Lição 1, Carta aos Efésios – Saudação aos Destinatários
Revista Adulto, C.P.A.D.
“A vós graça e paz, da parte de DEUS, nosso Pai, e da do Senhor JESUS CRISTO.” (Ef. 1.2) VERDADE PRÁTICA A Epístola aos Efésios revela o propósito eterno de DEUS para a Igreja de CRISTO. LEITURA DIÁRIA Segunda – At 9.3-5 A conversão de Saulo no caminho de Damasco
Na trajetória da Igreja existem apenas dois fatos ultra relevantes, A conversão de Saulo ao Cristianismo e a Descida do Espírito Santo em Pentecostes. O apóstolo Paulo ou Saulo é o homem de maior influência no Cristianismo, sua conversão é tal relevância que Lucas registra este fato com todas as minúcias, e assim registra o fato por três vezes. Uma neste capítulo 9, outra no capítulo 22 e novamente no capítulo 26 deste mesmo Livro de Atos. Paulo fazia parte da ala mais radical da religião judaica, a Seita dos Fariseus, tendo estudado com Gamaliel a fim de se tornar um grande líder em seu tempo. Saulo foi o maior perseguidor da igreja do primeiro século, pois entrava nas casas onde se faziam reuniões e encerrava os cristãos em duras penas nos cárceres, com o firme propósito de acabar com todos eles. A Bíblia nos mostra Paulo em suas três fases:
1. UM PERSEGUIDOR DA IGREJA DE JESUS. At 9:1 - Lucas cuidadosamente registra que ele se parecia com uma besta fera. At 26:11 Diz que ele caçava os cristãos para lhes obrigar a blasfemar contra Jesus Cristo, porque ele achava o cúmulo pensar num Messias que havia sido crucificado e escandalizado. At 9:2 - Não se contenta em matar crente só em Israel e querendo matar mais avança em direção da Síria querendo chegar em Damasco. (At 22:5) afim de trazê-los de volta e puni-los, porque odiava Jesus.
2. UM MALFEITOR IMPIEDOSO. Ananias teve muito medo quando foi ordenado a seguir ao encontro de Paulo, pois sabia muito bem que ele esteve por trás da morte impiedosa do irmão Estevão.
3.UM EXTERMINADOR At 9:21 diz que - ao ouvir seu nome os cristão ficavam atônitos.
PONTOS IMPORTANTES NA LEITURA DE SEGUNDA-FEIRA:
1. SAULO NÃO SE CONVERTEU, PAULO FOI CONVERTIDO. At 9:3 - seguindo estrada a fora cheio de ódio, subitamente foi superabundado pela Graça do Dono da Igreja.
2. SAULO FOI DERRUBADO COM FORÇA. A Graça do Senhor Jesus nos procura com muito amor, mas se for preciso também tem Poder para derrubar, quebrar e cegar até o mais vil assassino a fim de torná-lo salvo pela Graça e perceber que contra o Poder de Deus não há resistência.
3. SAULO SE UTILIZAVA DA SUA INTELECTUALIDADE PARA RESISTIR A LÓGICA DIVINA. Jesus Cristo lhe jogou ao chão, mas não violentou sua estrutura. Jesus Cristo falou com ele e lhe ordenou ir a um determinado lugar e esperar o socorro para lhe mostrar que tem todo Poder e Controle da situação. Jesus Cristo não aniquilou a personalidade de Saulo. A graça de Deus não aprisiona, mas captura para abençoar. Jesus Cristo se mostrou como Luz e se revelou a Saulo com todo Seu Esplendor a ponto de lhe cegar a visão. Saulo ao se converter faz a pergunta mais preciosa: Que farei Senhor? Quando Ananias chegou ao local determinado, viu Saulo, orando pois esta é o primeiro desejo após a conversão, falar com Deus, invocar Seu Santo Nome. Saulo desejou ser batizado para se integrar na igreja e estava já cheio do Espírito Santo. Saulo prega em meio as perseguições, foi perdoado, mas as consequências dos seus atos não lhe foram tirados e assim enfrentou muitos açoites e prisões para abrir igrejas por toda parte que passava e ensinar os cristãos. E como ele mesmo diz, não se converteu porque estava desesperadamente nesta busca, mas pela vontade de Deus (Ef 1:1) Assim foi a conversão de Saulo.
Terça – At 19.1-3 A visita de Paulo a Éfeso por ocasião da terceira viagem missionária.
Quarta – At 19.5-7 O encontro de Paulo com os doze discípulos em Éfeso
Quinta – At 19.8 Paulo prega durante três meses na sinagoga de Éfeso
Sexta – At 20.28-31 Paulo admoesta a igreja e lembra dos três anos de ministério em Éfeso
Sábado - At 28.30 A prisão domiciliar do apóstolo, em Roma, serviu para que ele escrevesse a Epístola aos Efésios Efésios 1.1,2; Atos 19.1-7 Efésios 1
1 - Paulo, apóstolo de JESUS CRISTO, pela vontade de DEUS, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em CRISTO JESUS: 2 - A vós graça e paz, da parte de DEUS, nosso Pai, e da do Senhor JESUS CRISTO.
Atos 19
1 - E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, 2 - disse-lhes: Recebestes vós já o ESPÍRITO SANTO quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja ESPÍRITO SANTO. 3 - Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de João. 4 - Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em JESUS CRISTO. 5 - E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor JESUS. 6 - E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO; e falavam línguas e profetizavam. 7 - Estes eram, ao todo, uns doze varões.
OBJETIVO GERAL - Mostrar o propósito divino na Epístola aos Efésios. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Apresentar a autoria e a data da Epístola;
Identificar para quem foi dirigida a Epístola aos Efésios;
Explicar o propósito da escrita e a mensagem contida na Epístola. INTERAGINDO COM O PROFESSOR. Mais um trimestre se inicia e com ele o grande desafio de formar irmãos e irmãs no ensino das Sagradas Escrituras. Esse é um ministério glorioso e, por isso, devemos levá-lo adiante com muita seriedade, temor e sacralidade. DEUS conta conosco, os professores da Escola Dominical, para evangelizarmos enquanto ensinamos. O assunto deste trimestre é a Carta aos Efésios. Nela, estudaremos gloriosas doutrinas e orientações pastorais para a vida prática de nossos alunos.
Nesta oportunidade, apresente o comentarista do trimestre: pastor Douglas Baptista, presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, líder da Assembleia de DEUS Missão – DF, doutor em Teologia e licenciado em Filosofia.
Que o Senhor ilumine o seu ministério e lhe use com graça em sua classe. Bom trimestre e boa aula! PONTO CENTRAL - Em Efésios JESUS CRISTO é a cabeça; a Igreja, o seu corpo. Resumo da Lição 1, Carta aos Efésios – Saudação aos Destinatários
I - AUTORIA E DATA
1. Autoria. 2. A assinatura apostólica. 3. Uma epístola da prisão.
4. Data.
II – DESTINATÁRIOS
1. A cidade de Éfeso. 2. A religiosidade em Éfeso. 3. A igreja de Éfeso. 4. A saudação epistolar.
III – PROPÓSITO E MENSAGEM
1. O propósito. 2. A mensagem. PARA REFLETIR - A respeito de “Carta aos Efésios – Saudação aos Destinatários”, responda:
1. Como o apóstolo se identifica nas treze cartas de sua autoria? Nas treze cartas de sua autoria o Apóstolo se identifica como Paulo, nunca como Saulo.
2. Em que período a Epístola foi escrita? A epístola foi escrita no período em que Paulo se encontrava preso em Roma.
3. Qual era a maior fonte de renda da cidade de Éfeso? Sua maior fonte de renda era o comércio de nichos de prata vendidos no templo, razão pela qual seus moradores ficaram alarmados com a pregação de Paulo contra a idolatria (At 19.27-29).
4. Cite alguns líderes importantes que passaram pela igreja de Éfeso. Apolo, Priscila e Áquila, Timóteo, apóstolo João.
5. O que podemos considerar em relação a algumas intenções do autor? Podemos considerar que uma das intenções do autor aos Efésios era a de atender as múltiplas necessidades da igreja numa perspectiva pastoral. I - AUTORIA E DATA 1. Autoria. O QUE ERA UMA EPÍSTOLA?
ETIMOLOGICAMENTE, a palavra epístola vem do prefixo grego ``epi``( por cima) mais o substantivo estola (manta).
Conta- se que, na época da Igreja Primitiva, as cartas escritas, eram colocadas nas bolsas que ficavam nas duas pontas de uma manta; essa manta era colocada sobre o lombo do jumento que a levava ao destinatário das cartas.
Então, nesse caso, epístola era o recipiente que levava as cartas.
Semanticamente convencionou- se chamar epístola do (grego espistolé) de carta, devido ao uso muito frequente desse termo. Lembremos que o Novo Testamento foi escrito em grego. Paulo usa a palavra carta em 1 Coríntios 5.9 (ARC).
Portanto, é correto pronunciar Epístola aos Romanos, Epístola aos Gálatas, etc., tanto quanto, Carta aos Romanos, Cartas aos Gálatas, etc... (Strong Português) - σαυλος Saulos de origem hebraica שָׁאוּל SHÅUL Saul = “desejado”
1) Assim é o nome judaico do apóstolo Paulo (Strong Português) - παυλος Paulos de origem latina - Paulo = “pequeno ou menor” 1) Paulo usou as duas versões (Saulo e Paulo) de seu nome e era o mais famoso dos apóstolos e escreveu boa parte do NT, as 14 epístolas paulinas (se colocada Hebreus). 2. A assinatura apostólica. SAULO FOI TRANSFORMADO EM PAULO?
Não. “Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele," (At 13.9). Entre os judeus era conhecido como Saulo e entre os gregos e romanos como Paulo (mesmo nome, só que em ínguas diferentes).
É muito comum no meio cristão achar que antes de sua conversão o apóstolo Paulo chamava-se Saulo e que depois Deus mudou o seu nome, inclusive até um respeitado hino evangélico (UMA FLOR GLORIOSA DA HARPA CRISTÃ) canta com esse refrão, mas isso não é verdade.
Saulo nasceu em Tarso da Cilicia, ele era filho de uma família judaica, da tribo de Benjamim, (fariseu e aluno assíduo na sinagoga de Jerusalém, sendo o mais destacado entre todos os aprendizes que haviam nas 48 sinagogas da época, tendo Gamaliel, como seu professor, portanto crescia como um homem sábio e destacado, fariseu dos fariseus, era membro do Sinédrio, uma espécie de Assembleia constituinte da época. Foi um susto para os judeus quando ouviram Saulo, falar em hebraico. Assim ele mesmo diz: "Homens, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós
(E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram). E disse: Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois." Atos 22:1-3
"Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível." Filipenses 3:4-6
O zelo sempre ardeu em seu peito. Seu propósito em servir a Deus foi o vetor que governou sua vida. Dominava com grande desenvoltura o conhecimento da lei e as opiniões mais importantes dos grandes mestres de sua época. Ele se destacava dentro do judaísmo. Chegou mesmo a declarar: "E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, " Gálatas 1:14,15
Conhecia bem de perto as tradições do seu povo. Sabia de cor as inúmeras regras e preceitos criados pelos anciãos. A tradição oral, fruto da interpretação meticulosa e extravagante dos escribas, era observada cuidadosamente por esse jovem brilhante.
Paulo tinha uma vasta cultura secular. Paulo era um erudito. Seu conhecimento transcendia o campo religioso. Estava familiarizado com o conhecimento mais renado de sua época. Paulo era um poliglota.
Trafegava com desenvoltura pelos corredores do passado e citava com precisão os grandes pensadores e filósofos dos tempos antigos. Quando pregou na capital intelectual do mundo, a Atenas de Péricles, Sócrates, Platão e Aristóteles, não hesitou em citar alguns poetas atenienses. "Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração." Atos 17:28
Quando escreveu a Tito, na ilha de Creta, fez referência a Epimênides, um filósofo cretense, do século 6 o a.C. "Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos." Tito 1:12
Paulo tinha uma cultura enciclopédica. Festo, precisou se curvar à realidade, admitindo que Paulo era um homem de muitas letras. "E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo. Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!." Atos 26:24-28
O próprio apóstolo Pedro faz referência à sabedoria de Paulo, dizendo que ele escreveu coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam para sua própria destruição. "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." 2 Pedro 3:15,16 Como fariseu, Paulo era zeloso da lei e extremamente zeloso das tradições de seus pais judeus. Frequentava assiduamente a sinagoga, dava o dízimo criteriosamente e jejuava. Afirmava que, quanto à justiça que há na lei, era irrepreensível, ou seja sabia de cor e salteado. Paulo compunha o grupo religioso dos fariseus mais ortodoxo de Israel. Os fariseus estavam do lado oposto dos saduceus, grupo religioso que negava a ressurreição e a existência dos anjos. Paulo era o maior embaixador do sinédrio judaico no sentido de promover a fé de seus pais. Por outro lado, era o braço estendido desse mesmo sinédrio para neutralizar ou desbaratar qualquer nova vertente religiosa que colocasse em risco sua tradição religiosa. O sinédrio era o concílio maior dos judeus, composto de setenta homens maduros, cuja função principal era legislar e julgar a vida religiosa e moral do povo judeu. Governado especialmente pelos sacerdotes, da seita dos saduceus, tinha nos fariseus seus membros mais zelosos da lei. "E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado." Atos 23:6
Ser membro do sinédrio era ser considerado um dos principais dos judeus. "E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus." João 3:1 Esse posto de honra dava-lhe projeção e grande destaque na sociedade. Era um homem respeitado pelo seu conhecimento, pela sua religiosidade e pelo zelo com que se devotava à causa do seu povo. Paulo, sendo filho de judeus, também era cidadão romano, pois nasceu numa província romana, em Tarso da Cilícia. Recebeu o honroso título de cidadão romano não mediante o pagamento de grande soma de dinheiro, mas por direito de nascimento. "E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento."Atos 22:27,28
Este título de cidadão romano concedia certos privilégios um deles é que não podia ser açoitado. "O tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele. E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?" Atos 22:24,25 Paulo não hesitou em lançar mão desse privilégio sempre que necessário.
Uma vez em Filipos, colônia romana, onde Paulo foi açoitado e preso ilegalmente. E quando as autoridades, souberam que Paulo era romano, ficaram cheios de temor e se desculparam com o apóstolo. "E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo: Soltai aqueles homens.E o carcereiro anunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora, pois, saí e ide em paz. Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora. E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos. E, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram que saíssem da cidade. E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram. " Atos 16:35-40
A outra vez, quando Paulo foi preso em Jerusalém e estava sendo amarrado, para ser interrogado sob açoites, em vista do alvoroço da multidão, Paulo pergunta: “... Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?” (At 22.25). Paulo não fazia propaganda de suas prerrogativas, mas jamais deixou de usá-las quando isso se fazia necessário. Os humildes não tocam trombeta fazendo alarde de seu conhecimento, poder ou influência, mas não querem ser menos do que são. 3. Uma epístola da prisão.
4. Data da epístola aos Éfeso.
Durante sua terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo passou quase três anos na cidade de Éfeso, cidade que veio a ser um importante pólo do trabalho cristão na província romana da Ásia, numa região pertencente a Turquia. A epístola aos Efésios foi escrita por Paulo, durante sua primeira prisão em Roma, datada entre 60 e 63 DC.
SÍNTESE DO TÓPICO I - O apóstolo Paulo é o autor da Carta aos Efésios e sua data de autoria se dá por volta dos anos 61-62 d.C., durante sua prisão em Roma. II – DESTINATÁRIOS
1. A cidade de Éfeso.
A fundação desta igreja se deu quando Paulo em sua terceira viagem missionária se concentrou nesta cidade por três anos. Paulo havia saído de Corinto que era a capital de Acaia uma Província do Império Romano e se desloca para Éfeso uma capital da Ásia Menor, uma grande cidade com mais de trezentos mil habitantes, era a cidade mais estratégica do mundo, era o corredor do mundo e por ali se passava todo tipo de comércio e as arrecadações eram de grande volume. 2. A religiosidade em Éfeso.
O Templo de Ártemis ou Templo de Diana foi uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, localizado em Éfeso. Era o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significativo feito da civilização grega e do helenismo, construído para a deusa grega Ártemis, da caça e dos animais selvagens. Foi construído no século VI a.C. no porto mais rico da Ásia Menor pelo arquiteto cretense Quersifrão e por seu filho, Metágenes. Era composto por 127 colunas de mármore, com 20 metros de altura cada uma. Duzentos anos mais tarde foi destruído por um grande incêndio, e reerguido por Alexandre, o Grande. O templo de Ártemis ficava localizado perto da cidade antiga de Éfeso, aproximadamente 75 quilômetros ao sul da cidade portuária moderna de İzmir, na Turquia. Este majestoso Templo era ponto turístico com uma vantajosa arrecadação para a cidade, ali se praticava todo tipo de idolatria e ocultismo e recebia pessoas turistas de todas as regiões do mundo.
Sua riqueza, contudo, não era apenas material. Nela se destacavam iniciativas culturais como escolas filosóficas; escola de magos e muitas manifestações religiosas, sendo a mais significativa em torno de Ártemis; a deusa do meio ambiente conhecida como Diana pelos romanos, a deusa da fertilidade. É dedicado a Ártemis o maior templo nela encontrado por arqueólogos austríacos. Ao lado do templo de Ártemis, com 80 metros de comprimento e 50 metros de largura, foram encontrados suntuosos palácios romanos. Outras descobertas incluem uma bela casa de banho, de mármore, com muitos quartos, a magnífica Biblioteca de Celso, a "Catacumba dos Sete Adormecidos", onde foram encontrados centenas de locais de sepultura, e um templo dedicado à adoração ao imperador. Ali havia uma estátua de Domiciano, o imperador que exilou João Evangelista na ilha de Patmos e perseguiu os cristãos. Como é comum em praticamente todas as cidades ao redor do Mediterrâneo, também Éfeso acumulava em sua tradição traços religiosos orientais, egípcios, gregos, romanos e judaicos, uma mistura de crença. 3. A igreja de Éfeso.
Evangelho afeta a cultura e a economiaQuando Paulo estava na cidade havia pouco mais de dois anos, os novos cristãos acenderam um grande fogueira para destruir seus antigos livros de ocultismo e as parafernálias relacionadas. Eles queimaram todo esse material e Lucas registra o valor. Lucas gostava de contar coisas. Ele foi o primeiro a registrar a história da Igreja, e ele viu a importância de manter registros precisos, que incluíam números."Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia." Atos 19:19,20
E, 50 mil moedas de prata. Uma moeda de prata equivalia aproximadamente a um dia de salário de um homem. Não é à toa que esse acontecimento impactou Éfeso.
E não foi só isso que aconteceu. Uma outra mudança decorrente do impacto do Evangelho na cidade foi a diminuição do comércio de ídolos. As pessoas que trabalhavam fazendo os ídolos se reuniam em forma de um sindicato e o seu líder chamava-se Demétrio. Ele ficou muito chateado com a queda nas vendas de ídolos. A preponderância dos cristãos na cidade tornou-se tão grande que o mercado de ídolos estava secando.
Por conseguinte, a cidade estava à beira da falência econômica. Um dos resultados do impacto do Evangelho sobre essa cidade foi o fato de que afetou a sua economia. Quando as pessoas se tornam crentes, seus hábitos de compra tornam-se diferentes.
Algumas indústrias que apoiavam antes de serem crentes não são mais apoiadas depois de aceitarem Jesus. Assim, sem qualquer organização de marchas ou piquetes de greve ou boicote oficial, mas simplesmente como uma questão de desuso, a economia principal da cidade – a venda de ídolos – passa por um tremendo sofrimento só porque os cristãos que vivem sob o poder do Evangelho de Jesus Cristo alteraram o seu padrão de vida. Veja o quanto o Evangelho invadiu a cidade. Paulo começou com doze pessoas em Éfeso e, em dois anos, toda a Ásia (ver as cidades cujas igrejas são mencionadas em Apocalipse 2 e 3, e que cercam Éfeso) foi afetada. Provavelmente, uma população de meio milhão a um milhão de pessoas ouviram o Evangelho e uma enorme percentagem destes tinha acreditado na mensagem de Cristo. Acredita-se que a comunidade cristã em Éfeso teria sido de 50 mil pessoas.
Foi algo extremamente dinâmico o que aconteceu nesta cidade. Como isso aconteceu? Ao estudar o Novo Testamento, você encontrará que havia singularidade na fundação de cada igreja. Assim como havia conversões únicas. Como Lídia, que abriu calmamente a sua vida ao Senhor. Ela foi o que chamaríamos de uma conversão não-dramática. E temos Saulo de Tarso, que foi literalmente lançado ao chão devido à natureza dinâmica do aparecimento do Senhor ressuscitado para ele. E nós, particularmente, poderíamos contar cada um uma história diferente de conversão, porque Deus trabalha na individualidade.
Algumas coisas me parecem específicas na fundação da igreja em Éfeso, nesse grande avivamento que ocorreu naquela cidade, e que nos mostram o tipo de fenômeno que aconteceu naquela igreja. É diferente da fundação da Igreja em Antioquia, que tinha começado realmente como resultado de um esforço planejado. Leigos de Chipre e Fenícia decidiram ir a Antioquia e começaram a compartilhar o Evangelho. Mas, os resultados da Igreja de Éfeso são furtos de um esforço direto de uma missão do apóstolo Paulo para plantar uma igreja, num centro comercial como o de Efeso.
4. A saudação epistolar. Local de origem: Roma. Data: entre 60 e 61 d.C. Portador: Tíquico (Ef 6:21-22). Tema: a unidade da igreja. Texto chave – Ef 4.13. Seqüência chave – Ef 1.10; 2.6, 14-22; 4.3-16. Palavras e expressões em destaque: Mistério; "em CRISTO"; graça; salvação; riqueza; igreja; unidade; vida; armadura.
"Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus: A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!"
Efésios 1:1,2
Revista Adulto, C.P.A.D.
2° trimestre 2020
Tema:
A igreja eleita, Redimidos pelo Sangue de CRISTO
e
Selada com o ESPÍRITO SANTO da Promessa.
HINOS DA HARPA CRISTÃ SUGERIDOS PARA ESTA LIÇÃO
1 - 250 - 530
TEXTO ÁUREOHINOS DA HARPA CRISTÃ SUGERIDOS PARA ESTA LIÇÃO
1 - 250 - 530
“A vós graça e paz, da parte de DEUS, nosso Pai, e da do Senhor JESUS CRISTO.” (Ef. 1.2) VERDADE PRÁTICA A Epístola aos Efésios revela o propósito eterno de DEUS para a Igreja de CRISTO. LEITURA DIÁRIA Segunda – At 9.3-5 A conversão de Saulo no caminho de Damasco
Na trajetória da Igreja existem apenas dois fatos ultra relevantes, A conversão de Saulo ao Cristianismo e a Descida do Espírito Santo em Pentecostes. O apóstolo Paulo ou Saulo é o homem de maior influência no Cristianismo, sua conversão é tal relevância que Lucas registra este fato com todas as minúcias, e assim registra o fato por três vezes. Uma neste capítulo 9, outra no capítulo 22 e novamente no capítulo 26 deste mesmo Livro de Atos. Paulo fazia parte da ala mais radical da religião judaica, a Seita dos Fariseus, tendo estudado com Gamaliel a fim de se tornar um grande líder em seu tempo. Saulo foi o maior perseguidor da igreja do primeiro século, pois entrava nas casas onde se faziam reuniões e encerrava os cristãos em duras penas nos cárceres, com o firme propósito de acabar com todos eles. A Bíblia nos mostra Paulo em suas três fases:
1. UM PERSEGUIDOR DA IGREJA DE JESUS. At 9:1 - Lucas cuidadosamente registra que ele se parecia com uma besta fera. At 26:11 Diz que ele caçava os cristãos para lhes obrigar a blasfemar contra Jesus Cristo, porque ele achava o cúmulo pensar num Messias que havia sido crucificado e escandalizado. At 9:2 - Não se contenta em matar crente só em Israel e querendo matar mais avança em direção da Síria querendo chegar em Damasco. (At 22:5) afim de trazê-los de volta e puni-los, porque odiava Jesus.
2. UM MALFEITOR IMPIEDOSO. Ananias teve muito medo quando foi ordenado a seguir ao encontro de Paulo, pois sabia muito bem que ele esteve por trás da morte impiedosa do irmão Estevão.
3.UM EXTERMINADOR At 9:21 diz que - ao ouvir seu nome os cristão ficavam atônitos.
PONTOS IMPORTANTES NA LEITURA DE SEGUNDA-FEIRA:
1. SAULO NÃO SE CONVERTEU, PAULO FOI CONVERTIDO. At 9:3 - seguindo estrada a fora cheio de ódio, subitamente foi superabundado pela Graça do Dono da Igreja.
2. SAULO FOI DERRUBADO COM FORÇA. A Graça do Senhor Jesus nos procura com muito amor, mas se for preciso também tem Poder para derrubar, quebrar e cegar até o mais vil assassino a fim de torná-lo salvo pela Graça e perceber que contra o Poder de Deus não há resistência.
3. SAULO SE UTILIZAVA DA SUA INTELECTUALIDADE PARA RESISTIR A LÓGICA DIVINA. Jesus Cristo lhe jogou ao chão, mas não violentou sua estrutura. Jesus Cristo falou com ele e lhe ordenou ir a um determinado lugar e esperar o socorro para lhe mostrar que tem todo Poder e Controle da situação. Jesus Cristo não aniquilou a personalidade de Saulo. A graça de Deus não aprisiona, mas captura para abençoar. Jesus Cristo se mostrou como Luz e se revelou a Saulo com todo Seu Esplendor a ponto de lhe cegar a visão. Saulo ao se converter faz a pergunta mais preciosa: Que farei Senhor? Quando Ananias chegou ao local determinado, viu Saulo, orando pois esta é o primeiro desejo após a conversão, falar com Deus, invocar Seu Santo Nome. Saulo desejou ser batizado para se integrar na igreja e estava já cheio do Espírito Santo. Saulo prega em meio as perseguições, foi perdoado, mas as consequências dos seus atos não lhe foram tirados e assim enfrentou muitos açoites e prisões para abrir igrejas por toda parte que passava e ensinar os cristãos. E como ele mesmo diz, não se converteu porque estava desesperadamente nesta busca, mas pela vontade de Deus (Ef 1:1) Assim foi a conversão de Saulo.
Terça – At 19.1-3 A visita de Paulo a Éfeso por ocasião da terceira viagem missionária.
Quarta – At 19.5-7 O encontro de Paulo com os doze discípulos em Éfeso
Quinta – At 19.8 Paulo prega durante três meses na sinagoga de Éfeso
Sexta – At 20.28-31 Paulo admoesta a igreja e lembra dos três anos de ministério em Éfeso
Sábado - At 28.30 A prisão domiciliar do apóstolo, em Roma, serviu para que ele escrevesse a Epístola aos Efésios Efésios 1.1,2; Atos 19.1-7 Efésios 1
1 - Paulo, apóstolo de JESUS CRISTO, pela vontade de DEUS, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em CRISTO JESUS: 2 - A vós graça e paz, da parte de DEUS, nosso Pai, e da do Senhor JESUS CRISTO.
Atos 19
1 - E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, 2 - disse-lhes: Recebestes vós já o ESPÍRITO SANTO quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja ESPÍRITO SANTO. 3 - Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de João. 4 - Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em JESUS CRISTO. 5 - E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor JESUS. 6 - E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO; e falavam línguas e profetizavam. 7 - Estes eram, ao todo, uns doze varões.
OBJETIVO GERAL - Mostrar o propósito divino na Epístola aos Efésios. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Apresentar a autoria e a data da Epístola;
Identificar para quem foi dirigida a Epístola aos Efésios;
Explicar o propósito da escrita e a mensagem contida na Epístola. INTERAGINDO COM O PROFESSOR. Mais um trimestre se inicia e com ele o grande desafio de formar irmãos e irmãs no ensino das Sagradas Escrituras. Esse é um ministério glorioso e, por isso, devemos levá-lo adiante com muita seriedade, temor e sacralidade. DEUS conta conosco, os professores da Escola Dominical, para evangelizarmos enquanto ensinamos. O assunto deste trimestre é a Carta aos Efésios. Nela, estudaremos gloriosas doutrinas e orientações pastorais para a vida prática de nossos alunos.
Nesta oportunidade, apresente o comentarista do trimestre: pastor Douglas Baptista, presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, líder da Assembleia de DEUS Missão – DF, doutor em Teologia e licenciado em Filosofia.
Que o Senhor ilumine o seu ministério e lhe use com graça em sua classe. Bom trimestre e boa aula! PONTO CENTRAL - Em Efésios JESUS CRISTO é a cabeça; a Igreja, o seu corpo. Resumo da Lição 1, Carta aos Efésios – Saudação aos Destinatários
I - AUTORIA E DATA
1. Autoria. 2. A assinatura apostólica. 3. Uma epístola da prisão.
4. Data.
II – DESTINATÁRIOS
1. A cidade de Éfeso. 2. A religiosidade em Éfeso. 3. A igreja de Éfeso. 4. A saudação epistolar.
III – PROPÓSITO E MENSAGEM
1. O propósito. 2. A mensagem. PARA REFLETIR - A respeito de “Carta aos Efésios – Saudação aos Destinatários”, responda:
1. Como o apóstolo se identifica nas treze cartas de sua autoria? Nas treze cartas de sua autoria o Apóstolo se identifica como Paulo, nunca como Saulo.
2. Em que período a Epístola foi escrita? A epístola foi escrita no período em que Paulo se encontrava preso em Roma.
3. Qual era a maior fonte de renda da cidade de Éfeso? Sua maior fonte de renda era o comércio de nichos de prata vendidos no templo, razão pela qual seus moradores ficaram alarmados com a pregação de Paulo contra a idolatria (At 19.27-29).
4. Cite alguns líderes importantes que passaram pela igreja de Éfeso. Apolo, Priscila e Áquila, Timóteo, apóstolo João.
5. O que podemos considerar em relação a algumas intenções do autor? Podemos considerar que uma das intenções do autor aos Efésios era a de atender as múltiplas necessidades da igreja numa perspectiva pastoral. I - AUTORIA E DATA 1. Autoria. O QUE ERA UMA EPÍSTOLA?
ETIMOLOGICAMENTE, a palavra epístola vem do prefixo grego ``epi``( por cima) mais o substantivo estola (manta).
Conta- se que, na época da Igreja Primitiva, as cartas escritas, eram colocadas nas bolsas que ficavam nas duas pontas de uma manta; essa manta era colocada sobre o lombo do jumento que a levava ao destinatário das cartas.
Então, nesse caso, epístola era o recipiente que levava as cartas.
Semanticamente convencionou- se chamar epístola do (grego espistolé) de carta, devido ao uso muito frequente desse termo. Lembremos que o Novo Testamento foi escrito em grego. Paulo usa a palavra carta em 1 Coríntios 5.9 (ARC).
Portanto, é correto pronunciar Epístola aos Romanos, Epístola aos Gálatas, etc., tanto quanto, Carta aos Romanos, Cartas aos Gálatas, etc... (Strong Português) - σαυλος Saulos de origem hebraica שָׁאוּל SHÅUL Saul = “desejado”
1) Assim é o nome judaico do apóstolo Paulo (Strong Português) - παυλος Paulos de origem latina - Paulo = “pequeno ou menor” 1) Paulo usou as duas versões (Saulo e Paulo) de seu nome e era o mais famoso dos apóstolos e escreveu boa parte do NT, as 14 epístolas paulinas (se colocada Hebreus). 2. A assinatura apostólica. SAULO FOI TRANSFORMADO EM PAULO?
Não. “Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele," (At 13.9). Entre os judeus era conhecido como Saulo e entre os gregos e romanos como Paulo (mesmo nome, só que em ínguas diferentes).
É muito comum no meio cristão achar que antes de sua conversão o apóstolo Paulo chamava-se Saulo e que depois Deus mudou o seu nome, inclusive até um respeitado hino evangélico (UMA FLOR GLORIOSA DA HARPA CRISTÃ) canta com esse refrão, mas isso não é verdade.
Saulo nasceu em Tarso da Cilicia, ele era filho de uma família judaica, da tribo de Benjamim, (fariseu e aluno assíduo na sinagoga de Jerusalém, sendo o mais destacado entre todos os aprendizes que haviam nas 48 sinagogas da época, tendo Gamaliel, como seu professor, portanto crescia como um homem sábio e destacado, fariseu dos fariseus, era membro do Sinédrio, uma espécie de Assembleia constituinte da época. Foi um susto para os judeus quando ouviram Saulo, falar em hebraico. Assim ele mesmo diz: "Homens, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós
(E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram). E disse: Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois." Atos 22:1-3
"Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível." Filipenses 3:4-6
O zelo sempre ardeu em seu peito. Seu propósito em servir a Deus foi o vetor que governou sua vida. Dominava com grande desenvoltura o conhecimento da lei e as opiniões mais importantes dos grandes mestres de sua época. Ele se destacava dentro do judaísmo. Chegou mesmo a declarar: "E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, " Gálatas 1:14,15
Conhecia bem de perto as tradições do seu povo. Sabia de cor as inúmeras regras e preceitos criados pelos anciãos. A tradição oral, fruto da interpretação meticulosa e extravagante dos escribas, era observada cuidadosamente por esse jovem brilhante.
Paulo tinha uma vasta cultura secular. Paulo era um erudito. Seu conhecimento transcendia o campo religioso. Estava familiarizado com o conhecimento mais renado de sua época. Paulo era um poliglota.
Trafegava com desenvoltura pelos corredores do passado e citava com precisão os grandes pensadores e filósofos dos tempos antigos. Quando pregou na capital intelectual do mundo, a Atenas de Péricles, Sócrates, Platão e Aristóteles, não hesitou em citar alguns poetas atenienses. "Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração." Atos 17:28
Quando escreveu a Tito, na ilha de Creta, fez referência a Epimênides, um filósofo cretense, do século 6 o a.C. "Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos." Tito 1:12
Paulo tinha uma cultura enciclopédica. Festo, precisou se curvar à realidade, admitindo que Paulo era um homem de muitas letras. "E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo. Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!." Atos 26:24-28
O próprio apóstolo Pedro faz referência à sabedoria de Paulo, dizendo que ele escreveu coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam para sua própria destruição. "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." 2 Pedro 3:15,16 Como fariseu, Paulo era zeloso da lei e extremamente zeloso das tradições de seus pais judeus. Frequentava assiduamente a sinagoga, dava o dízimo criteriosamente e jejuava. Afirmava que, quanto à justiça que há na lei, era irrepreensível, ou seja sabia de cor e salteado. Paulo compunha o grupo religioso dos fariseus mais ortodoxo de Israel. Os fariseus estavam do lado oposto dos saduceus, grupo religioso que negava a ressurreição e a existência dos anjos. Paulo era o maior embaixador do sinédrio judaico no sentido de promover a fé de seus pais. Por outro lado, era o braço estendido desse mesmo sinédrio para neutralizar ou desbaratar qualquer nova vertente religiosa que colocasse em risco sua tradição religiosa. O sinédrio era o concílio maior dos judeus, composto de setenta homens maduros, cuja função principal era legislar e julgar a vida religiosa e moral do povo judeu. Governado especialmente pelos sacerdotes, da seita dos saduceus, tinha nos fariseus seus membros mais zelosos da lei. "E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado." Atos 23:6
Ser membro do sinédrio era ser considerado um dos principais dos judeus. "E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus." João 3:1 Esse posto de honra dava-lhe projeção e grande destaque na sociedade. Era um homem respeitado pelo seu conhecimento, pela sua religiosidade e pelo zelo com que se devotava à causa do seu povo. Paulo, sendo filho de judeus, também era cidadão romano, pois nasceu numa província romana, em Tarso da Cilícia. Recebeu o honroso título de cidadão romano não mediante o pagamento de grande soma de dinheiro, mas por direito de nascimento. "E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento."Atos 22:27,28
Este título de cidadão romano concedia certos privilégios um deles é que não podia ser açoitado. "O tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele. E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?" Atos 22:24,25 Paulo não hesitou em lançar mão desse privilégio sempre que necessário.
Uma vez em Filipos, colônia romana, onde Paulo foi açoitado e preso ilegalmente. E quando as autoridades, souberam que Paulo era romano, ficaram cheios de temor e se desculparam com o apóstolo. "E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo: Soltai aqueles homens.E o carcereiro anunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora, pois, saí e ide em paz. Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora. E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos. E, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram que saíssem da cidade. E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram. " Atos 16:35-40
A outra vez, quando Paulo foi preso em Jerusalém e estava sendo amarrado, para ser interrogado sob açoites, em vista do alvoroço da multidão, Paulo pergunta: “... Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?” (At 22.25). Paulo não fazia propaganda de suas prerrogativas, mas jamais deixou de usá-las quando isso se fazia necessário. Os humildes não tocam trombeta fazendo alarde de seu conhecimento, poder ou influência, mas não querem ser menos do que são. 3. Uma epístola da prisão.
Paulo escreveu várias epístolas estando em prisões.
Carta a Filemon: A Epístola a Filemon foi escrita quando o Apóstolo Paulo esteve preso pela primeira vez em Roma, aproximadamente entre os anos 60 e 62 d.C. A história da descrição desta carta, é muito simples. Foi uma carta de Paulo enviada ao cristão Filemon. Nesta carta Paulo apela pela sua amizade e pede para que Filemon receba a Onésimo, escravo fugitivo, por isso prisioneiro e refugiado em Roma. Paulo o conheceu na prisão, Onésimo converteu-se e foi batizado por meio de São Paulo. O Apóstolo na sabedoria de sua pregação afirma que agora eles são irmãos e assim devem ser considerados.
Carta aos Filipenses: Sobre a carta de Paulo aos filipenses, precisa lembrar que Filipo, uma cidade da região da Macedônia e que naquela época era uma colônia romana, foi evangelizada por Paulo durante sua segunda viagem, entre os anos 48 e 49 (veja Atos dos Apóstolos 16,12-40). Passou por lá também na sua terceira viagem, duas vezes, provavelmente nos anos 54 e 56 (Atos 20,3-6).a comunidade de Filipos era constituída por antigos legionários Romanos que deixavam o serviço militar e passavam a trabalhar e viver com suas famílias. O apóstolo Paulo os considerava seus queridos filhos, com uma fidelidade inquebrantável e generosa correspondência. Podemos dizer que os Filipenses eram seus amigos. Na carta encontramos um ponto doutrinal muito importante é o hino cristológico (Fil 2,6-11) que canta a humilhação de Cristo na sua encarnação, vida morte e sua gloriosa ressurreição. Belíssima carta um elogia a amizade.
Carta aos Colossenses: Paulo escreveu a epístola aos colossenses na primeira vez que foi preso em Roma, cerca de 60–62 d.C. (ver Guia para Estudo das Escrituras, “Epístolas Paulinas”, scriptures. LDS.org). Ele provavelmente a escreveu na mesma época em que escreveu Filipenses, Efésios e Filemon. essa comunidade apresenta as primeiras dificuldades doutrinais, podemos dizer eram questões cristológicas, pois alguns pregavam que Cristo era um ser intermédio entre Deus e a matéria, nada mais, descartando a excelência da filiação divina. Esta carta é uma Cristologia que evolui. Ele é superior a todos os seres, a todos os anjos. Por isso afirma: “em Cristo habita toda a plenitude da divindade corporalmente” (Col 2,9). Jesus Cristo é, pois Deus eterno, que ao tomar a natureza humana não deixa de ser Deus e, portanto, é o primeiro e superior a todos. No final da carta se atem a problemas e dificuldades morais que enfrentam.
Carta aos Efésios: Paulo retoma as questões levantadas na carta aos Colossenses e trata com mais seriedade, e profundidade. Sua cristologia evolui. Nesta carta se considera como ponto culminante do itinerário doutrinal de São Paulo, no que diz respeito ao mistério de Cristo, da obra da Redenção e da Teologia da Igreja. Paulo mostra aos cristãos de Éfeso que Cristo Jesus é a cabeça de todos os seres, tanto celestes quanto terrestres. Ele é o Salvador de toda a criatura . Paulo em Ef 1,3-14 descreve um grande hino que louva o plano salvador de Deus por meio de Cristo em favor de toda a humanidade. Demonstra nesta carta que a Igreja na sua unidade e totalidade são inseparáveis, e coloca como instrumento da salvação a Cristo que criou como Seu Corpo, aplicando à humanidade a salvação que Ele concretizou com sua morte e ressurreição. Assim todo o batizado em Cristo Jesus vive a unidade na caridade, pois toma parte do corpo de Cristo, animado pelo mesmo Espírito.
4. Data da epístola aos Éfeso.
Durante sua terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo passou quase três anos na cidade de Éfeso, cidade que veio a ser um importante pólo do trabalho cristão na província romana da Ásia, numa região pertencente a Turquia. A epístola aos Efésios foi escrita por Paulo, durante sua primeira prisão em Roma, datada entre 60 e 63 DC.
SÍNTESE DO TÓPICO I - O apóstolo Paulo é o autor da Carta aos Efésios e sua data de autoria se dá por volta dos anos 61-62 d.C., durante sua prisão em Roma. II – DESTINATÁRIOS
1. A cidade de Éfeso.
A fundação desta igreja se deu quando Paulo em sua terceira viagem missionária se concentrou nesta cidade por três anos. Paulo havia saído de Corinto que era a capital de Acaia uma Província do Império Romano e se desloca para Éfeso uma capital da Ásia Menor, uma grande cidade com mais de trezentos mil habitantes, era a cidade mais estratégica do mundo, era o corredor do mundo e por ali se passava todo tipo de comércio e as arrecadações eram de grande volume. 2. A religiosidade em Éfeso.
O Templo de Ártemis ou Templo de Diana foi uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, localizado em Éfeso. Era o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significativo feito da civilização grega e do helenismo, construído para a deusa grega Ártemis, da caça e dos animais selvagens. Foi construído no século VI a.C. no porto mais rico da Ásia Menor pelo arquiteto cretense Quersifrão e por seu filho, Metágenes. Era composto por 127 colunas de mármore, com 20 metros de altura cada uma. Duzentos anos mais tarde foi destruído por um grande incêndio, e reerguido por Alexandre, o Grande. O templo de Ártemis ficava localizado perto da cidade antiga de Éfeso, aproximadamente 75 quilômetros ao sul da cidade portuária moderna de İzmir, na Turquia. Este majestoso Templo era ponto turístico com uma vantajosa arrecadação para a cidade, ali se praticava todo tipo de idolatria e ocultismo e recebia pessoas turistas de todas as regiões do mundo.
Sua riqueza, contudo, não era apenas material. Nela se destacavam iniciativas culturais como escolas filosóficas; escola de magos e muitas manifestações religiosas, sendo a mais significativa em torno de Ártemis; a deusa do meio ambiente conhecida como Diana pelos romanos, a deusa da fertilidade. É dedicado a Ártemis o maior templo nela encontrado por arqueólogos austríacos. Ao lado do templo de Ártemis, com 80 metros de comprimento e 50 metros de largura, foram encontrados suntuosos palácios romanos. Outras descobertas incluem uma bela casa de banho, de mármore, com muitos quartos, a magnífica Biblioteca de Celso, a "Catacumba dos Sete Adormecidos", onde foram encontrados centenas de locais de sepultura, e um templo dedicado à adoração ao imperador. Ali havia uma estátua de Domiciano, o imperador que exilou João Evangelista na ilha de Patmos e perseguiu os cristãos. Como é comum em praticamente todas as cidades ao redor do Mediterrâneo, também Éfeso acumulava em sua tradição traços religiosos orientais, egípcios, gregos, romanos e judaicos, uma mistura de crença. 3. A igreja de Éfeso.
Evangelho afeta a cultura e a economiaQuando Paulo estava na cidade havia pouco mais de dois anos, os novos cristãos acenderam um grande fogueira para destruir seus antigos livros de ocultismo e as parafernálias relacionadas. Eles queimaram todo esse material e Lucas registra o valor. Lucas gostava de contar coisas. Ele foi o primeiro a registrar a história da Igreja, e ele viu a importância de manter registros precisos, que incluíam números."Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia." Atos 19:19,20
E, 50 mil moedas de prata. Uma moeda de prata equivalia aproximadamente a um dia de salário de um homem. Não é à toa que esse acontecimento impactou Éfeso.
E não foi só isso que aconteceu. Uma outra mudança decorrente do impacto do Evangelho na cidade foi a diminuição do comércio de ídolos. As pessoas que trabalhavam fazendo os ídolos se reuniam em forma de um sindicato e o seu líder chamava-se Demétrio. Ele ficou muito chateado com a queda nas vendas de ídolos. A preponderância dos cristãos na cidade tornou-se tão grande que o mercado de ídolos estava secando.
Por conseguinte, a cidade estava à beira da falência econômica. Um dos resultados do impacto do Evangelho sobre essa cidade foi o fato de que afetou a sua economia. Quando as pessoas se tornam crentes, seus hábitos de compra tornam-se diferentes.
Algumas indústrias que apoiavam antes de serem crentes não são mais apoiadas depois de aceitarem Jesus. Assim, sem qualquer organização de marchas ou piquetes de greve ou boicote oficial, mas simplesmente como uma questão de desuso, a economia principal da cidade – a venda de ídolos – passa por um tremendo sofrimento só porque os cristãos que vivem sob o poder do Evangelho de Jesus Cristo alteraram o seu padrão de vida. Veja o quanto o Evangelho invadiu a cidade. Paulo começou com doze pessoas em Éfeso e, em dois anos, toda a Ásia (ver as cidades cujas igrejas são mencionadas em Apocalipse 2 e 3, e que cercam Éfeso) foi afetada. Provavelmente, uma população de meio milhão a um milhão de pessoas ouviram o Evangelho e uma enorme percentagem destes tinha acreditado na mensagem de Cristo. Acredita-se que a comunidade cristã em Éfeso teria sido de 50 mil pessoas.
Foi algo extremamente dinâmico o que aconteceu nesta cidade. Como isso aconteceu? Ao estudar o Novo Testamento, você encontrará que havia singularidade na fundação de cada igreja. Assim como havia conversões únicas. Como Lídia, que abriu calmamente a sua vida ao Senhor. Ela foi o que chamaríamos de uma conversão não-dramática. E temos Saulo de Tarso, que foi literalmente lançado ao chão devido à natureza dinâmica do aparecimento do Senhor ressuscitado para ele. E nós, particularmente, poderíamos contar cada um uma história diferente de conversão, porque Deus trabalha na individualidade.
Algumas coisas me parecem específicas na fundação da igreja em Éfeso, nesse grande avivamento que ocorreu naquela cidade, e que nos mostram o tipo de fenômeno que aconteceu naquela igreja. É diferente da fundação da Igreja em Antioquia, que tinha começado realmente como resultado de um esforço planejado. Leigos de Chipre e Fenícia decidiram ir a Antioquia e começaram a compartilhar o Evangelho. Mas, os resultados da Igreja de Éfeso são furtos de um esforço direto de uma missão do apóstolo Paulo para plantar uma igreja, num centro comercial como o de Efeso.
4. A saudação epistolar. Local de origem: Roma. Data: entre 60 e 61 d.C. Portador: Tíquico (Ef 6:21-22). Tema: a unidade da igreja. Texto chave – Ef 4.13. Seqüência chave – Ef 1.10; 2.6, 14-22; 4.3-16. Palavras e expressões em destaque: Mistério; "em CRISTO"; graça; salvação; riqueza; igreja; unidade; vida; armadura.
"Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus: A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!"
Efésios 1:1,2
O remetente é o Apóstolo Paulo
O destinatário é a Igreja que tem dois endereços (Éfeso e Cristo Jesus) a estes, Graça e Paz...
SÍNTESE DO TÓPICO II -
A Epístola é considerada uma carta circular dirigida às igrejas da Ásia, a começar pela cidade de Éfeso, o centro político, comercial e religioso da época.
III – PROPÓSITO E MENSAGEM
Esboço
I. Saudação, 1.1,2
II. Doxologia, 1.3-14
A. A escolha de DEUS Pai, 1.3-6
B. A redenção feita por CRISTO, o Filho, 1.7-12
C. O selo de DEUS, o ESPÍRITO SANTO, 1,13,14
III. Ação de Graças e Oração, 1.15-23
IV. Discussão Doutrinária, 2.1-3.21
A. A redenção dos gentios, 2.1-22
1. Vista de forma pessoal, 2.1-10
2. Vista de forma corporativa, 2.11- 22
B. O ministério aos gentios, 3.121־
1. A incumbência de Paulo, 3.1-13
2. A oração de Paulo, 3.14-21
V. Discussão Prática, 4.1-6.20
A. Exortação à unidade, 4.1-16
B. Exortação a uma vida consistente, 4.17-5.20
C. Exortações aos membros das famílias, 5.21-6.9
1. Esposas e maridos, 5.21-33
2. Filhos e pais, 6.1-4
3. Escravos e senhores, 6.5-9
D. Exortação para a preparação para a guerra espiritual 6.10-20
VI. Conclusão 6.21-24
1. O propósito.
Depois de fazer a saudação, Paulo relata um conteúdo precioso que os irmãos precisam saber, e para isso faz um parágrafo enorme, talvez, o mais longo da bíblia que vai do v 3 ao v 14, estando preso, ele não poderia deixar os crentes serem tomados pelo medo e se esquecerem do que realmente Deus é em nossa vida. Esse parágrafo foge da regra gramatical e apenas os grandes entendedores da escrita conseguem fazer um parágrafo tão longo sem errar nas pontuações e colocações das vírgulas. E começa com doxologia, adoração e avança falando da fonte das bençãos, da natureza das bençãos, da esfera das bençãos nas regiões espirituais em Cristo Jesus e segue em frente neste grande parágrafo para destacar a Obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele diz que o Pai nos elegeu, nos adotou e nos aceitou, para o louvor da Obra da Sua Graça(v.6). O Filho nos redimiu,nos perdoou, nos revelou a vontade de Deus e nos fez herança, a fim de sermos para o louvor da Sua Glória (v.12). E quanto ao Espírito Santo, Este nos selou e é o Penhor da nossa redenção, para o louvor da Sua Glória (v.14). 2. A mensagem.
Visão Panorâmica
Há dois temas fundamentais no NT: (1) como somos redimidos por Deus, (Capítulos 1 a 3) e (2) como nós, os redimidos, devemos viver (Capítulos 4 a 6)
(1) Os capítulos 1—3 começam por um parágrafo de abertura que é um dos trechos mais profundos da Bíblia (1.3-14). Esse grandioso hino sobre redenção tributa louvores ao Pai pela eleição, predestinação e adoção que Ele nos propiciou (1.3-6), por nossa redenção mediante o sangue do Filho (1.7-12) e pelo Espírito, como selo e garantia da nossa herança (1.13,14).
Nesses capítulos, Paulo ressalta que na redenção pela graça mediante a fé, Deus nos reconcilia consigo mesmo (2.1-10) e com outros que estão sendo salvos (2.11-15), e, em Cristo, nos une em um só corpo, a igreja (2.16-22).
O alvo da redenção é “tornar a congregar em Cristo todas as coisas... tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (1.10).
(2) Os capítulos 4—6 consistem mais de instruções práticas para a igreja no tocante aos requisitos que a redenção em Cristo demanda de nossa vida individual e coletiva. Entre as 35 diretrizes dadas em Efésios, sobre como os redimidos devem viver, destacam-se três categorias gerais.
(2.1) Os crentes são chamados a uma nova vida de pureza e separação do mundo. São chamados a serem “santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1:4), a crescer “para templo santo no Senhor” (Ef 2.21), a andar “como é digno da vocação com que fostes chamados” (Ef 4.1), como “varão perfeito” (Ef 4.13), a viver “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24), a andar “em amor” (Ef 5.2; cf. Ef 3.17-19) e a serem santos “pela palavra” (Ef 5.26), a fim de que Cristo tenha uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga... santa e irrepreensível” (Ef 5.27).
(2.2) O crente é chamado a um novo modo de viver nos relacionamentos familiares e vocacionais (Ef 5.22—6.9). Esses relacionamentos devem ser regidos por princípios de conduta que distingam o crente da sociedade descrente à sua volta.
(2.3) Finalmente, o crente é chamado a manter-se firme contra as astutas ciladas do diabo e as terríveis “hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.10-20).
Características Especiais
Há cinco características que predominam nesta epístola.
(1) A revelação da grande verdade teológica dos capítulos 1—3 é interrompida por duas grandiosas orações apostólicas. Na primeira, o apóstolo pede para os crentes, sabedoria e revelação no conhecimento de Deus (Ef 1.15-23); Na segunda, roga que possam conhecer o amor, o poder e a glória de Deus (Ef 3.14-21).
(2) “Em Cristo”, uma expressão paulina de peso (106 vezes nas epístolas de Paulo), sobressai grandemente em Efésios (cerca de 36 vezes). “Toda bênção espiritual” e todo assunto prático da vida relaciona-se com o estar “em Cristo”.
(3) Efésios salienta o propósito e alvo eterno de Deus para a igreja.
(4) Há um realce multifacetado do papel do Espírito Santo na vida cristã (Ef 1.13,14,17; 2.18; 3.5,16,20; 4.3,4,30; 5.18; 6.17,18).
(5) Efésios é tida, às vezes, como epístola gêmea de Colossenses, pelo fato de apresentarem definidas semelhanças em seus conteúdos e terem sido escritas quase ao mesmo tempo. Ef 1:3 - EM CRISTO JESUS.
Todo crente "fiel" tem vida somente estando "em Cristo Jesus".
(1) Os termos "em Cristo Jesus", "no Senhor", "nEle", ocorrem 160 vezes nos escritos de Paulo (36 vezes só em Efésios). "Em Cristo", significa que o crente vive e age agora na esfera de Cristo Jesus. O novo ambiente do redimido é o da união com Cristo. "Em Cristo" o crente tem comunhão consciente com seu Senhor, e, nesse relacionamento, sua própria vida é considerada a vida de Cristo manifesta através dele (ver Gl 2.20). Essa comunhão pessoal com Cristo é a coisa mais importante na experiência cristã. A união com Cristo é uma dádiva de Deus mediante a fé.
(2) A Bíblia contrasta nossa nova vida "em Cristo" com a velha vida não regenerada, "em Adão". Enquanto a velha vida é caracterizada pela rebeldia, pecado, condenação e morte, nossa nova vida "em Cristo" é caracterizada pela salvação, vida no Espírito, graça abundante, retidão e vida eterna (ver Rm 5.12-21; 6; 8; 14.17-19; 1 Co 15.21,22, 45-49; Fp 2.1-5; 4.6-9)
Ef 1.4 - NOS ELEGEU.
Ef 1.5 E NOS PREDESTINOU. e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.
Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29 -31 A escolha por Deus daqueles que creem em Cristo é uma doutrina importante (ver Rm 8.29-33; 9.6-26; 11.5, 7, 28; Cl 3.12; 1Ts 1.4; 2Ts 2.13; Tt 1.1). A eleição (gr. eklegoe) refere-se à escolha feita por Deus, em Cristo, de um povo para si mesmo, a fim de que sejam santos e inculpáveis diante dEle (cf. 2Ts 2.13). Essa eleição é uma expressão do amor de Deus, que recebe como seus todos os que recebem seu Filho Jesus (Jo 1.12).
A doutrina da eleição abarca as seguintes verdades: A eleição é cristocêntrica, i.e., a eleição de pessoas ocorre somente em união com Jesus Cristo. Deus nos elegeu em Cristo para a salvação, e como salvos, reis e sacerdotes, portanto eleição e predestinação tem a ver com serviço na Obra.
A eleição em Cristo é em primeiro lugar coletiva, i.e., a eleição de um povo (1.4,5, 7, 9; 1Pe 1.1; . Os eleitos são chamados “o seu [Cristo] corpo” (1.23; 4.12), “minha igreja” (Mt 16.18), o “povo adquirido” por Deus (1Pe 2.9) e a “noiva” de Cristo (Ap 21.9). Logo, a eleição é coletiva e abrange o ser humano como indivíduo, somente à medida que este se identifica e se une ao corpo de Cristo, a igreja verdadeira (1.22,23; ver Robert Shank, Elect in the Son (Eleitos no Filho). É uma eleição como a de Israel no AT (ver Dt 29.18-21; 2Rs 21.14 ISRAELITAS).
A eleição para a salvação e a santidade do corpo de Cristo são inalteráveis. Mas individualmente a certeza dessa eleição depende da condição da fé pessoal e viva em Jesus Cristo, e da perseverança na união com Ele.
O apóstolo Paulo demonstra esse fato da seguinte maneira:
(a) O propósito eterno de Deus para a igreja é que sejamos “santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4). Isso se refere tanto ao perdão dos pecados (Ef 1.7) como à santificação e santidade. O povo eleito de Deus está sendo conduzido pelo Espírito Santo em direção à santificação e à santidade (ver Rm 8.14; Gl 5.16-25). O apóstolo enfatiza repetidas vezes o propósito supremo de Deus (ver Ef 2.10; 3.14-19; 4.1-3, 13,14; 5.18).
(b) O cumprimento desse propósito para a igreja como corpo não falhará: Cristo a apresentará “a si mesmo igreja gloriosa... santa e irrepreensível” (Ef 5.27).
(c) O cumprimento desse propósito para o crente como indivíduo dentro da igreja é condicional. Cristo nos apresentará “santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4), somente se continuarmos na fé. A Bíblia mostra isso claramente: Cristo irá “vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho” (Cl 1.22,23).
A eleição para a salvação em Cristo é oferecida a todos (Jo 3.16,17; 1Tm 2.4-6; Tt 2.11 e torna-se uma realidade para cada pessoa consoante seu prévio arrependimento e fé, ao aceitar o dom da salvação em Cristo (Ef 2.8; 3.17; cf. At 20.21; Rm 1.16; 4.16). Mediante a fé, o Espírito Santo admite o crente ao corpo eleito de Cristo (a igreja) (1 Co 12.13), e assim ele torna-se um dos eleitos. Daí, tanto Deus quanto o homem têm responsabilidade na eleição (ver Rm 8.29; 2Pe 1.1-11). A PREDESTINAÇÃO. A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos propósitos de Deus inclusos na eleição. A eleição é a escolha feita por Deus, “em Cristo”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de Deus (todos os crentes genuínos em Cristo).
Deus predestina seus eleitos a serem:
(a) chamados (Rm 8.30); (b) justificados (Rm 3.24; 8.30); (c) glorificados (Rm 8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) santos e inculpáveis (1.4); (f) adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes de uma herança (1.14); (i) para o louvor da sua glória (1.12; 1Pe 2.9); (j) participantes do Espírito Santo (1.13; Gl 3.14); e (l) criados em Cristo Jesus para boas obras (2.10).
A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de Cristo (i.e., a verdadeira igreja), e abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em Jesus Cristo. RESUMO. No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. Deus escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em Cristo. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus preparou para quem nele permanece. Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus Cristo. Após sermos eleitos somos predestinados aos cargos de reis e sacerdotes que irão trabalhar no serviço do Reino
Ef 1.5 ADOÇÃO. Ver 1 Jo 3.1.
(1) Adoção é tomar alguém como filho que não o é por natureza e nascimento. (2) E ser adotado para uma herança - no sentido espiritual, para uma herança que é incorruptível e imaculada (Rm 8.15- 17; Gl 4.5-7). (3) É um ato voluntário de quem adota - espiritualmente o Pai Celestial exerce Sua soberana vontade nessa questão (Ef 1.5) - mediado por Cristo através da interferência do Espírito Santo (Gl 4.4-6). (4) Significa que o adotado leva o nome de quem o adotou e pode chamá-lo de “Pai״ (Is 56.5; 62.2; 65.15; Ap 2.17; Rm 8.15; 1 Jo 3.1). (5) Significa que o adotado torna- se o recebedor da compaixão e do cuidado de seu Pai Celestial (Ef 1.3-6; cf. Lc 11.11- 13), e é recebido com todos os direitos e privilégios da família, recebido de volta como um filho e não como servo, no caso do filho pródigo (Lc 15.19-24). (6) No aspecto escatológico, toda a criação se beneficia do fato do adotado receber a libertação de seu corpo da decadência e da morte (Rm 8.23). Bibliografia. Sherman E. Johnson, “Adop- tion”, HDBrev., p.ll. C. F. D. Moule, “Adoption, ” IDB, I, 48s. CornPBE, p. 319.C. M. H.
Ef 1.13 FOSTES SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO.
Como "selo", o Espírito Santo é dado ao crente como a marca ou evidência de propriedade de Deus. Ao outorgar-nos o Espírito, Deus nos marca como seus (ver 2 Co 1.22), assim, temos a evidência de que somos filhos adotados por Deus, e que a nossa redenção é real, pois o Espírito Santo está presente em nossa vida (cf. Gl 4.6). Podemos saber que realmente pertencemos a Deus, pois o Espírito Santo nos regenera e renova (Jo 1.12,13; 3.3-6), nos liberta do poder do pecado (Rm 8.1-17; Gl 6.16-25), nos faz conscientes de que Deus é nosso Pai (Ef 1: 5; Rm 8.15; Gl 4.6) e nos enche de poder para testemunhar (At 1.8; 2.4).
Ef 1.13 O ESPÍRITO SANTO.
O Espírito Santo e seu lugar na redenção do crente é um dos pontos principais desta carta. O Espírito Santo no crente: (1) é a marca ou sinal de propriedade de Deus (Ef 1:13); (2) é a primeira "porção" ou "quinhão" da herança do crente [traduzido "penhor"] (Ef 1: 14); (3) é o Espírito de sabedoria e de revelação (Ef 1: 17); (4) ajuda o crente a aproximar-se de Deus (Ef 2:18); (5) edifica os crentes como templo santo (Ef 2:21,22); (6) revela o mistério de Cristo (Ef 3:4,5); (7) fortalece o crente com poder, no homem interior (Ef 3.16); (8) promove a unidade da fé cristã, na completa semelhança de Cristo (Ef 4.3,13); (9) entristece-se com o pecado na vida do crente (Ef 4:30); (10) quer repetidamente encher e capacitar o crente (Ef 5.18); e (11) ajuda na oração e na guerra espiritual (Ef 6.18).
Ef 1.16-20 NAS MINHAS ORAÇÕES.
A oração de Paulo pelos efésios reflete o desejo máximo de Deus para todo crente em Cristo. Ele ora para que o Espírito opere neles em maior escala (cf. Ef 3.16). A razão dessa medida maior do Espírito é que os crentes recebam mais sabedoria, revelação e conhecimento a respeito dos propósitos redentores de Deus para a salvação, presente e futura (Ef 1: 17,18), e experimentem um "poder" mais abundante do Espírito Santo na sua vida (Ef 1: 19,20).
Ef 2.2 FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA.
Efésios 2.1-4 revela uma razão por que o cristão deve ter grande compaixão e misericórdia dos que ainda vivem em ofensas e pecados. (1) Todo aquele que está sem Cristo é controlado pelo "príncipe das potestades do ar", i.e., Satanás. Sua mente é obscurecida por Satanás, para que não veja a verdade de Deus (cf. 2 Co 4.3,4). Tais pessoas estão escravizadas pelo pecado e concupiscências da carne (Ef 2:3; Lc 4.18). (2) A pessoa irregenerada, por causa de sua condição espiritual não poderá compreender, nem aceitar a verdade à parte da graça de Deus (Ef 2: 5,8; 1 Co 1.18; Tt 2.11-14). (3) O cristão deve ver a todos do ponto-de-vista bíblico. Quem vive na imoralidade e no orgulho deve ser alvo da nossa compaixão, por causa da sua escravidão ao pecado e a Satanás (Ef 2: 1-3; cf. Jo 3.16). (4) A pessoa sem Cristo é responsável pelo seu pecado, pois Deus dá a cada ser humano uma medida de luz e graça, com a qual possa buscar a Deus e escapar da escravidão do pecado, mediante a fé em Cristo (Jo 1.9; Rm 1.18-32; 2.1-6).
Ef 2.8 PELA GRAÇA... POR MEIO DA FÉ.
Ef 2.9 NÃO VEM DE OBRAS. Ninguém poderá ser salvo pelas obras e boas ações, ou por tentar guardar os mandamentos de Deus. Seguem-se as razões: (1) Todos os não-salvos estão espiritualmente mortos (v. 1), sob o domínio de Satanás (v. 2), escravizados pelo pecado (v. 3) e sujeitos à condenação divina (v. 3). (2) Para sermos salvos precisamos receber a provisão divina da salvação (vv. 4,5), ser perdoados do pecado (Rm 4.7,8), ser espiritualmente vivificados (Cl 1.13), ser feitos novas criaturas (v. 10; 2 Co 5.17) e receber o Espírito Santo (Jo 7.37-39; 20.22). Nenhum esforço da nossa parte poderá realizar essas coisas. (3) O que opera a salvação é a graça de Deus mediante a fé (vv. 5,8). O dom salvífico de Deus inclui os seguintes passos: (a), a chamada ao arrependimento e à fé (At 2.38). Com essa chamada vem a obra do Espírito Santo na pessoa, dando-lhe poder e capacidade de voltar-se para Deus. (b) Aqueles que respondem com fé e arrependimento e aceitam a Cristo como Senhor e Salvador, recebem graça adicional para sua regeneração, ou novo nascimento, pelo Espírito e ser cheios do Espírito (At 1.8; 2.38; Ef 5.18). (c) Aqueles que se tornam novas criaturas em Cristo, recebem graça contínua para viver a vida cristã, resistir ao pecado e servir a Deus (Rm 8.13,14; 2 Co 9.8). O crente se esforça em viver para Deus, mediante a graça que nele opera (1 Co 15.10). A graça divina opera no crente dedicado, tanto para ele querer, como para cumprir a boa vontade de Deus (Fp 2.12,13). Do começo ao fim, a salvação é pela graça de Deus.
Ef 2.18 ACESSO AO PAI. O acesso ao Pai é mediante Jesus Cristo, pelo Espírito Santo. "Acesso" significa que nós, que temos fé em Cristo, temos também a liberdade e o direito de nos aproximar de nosso Pai celestial, certos de que seremos aceitos, amados e bem-vindos. (1) Esse acesso foi conseguido por meio de Cristo - pelo seu sangue derramado na cruz (Ef 2:13; Rm 5.1,2) e pela sua intercessão, no céu, a favor de todos quantos vierem a Ele (Hb 7.25; cf. Ef 4:14-16). (2) O acesso a Deus também necessita da ajuda do Espírito Santo. A presença do Espírito, que em nós habita, nos possibilita orar e invocar a Deus segundo a sua vontade e propósito (Jo 14.16,17; 16.13,14; Rm 8.15,16,26,27).
Ef 2.20 FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS.
A igreja somente poderá ser genuína se for alicerçada na revelação infalível, inspirada por Cristo aos primeiros apóstolos. (1) Os apóstolos do NT foram os mensageiros originais, testemunhas e representantes autorizados do Senhor crucificado e ressurreto (Ef 2: 20). Foram as pedras fundamentais da igreja, e sua mensagem encontra-se nos escritos do NT, como o testemunho original e fundamental do evangelho de Cristo, válido para todas as épocas.
(2) Todos os crentes e igrejas locais dependem das palavras, da mensagem e da fé dos primeiros apóstolos, conforme estão registradas historicamente em Atos e nos seus escritos. A autoridade deles é conservada no NT. As gerações posteriores da igreja têm o dever de obedecer à revelação apostólica e dar testemunho da sua verdade. O evangelho concedido aos apóstolos do NT, mediante o Espírito Santo, é a fonte permanente de vida, verdade e orientação à igreja.
(3) Todos os crentes e igrejas serão verdadeiros somente à medida em que fizerem o seguinte: (a) Aceitar o ensino e revelação originais dos apóstolos a respeito do evangelho, conforme o NT registra, e procurar manter-se fiéis a eles (At 2.42). Rejeitar os ensinos dos apóstolos é rejeitar o próprio Senhor (Jo 16.13-15; 1 Co 14.36-38; Gl 1.9-11).
(b) Continuar a missão e ministério apostólicos, comunicando continuamente sua mensagem ao mundo e à igreja, através da proclamação e ensino fiéis, no poder do Espírito (At 1.8; 2 Tm 1.8-14; Tt 1.7-9).
(c) Não somente crer na mensagem apostólica, mas também defendê-la e guardá-la contra todas as distorções ou alterações. A revelação dos apóstolos, conforme temos no NT, nunca poderá ser substituída ou anulada por revelação, testemunho ou profecia posterior (At 20.27-31; 1 Tm 6.20).
Ef 3.4 O MISTÉRIO DE CRISTO.
Paulo fala do "mistério de Cristo" (Ef 3: 4), oculto em Deus durante eras (v. 9), e que agora se torna conhecido pela revelação (v. 3) dada mediante o Espírito aos apóstolos e profetas (v. 5). O mistério é o propósito de Deus no sentido de "tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra" (Ef 1.10) e incluir pessoas de todas as nações na promessa da vida eterna e da salvação (Ef 3:6; Rm 16.25,26; 2 Tm 1.1). Dentre os judeus e as nações gentias, Deus criou "em Cristo" (v. 6) um novo povo para Ele mesmo (Ef 1.4-6; 2.16; 4.4,16; Mt 16.18; Cl 1.24-28; 1 Pe 2.9,10).
Ef 3.7 A GRAÇA DE DEUS.
A graça de Deus é dada a cada crente a fim de que este possa realizar a vontade divina. É uma força poderosa que flui do Cristo ressurreto e opera por meio do Espírito Santo que habita no crente (Ef 1.19; 4.7; At 6.8; 11.23; 14.26; 1 Co 15.10; 2 Co 12.9; Fp 2.13; Cl 1.29; Tt 2.11-13.
Ef 3.10 PRINCIPADOS E POTESTADES.
Há duas interpretações possíveis deste versículo. (1) Os "principados e potestades nos céus" podem referir-se aos anjos bons (cf. Cl 1.16).
Eles contemplam a multiforme sabedoria de Deus, à medida que Ele a demonstra através da igreja (1 Pe 1.10-12). (2) Os "principados e potestades nos céus" podem referir-se aos poderes dominantes das trevas, na esfera espiritual (cf. 6.12; Dn 10.13,20,21), aos quais o "eterno propósito" de Deus (v. 11) está sendo conhecido, através da proclamação da salvação pela igreja e do seu conflito espiritual com Satanás e suas hostes (cf.Ef 6.12-18; Dn 9.2-23; 10.12,13; 2 Co 10.4,5).
Ef 3.16-19 FORTALECIDOS COM PODER... NO HOMEM INTERIOR.
Ter nosso "homem interior" fortalecido, "fortalecido com poder" pelo Espírito, é ter nossos sentimentos, pensamentos e propósitos colocados cada vez mais sob sua influência e orientação, de tal maneira que o Espírito possa manifestar seu poder através de nós, em medida cada vez maior. O propósito desse fortalecimento pelo Espírito é quádruplo: (1) que Cristo estabeleça a sua presença em nossos corações (vv. 16,17; cf. Rm 8.9,10); (2) que sejamos fundamentados em amor sincero a Deus, a Cristo e ao próximo; (3) que compreendamos e experimentemos em nossa vida o amor de Cristo (vv. 18,19); (4) que sejamos "cheios de toda a plenitude de Deus" (v. 19), i.e., que a presença de Deus nos encha de tal modo que reflitamos e manifestemos, desde o íntimo do nosso ser, o caráter e a estatura do Senhor Jesus Cristo (cf. Ef 4.13,15,22-24).
Ef 3.20 MUITO MAIS ABUNDANTEMENTE ALÉM.
Deus fará por nós, não somente mais do que pedimos e desejamos em oração, como também mais do que nossa imaginação possa alcançar. Esta promessa é condicionada ao grau da presença, poder e graça do Espírito Santo em nossa vida (Ef 1.19; 3.16-19; Is 65.24; Jo 15.7; Fp 2.13).
Ef 4.3 GUARDAR A UNIDADE DO ESPÍRITO.
"A unidade do Espírito" não pode ser criada por nenhum ser humano. Ela já existe para aqueles que creram na verdade e receberam a Cristo, conforme o apóstolo proclamou nos capítulos 1-3. Os efésios devem guardar e preservar essa unidade, não mediante os esforços ou organizações humanos, mas pelo andar "como é digno da vocação com que fostes chamados" (Ef 4:1). A unidade espiritual é mantida pela lealdade à verdade e o andar segundo o Espírito (Ef 4:1-3,14,15; Gl 5.22-26). Não pode ser conseguida "pela carne" (Gl 3.3).
Ef 4.5 UM SÓ SENHOR.
Uma parte essencial da fé e unidade cristãs é a confissão de que há "um só Senhor". (1) "Um só Senhor" significa que a obra da redenção que Jesus Cristo efetuou é perfeita e suficiente, e que não é necessário nenhum outro redentor ou mediador para dar ao crente salvação completa (1 Tm 2.5,6; Hb 9.15). O crente deve aproximar-se de Deus somente através de Cristo (Hb 7.25). (2) "Um só Senhor" significa, também, que devotar lealdade igual ou maior a qualquer autoridade (secular ou religiosa) que não seja Deus revelado em Cristo e na sua Palavra inspirada, é a mesma coisa que recusar o senhorio de Cristo, e, portanto, da vida que somente nEle existe. Não pode haver nenhum senhorio de Cristo nem "unidade do Espírito" (v. 3) à parte da afirmação de que o Senhor Jesus é a suprema autoridade para o crente, e de que esta autoridade lhe é comunicada na Palavra de Deus.
Ef 4.11 ELE MESMO DEU. (Dons Ministeriais) DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA
Ef 4.11 “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.”
O DOADOR. Este versículo alista os dons de ministério (i.e., líderes espirituais dotados de dons) que Cristo deu à igreja. Paulo declara que Ele deu esses dons (1) para preparar o povo de Deus ao trabalho cristão (Ef 4.12) e (2) para o crescimento e desenvolvimento espirituais do corpo de Cristo, segundo o plano de Deus (Ef 4.13-16).
APÓSTOLOS. O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos no NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2 Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8,9; 1Ts 2.6,7).
O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2Co 8.23; Fp 2.25). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52; 14.1-7,21-23).
O termo “apóstolo” também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do NT não têm sucessores (ver 1 Co 15.8).
PROFETAS. Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
O ministério profético do A.T. ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do A.T. era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do A.T. (At 3.22,23; 13.1,2).
A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3).
(b) Devia exercer o dom de profecia.
(c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1 Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11).
(d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do A.T., desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia. O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1 Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniquidade (Rm 12.9; Hb 1.9); (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1 Co 15.3,4; 2 Tm 3.16; 1Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).
A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1 Co 14.29-33; 1 Jo 4.1).
Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1 Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).
EVANGELISTAS. No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).
Filipe, o “evangelista” (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT. (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 17).
O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).
PASTORES. Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1Tm 3.1; Tt 1.7).
A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1Ts 5.12; 1Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1Pe 5.2).
DOUTORES OU MESTRES. Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.12).
A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2 Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar.
O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, i.e., a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera.
Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos.
A igreja onde mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e idéias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando deveria ser a verdade bíblica. Por outro lado, a igreja que acata os mestres e teólogos piedosos e aprovados terá seus ensinos, trabalhos e práticas regidos pelos princípios originais e fundamentais do evangelho. Princípios e práticas falsos serão desmascarados, e a pureza da mensagem original de Cristo será conhecida de seus membros. A inspirada Palavra de Deus deve ser o teste de todo ensino, idéia e prática da igreja. Assim sendo, a igreja verá que a Palavra inspirada de Deus é a suprema autoridade, e, por isso, está acima das igrejas e suas instituições.
Ef 4.13 A UNIDADE DA FÉ. Em Efésios 4, Paulo ensina que a "unidade do Espírito" (v. 3) e a "unidade da fé" (v. 13) são mantidas e aperfeiçoadas por: (1) aceitar somente a fé e a mensagem dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres do NT (Ef 4:11,12); (2) crescer na graça, em maturidade espiritual e em Cristo sob todos os aspectos (v. 15), e ser cheio da plenitude de Cristo e de Deus (v. 13; cf. 3.19); (3) não permanecer como criança, aceitando "todo o vento de doutrina", mas, pelo contrário, conhecer a verdade, e assim saber rejeitar falsos mestres (vv. 14,15); (4) sustentar e falar com amor a verdade revelada nas Escrituras (v. 15); e (5) andar em "verdadeira justiça e santidade" (v. 24; vv. 17-32).
Ef 4.14 NÃO SEJAMOS MAIS MENINOS. Nos versículos 13-15, Paulo define as pessoas espiritualmente "perfeitas" ou maduras, que possuem a plenitude de Cristo. (1) Ser espiritualmente maduro, significa não ser "meninos" (v. 14), os quais são instáveis, facilmente enganados pelas falsas doutrinas dos homens e suscetíveis ao artificialismo enganoso. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas (vv. 14,15). (2) Ser espiritualmente maduro inclui falar "a verdade em caridade" (v. 15). A verdade do evangelho, conforme apresentada no NT, deve ser crida com caridade, apresentada com caridade e defendida em espírito de caridade. Essa caridade é dirigida primeiramente a "Cristo" (v. 15); em seguida, à igreja (v. 16) e, finalmente, de uns para com os outros (v. 32; cf. 1 Co 16.14).
Ef 4.15 A VERDADE EM AMOR. A conservação da unidade da fé (v. 13), deve basear-se no amor ativo, que procura resolver problemas e reconciliar diferenças através da mútua lealdade e da obediência a Cristo e sua Palavra. Isto significa que crer e proclamar com amor a verdade do NT é prioritário em relação à lealdade às instituições e tradições cristãs, aos cristãos individuais ou à igreja visível. O esforço para manter a comunhão ou a unidade, jamais deverá invalidar a Palavra de Deus, nem levar à transigência com a verdade bíblica (v. 14). A fidelidade às Escrituras está acima de tudo e poderá, inclusive, resultar em pressões de toda a ordem, até mesmo na própria igreja local. Mas no tempo certo, Deus dará o escape necessário aquele que permanecer leal a Cristo e à verdade original do NT.
Ef 4.30 NÃO ENTRISTEÇAIS O ESPÍRITO SANTO. O Espírito Santo, que habita no crente (Rm 8.9; 1 Co 6.19), é uma Pessoa que pode sentir intensa mágoa ou tristeza, assim como o próprio Jesus sentia quando chorou por causa de Jerusalém, e em outras ocasiões (Mt 23.37; Mc 3.5; Lc 19.41; Jo 11.35). (1) O crente causa tristeza ou pesar ao Espírito Santo, quando não dá importância à sua presença, voz ou direção (Rm 8.5-17; Gl 5.16-25; 6.7-9). (2) Entristecer o Espírito Santo leva a resisti-lo (At 7.51); isto, por sua vez, leva a extingui-lo (1 Ts 5.19) e, finalmente, a fazer agravo ao Espírito da graça (Hb 10.29). Esta última ação pode ser identificada como a blasfêmia contra o Espírito Santo, para a qual não há perdão (ver Mt 12.31).
Ef 5.5 BEM SABEIS ISTO. O apóstolo Paulo sabia, bem como os efésios, com certeza absoluta, que todos os indivíduos (quer dentro da igreja, quer fora dela), sendo imorais, impuros ou avarentos (i.e., amando as coisas do mundo mais do que a Deus) estavam fora do reino de Cristo. Os profetas do A.T. assim ensinaram com forte convicção (ver Jr 8.7 .; 23.17; Ez 13.10 .), bem como os apóstolos e a igreja do NT (ver 1 Co 6.9; Gl 5.21). Quem cometesse tais pecados evidenciava claramente que não era salvo; que não tinha vida em Deus (ver Jo 8.42; 1 Jo 3.15).
Ef 5.6 ENGANO. Paulo sabia que alguns falsos mestres diriam aos efésios que não precisavam temer a ira de Deus contra eles, por causa de sua imoralidade. Por isso, ele os admoesta: "Ninguém vos engane". Fica claro, aqui, que alguém pode ser enganado a ponto de crer que pessoas imorais e impuras têm herança no reino de Cristo.
Ef 5.11 OBRAS... DAS TREVAS. Aquele que é em tudo leal a Cristo, não pode ser neutro, nem manter silêncio quanto às "obras infrutuosas das trevas" (v. 11) e à imoralidade (vv. 3-6). Deve sempre estar pronto a desmascarar, repreender e denunciar o mal em todas as suas formas. Bradar sinceramente contra toda a iniquidade é odiar o pecado (Hb 1.9), tomar posição com Deus, contra o mal (Sl 94.16) e permanecer fiel a Cristo, o qual também denunciava as obras das trevas (Jo 7.7; Is 15.18-20; cf. Lc 22.28).
Ef 5.18 VINHO. A declaração de Paulo no versículo 18, demonstra que a plenitude do Espírito Santo depende do modo como o crente corresponde à graça que lhe é dada para viver em santificação. Isso quer dizer que a pessoa não pode estar "embriagada com vinho" e, ao mesmo tempo, "cheia do Espírito". Paulo adverte todos os crentes a respeito das obras da carne; que os que cometem tais coisas "não herdarão o reino de Deus" (Gl 5.19-21; cf. Ef 5.3-7). Além disso, "os que cometem tais coisas" (Gl 5.21) não terão a presença interior do Espírito Santo, nem a sua plenitude. Noutras palavras, não ter "o fruto do Espírito" (Gl 5.22,23) é perder a plenitude do Espírito (Ef 5.18; ver At 8.21).
Ef 5.18 ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO. "Enchei-vos" (imperativo passivo presente) tem o significado, em grego, de "ser enchido repetidas vezes". A vida espiritual do filho de Deus deve experimentar a renovação constante (Ef 3.14-19; 4.22-24; Rm 12.2), mediante enchimentos repetidos do Espírito Santo. (1) O cristão deve ser batizado no Espírito Santo após a conversão (ver At 1.5; 2.4), mas também deve renovar-se no Espírito repetidas vezes, para adoração a Deus, serviço e testemunho (ver At 4.31-33 .). (2) Experimentamos enchimentos repetidos do Espírito Santo quando mantemos uma fé viva em Jesus Cristo (Gl 3.5), estamos repletos da Palavra de Deus (Cl 3.16), oramos, damos graças e cantamos ao Senhor (1 Co 14.15; Ef 5.19,20), servimos ao próximo (Ef 5.21 ) e fazemos aquilo que o Espírito Santo quer (Rm 8.1-14; Gl 5.16 ss.; Ef 4.30; 1 Ts 5.19). (3) Alguns resultados de ser cheio do Espírito Santo são: (a) falar com alegria a Deus, em salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:19), (b) dar graças (v. 20) e (c) sujeitar-nos uns aos outros (v. 21).
Ef 5.19 CANTANDO... AO SENHOR. Todos os nossos cânticos espirituais, tanto na igreja como em particular, devem ser inteiramente dirigidos a Deus, como orações de louvores ou petições (Sl 40.3; 77.6). (1) Cantar louvores ou qualquer cântico espiritual pode ser uma forma de manifestação sobrenatural do Espírito Santo (Ef:18,19; 1 Co 14.15). (2) Cantar hinos cristãos é um meio de edificação, ensino, ação de graças e oração (Cl 3.16). (3) O cântico cristão é uma expressão de alegria (v. 19). (4) O propósito de cantar hinos ou cânticos espirituais, não deve ser passatempo, nem exibição de talentos individuais, mas adoração e louvor a Deus (Rm 15.9-11; Ap 5.9,10).
Ef 5.21 SUJEITANDO-VOS UNS AOS OUTROS. A submissão de uns aos outros em Cristo é um princípio espiritual geral. Esse princípio deve ser aplicado principalmente à família cristã. A submissão, a humildade, a mansidão, a paciência e a tolerância devem ser características de cada membro da família. A esposa deve submeter-se (i.e., ceder por amor) ante a responsabilidade do marido no exercício da liderança da família (ver Ef 5.22). O marido deve submeter-se às necessidades da mulher, em atitude de amor e abnegação (ver Ef 5.23 .). Os filhos devem submeter-se em obediência à autoridade dos pais (ver Ef 6.1). E os pais devem ser flexíveis às necessidades dos filhos, e criá-los na santa doutrina do Senhor (ver Ef 6.4).
Ef 5.22 MULHERES, SUJEITAI-VOS. A esposa tem a tarefa, dada por Deus, de ajudar o marido e de submeter-se a ele (vv. 22-24). Seu dever para com o marido inclui o amor (Tt 2.4), o respeito (v. 33; 1 Pe 3.1,2), a ajuda (Gn 2.18), a pureza (Tt 2.5; 1 Pe 3.2), a submissão (v. 22; 1 Pe 3.5), um espírito manso e quieto (1 Pe 3.4) o ser uma boa mãe (Tt 2.4) e dona de casa (1 Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5). A submissão da mulher ao marido é vista por Deus como parte integrante da sua obediência a Jesus, "como ao Senhor" (v. 22; ver também Gl 3.28; 1 Tm 2.13,15 .s; Tt 2.4).
Ef 5.23 MARIDO... CABEÇA. Deus estabeleceu a família como a unidade básica da sociedade. Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribuiu ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e família (vv. 23-33; 6.4). Sua chefia deve ser exercida com amor, mansidão e consideração pela esposa e família (vv. 25-30; 6.4). A responsabilidade do marido, que Deus lhe deu, de ser "cabeça da mulher" (v. 23) inclui: (1) provisão para as necessidades espirituais e domésticas da família (vv. 23,24; Gn 3.16-19; 1 Tm 5.8); (2) o amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem-estar dela, da mesma maneira que Cristo ama a Igreja (vv. 25-33); (3) honra, compreensão, apreço e consideração pela esposa (Cl 3.19; 1 Pe 3.7); (4) lealdade e fidelidade totais na vivência conjugal (v. 31; Mt 5.27,28).
Ef 6.1 FILHOS, SEDE OBEDIENTES. Os filhos de crentes devem permanecer sob a orientação dos pais, até se tornarem membros doutra unidade familiar através do casamento. (1) As crianças pequenas devem ser ensinadas a obedecer e a honrar os pais, mediante a criação na disciplina e doutrina do Senhor (Ef 6:4.; Pv 13.24; 22.6; ver a . seguinte). (2) Os filhos mais velhos, mesmo depois de casados, devem receber com respeito, o conselho dos pais (v. 2) e honrá-los na velhice, mediante cuidados e ajuda financeira, conforme a necessidade (Mt 15.1-6). (3) Os filhos que honram seus pais serão abençoados por Deus, aqui na terra e na eternidade (v. 3).
Ef 6.4 PAIS... VOSSOS FILHOS. Para uma ampla abordagem do papel dos pais na criação dos seus filhos.
PAIS E FILHOS
Cl 3.21 “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.”
É obrigação solene dos pais (gr. pateres) dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl 127.3).
Segundo a palavra de Paulo em Ef 6.4 e Cl 3.21, bem como as instruções de Deus em muitos trechos do A.T. (ver Gn 18.19; Dt 6.7; Sl 78.5; Pv 4.1-4; 6.20), é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida do agrado do Senhor. É a família, e não a igreja ou a Escola Dominical, que tem a principal responsabilidade do ensino bíblico e espiritual dos filhos. A igreja e a Escola Dominical apenas ajudam os pais no ensino dos filhos.
A essência da educação cristã dos filhos consiste nisto: o pai voltar-se para o coração dos filhos, a fim de levar o coração dos filhos ao coração do Salvador (ver Lc 1.17).
Na criação dos filhos, os pais não devem ter favoritismo; devem ajudar, como também corrigir e castigar somente faltas intencionais, e dedicar sua vida aos filhos, com amor compassivo, bondade, humildade, mansidão e paciência (3.12-14, 21).
Seguem-se quinze passos que os pais devem dar para levar os filhos a uma vida devotada a Cristo:
Dediquem seus filhos a Deus no começo da vida deles (1 Sm 1.28; Lc 2.22).
Ensinem seus filhos a temer o Senhor e desviar-se do mal, a amar a justiça e a odiar a iniquidade. Incutam neles a consciência da atitude de Deus para com o pecado e do seu julgamento contra ele (ver Hb 1.9).
Ensinem seus filhos a obedecer aos pais, mediante a disciplina bíblica com amor (Dt 8.5; Pv 3.11,12; 13.24; 23.13,14; 29.15, 17; Hb 12.7).
Protejam seus filhos da influência pecaminosa, sabendo que Satanás procurará destruí-los espiritualmente mediante a atração ao mundo ou através de companheiros imorais (Pv 13.20; 28.7; 2.15-17).
Façam saber a seus filhos que Deus está sempre observando e avaliando aquilo que fazem, pensam e dizem (Sl 139.1-12).
Levem seus filhos bem cedo na vida à fé pessoal em Cristo, ao arrependimento e ao batismo em água (Mt 19.14).
Habituem seus filhos numa igreja espiritual, onde se fala a Palavra de Deus, se mantém os padrões de retidão e o Espírito Santo se manifesta. Ensinem seus filhos a observar o princípio: “Companheiro sou de todos os que te temem” (Sl 119.63; ver At 12.5).
Motivem seus filhos a permanecerem separados do mundo, a testemunhar e trabalhar para Deus (2Co 6.14—7.1; Tg 4.4). Ensinem-lhes que são forasteiros e peregrinos neste mundo (Hb 11.13-16), que seu verdadeiro lar e cidadania estão no céu com Cristo (Fp 3.20; Cl 3.1-3).
Instruam-nos sobre a importância do batismo no Espírito Santo (At 1.4,5, 8; 2.4, 39).
Ensinem a seus filhos que Deus os ama e tem um propósito específico para suas vidas (Lc 17; Rm 8.29,30; 1Pe 1.3-9).
Instruam seus filhos diariamente nas Sagradas Escrituras, na conversação e no culto doméstico (Dt 4.9; 6.5, 7; 1Tm 4.6; 2 Tm 3.15).
Mediante o exemplo e conselhos, encorajem seus filhos a uma vida de oração (At 6.4; Rm 12.12; Ef 6.18; Tg 5.16).
Previnam seus filhos sobre suportar perseguições por amor à justiça (Mt 5.10-12). Eles devem saber que “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Tm 3.12).
Levem seus filhos diante de Deus em intercessão constante e fervorosa (Ef 6.18; Tg 5.16-18; ver Jo 17.1).
Tenham tanto amor e desvelo pelos filhos, que estejam dispostos a consumir suas vidas como sacrifício ao Senhor, para que se aprofundem na fé e se cumpra nas suas vidas a vontade do Senhor (ver Fp 2.17).
Ef 6.11 A ARMADURA DE DEUS. O cristão está engajado num conflito espiritual com o mal. Esse conflito é descrito como o combate da fé (2 Co 10.4; 1 Tm 1.18,19; 6.12), que continua até o crente galgar a vida do porvir (2 Tm 4.7,8; ver Gl 5.17). (1) A vitória do crente foi obtida pelo próprio Cristo, mediante a sua morte na cruz. Jesus travou uma batalha triunfante contra Satanás, desarmou as potências e potestades malignas (Cl 2.15; cf. Mt 12.28,29; Lc 10.18; Jo 12.31), levou os cativos com Ele (4.8) e redimiu o crente do domínio do maligno (1.7; At 26.18; Rm 3.24; Cl 1.13,14).
(2) No presente, o cristão está empenhado numa guerra espiritual que ele trava, mediante o poder do Espírito Santo (Rm 8.13), (a) contra os desejos corruptos dentro de si mesmo (1 Pe 2.11; ver Gl 5.17 .), (b) contra os prazeres ímpios do mundo e todos os tipos de tentações (Mt 13.22; Gl 1.4; Tg 1.14,15; 1 Jo 2.16), e (c) contra Satanás e suas forças (ver 6.12 .). O crente é conclamado a se separar do presente sistema mundano, repudiando os seus males (cf. Hb 1.9), vencendo suas tentações e morrendo para elas (Gl 6.14; 1 Jo 5.4), e condenando abertamente os seus pecados (cf. Jo 7.7).
(3) A milícia cristã deve guerrear contra todo o mal, não por seu próprio poder (2 Co 10.3) , mas com armas espirituais (2 Co 10.4,5; Ef 6.10-18).
(4) Na sua guerra espiritual, o cristão é conclamado a suportar as aflições como bom soldado de Cristo (2 Tm 2.3), sofrer em prol do evangelho (Mt 5.10-12; Rm 8.17; 2 Co 11.23; 2 Tm 1.8), combater o bom combate da fé (1 Tm 6.12; 2 Tm 4.7), guerrear espiritualmente (2 Co 10.3), perseverar (6.18), vencer (Rm 8.37), ser vitorioso (1 Co 15.57), triunfar (2 Co 2.14), defender o evangelho (Fp 1.16), combater pela fé (Fp 1.27), não se alarmar ante os que resistem (Fp 1.28), vestir toda a armadura de Deus (6.11), ficar firme (v.v. 13,14), destruir as fortalezas de Satanás (2 Co 10.4), levar cativo todo pensamento (2 Co 10.5) e fortalecer-se na guerra contra o mal (Hb 11.34)
Ef 6.12 HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE. O cristão trava um conflito espiritual contra Satanás e uma multidão de espíritos malignos (ver Mt 4.10). (1) Os poderes das trevas são os governantes espirituais do mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2 Co 4.4; 1 Jo 5.19), que incitam os ímpios (2.2), se opõem à vontade de Deus (Gn 3.1-7; Dn 10.12,13; Mt 13.38,39) e constantemente atacam os crentes (v. 12; 1 Pe 5.8).
(2) É uma vasta multidão (Ap 12.4,7), altamente organizada em forma de império do mal, tendo categorias e ordens (2.2; Jo 14.30)
Ef 6.17 A ESPADA DO ESPÍRITO. A "espada do Espírito, que é a palavra de Deus", é a arma ofensiva do crente, para uso na guerra contra o poder do mal. Por esta razão, Satanás fará todos os esforços possíveis para subverter ou destruir a confiança do crente na Palavra. A igreja precisa defender as Escrituras inspiradas contra o argumento de que ela não é a Palavra de Deus em tudo que ensina. Abandonar a posição e a atitude de Cristo e dos apóstolos para com a Palavra de Deus é destruir seu poder de convencer, corrigir, redimir, curar, expulsar demônios e vencer o mal. Negar sua fidedignidade total, em tudo quanto ela ensina é entregar-nos a Satanás (ver 2 Pe 1.21 .; cf. Mt 4.1-11).
Ef 6.18 ORANDO... NO ESPÍRITO. A guerra do cristão contra as forças espirituais de Satanás exige dedicação a oração, i.e., orando "no Espírito", "em todo tempo", "com toda oração e súplica", "por todos os santos", "com toda perseverança". A oração não deve ser considerada apenas mais uma arma, mas parte do conflito propriamente dito, onde a vitória é alcançada, mediante a cooperação com o próprio Deus. Deixar de orar diligentemente, sob todas as formas de oração, em todas as situações, é render-se ao inimigo e deixar de lutar (Lc 18.1; Rm 12.12; Fp 4.6; Cl 4.2; 1 Ts 5.17).
SÍNTESE DO TÓPICO III - A abordagem da carta gira em torno de duas temáticas: JESUS CRISTO, a cabeça; a Igreja, seu corpo. CONCLUSÃO.
Precisamos deixar de lado muitos conceitos plurais, que destacam nossas diferenças, e voltar para afirmações singulares. Por isso, Paulo usa tanto a palavra "um" e seus derivados na epístola aos Efésios:
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 82, p. 36.
SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO TOP1
A primeira lição deste trimestre tem por objetivo apresentar a Epístola aos Efésios de forma panorâmica. Por isso, ao expô-la, apresente os grandes pontos da epístola conforme eles estão organizados no material didático: Autoria e data; a questão de quem são os efésios, o contexto sociocultural da cidade e a inserção da igreja nela; e, finalmente, o porquê de o apóstolo escrever a carta para os crentes efésios.
Para ajudá-lo na exposição desta lição, esteja acompanhado de um bom Comentário Bíblico ou uma boa Introdução ao Estudo do Novo Testamento. A Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, também é uma boa ferramenta para a exposição dos assuntos que serão tratados aqui. Por último, sugerimos que você apresente aos alunos o esboço da Epístola, conforme quadro abaixo: SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP2
“A CIDADE DE ÉFESO
Situada em uma baía interior (hoje em dia coberta de lodo), a cidade se ligava, através de um canal estreito do Rio Cyster, ao mar Egeu, a uma distância aproximada de 3 milhas (4.8 quilômetros). A cidade ostentava impressionantes monumentos cívicos, incluindo-se entre eles o proeminente templo de Artemis (Diana), uma das sete maravilhas do mundo antigo. As moedas da cidade orgulhosamente exibiam o ‘slogan’ Neokoros, isto é, ‘guardiã do templo’. Paulo pregou a grandes multidões nessa cidade. Os artesãos se queixavam de que ele havia influenciado um grande número de pessoas em Éfeso e em praticamente toda a província da Ásia (At 19.26). Em um dos eventos mais dramáticos registrados no Novo Testamento, o apóstolo conseguiu desvencilhar-se de uma grande multidão no teatro. Essa estrutura, localizada na ladeira do monte Pion, no final do ‘Caminho da Arcádia’, podia acomodar 25.000 pessoas sentadas” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.387). SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP3 Não deixe de mencionar a questão do ESPÍRITO SANTO na Carta aos Efésios, por isso, leve em conta o seguinte fragmento textual:
“O Ministério do ESPÍRITO SANTO em Efésios
Embora os temas mais importantes em Efésios sejam CRISTO, a igreja e o plano eterno de DEUS para redenção, é o ESPÍRITO SANTO e o seu papel em relação ao crente e à Igreja, como presença poderosa de DEUS, que faz de nós o povo de DEUS e corpo de CRISTO na terra. Em relação à proeminência do ESPÍRITO SANTO em Efésios, Gordon Fee comenta (732): ‘Existem raros aspectos da vida cristã em que o ESPÍRITO SANTO não assume o papel principal, e são raros os aspectos sobre o papel do ESPÍRITO que não tenham sido mencionados nessa carta’.
Em 1.13, o ESPÍRITO SANTO é chamado (lit.) de ‘o ESPÍRITO SANTO da promessa’, cuja importante promessa divina é um sinal de que os últimos dias já chegaram (Jl 2.28-32; At 2.16-21). JESUS promete batizar seus discípulos com o (ou no) ESPÍRITO SANTO (At 1.5), assim como João Batista havia pregado (Mc 1.8; Jo 1.33) e nesse contexto refere-se ao ESPÍRITO como aquEle que o Pai havia prometido (Lc 24.49; At 1.4). [...] Além disso, em Efésios, o ESPÍRITO SANTO é descrito como a marca ou o selo da propriedade de DEUS (1.13), a primeira parte da herança do crente através de CRISTO (1.14), ‘o ESPÍRITO de sabedoria e revelação’ (1.17), aquEle que capacita o crente a ter intimidade com o Pai (2.18), aquEle pelo qual DEUS habita na Igreja (2.22), o revelador do mistério de CRISTO (3.4,5) e a pessoa que fortalece os crentes em seu íntimo (3.16)” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.389).
Esboço
I. Saudação, 1.1,2
II. Doxologia, 1.3-14
A. A escolha de DEUS Pai, 1.3-6
B. A redenção feita por CRISTO, o Filho, 1.7-12
C. O selo de DEUS, o ESPÍRITO SANTO, 1,13,14
III. Ação de Graças e Oração, 1.15-23
IV. Discussão Doutrinária, 2.1-3.21
A. A redenção dos gentios, 2.1-22
1. Vista de forma pessoal, 2.1-10
2. Vista de forma corporativa, 2.11- 22
B. O ministério aos gentios, 3.121־
1. A incumbência de Paulo, 3.1-13
2. A oração de Paulo, 3.14-21
V. Discussão Prática, 4.1-6.20
A. Exortação à unidade, 4.1-16
B. Exortação a uma vida consistente, 4.17-5.20
C. Exortações aos membros das famílias, 5.21-6.9
1. Esposas e maridos, 5.21-33
2. Filhos e pais, 6.1-4
3. Escravos e senhores, 6.5-9
D. Exortação para a preparação para a guerra espiritual 6.10-20
VI. Conclusão 6.21-24
1. O propósito.
Depois de fazer a saudação, Paulo relata um conteúdo precioso que os irmãos precisam saber, e para isso faz um parágrafo enorme, talvez, o mais longo da bíblia que vai do v 3 ao v 14, estando preso, ele não poderia deixar os crentes serem tomados pelo medo e se esquecerem do que realmente Deus é em nossa vida. Esse parágrafo foge da regra gramatical e apenas os grandes entendedores da escrita conseguem fazer um parágrafo tão longo sem errar nas pontuações e colocações das vírgulas. E começa com doxologia, adoração e avança falando da fonte das bençãos, da natureza das bençãos, da esfera das bençãos nas regiões espirituais em Cristo Jesus e segue em frente neste grande parágrafo para destacar a Obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele diz que o Pai nos elegeu, nos adotou e nos aceitou, para o louvor da Obra da Sua Graça(v.6). O Filho nos redimiu,nos perdoou, nos revelou a vontade de Deus e nos fez herança, a fim de sermos para o louvor da Sua Glória (v.12). E quanto ao Espírito Santo, Este nos selou e é o Penhor da nossa redenção, para o louvor da Sua Glória (v.14). 2. A mensagem.
Visão Panorâmica
Há dois temas fundamentais no NT: (1) como somos redimidos por Deus, (Capítulos 1 a 3) e (2) como nós, os redimidos, devemos viver (Capítulos 4 a 6)
(1) Os capítulos 1—3 começam por um parágrafo de abertura que é um dos trechos mais profundos da Bíblia (1.3-14). Esse grandioso hino sobre redenção tributa louvores ao Pai pela eleição, predestinação e adoção que Ele nos propiciou (1.3-6), por nossa redenção mediante o sangue do Filho (1.7-12) e pelo Espírito, como selo e garantia da nossa herança (1.13,14).
Nesses capítulos, Paulo ressalta que na redenção pela graça mediante a fé, Deus nos reconcilia consigo mesmo (2.1-10) e com outros que estão sendo salvos (2.11-15), e, em Cristo, nos une em um só corpo, a igreja (2.16-22).
O alvo da redenção é “tornar a congregar em Cristo todas as coisas... tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (1.10).
(2) Os capítulos 4—6 consistem mais de instruções práticas para a igreja no tocante aos requisitos que a redenção em Cristo demanda de nossa vida individual e coletiva. Entre as 35 diretrizes dadas em Efésios, sobre como os redimidos devem viver, destacam-se três categorias gerais.
(2.1) Os crentes são chamados a uma nova vida de pureza e separação do mundo. São chamados a serem “santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1:4), a crescer “para templo santo no Senhor” (Ef 2.21), a andar “como é digno da vocação com que fostes chamados” (Ef 4.1), como “varão perfeito” (Ef 4.13), a viver “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24), a andar “em amor” (Ef 5.2; cf. Ef 3.17-19) e a serem santos “pela palavra” (Ef 5.26), a fim de que Cristo tenha uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga... santa e irrepreensível” (Ef 5.27).
(2.2) O crente é chamado a um novo modo de viver nos relacionamentos familiares e vocacionais (Ef 5.22—6.9). Esses relacionamentos devem ser regidos por princípios de conduta que distingam o crente da sociedade descrente à sua volta.
(2.3) Finalmente, o crente é chamado a manter-se firme contra as astutas ciladas do diabo e as terríveis “hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.10-20).
Características Especiais
Há cinco características que predominam nesta epístola.
(1) A revelação da grande verdade teológica dos capítulos 1—3 é interrompida por duas grandiosas orações apostólicas. Na primeira, o apóstolo pede para os crentes, sabedoria e revelação no conhecimento de Deus (Ef 1.15-23); Na segunda, roga que possam conhecer o amor, o poder e a glória de Deus (Ef 3.14-21).
(2) “Em Cristo”, uma expressão paulina de peso (106 vezes nas epístolas de Paulo), sobressai grandemente em Efésios (cerca de 36 vezes). “Toda bênção espiritual” e todo assunto prático da vida relaciona-se com o estar “em Cristo”.
(3) Efésios salienta o propósito e alvo eterno de Deus para a igreja.
(4) Há um realce multifacetado do papel do Espírito Santo na vida cristã (Ef 1.13,14,17; 2.18; 3.5,16,20; 4.3,4,30; 5.18; 6.17,18).
(5) Efésios é tida, às vezes, como epístola gêmea de Colossenses, pelo fato de apresentarem definidas semelhanças em seus conteúdos e terem sido escritas quase ao mesmo tempo. Ef 1:3 - EM CRISTO JESUS.
Todo crente "fiel" tem vida somente estando "em Cristo Jesus".
(1) Os termos "em Cristo Jesus", "no Senhor", "nEle", ocorrem 160 vezes nos escritos de Paulo (36 vezes só em Efésios). "Em Cristo", significa que o crente vive e age agora na esfera de Cristo Jesus. O novo ambiente do redimido é o da união com Cristo. "Em Cristo" o crente tem comunhão consciente com seu Senhor, e, nesse relacionamento, sua própria vida é considerada a vida de Cristo manifesta através dele (ver Gl 2.20). Essa comunhão pessoal com Cristo é a coisa mais importante na experiência cristã. A união com Cristo é uma dádiva de Deus mediante a fé.
(2) A Bíblia contrasta nossa nova vida "em Cristo" com a velha vida não regenerada, "em Adão". Enquanto a velha vida é caracterizada pela rebeldia, pecado, condenação e morte, nossa nova vida "em Cristo" é caracterizada pela salvação, vida no Espírito, graça abundante, retidão e vida eterna (ver Rm 5.12-21; 6; 8; 14.17-19; 1 Co 15.21,22, 45-49; Fp 2.1-5; 4.6-9)
Ef 1.4 - NOS ELEGEU.
Ef 1.5 E NOS PREDESTINOU. e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.
Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29 -31 A escolha por Deus daqueles que creem em Cristo é uma doutrina importante (ver Rm 8.29-33; 9.6-26; 11.5, 7, 28; Cl 3.12; 1Ts 1.4; 2Ts 2.13; Tt 1.1). A eleição (gr. eklegoe) refere-se à escolha feita por Deus, em Cristo, de um povo para si mesmo, a fim de que sejam santos e inculpáveis diante dEle (cf. 2Ts 2.13). Essa eleição é uma expressão do amor de Deus, que recebe como seus todos os que recebem seu Filho Jesus (Jo 1.12).
A doutrina da eleição abarca as seguintes verdades: A eleição é cristocêntrica, i.e., a eleição de pessoas ocorre somente em união com Jesus Cristo. Deus nos elegeu em Cristo para a salvação, e como salvos, reis e sacerdotes, portanto eleição e predestinação tem a ver com serviço na Obra.
A eleição em Cristo é em primeiro lugar coletiva, i.e., a eleição de um povo (1.4,5, 7, 9; 1Pe 1.1; . Os eleitos são chamados “o seu [Cristo] corpo” (1.23; 4.12), “minha igreja” (Mt 16.18), o “povo adquirido” por Deus (1Pe 2.9) e a “noiva” de Cristo (Ap 21.9). Logo, a eleição é coletiva e abrange o ser humano como indivíduo, somente à medida que este se identifica e se une ao corpo de Cristo, a igreja verdadeira (1.22,23; ver Robert Shank, Elect in the Son (Eleitos no Filho). É uma eleição como a de Israel no AT (ver Dt 29.18-21; 2Rs 21.14 ISRAELITAS).
A eleição para a salvação e a santidade do corpo de Cristo são inalteráveis. Mas individualmente a certeza dessa eleição depende da condição da fé pessoal e viva em Jesus Cristo, e da perseverança na união com Ele.
O apóstolo Paulo demonstra esse fato da seguinte maneira:
(a) O propósito eterno de Deus para a igreja é que sejamos “santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4). Isso se refere tanto ao perdão dos pecados (Ef 1.7) como à santificação e santidade. O povo eleito de Deus está sendo conduzido pelo Espírito Santo em direção à santificação e à santidade (ver Rm 8.14; Gl 5.16-25). O apóstolo enfatiza repetidas vezes o propósito supremo de Deus (ver Ef 2.10; 3.14-19; 4.1-3, 13,14; 5.18).
(b) O cumprimento desse propósito para a igreja como corpo não falhará: Cristo a apresentará “a si mesmo igreja gloriosa... santa e irrepreensível” (Ef 5.27).
(c) O cumprimento desse propósito para o crente como indivíduo dentro da igreja é condicional. Cristo nos apresentará “santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4), somente se continuarmos na fé. A Bíblia mostra isso claramente: Cristo irá “vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho” (Cl 1.22,23).
A eleição para a salvação em Cristo é oferecida a todos (Jo 3.16,17; 1Tm 2.4-6; Tt 2.11 e torna-se uma realidade para cada pessoa consoante seu prévio arrependimento e fé, ao aceitar o dom da salvação em Cristo (Ef 2.8; 3.17; cf. At 20.21; Rm 1.16; 4.16). Mediante a fé, o Espírito Santo admite o crente ao corpo eleito de Cristo (a igreja) (1 Co 12.13), e assim ele torna-se um dos eleitos. Daí, tanto Deus quanto o homem têm responsabilidade na eleição (ver Rm 8.29; 2Pe 1.1-11). A PREDESTINAÇÃO. A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos propósitos de Deus inclusos na eleição. A eleição é a escolha feita por Deus, “em Cristo”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de Deus (todos os crentes genuínos em Cristo).
Deus predestina seus eleitos a serem:
(a) chamados (Rm 8.30); (b) justificados (Rm 3.24; 8.30); (c) glorificados (Rm 8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) santos e inculpáveis (1.4); (f) adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes de uma herança (1.14); (i) para o louvor da sua glória (1.12; 1Pe 2.9); (j) participantes do Espírito Santo (1.13; Gl 3.14); e (l) criados em Cristo Jesus para boas obras (2.10).
A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de Cristo (i.e., a verdadeira igreja), e abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em Jesus Cristo. RESUMO. No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. Deus escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em Cristo. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus preparou para quem nele permanece. Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus Cristo. Após sermos eleitos somos predestinados aos cargos de reis e sacerdotes que irão trabalhar no serviço do Reino
Ef 1.5 ADOÇÃO. Ver 1 Jo 3.1.
(1) Adoção é tomar alguém como filho que não o é por natureza e nascimento. (2) E ser adotado para uma herança - no sentido espiritual, para uma herança que é incorruptível e imaculada (Rm 8.15- 17; Gl 4.5-7). (3) É um ato voluntário de quem adota - espiritualmente o Pai Celestial exerce Sua soberana vontade nessa questão (Ef 1.5) - mediado por Cristo através da interferência do Espírito Santo (Gl 4.4-6). (4) Significa que o adotado leva o nome de quem o adotou e pode chamá-lo de “Pai״ (Is 56.5; 62.2; 65.15; Ap 2.17; Rm 8.15; 1 Jo 3.1). (5) Significa que o adotado torna- se o recebedor da compaixão e do cuidado de seu Pai Celestial (Ef 1.3-6; cf. Lc 11.11- 13), e é recebido com todos os direitos e privilégios da família, recebido de volta como um filho e não como servo, no caso do filho pródigo (Lc 15.19-24). (6) No aspecto escatológico, toda a criação se beneficia do fato do adotado receber a libertação de seu corpo da decadência e da morte (Rm 8.23). Bibliografia. Sherman E. Johnson, “Adop- tion”, HDBrev., p.ll. C. F. D. Moule, “Adoption, ” IDB, I, 48s. CornPBE, p. 319.C. M. H.
Ef 1.13 FOSTES SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO.
Como "selo", o Espírito Santo é dado ao crente como a marca ou evidência de propriedade de Deus. Ao outorgar-nos o Espírito, Deus nos marca como seus (ver 2 Co 1.22), assim, temos a evidência de que somos filhos adotados por Deus, e que a nossa redenção é real, pois o Espírito Santo está presente em nossa vida (cf. Gl 4.6). Podemos saber que realmente pertencemos a Deus, pois o Espírito Santo nos regenera e renova (Jo 1.12,13; 3.3-6), nos liberta do poder do pecado (Rm 8.1-17; Gl 6.16-25), nos faz conscientes de que Deus é nosso Pai (Ef 1: 5; Rm 8.15; Gl 4.6) e nos enche de poder para testemunhar (At 1.8; 2.4).
Ef 1.13 O ESPÍRITO SANTO.
O Espírito Santo e seu lugar na redenção do crente é um dos pontos principais desta carta. O Espírito Santo no crente: (1) é a marca ou sinal de propriedade de Deus (Ef 1:13); (2) é a primeira "porção" ou "quinhão" da herança do crente [traduzido "penhor"] (Ef 1: 14); (3) é o Espírito de sabedoria e de revelação (Ef 1: 17); (4) ajuda o crente a aproximar-se de Deus (Ef 2:18); (5) edifica os crentes como templo santo (Ef 2:21,22); (6) revela o mistério de Cristo (Ef 3:4,5); (7) fortalece o crente com poder, no homem interior (Ef 3.16); (8) promove a unidade da fé cristã, na completa semelhança de Cristo (Ef 4.3,13); (9) entristece-se com o pecado na vida do crente (Ef 4:30); (10) quer repetidamente encher e capacitar o crente (Ef 5.18); e (11) ajuda na oração e na guerra espiritual (Ef 6.18).
Ef 1.16-20 NAS MINHAS ORAÇÕES.
A oração de Paulo pelos efésios reflete o desejo máximo de Deus para todo crente em Cristo. Ele ora para que o Espírito opere neles em maior escala (cf. Ef 3.16). A razão dessa medida maior do Espírito é que os crentes recebam mais sabedoria, revelação e conhecimento a respeito dos propósitos redentores de Deus para a salvação, presente e futura (Ef 1: 17,18), e experimentem um "poder" mais abundante do Espírito Santo na sua vida (Ef 1: 19,20).
Ef 2.2 FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA.
Efésios 2.1-4 revela uma razão por que o cristão deve ter grande compaixão e misericórdia dos que ainda vivem em ofensas e pecados. (1) Todo aquele que está sem Cristo é controlado pelo "príncipe das potestades do ar", i.e., Satanás. Sua mente é obscurecida por Satanás, para que não veja a verdade de Deus (cf. 2 Co 4.3,4). Tais pessoas estão escravizadas pelo pecado e concupiscências da carne (Ef 2:3; Lc 4.18). (2) A pessoa irregenerada, por causa de sua condição espiritual não poderá compreender, nem aceitar a verdade à parte da graça de Deus (Ef 2: 5,8; 1 Co 1.18; Tt 2.11-14). (3) O cristão deve ver a todos do ponto-de-vista bíblico. Quem vive na imoralidade e no orgulho deve ser alvo da nossa compaixão, por causa da sua escravidão ao pecado e a Satanás (Ef 2: 1-3; cf. Jo 3.16). (4) A pessoa sem Cristo é responsável pelo seu pecado, pois Deus dá a cada ser humano uma medida de luz e graça, com a qual possa buscar a Deus e escapar da escravidão do pecado, mediante a fé em Cristo (Jo 1.9; Rm 1.18-32; 2.1-6).
Ef 2.8 PELA GRAÇA... POR MEIO DA FÉ.
Ef 2.9 NÃO VEM DE OBRAS. Ninguém poderá ser salvo pelas obras e boas ações, ou por tentar guardar os mandamentos de Deus. Seguem-se as razões: (1) Todos os não-salvos estão espiritualmente mortos (v. 1), sob o domínio de Satanás (v. 2), escravizados pelo pecado (v. 3) e sujeitos à condenação divina (v. 3). (2) Para sermos salvos precisamos receber a provisão divina da salvação (vv. 4,5), ser perdoados do pecado (Rm 4.7,8), ser espiritualmente vivificados (Cl 1.13), ser feitos novas criaturas (v. 10; 2 Co 5.17) e receber o Espírito Santo (Jo 7.37-39; 20.22). Nenhum esforço da nossa parte poderá realizar essas coisas. (3) O que opera a salvação é a graça de Deus mediante a fé (vv. 5,8). O dom salvífico de Deus inclui os seguintes passos: (a), a chamada ao arrependimento e à fé (At 2.38). Com essa chamada vem a obra do Espírito Santo na pessoa, dando-lhe poder e capacidade de voltar-se para Deus. (b) Aqueles que respondem com fé e arrependimento e aceitam a Cristo como Senhor e Salvador, recebem graça adicional para sua regeneração, ou novo nascimento, pelo Espírito e ser cheios do Espírito (At 1.8; 2.38; Ef 5.18). (c) Aqueles que se tornam novas criaturas em Cristo, recebem graça contínua para viver a vida cristã, resistir ao pecado e servir a Deus (Rm 8.13,14; 2 Co 9.8). O crente se esforça em viver para Deus, mediante a graça que nele opera (1 Co 15.10). A graça divina opera no crente dedicado, tanto para ele querer, como para cumprir a boa vontade de Deus (Fp 2.12,13). Do começo ao fim, a salvação é pela graça de Deus.
Ef 2.18 ACESSO AO PAI. O acesso ao Pai é mediante Jesus Cristo, pelo Espírito Santo. "Acesso" significa que nós, que temos fé em Cristo, temos também a liberdade e o direito de nos aproximar de nosso Pai celestial, certos de que seremos aceitos, amados e bem-vindos. (1) Esse acesso foi conseguido por meio de Cristo - pelo seu sangue derramado na cruz (Ef 2:13; Rm 5.1,2) e pela sua intercessão, no céu, a favor de todos quantos vierem a Ele (Hb 7.25; cf. Ef 4:14-16). (2) O acesso a Deus também necessita da ajuda do Espírito Santo. A presença do Espírito, que em nós habita, nos possibilita orar e invocar a Deus segundo a sua vontade e propósito (Jo 14.16,17; 16.13,14; Rm 8.15,16,26,27).
Ef 2.20 FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS.
A igreja somente poderá ser genuína se for alicerçada na revelação infalível, inspirada por Cristo aos primeiros apóstolos. (1) Os apóstolos do NT foram os mensageiros originais, testemunhas e representantes autorizados do Senhor crucificado e ressurreto (Ef 2: 20). Foram as pedras fundamentais da igreja, e sua mensagem encontra-se nos escritos do NT, como o testemunho original e fundamental do evangelho de Cristo, válido para todas as épocas.
(2) Todos os crentes e igrejas locais dependem das palavras, da mensagem e da fé dos primeiros apóstolos, conforme estão registradas historicamente em Atos e nos seus escritos. A autoridade deles é conservada no NT. As gerações posteriores da igreja têm o dever de obedecer à revelação apostólica e dar testemunho da sua verdade. O evangelho concedido aos apóstolos do NT, mediante o Espírito Santo, é a fonte permanente de vida, verdade e orientação à igreja.
(3) Todos os crentes e igrejas serão verdadeiros somente à medida em que fizerem o seguinte: (a) Aceitar o ensino e revelação originais dos apóstolos a respeito do evangelho, conforme o NT registra, e procurar manter-se fiéis a eles (At 2.42). Rejeitar os ensinos dos apóstolos é rejeitar o próprio Senhor (Jo 16.13-15; 1 Co 14.36-38; Gl 1.9-11).
(b) Continuar a missão e ministério apostólicos, comunicando continuamente sua mensagem ao mundo e à igreja, através da proclamação e ensino fiéis, no poder do Espírito (At 1.8; 2 Tm 1.8-14; Tt 1.7-9).
(c) Não somente crer na mensagem apostólica, mas também defendê-la e guardá-la contra todas as distorções ou alterações. A revelação dos apóstolos, conforme temos no NT, nunca poderá ser substituída ou anulada por revelação, testemunho ou profecia posterior (At 20.27-31; 1 Tm 6.20).
Ef 3.4 O MISTÉRIO DE CRISTO.
Paulo fala do "mistério de Cristo" (Ef 3: 4), oculto em Deus durante eras (v. 9), e que agora se torna conhecido pela revelação (v. 3) dada mediante o Espírito aos apóstolos e profetas (v. 5). O mistério é o propósito de Deus no sentido de "tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra" (Ef 1.10) e incluir pessoas de todas as nações na promessa da vida eterna e da salvação (Ef 3:6; Rm 16.25,26; 2 Tm 1.1). Dentre os judeus e as nações gentias, Deus criou "em Cristo" (v. 6) um novo povo para Ele mesmo (Ef 1.4-6; 2.16; 4.4,16; Mt 16.18; Cl 1.24-28; 1 Pe 2.9,10).
Ef 3.7 A GRAÇA DE DEUS.
A graça de Deus é dada a cada crente a fim de que este possa realizar a vontade divina. É uma força poderosa que flui do Cristo ressurreto e opera por meio do Espírito Santo que habita no crente (Ef 1.19; 4.7; At 6.8; 11.23; 14.26; 1 Co 15.10; 2 Co 12.9; Fp 2.13; Cl 1.29; Tt 2.11-13.
Ef 3.10 PRINCIPADOS E POTESTADES.
Há duas interpretações possíveis deste versículo. (1) Os "principados e potestades nos céus" podem referir-se aos anjos bons (cf. Cl 1.16).
Eles contemplam a multiforme sabedoria de Deus, à medida que Ele a demonstra através da igreja (1 Pe 1.10-12). (2) Os "principados e potestades nos céus" podem referir-se aos poderes dominantes das trevas, na esfera espiritual (cf. 6.12; Dn 10.13,20,21), aos quais o "eterno propósito" de Deus (v. 11) está sendo conhecido, através da proclamação da salvação pela igreja e do seu conflito espiritual com Satanás e suas hostes (cf.Ef 6.12-18; Dn 9.2-23; 10.12,13; 2 Co 10.4,5).
Ef 3.16-19 FORTALECIDOS COM PODER... NO HOMEM INTERIOR.
Ter nosso "homem interior" fortalecido, "fortalecido com poder" pelo Espírito, é ter nossos sentimentos, pensamentos e propósitos colocados cada vez mais sob sua influência e orientação, de tal maneira que o Espírito possa manifestar seu poder através de nós, em medida cada vez maior. O propósito desse fortalecimento pelo Espírito é quádruplo: (1) que Cristo estabeleça a sua presença em nossos corações (vv. 16,17; cf. Rm 8.9,10); (2) que sejamos fundamentados em amor sincero a Deus, a Cristo e ao próximo; (3) que compreendamos e experimentemos em nossa vida o amor de Cristo (vv. 18,19); (4) que sejamos "cheios de toda a plenitude de Deus" (v. 19), i.e., que a presença de Deus nos encha de tal modo que reflitamos e manifestemos, desde o íntimo do nosso ser, o caráter e a estatura do Senhor Jesus Cristo (cf. Ef 4.13,15,22-24).
Ef 3.20 MUITO MAIS ABUNDANTEMENTE ALÉM.
Deus fará por nós, não somente mais do que pedimos e desejamos em oração, como também mais do que nossa imaginação possa alcançar. Esta promessa é condicionada ao grau da presença, poder e graça do Espírito Santo em nossa vida (Ef 1.19; 3.16-19; Is 65.24; Jo 15.7; Fp 2.13).
Ef 4.3 GUARDAR A UNIDADE DO ESPÍRITO.
"A unidade do Espírito" não pode ser criada por nenhum ser humano. Ela já existe para aqueles que creram na verdade e receberam a Cristo, conforme o apóstolo proclamou nos capítulos 1-3. Os efésios devem guardar e preservar essa unidade, não mediante os esforços ou organizações humanos, mas pelo andar "como é digno da vocação com que fostes chamados" (Ef 4:1). A unidade espiritual é mantida pela lealdade à verdade e o andar segundo o Espírito (Ef 4:1-3,14,15; Gl 5.22-26). Não pode ser conseguida "pela carne" (Gl 3.3).
Ef 4.5 UM SÓ SENHOR.
Uma parte essencial da fé e unidade cristãs é a confissão de que há "um só Senhor". (1) "Um só Senhor" significa que a obra da redenção que Jesus Cristo efetuou é perfeita e suficiente, e que não é necessário nenhum outro redentor ou mediador para dar ao crente salvação completa (1 Tm 2.5,6; Hb 9.15). O crente deve aproximar-se de Deus somente através de Cristo (Hb 7.25). (2) "Um só Senhor" significa, também, que devotar lealdade igual ou maior a qualquer autoridade (secular ou religiosa) que não seja Deus revelado em Cristo e na sua Palavra inspirada, é a mesma coisa que recusar o senhorio de Cristo, e, portanto, da vida que somente nEle existe. Não pode haver nenhum senhorio de Cristo nem "unidade do Espírito" (v. 3) à parte da afirmação de que o Senhor Jesus é a suprema autoridade para o crente, e de que esta autoridade lhe é comunicada na Palavra de Deus.
Ef 4.11 ELE MESMO DEU. (Dons Ministeriais) DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA
Ef 4.11 “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.”
O DOADOR. Este versículo alista os dons de ministério (i.e., líderes espirituais dotados de dons) que Cristo deu à igreja. Paulo declara que Ele deu esses dons (1) para preparar o povo de Deus ao trabalho cristão (Ef 4.12) e (2) para o crescimento e desenvolvimento espirituais do corpo de Cristo, segundo o plano de Deus (Ef 4.13-16).
APÓSTOLOS. O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos no NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2 Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8,9; 1Ts 2.6,7).
O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2Co 8.23; Fp 2.25). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52; 14.1-7,21-23).
O termo “apóstolo” também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do NT não têm sucessores (ver 1 Co 15.8).
PROFETAS. Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
O ministério profético do A.T. ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do A.T. era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do A.T. (At 3.22,23; 13.1,2).
A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3).
(b) Devia exercer o dom de profecia.
(c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1 Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11).
(d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do A.T., desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia. O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1 Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniquidade (Rm 12.9; Hb 1.9); (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1 Co 15.3,4; 2 Tm 3.16; 1Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).
A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1 Co 14.29-33; 1 Jo 4.1).
Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1 Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).
EVANGELISTAS. No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).
Filipe, o “evangelista” (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT. (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 17).
O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).
PASTORES. Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1Tm 3.1; Tt 1.7).
A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1Ts 5.12; 1Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1Pe 5.2).
DOUTORES OU MESTRES. Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.12).
A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2 Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar.
O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, i.e., a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera.
Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos.
A igreja onde mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e idéias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando deveria ser a verdade bíblica. Por outro lado, a igreja que acata os mestres e teólogos piedosos e aprovados terá seus ensinos, trabalhos e práticas regidos pelos princípios originais e fundamentais do evangelho. Princípios e práticas falsos serão desmascarados, e a pureza da mensagem original de Cristo será conhecida de seus membros. A inspirada Palavra de Deus deve ser o teste de todo ensino, idéia e prática da igreja. Assim sendo, a igreja verá que a Palavra inspirada de Deus é a suprema autoridade, e, por isso, está acima das igrejas e suas instituições.
Ef 4.13 A UNIDADE DA FÉ. Em Efésios 4, Paulo ensina que a "unidade do Espírito" (v. 3) e a "unidade da fé" (v. 13) são mantidas e aperfeiçoadas por: (1) aceitar somente a fé e a mensagem dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres do NT (Ef 4:11,12); (2) crescer na graça, em maturidade espiritual e em Cristo sob todos os aspectos (v. 15), e ser cheio da plenitude de Cristo e de Deus (v. 13; cf. 3.19); (3) não permanecer como criança, aceitando "todo o vento de doutrina", mas, pelo contrário, conhecer a verdade, e assim saber rejeitar falsos mestres (vv. 14,15); (4) sustentar e falar com amor a verdade revelada nas Escrituras (v. 15); e (5) andar em "verdadeira justiça e santidade" (v. 24; vv. 17-32).
Ef 4.14 NÃO SEJAMOS MAIS MENINOS. Nos versículos 13-15, Paulo define as pessoas espiritualmente "perfeitas" ou maduras, que possuem a plenitude de Cristo. (1) Ser espiritualmente maduro, significa não ser "meninos" (v. 14), os quais são instáveis, facilmente enganados pelas falsas doutrinas dos homens e suscetíveis ao artificialismo enganoso. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas (vv. 14,15). (2) Ser espiritualmente maduro inclui falar "a verdade em caridade" (v. 15). A verdade do evangelho, conforme apresentada no NT, deve ser crida com caridade, apresentada com caridade e defendida em espírito de caridade. Essa caridade é dirigida primeiramente a "Cristo" (v. 15); em seguida, à igreja (v. 16) e, finalmente, de uns para com os outros (v. 32; cf. 1 Co 16.14).
Ef 4.15 A VERDADE EM AMOR. A conservação da unidade da fé (v. 13), deve basear-se no amor ativo, que procura resolver problemas e reconciliar diferenças através da mútua lealdade e da obediência a Cristo e sua Palavra. Isto significa que crer e proclamar com amor a verdade do NT é prioritário em relação à lealdade às instituições e tradições cristãs, aos cristãos individuais ou à igreja visível. O esforço para manter a comunhão ou a unidade, jamais deverá invalidar a Palavra de Deus, nem levar à transigência com a verdade bíblica (v. 14). A fidelidade às Escrituras está acima de tudo e poderá, inclusive, resultar em pressões de toda a ordem, até mesmo na própria igreja local. Mas no tempo certo, Deus dará o escape necessário aquele que permanecer leal a Cristo e à verdade original do NT.
Ef 4.30 NÃO ENTRISTEÇAIS O ESPÍRITO SANTO. O Espírito Santo, que habita no crente (Rm 8.9; 1 Co 6.19), é uma Pessoa que pode sentir intensa mágoa ou tristeza, assim como o próprio Jesus sentia quando chorou por causa de Jerusalém, e em outras ocasiões (Mt 23.37; Mc 3.5; Lc 19.41; Jo 11.35). (1) O crente causa tristeza ou pesar ao Espírito Santo, quando não dá importância à sua presença, voz ou direção (Rm 8.5-17; Gl 5.16-25; 6.7-9). (2) Entristecer o Espírito Santo leva a resisti-lo (At 7.51); isto, por sua vez, leva a extingui-lo (1 Ts 5.19) e, finalmente, a fazer agravo ao Espírito da graça (Hb 10.29). Esta última ação pode ser identificada como a blasfêmia contra o Espírito Santo, para a qual não há perdão (ver Mt 12.31).
Ef 5.5 BEM SABEIS ISTO. O apóstolo Paulo sabia, bem como os efésios, com certeza absoluta, que todos os indivíduos (quer dentro da igreja, quer fora dela), sendo imorais, impuros ou avarentos (i.e., amando as coisas do mundo mais do que a Deus) estavam fora do reino de Cristo. Os profetas do A.T. assim ensinaram com forte convicção (ver Jr 8.7 .; 23.17; Ez 13.10 .), bem como os apóstolos e a igreja do NT (ver 1 Co 6.9; Gl 5.21). Quem cometesse tais pecados evidenciava claramente que não era salvo; que não tinha vida em Deus (ver Jo 8.42; 1 Jo 3.15).
Ef 5.6 ENGANO. Paulo sabia que alguns falsos mestres diriam aos efésios que não precisavam temer a ira de Deus contra eles, por causa de sua imoralidade. Por isso, ele os admoesta: "Ninguém vos engane". Fica claro, aqui, que alguém pode ser enganado a ponto de crer que pessoas imorais e impuras têm herança no reino de Cristo.
Ef 5.11 OBRAS... DAS TREVAS. Aquele que é em tudo leal a Cristo, não pode ser neutro, nem manter silêncio quanto às "obras infrutuosas das trevas" (v. 11) e à imoralidade (vv. 3-6). Deve sempre estar pronto a desmascarar, repreender e denunciar o mal em todas as suas formas. Bradar sinceramente contra toda a iniquidade é odiar o pecado (Hb 1.9), tomar posição com Deus, contra o mal (Sl 94.16) e permanecer fiel a Cristo, o qual também denunciava as obras das trevas (Jo 7.7; Is 15.18-20; cf. Lc 22.28).
Ef 5.18 VINHO. A declaração de Paulo no versículo 18, demonstra que a plenitude do Espírito Santo depende do modo como o crente corresponde à graça que lhe é dada para viver em santificação. Isso quer dizer que a pessoa não pode estar "embriagada com vinho" e, ao mesmo tempo, "cheia do Espírito". Paulo adverte todos os crentes a respeito das obras da carne; que os que cometem tais coisas "não herdarão o reino de Deus" (Gl 5.19-21; cf. Ef 5.3-7). Além disso, "os que cometem tais coisas" (Gl 5.21) não terão a presença interior do Espírito Santo, nem a sua plenitude. Noutras palavras, não ter "o fruto do Espírito" (Gl 5.22,23) é perder a plenitude do Espírito (Ef 5.18; ver At 8.21).
Ef 5.18 ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO. "Enchei-vos" (imperativo passivo presente) tem o significado, em grego, de "ser enchido repetidas vezes". A vida espiritual do filho de Deus deve experimentar a renovação constante (Ef 3.14-19; 4.22-24; Rm 12.2), mediante enchimentos repetidos do Espírito Santo. (1) O cristão deve ser batizado no Espírito Santo após a conversão (ver At 1.5; 2.4), mas também deve renovar-se no Espírito repetidas vezes, para adoração a Deus, serviço e testemunho (ver At 4.31-33 .). (2) Experimentamos enchimentos repetidos do Espírito Santo quando mantemos uma fé viva em Jesus Cristo (Gl 3.5), estamos repletos da Palavra de Deus (Cl 3.16), oramos, damos graças e cantamos ao Senhor (1 Co 14.15; Ef 5.19,20), servimos ao próximo (Ef 5.21 ) e fazemos aquilo que o Espírito Santo quer (Rm 8.1-14; Gl 5.16 ss.; Ef 4.30; 1 Ts 5.19). (3) Alguns resultados de ser cheio do Espírito Santo são: (a) falar com alegria a Deus, em salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:19), (b) dar graças (v. 20) e (c) sujeitar-nos uns aos outros (v. 21).
Ef 5.19 CANTANDO... AO SENHOR. Todos os nossos cânticos espirituais, tanto na igreja como em particular, devem ser inteiramente dirigidos a Deus, como orações de louvores ou petições (Sl 40.3; 77.6). (1) Cantar louvores ou qualquer cântico espiritual pode ser uma forma de manifestação sobrenatural do Espírito Santo (Ef:18,19; 1 Co 14.15). (2) Cantar hinos cristãos é um meio de edificação, ensino, ação de graças e oração (Cl 3.16). (3) O cântico cristão é uma expressão de alegria (v. 19). (4) O propósito de cantar hinos ou cânticos espirituais, não deve ser passatempo, nem exibição de talentos individuais, mas adoração e louvor a Deus (Rm 15.9-11; Ap 5.9,10).
Ef 5.21 SUJEITANDO-VOS UNS AOS OUTROS. A submissão de uns aos outros em Cristo é um princípio espiritual geral. Esse princípio deve ser aplicado principalmente à família cristã. A submissão, a humildade, a mansidão, a paciência e a tolerância devem ser características de cada membro da família. A esposa deve submeter-se (i.e., ceder por amor) ante a responsabilidade do marido no exercício da liderança da família (ver Ef 5.22). O marido deve submeter-se às necessidades da mulher, em atitude de amor e abnegação (ver Ef 5.23 .). Os filhos devem submeter-se em obediência à autoridade dos pais (ver Ef 6.1). E os pais devem ser flexíveis às necessidades dos filhos, e criá-los na santa doutrina do Senhor (ver Ef 6.4).
Ef 5.22 MULHERES, SUJEITAI-VOS. A esposa tem a tarefa, dada por Deus, de ajudar o marido e de submeter-se a ele (vv. 22-24). Seu dever para com o marido inclui o amor (Tt 2.4), o respeito (v. 33; 1 Pe 3.1,2), a ajuda (Gn 2.18), a pureza (Tt 2.5; 1 Pe 3.2), a submissão (v. 22; 1 Pe 3.5), um espírito manso e quieto (1 Pe 3.4) o ser uma boa mãe (Tt 2.4) e dona de casa (1 Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5). A submissão da mulher ao marido é vista por Deus como parte integrante da sua obediência a Jesus, "como ao Senhor" (v. 22; ver também Gl 3.28; 1 Tm 2.13,15 .s; Tt 2.4).
Ef 5.23 MARIDO... CABEÇA. Deus estabeleceu a família como a unidade básica da sociedade. Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribuiu ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e família (vv. 23-33; 6.4). Sua chefia deve ser exercida com amor, mansidão e consideração pela esposa e família (vv. 25-30; 6.4). A responsabilidade do marido, que Deus lhe deu, de ser "cabeça da mulher" (v. 23) inclui: (1) provisão para as necessidades espirituais e domésticas da família (vv. 23,24; Gn 3.16-19; 1 Tm 5.8); (2) o amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem-estar dela, da mesma maneira que Cristo ama a Igreja (vv. 25-33); (3) honra, compreensão, apreço e consideração pela esposa (Cl 3.19; 1 Pe 3.7); (4) lealdade e fidelidade totais na vivência conjugal (v. 31; Mt 5.27,28).
Ef 6.1 FILHOS, SEDE OBEDIENTES. Os filhos de crentes devem permanecer sob a orientação dos pais, até se tornarem membros doutra unidade familiar através do casamento. (1) As crianças pequenas devem ser ensinadas a obedecer e a honrar os pais, mediante a criação na disciplina e doutrina do Senhor (Ef 6:4.; Pv 13.24; 22.6; ver a . seguinte). (2) Os filhos mais velhos, mesmo depois de casados, devem receber com respeito, o conselho dos pais (v. 2) e honrá-los na velhice, mediante cuidados e ajuda financeira, conforme a necessidade (Mt 15.1-6). (3) Os filhos que honram seus pais serão abençoados por Deus, aqui na terra e na eternidade (v. 3).
Ef 6.4 PAIS... VOSSOS FILHOS. Para uma ampla abordagem do papel dos pais na criação dos seus filhos.
PAIS E FILHOS
Cl 3.21 “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.”
É obrigação solene dos pais (gr. pateres) dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl 127.3).
Segundo a palavra de Paulo em Ef 6.4 e Cl 3.21, bem como as instruções de Deus em muitos trechos do A.T. (ver Gn 18.19; Dt 6.7; Sl 78.5; Pv 4.1-4; 6.20), é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida do agrado do Senhor. É a família, e não a igreja ou a Escola Dominical, que tem a principal responsabilidade do ensino bíblico e espiritual dos filhos. A igreja e a Escola Dominical apenas ajudam os pais no ensino dos filhos.
A essência da educação cristã dos filhos consiste nisto: o pai voltar-se para o coração dos filhos, a fim de levar o coração dos filhos ao coração do Salvador (ver Lc 1.17).
Na criação dos filhos, os pais não devem ter favoritismo; devem ajudar, como também corrigir e castigar somente faltas intencionais, e dedicar sua vida aos filhos, com amor compassivo, bondade, humildade, mansidão e paciência (3.12-14, 21).
Seguem-se quinze passos que os pais devem dar para levar os filhos a uma vida devotada a Cristo:
Dediquem seus filhos a Deus no começo da vida deles (1 Sm 1.28; Lc 2.22).
Ensinem seus filhos a temer o Senhor e desviar-se do mal, a amar a justiça e a odiar a iniquidade. Incutam neles a consciência da atitude de Deus para com o pecado e do seu julgamento contra ele (ver Hb 1.9).
Ensinem seus filhos a obedecer aos pais, mediante a disciplina bíblica com amor (Dt 8.5; Pv 3.11,12; 13.24; 23.13,14; 29.15, 17; Hb 12.7).
Protejam seus filhos da influência pecaminosa, sabendo que Satanás procurará destruí-los espiritualmente mediante a atração ao mundo ou através de companheiros imorais (Pv 13.20; 28.7; 2.15-17).
Façam saber a seus filhos que Deus está sempre observando e avaliando aquilo que fazem, pensam e dizem (Sl 139.1-12).
Levem seus filhos bem cedo na vida à fé pessoal em Cristo, ao arrependimento e ao batismo em água (Mt 19.14).
Habituem seus filhos numa igreja espiritual, onde se fala a Palavra de Deus, se mantém os padrões de retidão e o Espírito Santo se manifesta. Ensinem seus filhos a observar o princípio: “Companheiro sou de todos os que te temem” (Sl 119.63; ver At 12.5).
Motivem seus filhos a permanecerem separados do mundo, a testemunhar e trabalhar para Deus (2Co 6.14—7.1; Tg 4.4). Ensinem-lhes que são forasteiros e peregrinos neste mundo (Hb 11.13-16), que seu verdadeiro lar e cidadania estão no céu com Cristo (Fp 3.20; Cl 3.1-3).
Instruam-nos sobre a importância do batismo no Espírito Santo (At 1.4,5, 8; 2.4, 39).
Ensinem a seus filhos que Deus os ama e tem um propósito específico para suas vidas (Lc 17; Rm 8.29,30; 1Pe 1.3-9).
Instruam seus filhos diariamente nas Sagradas Escrituras, na conversação e no culto doméstico (Dt 4.9; 6.5, 7; 1Tm 4.6; 2 Tm 3.15).
Mediante o exemplo e conselhos, encorajem seus filhos a uma vida de oração (At 6.4; Rm 12.12; Ef 6.18; Tg 5.16).
Previnam seus filhos sobre suportar perseguições por amor à justiça (Mt 5.10-12). Eles devem saber que “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Tm 3.12).
Levem seus filhos diante de Deus em intercessão constante e fervorosa (Ef 6.18; Tg 5.16-18; ver Jo 17.1).
Tenham tanto amor e desvelo pelos filhos, que estejam dispostos a consumir suas vidas como sacrifício ao Senhor, para que se aprofundem na fé e se cumpra nas suas vidas a vontade do Senhor (ver Fp 2.17).
Ef 6.11 A ARMADURA DE DEUS. O cristão está engajado num conflito espiritual com o mal. Esse conflito é descrito como o combate da fé (2 Co 10.4; 1 Tm 1.18,19; 6.12), que continua até o crente galgar a vida do porvir (2 Tm 4.7,8; ver Gl 5.17). (1) A vitória do crente foi obtida pelo próprio Cristo, mediante a sua morte na cruz. Jesus travou uma batalha triunfante contra Satanás, desarmou as potências e potestades malignas (Cl 2.15; cf. Mt 12.28,29; Lc 10.18; Jo 12.31), levou os cativos com Ele (4.8) e redimiu o crente do domínio do maligno (1.7; At 26.18; Rm 3.24; Cl 1.13,14).
(2) No presente, o cristão está empenhado numa guerra espiritual que ele trava, mediante o poder do Espírito Santo (Rm 8.13), (a) contra os desejos corruptos dentro de si mesmo (1 Pe 2.11; ver Gl 5.17 .), (b) contra os prazeres ímpios do mundo e todos os tipos de tentações (Mt 13.22; Gl 1.4; Tg 1.14,15; 1 Jo 2.16), e (c) contra Satanás e suas forças (ver 6.12 .). O crente é conclamado a se separar do presente sistema mundano, repudiando os seus males (cf. Hb 1.9), vencendo suas tentações e morrendo para elas (Gl 6.14; 1 Jo 5.4), e condenando abertamente os seus pecados (cf. Jo 7.7).
(3) A milícia cristã deve guerrear contra todo o mal, não por seu próprio poder (2 Co 10.3) , mas com armas espirituais (2 Co 10.4,5; Ef 6.10-18).
(4) Na sua guerra espiritual, o cristão é conclamado a suportar as aflições como bom soldado de Cristo (2 Tm 2.3), sofrer em prol do evangelho (Mt 5.10-12; Rm 8.17; 2 Co 11.23; 2 Tm 1.8), combater o bom combate da fé (1 Tm 6.12; 2 Tm 4.7), guerrear espiritualmente (2 Co 10.3), perseverar (6.18), vencer (Rm 8.37), ser vitorioso (1 Co 15.57), triunfar (2 Co 2.14), defender o evangelho (Fp 1.16), combater pela fé (Fp 1.27), não se alarmar ante os que resistem (Fp 1.28), vestir toda a armadura de Deus (6.11), ficar firme (v.v. 13,14), destruir as fortalezas de Satanás (2 Co 10.4), levar cativo todo pensamento (2 Co 10.5) e fortalecer-se na guerra contra o mal (Hb 11.34)
Ef 6.12 HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE. O cristão trava um conflito espiritual contra Satanás e uma multidão de espíritos malignos (ver Mt 4.10). (1) Os poderes das trevas são os governantes espirituais do mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2 Co 4.4; 1 Jo 5.19), que incitam os ímpios (2.2), se opõem à vontade de Deus (Gn 3.1-7; Dn 10.12,13; Mt 13.38,39) e constantemente atacam os crentes (v. 12; 1 Pe 5.8).
(2) É uma vasta multidão (Ap 12.4,7), altamente organizada em forma de império do mal, tendo categorias e ordens (2.2; Jo 14.30)
Ef 6.17 A ESPADA DO ESPÍRITO. A "espada do Espírito, que é a palavra de Deus", é a arma ofensiva do crente, para uso na guerra contra o poder do mal. Por esta razão, Satanás fará todos os esforços possíveis para subverter ou destruir a confiança do crente na Palavra. A igreja precisa defender as Escrituras inspiradas contra o argumento de que ela não é a Palavra de Deus em tudo que ensina. Abandonar a posição e a atitude de Cristo e dos apóstolos para com a Palavra de Deus é destruir seu poder de convencer, corrigir, redimir, curar, expulsar demônios e vencer o mal. Negar sua fidedignidade total, em tudo quanto ela ensina é entregar-nos a Satanás (ver 2 Pe 1.21 .; cf. Mt 4.1-11).
Ef 6.18 ORANDO... NO ESPÍRITO. A guerra do cristão contra as forças espirituais de Satanás exige dedicação a oração, i.e., orando "no Espírito", "em todo tempo", "com toda oração e súplica", "por todos os santos", "com toda perseverança". A oração não deve ser considerada apenas mais uma arma, mas parte do conflito propriamente dito, onde a vitória é alcançada, mediante a cooperação com o próprio Deus. Deixar de orar diligentemente, sob todas as formas de oração, em todas as situações, é render-se ao inimigo e deixar de lutar (Lc 18.1; Rm 12.12; Fp 4.6; Cl 4.2; 1 Ts 5.17).
SÍNTESE DO TÓPICO III - A abordagem da carta gira em torno de duas temáticas: JESUS CRISTO, a cabeça; a Igreja, seu corpo. CONCLUSÃO.
Precisamos deixar de lado muitos conceitos plurais, que destacam nossas diferenças, e voltar para afirmações singulares. Por isso, Paulo usa tanto a palavra "um" e seus derivados na epístola aos Efésios:
- "de ambos (judeus e gentios) fez um" (Ef 2.14);
- "um novo homem" – Ef 2.15.
- "um só corpo" – Ef 2.16.
- "um ESPÍRITO" – Ef 2.18.
- "unidade do ESPÍRITO"- Ef 4.3.
- "um corpo" – Ef 4.4.
- "um ESPÍRITO" – Ef 4.4.
- "numa só esperança" – Ef 4.4.
- "um só Senhor" – Ef 4.5.
- "uma só fé" – Ef 4.5.
- "um só batismo" – Ef 4.5.
- "um só DEUS e Pai" – Ef 4.6.
- "unidade da fé" – Ef 4.13.
- "comunidade" - Ef 2.12.
- "unirá" - Ef 5.31.
- "uma só carne" - Ef 5.31 (fala sobre o casal e sobre CRISTO e a igreja).
Bibliografia. F. F. Bruce, The Epistle to the Ephesians, Westwood, N. J,: Revell, 1961. Francis Foulkes, The Epistle of Paul to the Ephesians, TNTC. Charles Hodge, A Commentary on the Epistle to the Ephesians, Grand Rapids. Eerdmans, 1950, E. K. Simpson e F. F. Bruce, Commentaiy on the Episues to the Ephesians and the Colossians, NIC NT.
D. W. B. Bibliografia. E. M. Blaiklock, Cities of the New Testament, Westwood, N.J.. Revell, 1965, pp. 62-67. Floyd V. Filson, “Ephesus and the New Testament”, BA, VIII (1945), 73-80. Merrill M. Parvis, “Archaeology and St. PauTs Joumeys in Greek Lands”, Part IV - Ephesus, BA, VIII (1945), 61-73. Howard F. Vos, WHG, pp. 357-365. Alfons Wotschit- zky, “Ephesus. Past, Present and Future of an Ancient Metropolis”, Archaeology, XIV
(1961), 205-212.
D. W. B.
D. W. B. Bibliografia. E. M. Blaiklock, Cities of the New Testament, Westwood, N.J.. Revell, 1965, pp. 62-67. Floyd V. Filson, “Ephesus and the New Testament”, BA, VIII (1945), 73-80. Merrill M. Parvis, “Archaeology and St. PauTs Joumeys in Greek Lands”, Part IV - Ephesus, BA, VIII (1945), 61-73. Howard F. Vos, WHG, pp. 357-365. Alfons Wotschit- zky, “Ephesus. Past, Present and Future of an Ancient Metropolis”, Archaeology, XIV
(1961), 205-212.
D. W. B.
A primeira lição deste trimestre tem por objetivo apresentar a Epístola aos Efésios de forma panorâmica. Por isso, ao expô-la, apresente os grandes pontos da epístola conforme eles estão organizados no material didático: Autoria e data; a questão de quem são os efésios, o contexto sociocultural da cidade e a inserção da igreja nela; e, finalmente, o porquê de o apóstolo escrever a carta para os crentes efésios.
Para ajudá-lo na exposição desta lição, esteja acompanhado de um bom Comentário Bíblico ou uma boa Introdução ao Estudo do Novo Testamento. A Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, também é uma boa ferramenta para a exposição dos assuntos que serão tratados aqui. Por último, sugerimos que você apresente aos alunos o esboço da Epístola, conforme quadro abaixo: SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP2
“A CIDADE DE ÉFESO
Situada em uma baía interior (hoje em dia coberta de lodo), a cidade se ligava, através de um canal estreito do Rio Cyster, ao mar Egeu, a uma distância aproximada de 3 milhas (4.8 quilômetros). A cidade ostentava impressionantes monumentos cívicos, incluindo-se entre eles o proeminente templo de Artemis (Diana), uma das sete maravilhas do mundo antigo. As moedas da cidade orgulhosamente exibiam o ‘slogan’ Neokoros, isto é, ‘guardiã do templo’. Paulo pregou a grandes multidões nessa cidade. Os artesãos se queixavam de que ele havia influenciado um grande número de pessoas em Éfeso e em praticamente toda a província da Ásia (At 19.26). Em um dos eventos mais dramáticos registrados no Novo Testamento, o apóstolo conseguiu desvencilhar-se de uma grande multidão no teatro. Essa estrutura, localizada na ladeira do monte Pion, no final do ‘Caminho da Arcádia’, podia acomodar 25.000 pessoas sentadas” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.387). SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP3 Não deixe de mencionar a questão do ESPÍRITO SANTO na Carta aos Efésios, por isso, leve em conta o seguinte fragmento textual:
“O Ministério do ESPÍRITO SANTO em Efésios
Embora os temas mais importantes em Efésios sejam CRISTO, a igreja e o plano eterno de DEUS para redenção, é o ESPÍRITO SANTO e o seu papel em relação ao crente e à Igreja, como presença poderosa de DEUS, que faz de nós o povo de DEUS e corpo de CRISTO na terra. Em relação à proeminência do ESPÍRITO SANTO em Efésios, Gordon Fee comenta (732): ‘Existem raros aspectos da vida cristã em que o ESPÍRITO SANTO não assume o papel principal, e são raros os aspectos sobre o papel do ESPÍRITO que não tenham sido mencionados nessa carta’.
Em 1.13, o ESPÍRITO SANTO é chamado (lit.) de ‘o ESPÍRITO SANTO da promessa’, cuja importante promessa divina é um sinal de que os últimos dias já chegaram (Jl 2.28-32; At 2.16-21). JESUS promete batizar seus discípulos com o (ou no) ESPÍRITO SANTO (At 1.5), assim como João Batista havia pregado (Mc 1.8; Jo 1.33) e nesse contexto refere-se ao ESPÍRITO como aquEle que o Pai havia prometido (Lc 24.49; At 1.4). [...] Além disso, em Efésios, o ESPÍRITO SANTO é descrito como a marca ou o selo da propriedade de DEUS (1.13), a primeira parte da herança do crente através de CRISTO (1.14), ‘o ESPÍRITO de sabedoria e revelação’ (1.17), aquEle que capacita o crente a ter intimidade com o Pai (2.18), aquEle pelo qual DEUS habita na Igreja (2.22), o revelador do mistério de CRISTO (3.4,5) e a pessoa que fortalece os crentes em seu íntimo (3.16)” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.389).




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