64). 

O termo dunamis, aqui traduzido por “poder”, indica feitos miraculosos que requerem força “fora de medida” (At 8.13). 
Logo, a repetição desses termos indica que apenas o maior de todos os poderes é capaz de realizar a transformação e a salvação do homem (2 Pe 1.4); e que somente um poder tão grande assim pode operar e concretizar as bênçãos inclusas na “esperança da vocação” e nas “riquezas da herança” (1.18).

2. A força do poder divino. 

Na sentença “segundo a operação da força do seu poder” (Ef 1.19), o apóstolo
faz uso de três vocábulos gregos concordes entre si. 

Primeiro, a palavra “operação”, que é a tradução de energeia, e também significa “eficácia”, sinalizando a ideia de “poder em atividade” (Cl 1.29). 

Segundo, a expressão “força” vem do termo kratos, que traz a ideia de “intensidade”. 

E, finalmente, ischus, que indica o “poder inerente” de Deus 
(Jo 1.12; 2 Pe 2.11). 

A associação desses conceitos revela o poder potencial d e Deus que, inerente à sua natureza divina, opera em favor dos que creem. 
Para aprofundar essa impressionante descrição, Paulo apresenta três exemplos
irrefutáveis da força desse poder:
(1) A ressurreição de Cristo; 
(2) sua ascensão à direita de Deus nos céus (Ef 1.20); e 
(3) sua elevação acima de todo o domínio (1.21,22).

A ressurreição e a ascensão eram demonstrações decisivas do poder divino. 
Pois se há dois poderes que o homem não pode controlar, mas que, pelo contrário, sobre ele exercem domínio, são a morte e o mal. O homem é mortal. Não pode evitar a morte. 
O homem está caído. Não pode vencer o mal. DEUS em CRISTO, porém, derrotou a morte e o mal e, portanto, pode nos salvar de ambos.
 
Para se ter uma vida cristã saudável, ainda hoje, é de vital importância seguir o exemplo de Paulo e manter unidos o louvor e a oração. 
Muitos, no entanto, não conseguem este equilíbrio. 
Alguns cristãos apenas oram em favor de novas bênçãos espirituais, aparentemente ignorando o fato de que DEUS já os abençoou em CRISTO com toda bênção espiritual. 
Outros dão tanta ênfase à indubitável verdade que em CRISTO tudo já é deles, que se tornam negligentes e não demonstram vontade de conhecer ou experimentar com maior profundidade seus privilégios cristãos. 
Ambos se polarizam, desviando-se do ensino das Escrituras, perdendo assim o equilíbrio espiritual.
O Pai nos trouxe bênçãos através do Filho e por meio do ESPÍRITO, por isso podemos nos aproximar dele em oração, também através do Filho e por meio do ESPÍRITO (cf. 2:18).
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO - PEDAGÓGICO

Caro professor, é importante introduzir esta aula lendo com a classe os versículos 15-17.
Esses versículos retratam a ação de graças e a intercessão apostólica. 
Para introduzir este tópico, além do texto do comentário, leve em conta o seguinte fragmento de texto: 
“Será muito importante observar o relacionamento entre Ef 1.3-14 e 1.15-23. 

O primeiro representa um profundo hino de louvor pelas bênçãos redentoras de Deus em se revelar de diversas maneiras e em várias ocasiões a fim de que o venhamos a conhecer. 
Deus não pode ser compreendido pela mera lógica humana, e nem sequer sua própria existência pode ser comprovada desta maneira.

Com isso, queremos dizer que não de forma alguma diminuindo os seus
atributos, fazendo uma declaração confessional das nossas limitações e da infinitude divina. 
Nosso modo de entender a Deus pode ser classificado em duas pressuposições primárias:
(1) Deus existe; e 
(2) Ele se revelou a nós de modo adequado através da sua revelação inspirada.
[...] Além disso, Deus está sustentando ativamente o mundo que criou. 

Na conservação, Ele sustenta a criação através de leis estabelecidas (At 17.25). Na providência, Ele controla todas as coisas existentes no Universo, com o propósito de levar a efeito seu plano sábio e amoroso, de forma que não venha a interferir na liberdade das suas criaturas (Gn 20.6; 50.20; Jó 1.12; Rm 1.24)” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pg. 151,53).

SÍNTESE DO TÓPICO II
 
O poder de Deus é extraordinário e supera todo e qualquer outro poder.
Esse maravilhoso poder opera no interesse de salvar a humanidade caída.

III – CRISTO: NOSSO EXEMPLO DE EXALTAÇÃO.

Nesse ponto veremos três aspectos da exaltação de Cristo que atestam a
grandiosidade do Poder de Deus disponível também aos crentes.

1. Cristo: As primícias dos que dormem. 

Paulo enfatiza que o poder de Deus se “manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos” (Ef 1.20).
De fato, o Novo Testamento descreve a ressurreição de Cristo como obra
do poder de Deus Pai (At 2.24; 3.26; 17.31). 
Ao ressurgir dentre os mortos, Cristo foi feito as primícias dos que dormem 
(1 Co 15.20-22). 
Assim sendo, a ressurreição de Jesus é a garantia de que seremos ressuscitados (1 Ts 4.14). 
O mesmo poder que ressuscitou a Cristo está disponível também aos salvos 
(Ef 2.6). 
Desse modo, os crentes vencerão a morte e se erguerão gloriosamente de seus sepulcros para reinarem com Cristo eternamente (Jo 5.28,29; Fp 3.20,21).

Mas, graças a DEUS, podemos proclamar esta doutrina: 
“Mas de fato CRISTO ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem!” 1 Coríntios 15:20

Ressuscitar significa despertar, levantar dentre os mortos. 
Converse com seus alunos sobre a imprescindibilidade dessa doutrina. 
Enfatize que CRISTO foi feito "as primícias dos que dormem", e os que morrerem nEle, em sua vinda ressuscitarão à semelhança de sua ressurreição.
Pergunte aos alunos: 
Como será o corpo da ressurreição? 
Diga-lhes que será:
a) Visível (Lc 24.39); 
b) Incorruptível (1 Co 15.42,54); 
c) Palpável (Jo 20.27); 
d) Corpo celestial (2 Co 5.1-4); 
e) Vivificado (Rm 8.11).

Tornar-se as primícias dos que dormem.
Os atuais habitantes do Céu sabem que algum dia, a igreja do Senhor subirá, para lá também habitar. 
Eles olham para o CRISTO ressuscitado, sentado à destra do Pai e, sabendo que Ele aqui embaixo provou a morte e sobre ela triunfou mediante a ressurreição, sabem também que na sua ressurreição consiste a garantia da nossa. 

Ele subiu primeiro. Nós subiremos depois.

JESUS foi o primeiro a ressuscitar num corpo humano (glorificado) - esta ressurreição é para a vida eterna e não a ressurreição para viver na Terra e morrer de novo.
Quando ressuscitou dentre os mortos, JESUS se tornou as primícias daqueles que ressuscitarão para não mais morrer.

Se JESUS ressuscitou, nós também ressuscitaremos.
 
A ressurreição de JESUS CRISTO dentre os mortos.
A morte é uma inimiga amarga e implacável. 
Chegará a todos nós, um dia. 
Podemos,por vezes, adiar a morte; porém não podemos escapar dela. 
E, depois da morte, nada pode impedir o processo de decadência e de decomposição. 

Até mesmo as técnicas mais sofisticadas de embalsamento usadas pelos agentes funerários mais capazes não podem conservar o corpo para sempre. Não: somos pó, e para o pó inevitavelmente voltaremos. 

Nenhum poder humano pode evitar isso, e muito menos trazer um morto de volta à vida.
DEUS, porém, tem feito o que o homem não pode fazer. Ressuscitou JESUS CRISTO dentre os mortos. Primeiro, paralisou o processo natural da decadência e não permitiu que seu SANTO visse a corrupção. 
Depois, não somente inverteu o processo, restaurando a vida ao JESUS morto, mas também o transcendeu. 
Levantou JESUS para uma vida totalmente nova (imortal, gloriosa e livre), que ninguém experimentara antes, e que ninguém experimentou depois, pelo menos por enquanto. 
Esta era a primeira parte da demonstração pública do poder de DEUS.
Ressuscitou JESUS dentre os mortos para uma nova dimensão de experiência humana. 
O túmulo vazio e os aparecimentos após a ressurreição eram as evidências. Paulo propõe aqui como uma demonstração do poder divino é o que DEUS realizou em CRISTO, não nos seus seguidores.
 
A RESSURREIÇÃO DE JESUS:
QUAL A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA A FÉ CRISTÃ?  (Bíblia Ilumina)

Mateus 28:1-10 VERSÍCULO CHAVE: 
Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a JESUS, que foi crucificado. 
Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. 
Vinde, vede o lugar onde jazia; (Mateus 28:5-6)
 
A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ. 

A ressurreição é a chave para a fé cristã. 
Porque?
(1) Como ele havia prometido, ele ressurgiu dos mortos. 
Nós podemos estar confiantes, portanto, que ele cumprirá tudo que ele prometeu.
(2) A ressurreição do corpo nos mostra que o CRISTO vivo é soberano no reino eterno de DEUS, não um falso profeta ou impostor.
(3) Nós podemos ter certeza de nossa ressurreição porque ele foi ressuscitado. A morte não é o fim, existe a vida após a morte.
(4) O poder que trouxe JESUS de volta a vida está disponível para nós trazermos o nosso ser espiritual morto de volta a vida.
(5) A Ressurreição é à base do testemunho da igreja para o mundo. JESUS é mais que um líder humano, ele é o Filho de DEUS.
 
1 Coríntios 15:1-11 VERSÍCULO CHAVE: 
Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; (1 Coríntios 15:3-4)

A RESSURREIÇÃO É O PONTO DECISIVO DA FÉ CRISTÃ:

Sempre haverá pessoas dizendo que JESUS não ressurgiu dos mortos. 
Paulo nos garante que muitas pessoas viram JESUS depois de sua ressurreição: Pedro, o discípulo (os Doze), mais de quinhentos crentes (a maioria ainda estavam vivos quando Paulo escreveu isto), Thiago (irmão de JESUS), todos os apóstolos e finalmente Paulo em si. A Ressurreição é um fato histórico. 
Não seja desencorajado por pessoas que negam a Ressurreição. 
Seja cheio de esperança, pois um dia todos virão a prova viva quando JESUS voltar.
 
"A ressurreição"
A ressurreição de JESUS como um evento real e histórico tem sido a pedra de esquina do cristianismo através dos séculos. 
O fato de que isso é crido por inúmeras pessoas por uma sucessão ininterrupta de gerações, tem dado pouca oportunidade para o surgimento de repentinos "mitos de JESUS" ou lendas. 
Além disso, sempre podemos comparar a crença moderna com milhares de escritos antigos do Novo Testamento, e com escritos não-cristãos, para verificar a coerência de vários relatos e garantir a exatidão histórica na doutrina e nas crenças. 
Diferente de outras religiões, o cristianismo é baseado em fatos históricos. 
Ele não é uma filosofia ilusória. 
Se a ressurreição de JESUS nunca tivesse acontecido, não haveria absolutamente nenhuma base para a igreja cristã. 
Ela não existiria. 
Como vimos, há uma história contínua da igreja sem interrupção. 
Podemos voltar ao passado recorrendo aos documentos mais antigos da igreja (primeiros manuscritos do Novo Testamento) e encontrar o dogma essencial da igreja, que permanece o mesmo. 
Os muitos mártires da fé cristã morreram todos por essencialmente uma coisa - defender o fato histórico de que JESUS CRISTO ressuscitou dos mortos. 
Os inimigos da igreja esperavam que a execução dos líderes da igreja fizesse a expansão do cristianismo cessar. 
Em vez disso, aumentou a determinação dos cristãos e fornece evidências pungentes da historicidade da ressurreição de JESUS às gerações posteriores." (MUNCASTER, R. O. Examine as evidências. RJ: CPAD, 2007, pp. 409-10.)
 
2. Cristo elevado à direita de Deus. 

Paulo reforça o poder de Deus quando da elevação de Cristo ao trono:
“Pondo-o à sua direita nos céus” (Ef 1.20). 
Aqui está em foco à ascensão de Cristo em referência a promessa messiânica (Sl 110; At 1.6). 
O grau de exaltação para uma posição de honra e autoridade indica o completo triunfo de Cristo sobre o pecado e as forças do mal (Fp 2.9-11; Cl 2.15). 
Esse triunfo também está assegurado aos salvos (1 Co 15.56,57) e endossa nossa participação na vida celestial, conforme indica a expressão “nos fez assentar nos lugares celestiais” (Ef 2.6). 
Assim, tanto a ressurreição como à ascensão de Cristo são obras do poder do Pai.

Aparição de JESUS ressurreto
Referências bíblicas
1) A Maria Madalena
Marcos 16.9
2) Às mulheres que retornavam da tumba
Mateus 28.8-10
3) A Pedro, em Jerusalém
Lucas 24.34
4) Aos dois discípulos que iam para Emaús
Marcos 16.12 e Lucas 24.13-32
5) Aos dez discípulos
João 20.19-25
6) Aos onze discípulos
João 20.26-29
7) Aos sete discípulos junto ao Mar da Galileia
João 21
8) A mais de 500 pessoas
1 Coríntios 15.6
9) A Tiago
1 Coríntios 15.7
10) Aos onze discípulos em um monte da Galileia
Mateus 28.16
11) No Monte das Oliveiras, em Betânia
Lucas 24.50-53
12) Ao apóstolo Paulo no caminho para Damasco
Atos 9.3-6 e 1 Coríntios 15.8

Paulo enfatiza que o poder de DEUS se “manifestou em CRISTO, ressuscitando-o dos mortos” (Ef 1.20). 
De fato, o Novo Testamento descreve a ressurreição de CRISTO como obra do poder de DEUS Pai (At 2.24; 3.26; 17.31).
Ao ressurgir dentre os mortos, CRISTO foi feito as primícias dos que dormem 
(1 Co 15.20-22). 
Assim sendo, a ressurreição de JESUS é a garantia de que seremos ressuscitados (1 Ts 4.14). 
O mesmo poder que ressuscitou a CRISTO está disponível também aos salvos (Ef 2.6). 
Desse modo, os crentes vencerão a morte e se erguerão gloriosamente de seus sepulcros para reinarem com CRISTO eternamente (Jo 5.28,29; Fp 3.20,21).

A entronização de JESUS CRISTO sobre todo o mal.
Tendo ressuscitado JESUS dentre os mortos e fora do domínio da morte, DEUS fê-lo sentar à sua direita nos lugares celestiais (v. 20). 
Ou seja: promoveu-o para o lugar de honra suprema e de autoridade executiva. Ao fazer assim, cumpriu a promessa messiânica do salmo 110:1: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés!’ 

Reminiscências deste versículo podem ser achadas não somente nas referências à direita de DEUS, e a CRISTO levado a sentar ali, como também na declaração posterior que DEUS colocou todas as coisas “debaixo dos seus pés”, tornando-as, portanto, seu “escabelo”. 
No salmo 110 são seus inimigos que ficam “debaixo dos seus pés”.

Parece seguro supor, portanto, que os “principados e potestades” acima dos quais foi exaltado {todo principado, e potestade, e poder, e domínio) aqui não sejam anjos mas, sim, demônios, aqueles “dominadores deste mundo tenebroso” ou as “forças espirituais do mal” contra os quais Paulo mais tarde nos conclama a lutar, pois, sem dúvida, ainda não reconheceram, de modo definitivo, a vitória de CRISTO. 
A expressão mais geral que se segue, todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro (v. 21 b), pode ser acrescentada a fim de também incluir os anjos, bem como qualquer outro ser inteligente que se possa conceber, sobre os quais JESUS reina com supremacia absoluta, inclusive Satanás.

Que todas as coisas agora estão debaixo dos pés de JESUS é provavelmente também uma alusão a outra faceta do ensino bíblico. 
Adão, feito à semelhança de DEUS, recebeu o domínio sobre a terra e suas criaturas, e não o perdeu totalmente quando caiu na desobediência. 
Pelo contrário, o salmista, meditando sobre o registro da criação do homem em Gênesis 1, dirige-se a DEUS com as seguintes palavras: 
“Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão, e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu e os peixes do mar..!’ 

Mesmo assim, o domínio do homem tem sido limitado pela queda, e é corrompido sempre que ele explora ou polui o ambiente, pois originalmente
foi nomeado para ser o mordomo responsável por ele. 
Desta maneira, o pleno domínio que DEUS pretendeu que o homem desfrutasse, presentemente é exercido apenas pelo homem CRISTO JESUS: 
“Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele (isto é, ao homem) sujeitas, vemos todavia... JESUS... coroado de glória e de honra..!’

JESUS já destronou a morte e um dia este “último inimigo” será definitivamente destruído.

Direita indica posição de excelência.
 
Que manifestou em CRISTO, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, Efésios 1:20

Desde agora, o Filho do Homem se assentará à direita do poder de DEUS. 
Lucas 22:69

Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Mateus 22:44

Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de DEUS. Marcos 16:19

e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de DEUS. Atos 7:56

Quem os condenará? Pois é CRISTO quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de DEUS, e também intercede por nós. Romanos 8:34

Mas ele, estando cheio do ESPÍRITO SANTO e fixando os olhos no céu, viu a glória de DEUS e JESUS, que estava à direita de DEUS, Atos 7:55

E JESUS disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Marcos 14:62

E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono. 
Apocalipse 5:7

E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Hebreus 1:13

mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de DEUS, Hebreus 10:12

o qual está à destra de DEUS, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências. 1 Pedro 3:22

DEUS, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados. Atos 5:31

Portanto, se já ressuscitastes com CRISTO, buscai as coisas que são de cima, onde CRISTO está assentado à destra de DEUS. Colossenses 3:1

E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. Apocalipse 5:1

Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, Hebreus 8:1

olhando para JESUS, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de DEUS. Hebreus 12:2

De sorte que, exaltado pela destra de DEUS e tendo recebido do Pai a promessa do ESPÍRITO SANTO, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Atos 2:33

O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas; Hebreus 1:3
  
Paulo reforça o poder de DEUS quando da elevação de CRISTO ao trono: 
“Pondo-o à sua direita nos céus” (Ef 1.20). 
Aqui está em foco à ascensão de CRISTO em referência a promessa messiânica (Sl 110; At 1.6). 
O grau de exaltação para uma posição de honra e autoridade indica o completo triunfo de CRISTO sobre o pecado e as forças do mal (Fp 2.9-11; Cl 2.15). 
Esse triunfo também está assegurado aos salvos (1 Co 15.56,57) e endossa nossa participação na vida celestial, conforme indica a expressão “nos fez assentar nos lugares celestiais” (Ef 2.6). 
Assim, tanto a ressurreição como à ascensão de CRISTO são obras do poder do Pai.

3. Cristo exaltado sobremaneira.

JESUS CRISTO como cabeça da igreja.
Paulo ainda não acabou de explicar a exaltação soberana de JESUS. 
Escreveu sobre a ressurreição de JESUS dentre os mortos (v. 20) e sobre a entronização acima de todo principado (v. 21); agora, porém, passa a relatar o significado deste triunfo duplo para a igreja (v. 22). 

Esboça esta verdade adicional com duas magníficas expressões, sendo que ambas têm causado muitos problemas aos comentaristas. 
A primeira é que DEUS fez JESUS “o cabeça sobre todas as coisas para a igreja, a qual é o seu corpo” (vs. 22-23 a), e a segunda é a frase a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas (23 b). 

Por mais difíceis que estas cláusulas sejam, são lão importantes que devemos dispender um pouco de tempo para entendê-las.

A primeira fala de JESUS como cabeça, e lhe atribui uma soberania que se estende sobre todas as coisas. 
“Todas as coisas” são mencionadas duas vezes no versículo 22, e, no contexto, abrange não somente o universo material como também, e especial, todos os seres inteligentes, bons e maus, angelicais e demoníacos, que o povoam. CRISTO domina sobre este universo e sobre estes seres. 

Visto que todas as coisas foram postas debaixo de seus pés por DEUS, ele é então, o cabeça de todas as coisas. 
O “cabeça” e os “pés”, o “sobre” e o “debaixo”, são obviamente  complementares. 

Mas Paulo vai além disso. Sua lição não é apenas que DEUS fez de JESUS cabeça sobre todas as coisas mas, sim, que o deu (edõke) como cabeça-sobre-todas-as-coisas, à igreja, a qual é o seu corpo. 
Aquele, pois, a quem DEUS deu à igreja para ser seu cabeça, já era cabeça do universo. Logo, tanto o universo quanto a igreja têm em JESUS CRISTO o mesmo cabeça.
Outra expressão enigmática, para cuja tentativa de elucidação já se gastaram rios de tinta de imprensa é a última: a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.

Colossenses diz, na verdade, que a plenitude de DEUS habita “em CRISTO”, mas não chega ao ponto de identificar CRISTO com a plenitude de DEUS. 
“Diz-se que a plenitude da Divindade está em CRISTO; mas nunca se diz que CRISTO é a plenitude de DEUS.” 
Tanto em Efésios quanto em Colossenses é CRISTO, e não DEUS, que “enche todas as coisas”.

Estes versículos contêm o primeiro emprego da palavra “igreja” em Efésios. 
É inicialmente identificada como sendo o “corpo” de CRISTO, e depois como sua “plenitude”, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.
Tomemos o sentido ativo: “aquilo que enche ou completa”. 

Os estudiosos estão de acordo que este era o uso mais comum de pleroma. 

No Grego clássico era usado para o conteúdo de uma tigela ou de uma bacia, ou da carga do navio ou da sua tripulação. 
Este significado ativo é freqüente no Novo Testamento. 
Por exemplo, os fragmentos de pães e peixes que encheram os- cestos são pleêrõmata , Pleêrõma é a palavra usada para um “remendo” de pano novo e não encolhido quando é costurado numa veste velha, que enche o buraco ou o rasgo. CRISTO enche a igreja do ESPÍRITO SANTO, cada crente em particular.

Assim, a igreja é “o complemento de CRISTO, que é o cabeça” (AG), “assim como o corpo é o complemento necessário da cabeça a fim de formar um homem completo”.

Pleêrõma pode ter o sentido passivo, não como “aquilo que enche” mas, sim, como “aquilo que é enchido”; não o conteúdo mas, sim, o recipiente que fica cheio. 
A igreja é a plenitude de CRISTO porque ele a enche. 
E aquele que a enche é descrito ou como enchendo todas as coisas, ou seja, a criação inteira, que é exatamente o que se diz que ele faz em 4:9, 10, ou como sendo ele mesmo enchido, isto é, por DEUS, como em Colossenses 1:19 e 2:9. 

CRISTO, enche a igreja, enche o universo. 
A igreja é a “plenitude” de CRISTO, pois está cheia do ESPÍRITO SANTO. 

A Bíblia ensina que constantemente CRISTO habita e enche a sua igreja.
A igreja, portanto, é o templo de DEUS (Ef 2:21 -22). 

Assim como sua glória enchia o templo de Jerusalém, assim também hoje JESUS CRISTO, que é a glória de DEUS, enche a igreja mediante o seu ESPÍRITO.
Em  Efésios 1, Paulo refere-se à ressurreição e à entronização de JESUS como a demonstração histórica mais destacada do poder de DEUS.
Sua ênfase do começo ao fim recai sobre o senhorio e a soberania de JESUS sobre todas as coisas. 
CRISTO supremo enche a sua igreja, como também enche o universo.

O governo de CRISTO sobre a sua igreja.
A igreja é o seu corpo (ele a dirige); a igreja é sua plenitude (ele a enche). 
Além disso, os dois quadros ensinam o duplo domínio de CRISTO sobre o universo e sobre a igreja. 

Se por um lado DEUS deu CRISTO à igreja como cabeça-sobre-todas-as-coisas (v. 22), por outro a igreja é enchida por CRISTO que também enche todas as coisas (v. 23). 

“a cabeça enche o corpo com poderes de movimento e de percepção, e assim inspira o corpo inteiro com a vida e direção”.

Nesse ponto, Paulo ensina que o poder de Deus exaltou Cristo “acima de todo
o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se
nomeia” (Ef 1.21). 
Significa que Ele foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal e de todo título que se possa conferir nessa era e também no porvir. 
O resultado desse triunfo traz duplo benefício para a Igreja: 
primeiroque Deus fez Cristo o cabeça da Igreja (1.22); e, 
segundo, que Deus designou a Igreja para ser a expressão plena de Cristo 
(Ef 1.23). 
Isso significa que nenhum poder pode prevalecer contra a Igreja do Senhor 
(Mt 16.18).

Assim sendo, a ressurreição
de Jesus é a garantia de que seremos
ressuscitados (1 Ts 4.14).

SÍNTESE DO TÓPICO III

Tanto a ressurreição como o assentar-se nos céus está disponível aos crentes,
e de semelhante modo à glorificação por meio do grande poder de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A ênfase no Novo Testamento recai mais na ressurreição do corpo do que
naquilo que acontece imediatamente depois da morte. 
A morte continua sendo uma inimiga, mas já não é para ser temida
(1 Co 15.55-57; Hb 2.15). 
Para o crente, o viver é Cristo e o morrer é lucro; isto significa que morrer é receber mais de Cristo (Fp 1.21). 
Logo, morrer e estar com Cristo é muito melhor que permanecer no corpo presente, embora devamos ficar aqui enquanto Deus considera que isso seja necessário (Fp 1.23,24). 
Depois disso, a morte nos trará o repouso ou cessação das nossas labutas e sofrimentos terrestres, e a entrada na glória 
(2 Co 4.17; cf.2 Pe 1.10,11; Ap 14.13)”
(HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio
de Janeiro: CPAD, 2018, p.621).

CONCLUSÃO

Paulo ora com Ação de graças pela permanência na fé e intercessão a favor dos crente efésios por sua iluminação espiritual.  
Paulo lhes fala sobre a esperança da vocação que receberam aos e converterem. São mencionadas as riquezas da glória da herança de JESUS. 
A sobre-excelente grandeza do poder e a força do poder divino são exaltados. JESUS CRISTO: 
é a primícia dos que dormem, foi o primeiro a ressuscitar para se assentar a direita de DEUS. 
JESUS CRISTO é exaltado sobremaneira como cabeça e sustentador do seu corpo, a Igreja.
 
CRISTO, ESPERANÇA DESTA GERAÇÃO

Em CRISTO está a libertação do pecado (Jo 8.32,36). 

Jo 8.32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 
Jo 8:33 Responderam-lhe: Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres? 
Jo 8:34 Replicou-lhes JESUS: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.
Jo 8:35 Ora, o escravo não fica para sempre na casa; o filho fica para sempre.
Jo 8:36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
É na verdade de DEUS (JESUS) que o se humano encontra a paz, a alegria verdadeira, a liberdade para servir e adorar ao seu criador, para demonstrar a Ele sua gratidão, seu amor, sua vida.
 
Em CRISTO está a libertação das doenças da alma.  

Sl 103.3 É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades, quem sara todas as tuas enfermidades,
Não há enfermidade que JESUS não cure, não há doença que JESUS não cure, ELE é a cura para as nações, ELE é a cura do corpo, da lama e do espírito humano. 
JESUS é única a cura para o pecado!
 
Em CRISTO está a esperança para esta geração. 

Jo 14.6 Respondeu-lhe JESUS: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Jo 15.5 Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

Nada podemos fazer de proveitoso sem CRISTO em nossa vida terrena e nunca alcançaremos nossa vida eterna com DEUS sem passar por JESUS, sem termos um real encontro com JESUS, o nosso único Salvador e Senhor.
 
Embevecido com as bênçãos espirituais, Paulo mantém adoração contínua ao
Eterno Deus, atitude que deve ser seguida por todos os salvos. 
A compreensão das dádivas da salvação demonstra o excelso valor daquilo que Deus fez por nós. 
Seus atos poderosos viabilizam a transformação e a glorificação dos que creem. Aleluia!

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