Há um Oásis no Deserto

terça-feira, 24 de março de 2020

A ARCA DA ALIANÇA

Lição 9, A Arca da Aliança




2º Trimestre de 2019 - O Tabernáculo - Símbolos da Obra Redentora de CRISTO - 
Comentário: Pr Elienai Cabral

 
TEXTO ÁUREO
“Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá a arca do Testemunho, para dentro do véu; o véu vos fará separação entre o SANTO Lugar e o SANTO dos Santos.” (Êx 26.33 – ARA)
 
 
VERDADE PRÁTICA
Por meio de CRISTO JESUS, podemos encontrar-nos com o DEUS santo e misericordioso.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Êx 37.1-5 A construção da Arca da Aliança
Terça – Dt 10.1-5 A Arca da Aliança guardava a Lei de DEUS
Quarta – Dt 10.8 A tribo de Levi é vocacionada para conduzir a Arca
Quinta – Hb 6.18-20 JESUS, o nosso Sumo Sacerdote
Sexta – Hb 9.15-20 A obra perfeita de CRISTO
Sábado – Nm 7.89 A voz de DEUS vinha de cima do propiciatório da Arca
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 25.10-22
10 - Também farão uma arca de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio, e de um côvado e meio, a sua altura. 
11 - E cobri-la-ás de ouro puro; por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor; 
12 - e fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos dela: duas argolas num lado dela e duas argolas no outro lado dela. 
13 - E farás varas de madeira de cetim, e as cobrirás com ouro, 
14 - e meterás as varas nas argolas, aos lados da arca, para se levar com elas a arca. 
15 - As varas estarão nas argolas da arca, e não se tirarão dela. 
16 - Depois, porás na arca o Testemunho, que eu te darei. 
17 - Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio. 
18 - Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. 
19 - Farás um querubim na extremidade de uma parte e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. 
20 - Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com as suas asas o propiciatório; as faces deles, uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. 
21 - E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o Testemunho, que eu te darei. 22 - E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do Testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.
 
 
OBJETIVO GERAL - Refletir a respeito da Arca da Aliança no Tabernáculo.
 
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Descrever a Arca da Aliança;
Explicar a simbologia do propiciatório;
Discorrer a respeito dos elementos sagrados dentro da arca.
  
PONTO CENTRAL - A Arca da Aliança era a peça mais valiosa do Tabernáculo.
 
Resumo da Lição 9, A Arca da AliançaI – A DESCRIÇÃO DA ARCA DA ALIANÇA (ÊX 25.10)
1. Os nomes da arca.
2. A construção da arca (Êx 25.10,11).
3. O símbolo das duas naturezas de CRISTO.

II – O PROPICIATÓRIO DA ARCA (Êx 25.17-21)
1. A tampa da arca.
2. A simbologia da tampa da arca (Êx 25.17,21,22).
3. A simbologia dos querubins alados sobre o propiciatório (Êx 25.18; Hb 9.5).

III – OS ELEMENTOS SAGRADOS DENTRO DA ARCA
1. As tábuas da Lei (Êx 25.16,21; Dt 10.1-5).
2. Um vaso com o maná do deserto (Êx 16.33-35).
3. A vara que floresceu (Nm 17.1-10).
 
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - A Arca da Aliança representava a presença de DEUS no meio do seu povo.

SÍNTESE DO TÓPICO II - O propiciatório tinha como finalidade cobrir algo valioso e apontava para o valor misericordioso do sangue de JESUS oferecido em nosso favor.

SÍNTESE DO TÓPICO III - Dentro da Arca da Aliança havia as tábuas da Lei, um vaso com o maná do deserto e a vara que floresceu.
 
 
Resumo da Lição 9, A Arca da Aliança - 

I – A DESCRIÇÃO DA ARCA DA ALIANÇA (ÊX 25.10)
Comentários do Pr Henrique
Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança; Hebreus 9:4
Era proibido olhar para dentro da Arca.
E o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinquenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera tão grande estrago entre o povo. 1 Samuel 6:19
A Arca no Templo não tinha mais o Vaso de Ouro contendo o Maná e não tinha mais também a Vara de Arão que floresceu.
Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez a aliança com os filhos de Israel, saindo eles da terra do Egito. 1 Reis 8:9
Na arca não havia coisa alguma senão as duas tábuas, que Moisés tinha posto em Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel, saindo eles do Egito. 2 Crônicas 5:10
No templo de Zorobabel, segundo templo, que depois foi restaurado por Herodes, não havia mais a arca. Neste templo o próprio JESUS seria visitante. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos. Ageu 2:9. O próprio DEUS visitou esta casa em forma humana.
 
MOISÉS ENTRAVA E SAÍA DO SANTO DOS SANTOS TODO DIA - Ex 25:22 E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel. Moisés era mediador entre DEUS e os hebreus.
JESUS está permanentemente no Santo dos Santos verdadeiro, o céu, pois é mediador entre DEUS e todos os homens.
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, JESUS CRISTO. 1 Timóteo 2:5
Quem é que condena? Pois é CRISTO quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de DEUS, e também intercede por nós. Romanos 8:34 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25

1. Os nomes da arca.
ARCA - (Strong Português) -  א רון’arown ou ארן ’aron
1) baú, arca
1a) baú de dinheiro
1b) arca da aliança
2) (DITAT) caixão
Nomes - Arca da Aliança (Josué 3:6) ; Arca do Senhor (1 Samuel 7:1); Arca de DEUS (2 Samuel 6:4); Arca do Testemunho (Êxodo 40:3).
Também tem sentido de cofre, pois guardava as tábuas da Lei, o Maná e a Vara de Arão.
O principal significado é SÍMBOLO DA ALIANÇA ENTRE DEUS E SEU POVO.
 
 
2. A construção da arca (Êx 25.10,11).
O objetivo do culto era chegar à Arca, ou à presença de DEUS que se manifestava na tampa da arca, chamada propiciatório. Assim, a arca, era a principal peça do tabernáculo. Os inimigos de Israel desejavam tê-la, pois assim poderiam desfilar com ela como tendo todos os hebreus como escravos, pois, seu DEUS havia sido dominado. (Filisteus assim pensaram quando a tomaram em guerra onde os filhos de Eli levaram a arca para esta guerra).
Confecção - de madeira de acácia; 1,25 m de comprimento, largura de 75 cm, e altura de 75 cm, coberta de ouro puro; por dentro e por fora uma coroa de ouro ao redor; fundidas 4 argolas de ouro, nos quatro cantos, duas argolas de cada lado. As varas de madeira de acácia, e cobertas com ouro. As varas deveriam permanecer nas argolas da arca. Dentro da arca o testemunho (Lei), o Maná e a Vara de Arão que floresceu. 
Sobre a Arca um propiciatório de ouro puro com 1,25 m de comprimento, largura de 75 cm, e altura de 75 cm. Dois querubins de ouro batido nas duas extremidades de uma só peça com o propiciatório, estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.
Deste propiciatório que DEUS falaria a partir dali com Moisés - E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. Êxodo 25:10-22.
 
3. O símbolo das duas naturezas de CRISTO.
Quem olhava por fora só via o ouro (só o sumo sacerdote podia vê-la, além de Moisés que também entrava no SANTO dos Santos enquanto esteve vivo). Por dentro era feita de madeira significando sua humanidade, com o ouro por fora significando sua realeza e divindade. Simbolizavam as duas naturezas de JESUS CRISTO. 100% homem e 100% DEUS.
CRISTO humanizou-se para aniquilar o que tinha o império da morte, o Diabo. O autor de Hebreus mostra isso de maneira sublime e sem igual: “E, visto que os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (Hb 2.14).
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (Jo I.14). Devemos observar aqui vários aspectos da vida de CRISTO, envolvendo tanto o contexto divino como o humano:
Sua concepção virginal
 “Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel (DEUS conosco)” (Is 7.14b).
“porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Ou seja, CRISTO é o Emanuel, isto é, o “DEUS conosco”, o verbo que se fez carne e habitou entre nós (Mt 1.23; Is 7.14; 9.6; Jo 1.14). O apóstolo Paulo ainda escreve: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne” (1 Tm 3.16).
A dupla natureza de CRISTO. A igreja do período apostólico enfatizava a divindade e a humanidade de JESUS, especialmente a sua origem divina e o milagre de sua encarnação no ventre de Maria. Isto é, JESUS, ao andar na Terra, era verdadeiro DEUS e verdadeiro Homem. O conceito de que Ele era 50% homem e 50% DEUS não tem fundamento bíblico. Filho do homem e Filho de DEUS são a mesma pessoa.
JESUS na eternidade estava com DEUS e era DEUS (Jo I.I). Ao humanizar-se, não deixou de ser divino, pois atributos exclusivos da deidade foram manifestos por Ele entre os homens. Ao abrir mão, voluntariamente, de sua glória junto ao Pai, limitou-se, esvaziou-se, aniquilou-se a si mesmo, a fim de sofrer pela humanidade (Fp 2.6-8). No ventre de Maria, pois, uniram-se duas naturezas: a divina e a humana. Por amor de nós, para nos salvar, DEUS se fez Homem.
 
Alguns estudiosos encontram dificuldades para entenderem a combinação da divindade e da humanidade de JESUS CRISTO. A maturidade cristã, o andar com DEUS e a livre ação do ESPÍRITO SANTO são vitais aqui. Este assunto, evidentemente, é mais ligado ao campo da revelação do que mesmo o da explicação. Contudo, quando bem analisado do ponto de vista investigativo e teológico, existe uma certa facilidade de ser entendido pela mente natural. Examinando o Novo Testa­mento e observando a cada detalhe, veremos como a humanidade e a divindade de CRISTO se harmonizam.
O Homem-DEUS e os seus atributos
A questão maior entre os pensadores liga-se aos atributos naturais da divindade e as limitações de JESUS:
Onipotência. Nas Escrituras é apresentado o supremo poder pessoal do Filho de DEUS, evidenciando-se os seus atributos naturais e morais, próprios de DEUS Pai. Em várias passagens, menciona-se a onipotência do Senhor JESUS. Em Isaías são citados cinco nomes de CRISTO em uma mesma passagem; um deles (DEUS forte) refere-se à onipotência de CRISTO: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, DEUS forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz” (Is 9.6).
Onipresença. “Como JESUS continuou onipresente se, ainda na Terra, estava limitado pelo tempo e o espaço, ocupando apenas um só lugar ao mesmo tempo?” Como Filho do homem (sua humanidade), Ele estava limitado às dimensões geográficas: quando estava na Galileia, não se encontrava, é claro, na Judeia. No entanto, como Filho de DEUS (sua divindade), sempre esteve presente em todo o lugar (Mt 28.20).
O próprio Senhor JESUS disse aos seus discípulos: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18.20).
E ainda: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo 14.23). Como Filho do homem, estava no mundo (Jo 1.10); como Filho de DEUS, disse: “Eu já não estou no mundo” (Jo 17. II).
Como Homem, o Senhor estava na Terra; como DEUS, podia estar no Céu, ao mesmo tempo: “Ora ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu” (Jo 3.13). Depois de sua ressur­reição, Ele declarou: “... estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28.20).
Onisciência. “Se JESUS é onisciente, por que confessou, em certa ocasião, não saber o dia nem a hora de sua Segunda Vinda?” Como coexistiam DEUS e Homem numa mesma Pessoa, sabemos que “toda a plenitude” da divindade se encontrava em JESUS CRISTO. Daí o profeta Isaías ter afirmado profeticamente que Ele seria possuidor da septiforme sabedoria divina: “E repousará sobre ele o espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11.2).
CRISTO é uma das Pessoas da Santíssima Trindade. Sendo igual a DEUS em seus atributos, pôde administrar sem nenhum empecilho as naturezas divina e humana. As expressões ditas por Ele que mostram certas limitações estão ligadas à sua humanidade. Mas, quando preciso, Ele fez valer os seus atributos divinos.
Quando JESUS disse: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mac 13.32), fê-lo como Homem, não se valendo do seu atributo divino da onisciência. Ao dizer “nem o Filho”, expressou a sua humilhação e o seu esvaziamento decorrentes de sua encarnação (Fp 2.6-8).
A despeito disso, a Ele foi dado todo o poder no Céu e na Terra; neste “todo” está incluído o atributo da onisciência (Mt 28.18; Jo 16.30; 21.17), que Ele nunca perdeu, em potencial (cf. Jo 6.61), mas dele abriu mão parcialmente e em alguns momentos em que agiu como Homem.
Outros atributos naturais. Além dos atributos acima existem outros em CRISTO: unicidade (Jo 3.16; At 4.12); verdade (Jo 14.6); infinidade (Mq 5.2; Hb 1.12); imensidade (At 10.36); ubiquidade (Mt 18.20; 28.20); eternidade (Is 9.6); inte­ligência (Lc 2.47); sabedoria (Mt 23.34; Lc 11.49; I Co 1.24); amor (Ef 3.19); justiça (Jr 23.6); retidão (2Tm 4.8); presciência (Jo 2.24-25; 6.64); providência (Mc 16.20); vontade (Mt 8.3); misericórdia (Hb 4.15-16).
Atributos morais de CRISTO. Ele era e é: santo (Lc 1.35); justo (Ato 3.14); manso (Mt 11.29); humilde (Mt 11.29); inocente (Hb 7.26); obediente (Fp 2.8); imaculado (Hb 7.26); amoroso (Jo 13.1). Em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4.15).
 
II – O PROPICIATÓRIO DA ARCA (Êx 25.17-21)
1. A tampa da arca.
“Propiciatório” era o nome dado à tampa de ouro puro que ficava em cima da Arca da Aliança. Esta tampa era toda de ouro tendo sido confeccionada junto com dois querubins em suas extremidades, também de ouro, com suas asas abertas se encontrando no centro da tampa, seus rostos, de frente um para o outro, olhando para a tampa, tudo em uma só peça de ouro puro. Tudo figurando o trono de DEUS no céu. 
  
2. A simbologia da tampa da arca (Êx 25.17,21,22).
 
A tampa da Arca da Aliança se chamava Propiciatório - Ali se fazia propiciação pelo pecado do povo.
 
Propiciação - (Dicionário Strong português) - כפר kaphar
1) cobrir, purificar, fazer expiação, fazer reconciliação, cobrir com betume
1a) (Qal) cobrir ou passar uma camada de betume
1b) (Piel)
1b1) encobrir, pacificar, propiciar
1b2) cobrir, expiar pelo pecado, fazer expiação por
1b3) cobrir, expiar pelo pecado e por pessoas através de ritos legais
1c) (Pual)
1c1) ser coberto
1c2) fazer expiação por
1d) (Hitpael) ser coberto
 
JESUS NOS RECONCILIOU COM DEUS
E tudo isto provém de DEUS, que nos reconciliou consigo mesmo por JESUS CRISTO, e nos deu o ministério da reconciliação; 2 Coríntios 5:18
A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou. Colossenses 1:21
 
 [Do lat. propitiatio, tornar favorável] Doutrina segundo a qual o sacrifício de CRISTO, no Calvário, tornou DEUS favorável à humanidade caída e enferma pelo pecado (1 Jo 2.2). Esta doutrina está ligada essencialmente ao ministério sacerdotal de CRISTO (1 Jo.4.10). DICIONÁRIO TEOLÓGICO - Claudionor Correia de Andrade
Romanos 3:21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de DEUS testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO, para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de DEUS, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em CRISTO JESUS, 25 a quem DEUS propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter DEUS, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em JESUS.
Hebreus 2:16 Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. 17 Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a DEUS e para fazer propiciação pelos pecados do povo. 18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.
1 Jo 2:1 Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, JESUS CRISTO, o Justo; 2 e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.
1 Jo 4:10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a DEUS, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
 
 
PROPICIAÇÃO - Dicionário Russell Norman Champlin (com algumas correções)
Rom. 3:25: ao qual DEUS propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça, por ter ele, na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos:
A Quem DEUS Propôs Como Propiciação
Alguns pensam que o sentido é substituiu, ou seja, foi «posto em nosso lugar».
A maioria dos intérpretes pensa que isso significa «exposto publicamente, para todos verem». Essa significação da palavra grega prostithemi («propôs») precisa ser decididamente aceita, sendo um uso bem conhecido no grego (ver Heródoto iii.148; vi. 21; e o Faedro de Platão, pág. 115), por causa da correlação para com as palavras eis endeiksin (visando à manifestação de sua justiça). Está então em vista a crucificação de JESUS e o anúncio público do fato, mediante a pregação ou evangelismo da Igreja cristã. Assim, pois, DEUS exibiu o Senhor JESUS, ante os olhos de todos os homens, em contraste com a arca da aliança, que fazia parte do mobiliário da tenda da congregação do povo judaico, que ficava oculta por pesadas cortinas, e da qual somente o sumo sacerdote podia aproximar-se, e mesmo assim apenas uma vez por ano. As referências centrais, naturalmente, não dizem respeito à prédica sobre esse fato da morte expiatória de CRISTO, e, sim, ao próprio ato de DEUS, em que CRISTO se apresentou como a expiação pelos nossos pecados, e de tal modo que se tomou visível e compreensível para todos os homens.

O Modo
Mediante a fé.
No seu sangue.
Alguns estudiosos acreditam que Paulo tão-somente fez uso da «linguagem do sistema de sacrifícios», tal como também fez uso da linguagem dos tribunais. Todavia, reduzir Paulo a isso é compreendê-lo de conformidade com certas opiniões modernas, e não do ponto de vista do ambiente histórico em que o encontramos. Sem derramamento de sangue não há remissão... , era um conceito muito sério para os Judeus, sendo compreendido em termos dos mais literais possíveis. Na morte expiatória de CRISTO, pois, DEUS proveu o sacrifício necessário, e pagou o preço requerido pela nossa redenção.
Portanto, se por um lado fomos perdoados, por outro lado as exigências da justiça divina também foram satisfeitas.
«O sangue de CRISTO significa a sua vida santa, oferecida a DEUS como sacrifício expiatório, pelos pecados do mundo. Esse sangue é semelhante a uma fonte de cura, que envia riachos através do canal da fé, a fim de lavar as manchas culposas do pecado».
 
 3. A simbologia dos querubins alados sobre o propiciatório (Êx 25.18; Hb 9.5).
Onde se fala da aparição de Querubins se fala da glória de DEUS se manifestando.
Então saiu a glória do Senhor de sobre a entrada da casa, e parou sobre os querubins. Ezequiel 10:18
O SENHOR reina; tremam os povos. Ele está assentado entre os querubins; comova-se a terra. Salmos 99:1
E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente. Hebreus 9:5
Então os querubins elevaram as suas asas, e as rodas os acompanhavam; e a glória do DEUS de Israel estava em cima sobre eles. Ezequiel 11:22
 
Os querubins estavam sobre a Arca simbolicamente para também guardarem a Lei de DEUS impressa nas tábuas, o vaso contendo o Maná e a Vara de Arão que floresceu.
 Querubim (Strong Português) -  Ξερουβιν cheroubim - plural de origem hebraica  כרובים
1) querubim, duas figuras douradas de criaturas viventes com duas asas; estavam fixas à tampa da arca da aliança no SANTO dos santos (tanto no tabernáculo sagrado como no templo de Salomão) de tal modo que suas faces estavam viradas uma em direção à outra e voltadas para a tampa, que cobriam com suas asas abertas. Entre estas figuras pensava-se ter DEUS fixado sua morada.
DEUS dali se comunicava com Moisés dando instruções para o povo.
E os querubins estendiam as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; e os seus rostos estavam defronte um do outro; os rostos dos querubins estavam virados para o propiciatório. Êxodo 37:9
E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. Êxodo 25:22
 
 III – OS ELEMENTOS SAGRADOS DENTRO DA ARCA

1. As tábuas da Lei (Êx 25.16,21; Dt 10.1-5).
Moisés recebeu duas vezes as Tábuas da Lei, em 40 dias de jejum de cada vez.
Da primeira vez as quebrou devido a idolatria do povo com o Bezerro de ouro (Êx 32.19,20). Quebrou as Tábuas porque quebraram a Aliança com DEUS. A Lei era a coleção de normas da Aliança. Se obedecida traria Bênçãos, se desobedecida traria Maldições (Deuteronômio 28).
Da segunda vez as guardou dentro da Arca da Aliança, nome bem apropriado para se guardar a lei que regia a Aliança entre DEUS e seu povo.
E eu estive no monte, como nos primeiros dias, quarenta dias e quarenta noites; e o Senhor me ouviu ainda por esta vez; não quis o Senhor destruir-te. Deuteronômio 10:10 - MOISÉS FEZ DOIS JEJUNS DE 40 DIAS
E naquelas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste, e as porás na arca. Deuteronômio 10:2
 
As Tábuas da Lei representam DEUS PAI. Dentro da Arca as tábuas representavam a Aliança de DEUS PAI com seu povo.
 
DEVEMOS BUSCAR MAIR INTIMIDADE COM NOSSO PAI QUE TANTO NOS AMA.
 
 2. Um vaso com o maná do deserto (Êx 16.33-35).
Maná (Strong português) - מן man
1) maná
1a) o pão do céu que alimentou os israelitas durante os 40 anos de peregrinação no deserto
1b) significa ‘O que é isso?’
Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, e põe nele um ômer cheio de maná, e coloca-o diante do Senhor, para guardá-lo para as vossas gerações. Êxodo 16:33
O Maná representa JESUS. Dentro da Arca o Maná representava a Aliança de JESUS com seu povo.
Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. João 6:48-51
O Maná também simbolizava a provisão de DEUS - O Maná não estava mais na Arca na inauguração do templo. Agora o povo poderia plantar e comer, sem precisar mais da provisão de DEUS.
 
 
3. A vara que floresceu (Nm 17.1-10).
A vara de Arão floresceu para comprovar diante do povo a escolha de DEUS do sacerdócio de Arão.
Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel; e todos os seus príncipes deram-lhe cada um uma vara, para cada príncipe uma vara, segundo as casas de seus pais, doze varas; e a vara de Arão estava entre as deles. E Moisés pôs estas varas perante o Senhor na tenda do testemunho. Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas. Então Moisés tirou todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel; e eles o viram, e tomaram cada um a sua vara. Então o Senhor disse a Moisés: Torna a pôr a vara de Arão perante o testemunho, para que se guarde por sinal para os filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra mim, e não morrerão. Números 17:6-10
 
A Vara de Arão que floresceu representava o ESPÍRITO SANTO. Dentro da Arca a vara de Arão representava a Aliança do ESPÍRITO SANTO com seu povo.
A Vara de Arão não estava mais na Arca na inauguração do Templo de Salomão. O rei seria a autoridade máxima em Israel e não mais o sacerdote. O povo tinha pedido um rei para substituir DEUS em seu governo.
E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. 1 Samuel 8:7
Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez a aliança com os filhos de Israel, saindo eles da terra do Egito. 1 Reis 8:9.
 
DEVEMOS BUSCAR EM ORAÇÃO PODER DO ESPÍRITO SANTO PARA FAZERMOS UMA GRANDE OBRA DE SALVAÇAO DOS HOMENS.
 
CONCLUSÃO
Embora a Arca tivesse diversos nomes, o nome mais utilizado era Arca Da Aliança, pois representava a Aliança entre DEUS e seu povo. A Arca da Aliança foi construída a partir da madeira de Acácia e recoberta com ouro puro. isto simbolizava as duas naturezas de CRISTO, a humana e a divina.
A tampa da arca foi denominada pelo nome de Propiciatório que simbolizava JESUS derramando seu sangue por nós, em nosso lugar, para nos salvar e reconciliar com DEUS. Os querubins nos dois extremos da arca com suas asas abertas se encontrando e suas faces olhando uma para a outra simbolizavam a presença de DEUS e sua glória. As tábuas da Lei simbolizavam DEUS PAI, um vaso com o maná do deserto simbolizava JESUS e a vara de Arão que floresceu simbolizava o ESPÍRITO SANTO.
JESUS era a Arca de DEUS na Terra. Onde estava representava DEUS. Nós somos a arca de DEUS na Terra hoje, pois representamos JESUS.
 
 Observações do Pr Henrique
Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança; Hebreus 9:4
Era proibido olhar para dentro da Arca.
E o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera tão grande estrago entre o povo. 1 Samuel 6:19
 
A Arca no Templo não tinha mais o Vaso de Ouro contendo o Maná e não tinha mais também a Vara de Arão que floresceu.
Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez a aliança com os filhos de Israel, saindo eles da terra do Egito. 1 Reis 8:9
Na arca não havia coisa alguma senão as duas tábuas, que Moisés tinha posto em Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel, saíndo eles do Egito. 2 Crônicas 5:10
 
No templo de Zorobabel, segundo templo, que depois foi restaurado por Herodes, não havia mais a arca. Neste templo o próprio JESUS seria visitante.
A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos. Ageu 2:9. O próprio DEUS visitou esta casa, em forma humana.
 
 
Levitas deviam carregar a arca
Naquela ocasião o Senhor separou a tribo de Levi para carregar a arca da aliança do Senhor. (Dt 10.8)
E meu instrumento escolhido para levar o meu nome. (At 9.15)
 
Nós carregamos a arca em nós e ao mesmo tempo somos a Arca de DEUS na Terra, pois DEUS se manifesta através de nós.
Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de JESUS, para que a vida de JESUS também seja revelada em nosso corpo. (2Co 4.19)
Reconheceram que eles haviam estado com JESUS. (At 4.13)
Eles deveriam carregar nos ombros os objetos sagrados pelos quais eram responsáveis. (Nm 7.9) - Davi só descobriu isso depois que Uzá morreu.
Mas aos filhos de Coate nada deu, porquanto a seu cargo estava o santuário e o levavam aos ombros. Números 7:9
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11.29,30)
 
 
Observação
Vamos estudar na próxima lição sobre expiação.

Importante observar que o sumo sacerdote levava quatro animais para fazer a expiação.
Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto. Levítico 16:3
E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro para holocausto. Levítico 16:5
Um carneiro, um novilho e dois bodes.
O carneiro era para fazer oferta no altar de holocausto.
O novilho era para fazer purificação do santuário e dos sacerdotes, inclusive o sumo sacerdote.
Depois Arão oferecerá o novilho da expiação, que será para ele; e fará expiação por si e pela sua casa. Levítico 16:6
Uma parte do sangue deste novilho seria passada nas pontas do altar, outra parte seria borrifada perante o propiciatório, outra parte seria colocada na tampa do propiciatório e o restante derramado no altar de holocaustos.
O sangue de um bode (expiatório) que seria degolado seria colocado nos chifres do altar, outra parte borrifado perante o propiciatório e o que sobrasse seria derramado no altar de holocaustos.
E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo Senhor, e a outra pelo bode emissário. Então Arão fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá para expiação do pecado. Levítico 16:8,9
E tomará do sangue do novilho, e com o seu dedo espargirá sobre a face do propiciatório, para o lado oriental; e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo. Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório. Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias. Levítico 16:14-16
O outro bode, emissário ou Azazel, seria conduzido ao deserto e lá abandonado.
E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará. Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar, então fará chegar o bode vivo. E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto. Levítico 16:19-22
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de DEUS, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1
Qual o destino da novilha e do bode expiatório depois de mortos para retirar seu sangue?
Mas o novilho da expiação, e o bode da expiação do pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as suas peles, a sua carne, e o seu esterco queimarão com fogo. Levítico 16:27
 
SOBRE AMARRAR CORDA EM VOLTA DA CINTURA DO SUMO SACERDOTE QUANDO ENTRASSE PARA MINISTRAR NO SANTO DOS SANTOS - NÃO ESTÁ ESCRITO, MAS TEM LÓGICA.
Na verdade acho perfeitamente lógico. Se Nadabe e Abiú morreram por oferecer fogo estranho ali dentro, se Zacarias ficou mudo por duvidar do Anjo Gabriel ali dentro. Se haviam campainhas nas roupas do sumo sacerdote (para que campainhas?), creio que amarras uma corda ou cordão na cintura do sumo sacerdote seria uma possibilidade. Se morresse dentro do santíssimo só o seu substituto poderia retirá-lo, mas tinha que estar vestido com suas roupas. Como vestir as roupas do pai se ele estava lá dentro morto. Para que arriscar a vida? Melhor e mais simples colocar este fio em volta da cintura do sumo sacerdote.
 
 Fizeram também as campainhas de ouro puro, pondo as campainhas no meio das romãs nas bordas do manto, ao redor, entre as romãs; Êxodo 39:25 Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o Senhor. Números 26:61
E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir. Lucas 1:20
E Moisés despiu a Arão de suas vestes, e as vestiu em Eleazar, seu filho; e morreu Arão ali sobre o cume do monte; e desceram Moisés e Eleazar do monte. Números 20:28
Mas eu vejo ai essas campainhas como sinal de que lá fora ficavam atentos se eles não estavam tocando a muiito tempo. Isso poderia significar que o sumo sacerdote havia morrido.
Mas isso só até o tempo do rei Josias. depois a arca desapareceu.
 
 
Não havia mais arca no segundo templo construído por Zorobabel e restaurado por Herodes). DEUS mesmo se manifestou ali. Depois o templo foi totalmente destruído em 70 por Tito, general romano.
 
 
Última notícia da Arca no Antigo Testamento - Então Josias celebrou a páscoa ao SENHOR em Jerusalém; e mataram o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês. E estabeleceu os sacerdotes nos seus cargos, e os animou ao ministério da casa do Senhor. E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e estavam consagrados ao Senhor: Ponde a arca sagrada na casa que edificou Salomão, filho de Davi, rei de Israel; não tereis mais esta carga aos ombros; agora servi ao Senhor vosso DEUS, e ao seu povo Israel. 2 Crônicas 35:1-3

Pergunta: "O que aconteceu com a Arca da Aliança?"
Resposta: O que aconteceu com a Arca da Aliança é uma pergunta que tem fascinado teólogos, estudantes da Bíblia e arqueologistas por vários séculos. No décimo oitavo ano do seu reino, Josias, o rei de Judá, ordenou que aqueles que zelavam pela Arca da Aliança a retornassem ao templo em Jerusalém (2 Crônicas 35:1-6; veja também 2 Reis 23:21-23). Essa é a última vez que a Arca da Aliança é mencionada nas Escrituras. Quarenta anos depois, o Rei Nabucodonosor da Babilônia capturou Jerusalém e assaltou o templo. Menos de quarenta anos depois disso, ele retornou, levou o que ainda sobrava no templo e então o queimou, juntamente com a cidade, por completo. Sendo assim, o que aconteceu com a Arca? Foi pega por Nabucodonosor? Foi destruída com a cidade? Ou foi removida e seguramente escondida, assim como evidentemente foi o caso do Faraó Sisaque no Egito, o qual assaltou o templo durante o reino do filho de Salomão, o Rei Roboão? (Digo “evidentemente” porque, se a Arca tivesse sido levada por Sisaque, por que Josias teria pedido que os Levitas a devolvessem? Se a Arca estivesse no Egito – como o enredo de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida sugere, os levitas não teriam posse dela e, portanto, não poderiam tê-la devolvido.)
Curiosamente, Apocalipse 11:19 menciona a Arca como estando no céu: "Abriu-se, então, o santuário de DEUS, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada." Este versículo tem levado alguns a especular que a Arca foi levada ao céu para ser preservada lá. Entretanto, a Arca que João vê em sua visão do céu provavelmente não é a mesma que Moisés construiu. Sabemos que os objetos no tabernáculo eram "figuras das coisas que se acham nos céus" (Hebreus 9:23) e que o santuário em si era apenas "uma figura e sombra das coisas celestes" (Hebreus 8:5). Apocalipse 11 trata do soar da sétima trombeta, que inaugura uma rodada final de juízos sobre a terra. O vislumbre que João tem da Arca provavelmente serve como um lembrete de que DEUS não se esqueceu do Seu povo, que Ele está presente e que a verdadeira adoração em breve será restaurada.
O livro não-canônico de 2 Macabeus registra que bem antes da invasão babilônica, Jeremias “pela fé da revelação, havia desejado fazer-se acompanhar pela arca e pelo tabernáculo, quando subisse a montanha que subiu Moisés para contemplar a herança de DEUS[quer dizer, Monte Nebo; veja também Deuteronômio 31:1-4]. No momento em que chegou, descobriu uma vasta caverna, na qual mandou depositar a arca, o tabernáculo e o altar dos perfumes; em seguida, tapou a entrada” (2:4-5). No entanto, “Alguns daqueles que o haviam acompanhado voltaram para marcar o caminho com sinais, mas não puderam achá-lo. Quando Jeremias soube, repreendeu-os e disse-lhes que esse lugar ficaria desconhecido, até que DEUS reunisse seu povo e usasse com ele de misericórdia. Então revelará o Senhor o que ele encerra e aparecerá a glória do Senhor como uma densa nuvem, semelhante à que apareceu sobre Moisés e quando Salomão rezou para que o templo recebesse uma consagração magnífica” (2:6-8). Não se sabe se essa narrativa de segunda mão é correta (ver 2:1); mesmo se for, não saberemos de certeza o que aconteceu até que o Senhor retorne, como a própria passagem indica.
Outras teorias sobre o paradeiro da Arca perdida incluem a afirmação dos rabinos Shlomo Goren e Yehuda Getz, os quais acreditam que a Arca esteja escondida embaixo da Montanha do Templo e foi lá enterrada antes que Nabucodonosor pudesse roubá-la. Infelizmente, o Templo do Monte é onde se encontra a Cúpula da Rocha, um local sagrado islâmico, e a comunidade muçulmana local se recusa a deixar que o território seja escavado. Por isso não podemos saber se os rabinos estão corretos ou não.
O explorador Vendyl Jones, entre outros, acredita que um artefato encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto, o enigmático Pergaminho de Cobre da Caverna 3, seja, na verdade, um mapa de tesouro que detalha a localização de vários tesouros preciosos tirados do Templo antes da chegada dos babilônicos, incluindo a Arca da Aliança. Se isso é verdade ou não, ainda não sabemos, pois ninguém pôde achar todos os necessários marcos geográficos listados no pergaminho. É interessante que alguns estudiosos especulam que o Pergaminho de Cobre possa ser o registro ao qual 2 Macabeus 2:1 e 4 se refere, o qual descreve Jeremias escondendo a Arca. Embora essa seja uma especulação interessante, ainda permanece sem fundamento.
O antigo correspondente da África Oriental para “O Economista”, Graham Hancock, publicou um livro em 1992 intitulado O Sinal e o Selo: A Busca da Arca da Aliança, no qual argumentou que a Arca tinha sido armazenada na Igreja de Santa Maria de Sião em Aksum, uma cidade primitiva da Etiópia. O explorador Robert Cornuke, do Instituto B.A.S.E. de Colorado, também acredita que a Arca possa estar em Aksum. No entanto, ela ainda não foi encontrada. Da mesma forma, o arqueologista Michael Sanders acredita que a arca esteja escondida em um templo primitivo do Egito na vilagem israelita de Djaharya, mas ele ainda não a encontrou.
Uma tradição irlandesa bem duvidável acredita que a Arca esteja enterrada sob o Monte de Tara na Irlanda. Alguns estudiosos acreditam que essa seja a fonte da lenda irlandesa de “um pote de ouro no fim do arco-íris”. Lendas mais duvidosas ainda são as de Ron Wyatt e Crotser; Wyatt afirmando que já viu a Arca da Aliança enterrada sob o Monte Calvário, e Crotser afirmando que a viu no Monte Pisgah, perto do Monte Nebo. Esses dois homens não têm qualquer credibilidade com a comunidade arqueológica, pois nenhum deles pôde apresentar qualquer evidência para suas teorias.
No fim das contas, apenas DEUS realmente sabe onde a Arca está. Teorias interessantes como as que descrevemos nesse artigo já foram apresentadas, mas ninguém pôde encontrá-la ainda. O escritor de 2 Macabeus talvez estava certo em dizer que talvez nunca saberemos o que aconteceu com a Arca da Aliança até que o Senhor retorne.
 
A ARCA DA ALIANÇA - MANUAL DE TIPOLOGIA BÍBLICA
Embora seja útil comparar os tipos entre si, também é necessário estudar cada um separadamente. Por exemplo, no Tabernáculo é bom examinar cada peça da mobília, e rastrear por toda a Palavra as várias referências a ela feitas. Notaremos, dessa forma, várias alusões ao candelabro, desde os tempos em que foi feito no deserto até quando foi empregado na festa de Belsazar, e a escrita do juízo foi vista “perto do candelabro”. Trata-se de uma advertência solene para não usar para outros propósitos aquilo que foi dedicado ao serviço do Senhor. Da mesma maneira, veremos o altar de bronze nos tempos de Salomão, de Acaz, e de Ezequias — usado por Salomão ao oferecer mil holocaustos; deixado de lado por Acaz, que colocou no seu lugar um altar copiado de um rei pagão; e depois restaurado e purificado por Ezequias, em meio a cânticos de regozijo.
A condição do povo podia ser julgada a partir do valor atribuído ao altar de DEUS, e assim acontece hoje; se, pois, a obra vicária de nosso Senhor JESUS CRISTO é tida em pouca estima, forçosamente fica fraca a vida espiritual na igreja ou no indivíduo.
A arca da aliança é, porém, o objeto que é mais freqüentemente aludido, e está repleta de ensinos espirituais nos vários incidentes da sua história, à medida que a seguirmos através do deserto e do Jordão até Gilgal, em derredor das muralhas de Jericó, até Siló; depois, até à terra dos filisteus, e de volta através de Bete-Semes, Quireate-Jearim, e a casa de Obede-Edom, até finalmente repousar no seu lugar na tenda em Jerusalém e no templo de Salomão. A história da nação tinha íntima conexão com a história da arca. Quando a arca estava no cativeiro, os israelitas tinham angústia e aflição; mas quando ocupava o seu devido lugar, ficavam prósperos e felizes.
Embora no Tabernáculo e no Templo tudo proclamasse a glória de DEUS, a arca, mais do que qualquer outro objeto ali, parece prefigurar o Senhor JESUS. Não há dúvida quanto a ela ser um tipo dele mesmo. O propósito para o qual foi feito comprova esse fato; pois DEUS disse a Moisés: “Ali me encontrarei com você, e me comunicarei com você de cima da tampa da arca”. Lemos em Romanos 3 a respeito de CRISTO JESUS: “DEUS o apresentou como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue” (v. 25). [O “sacrifício para propiciação” representa a palavra traduzida por “tampa” no AT] . Ele mesmo é o trono da graça, onde DEUS se reúne com o pecador; é o lugar de encontro entre DEUS e o homem.
Nota-se que o apóstolo fala dele aqui com o título de “CRISTO JESUS”. A ordem do seu nome não é sem relevância; e aqui se trata do ungido e exaltado, que antes era o homem sofredor na terra. O nome JESUS não é usado sozinho aqui — pois nesse caso nos falaria da sua vida de humilhação na terra; nem é colocado em primeiro lugar, como se ainda enfatizasse seu caráter como o Sofredor; pelo contrário, é “o Homem na glória” que agora é o sacrifício para propiciação, para cobrir o passado, e graça para o presente e o futuro.
A arca era feita de acácia (ou Cetim), revestida de ouro; e isso é geralmente entendido como representação da dupla natureza de nosso Senhor: o humano e o divino. Tem sido dito que os materiais dos quais a arca se compunha representavam a sua pessoa; e os propósitos para os quais a arca era usada, a obra dele.
A arca era o lugar no qual as tábuas de pedra foram depositadas em segurança quando DEUS lhes deu a Moisés pela segunda vez. Na primeira ocasião em que desceu do monte e ouviu o som de gritos no acampamento, jogou as tábua de pedra no chão, e assim as despedaçou — o que simboliza como o povo violava a lei de DEUS, conforme o homem sempre tem feito. Na segunda vez, as providências já tinham sido tomadas. As tábuas eram colocadas diretamente na arca, e Moisés acrescenta: “Ali permanecem”; o que nos faz lembrar de JESUS, a respeito de quem está escrito: “A tua lei está dentro do meu coração” — o único lugar onde ela tem permanecido sem ser quebrada. Mas as tábuas de pedra também eram a aliança; e era conforme esse aspecto que Salomão se referiu a elas ao dizer: “Construí o templo em honra ao nome do Senhor, o DEUS de Israel. Coloquei nele a arca, na qual estão as tábuas da aliança do Senhor, aliança que fez com os israelitas”. As tábuas da aliança estavam em segurança dentro da arca, o que o fez lembrar que DEUS é DEUS que guarda as suas alianças (2Cr 6.10,11,14). Israel podia falhar, mas DEUS nunca falharia.
Não estamos debaixo da mesma aliança que eles (lei), pois há muito tempo tem sido comprovado que o homem nunca conseguiu cumprir a sua parte; mas CRISTO se tornou para nós “garantia de uma melhor aliança”, que é entre ele e o Pai. Por um lado, trata-se de uma promessa da vida eterna, que DEUS, que não pode mentir, prometeu ao seu Filho antes dos tempos eternos quando, então, essa dádiva foi dada à igreja (Tt 1.2; 2Tm 1.9); e, por outro lado, a garantia da parte do Filho de que guardaria aquilo que o Pai lhe dera. A aliança com Israel estava em segurança na arca. As promessas de DEUS à igreja “nele são sim e amém”.
Outras coisas estavam na arca nos dias do Tabernáculo — a vasilha de maná, e a vara de Arão que brotou; comprovantes das provisões que DEUS supriu no deserto e da sua escolha do Ungido. Mas no Templo, vemos que já não estão ali dentro; provavelmente porque essas duas coisas simbolizavam JESUS e o ESPÍRITO SANTO. JESUS, DEUS mesmo, veio à segunda casa, o templo de Zorobabel e o ESPÍRITO SANTO estava em JESUS e está conosco e em nós.
Os querubins foram feitos como parte integrante da tampa — sendo tudo uma única peça de ouro maciço. Várias interpretações diferentes são oferecidas para os querubins. Alguns os consideram os atributos de DEUS; outros, como seu executivo na terra; e outros, como emblemas do homem redimido. O fato de serem um só com a tampa e de estarem representados no véu e, portanto, de serem rasgados com este, indica preferivelmente essa última interpretação; e as figuras dos seres viventes em Ezequiel e Apocalipse 5 também parecem justificar essa conclusão, por retratarem o ministério perfeito na terra ou na glória.
As três pessoas da Trindade, na forma tipológica, estão todas vinculadas entre si em conexão com a arca; pois embora esta prefigurasse a obra e a pessoa do Senhor JESUS, a nuvem que repousa sobre ela parece tipificar o ESPÍRITO SANTO; e DEUS Pai falava ao povo de cima da tampa da arca.
O tipo estaria incompleto se nada houvesse no tocante à tampa para falar da morte de nosso Senhor JESUS CRISTO; mas isso também temos, por se tratar de uma “tampa manchada de sangue”. O sangue dos sacrifícios — primeiramente do boi, e depois do bode — era aspergido nela no dia da expiação. Os querubins olhavam para aquele sangue, e o olhar de DEUS repousava sobre ele; e, por causa do sangue, podia aceitar o povo. Era uma expiação, ou tampa de cobertura; pois o próprio DEUS nos olha através do sangue precioso. É uma tampa totalmente suficiente para o nosso pecado, de modo que lemos: “Naquele dia o sacerdote fará expiação por vocês, a fim de purificá-los, a fim de estejam puros dos seus pecados diante do Senhor”. Pode ser dito a respeito deste tipo, o que foi dito na páscoa: “Quando eu vir o sangue, passarei por cima de vocês”. Em cada caso, o sangue era para ser visto por DEUS somente; pois ninguém podia entrar no Lugar Santíssimo senão o sumo sacerdote, e mesmo ele, somente nessa única ocasião.
A arca nunca foi exposta aos olhares do povo, pois mesmo quando era carregada de lugar em lugar, estava coberta pelo véu, pelos couros, e pelo pano azul. Quando o Tabernáculo estava para ser removido, o véu era descido sobre a arca, a fim de que ninguém a contemplasse; e da mesma forma, o véu da encarnação cobria nosso Senhor enquanto ele viajava por esta terra. Um duplo sentido é atribuído a esses couros: primeiro, que seu exterior pouco atraente representava a humilhação de nosso Senhor, que encobria a sua glória de tal modo que fosse desprezado e rejeitado pelos homens; em segundo lugar, eram os couros que serviam de proteção contra a contaminação pelo mal — e é provável que haja verdade em ambas as interpretações. Acima dos couros, havia o pano azul; e quando a arca estava sendo carregada nos ombros dos sacerdotes, aquela única peça azul se destacaria no meio da congregação, pois era o único objeto do Tabernáculo a ser coberto assim. O azul é sempre tomado por representação do celestial; e sabemos que enquanto o Senhor JESUS estava na terra, esse era realmente o seu caráter (Jo 3.13). Enquanto o levamos consigo agora, nosso testemunho deve ser, acima de tudo, celestial.
A arca devia ser o centro do acampamento — “JESUS no meio”; e quando o acampamento viajava, cada um devia avançar segundo a posição que ocupava ali. Se cada um adotar sua posição certa com relação ao próprio Senhor, também estará na posição certa com referência aos seus colegas cristãos.
Uma só vez, nas peregrinações no deserto, ouvimos falar da arca deixar sua posição central e sair defronte do povo; e mesmo então, foi como repreensão a Moisés por sugerir que precisavam de outra pessoa, que não fosse o próprio DEUS, para ser “o nosso guia” (Nm 10.32). DEUS não aprovou de outra pessoa escolher o caminho do seu povo, e assim alterou a ordem do seu acampamento. “A nuvem do Senhor foi à frente deles durante aqueles três dias para encontrar um lugar para descansarem” (Nm 10.33).
Deve também haver aqui um retrato daquilo que nosso Senhor tem feito pessoalmente. Ir à frente do seu povo naquela viagem maravilhosa, de três dias de duração, da sua morte e ressurreição. Realmente, por meio dessa viagem, ele achou para os seus um lugar para descansarem, e foi adiante para lhes preparar lugar.
Temos, em seguida, o relato da arca no Jordão. As palavras de Josué 3: “Quando virem a arca da aliança do Senhor [...] saiam e sigam-na” nos relembra Hebreus 12.1,2: “Corramos [...] tendo os olhos fitos em JESUS”. Aqui, também a arca foi adiante, e permaneceu “até que toda a nação o atravessou pisando em terra seca” (v. 18). CRISTO é “o Autor e Consumador da nossa fé” — ele a iniciou e completou; ele é “o Alfa e o Ômega, o que é, o que era e o que há de vir” (Ap 1.8). Os israelitas foram ordenados a se santificarem, nós somos ordenados a nos livrar de tudo que nos atrapalha”. A arca entrou no Jordão e ali permaneceu até que cada um entre o povo atravessasse pisando em terra seca; ele, “pela alegria que lhe fora proposta” — a de levar “muitos filhos à glória” — suportou a cruz .
E em estreita associação com essa cena que temos, pela primeira vez, menção de “o Senhor de toda a terra”. É um título usado somente em íntima relação com os israelitas na sua própria terra. Pela primeira vez como nação, seus pés se estabeleceram ali e, pela primeira vez, DEUS adotou esse nome. Em relação com a volta de Israel a essa terra do cativeiro babilônico, quando, então, em JESUS, se tornarão o centro de bênção da terra inteira, o título volta a ser usado em Isaías 54.5; Miquéias 4.13; Zacarias 4.14 e 6.5. Durante o cativeiro, DEUS é chamado, repetidas vezes, “o DEUS do céu”.
Imediatamente depois da travessia do Jordão, lemos a respeito da arca sendo levada para dar uma volta ao redor da cidade, um vez por dia, até que, no sétimo dia, os sacerdotes rodearam a cidade sete vezes com a arca, o muro caiu. Jericó, segundo se nos diz, significa “fragrante com especiarias”, e talvez represente as seduções do mundo que são tão freqüentemente apresentadas diante do crente depois de este ter atravessado o Jordão e se colocado em pé na terra.
Não fomos ordenados a lutar contra o mundo, mas a levar CRISTO conosco contra as tentações, e assim teremos a vitória. João diz: “O que é nascido de DEUS vence o mundo; e esta é a vitória que venceu o mundo; a nossa fé. Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que JESUS é o Filho de DEUS?” (1Jo 5.4,5). Nessa última frase, temos sua dupla natureza; e esta, conforme já vimos, era representada na madeira de acácia e no ouro do qual a arca era revestida.
Pouco depois de Jericó ter sido conquistada, lemos do fracasso em Ai por causa da excessiva autoconfiança do povo, que subestimou o inimigo; e quando Josué fica totalmente esmagado pelo fracasso e derrota dos israelitas, prostra-se em terra diante da arca, em confissão. Sabemos que o trono da graça e o lugar para onde podemos comparecer a fim de obter misericórdia pelas derrotas passadas, e graça para as vitórias futuras.
Em Josué 8.33,34, vemos que a arca está no meio quando a bênção e a maldição são lidas diante do povo, “segundo o que está escrito no Livro da Lei”. Aquele que é simbolizado pela arca estará no meio como juiz, no dia em que DEUS determinou, “em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou” (Act 17.31); e agora ele está andando no meio dos candelabros, julgando as suas obras, e pronunciando bênçãos e advertências.
Em 1 Samuel 4, temos uma descrição da arca caindo nas mãos dos filisteus. “A arca de DEUS foi tomada”; ou, conforme o salmista descreveu o acontecimento, DEUS “abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda onde habitava entre os homens. Entregou o símbolo do seu poder ao cativeiro, e o seu esplendor, nas mãos do adversário” (Sl 78.60). É assim que lemos que o Senhor JESUS foi capturado. Assim como os filisteus, assim também os inimigos do Senhor JESUS CRISTO: “Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima” (Jo 19.11). Tanto a respeito da arca, quanto a respeito de CRISTO, a quem prefigurava, podia ser dito: “Vocês, com a ajuda de homens perversos, o mataram” (Act 2.23). Os israelitas “fugiram, cada homem para a sua tenda”; e a JESUS “todos o abandonaram e fugiram”.
Mas embora leiamos no capítulo 4 de 1 Samuel que os filisteus revelaram ser mais fortes do que Israel, no capítulo 5 lemos que o Senhor era mais forte que Dagom. Esse ídolo caiu quando a arca de DEUS foi colocada no templo; e, da mesma forma, quando CRISTO entra no coração os ídolos caem. É semelhante àquilo que o hino diz: “Todos os ídolos foram arrancados do meu coração, agora ele me guarda pelo seu poder”.
E somente a presença de CRISTO que pode fazer isso. O homem forte e armado pode guardar a sua casa, mas quando entrar o mais forte do que ele, aquele é dominado. Nós não conseguimos expulsar o homem forte, nem derrubar os seus ídolos. Mesmo se conseguíssemos esvaziar a casa, mas não a enchêssemos da presença de CRISTO, o espírito maligno voltaria de novo. Não bastam as nossas melhoras; precisa haver CRISTO no coração.
Quando, no jardim, os chefes dos sacerdotes entraram para prendê-lo, bastou JESUS proclamar seu próprio nome: “Sou eu”, “eles recuaram e caíram por terra” (Jo 18.5); e assim foi demonstrado que nele habitava o mesmo poder que na arca nos tempos antigos.
A história da arca naquela ocasião nos fornece uma ilustração maravilhosa da verdade em 2Coríntios 2.15,16: “Para DEUS somos o aroma de CRISTO entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. Para estes somos cheiro de morte; para aqueles fragrãncia de vida”. Durante os sete meses que a arca permaneceu na terra dos filisteus, só produzia morte e destruição. Era levada de lugar em lugar; mas os castigos se tornavam cada vez piores. Que contraste com a história da sua permanência na casa de Obede-Edom, onde ela só trazia bênçãos! (2Sm 6.10). Para os filisteus, era “cheiro de morte para os que estão perecendo”; e para Obede-Edom, “fragrãncia de vida para os que estão sendo salvos”. “Tudo que lhe pertencia” recebia sua parte na bênção; e a notícia se espalhou, até o rei ouvir a respeito. Assim acontecerá naquele em cujo coração o Senhor JESUS fizer a sua habitação — outros ouvirão falar a respeito, e desejarão obter a mesma bênção. Nessas alturas, o tipo é insuficiente, pois Obede-Edom precisou perder a presença da arca na sua casa quando Davi a levou para Jerusalém, embora não se nos diz que aquele perdeu a bênção. “Viremos a ele e habitaremos com ele”, é a promessa feita a todo aquele que ama a ele e guarda as suas palavras; e se outros ganharem a bênção através de nós, não sairemos perdendo com isso. Na veradade, Obede-Edom nunca mais abandonou a Arca. Foi porteiro, músicista, guarda, cantor, ma nunca abandonou mais a presença de DEUS. Onde estava a aArca ali estava Obede-Edom. Assim nós estamos em CRISTO.
Os juizes que caíram em conexão com a arca são muito sugestivos. Os homens de Bete-Semes foram feridos por olharem para dentro dela; o que demonstra que era demasiadamente sagrada para ser olhada com olhos curiosos. “Ninguém conhece o Filho senão o Pai”; e o mistério de sua encarnação e da sua divindade não deve ser sujeitado a nossa tentativa de perscrutar com intimi­dade demasiada. Quantas pessoas se desviaram na tentativa de se intrometer nessas coisas! Se Moisés não tinha permissão para se aproximar da sarça em chamas para ver “por que” não se queimava — pois DEUS disse: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa” (Êx 3.3-5) — decerto esse mistério muito maior deve ser tratado por nós com reverência ainda mais profunda.
O juízo que caiu sobre Uzá nunca teria acontecido se as instru­ções de DEUS tivessem sido obedecidas. Ao enviarem para casa a arca, os governantes dos filisteus a tinham colocado numa carroça nova puxada por duas vacas que deram cria; e “as vacas foram diretamente para Bete-Semes, mantendo-se na estrada e mugindo por todo o caminho; não se desviaram nem para a direita nem para a esquerda” (1Sm 6.11,12). Ao buscar a arca em Quiriate-Jearim, Davi abandonou o modo “antiquado” que DEUS ordenara. DEUS ordenara que fosse carregada nos ombros dos sacerdotes, mas Davi usou um carroção novo, imitando os filisteus. Quando os bois tropeçaram, a arca foi sacudida, e Uzá esticou o braço para segurá- lo, e foi ferido diante da arca (2Sm 6.3-7). O que DEUS tolera entre seus inimigos não serve para o seu povo que possui a sua Lei. Con­forme disse alguém: “Quanto mais perto de DEUS uma pessoa ficar, com tanta mais gravidade e rapidez será julgado por qualquer iniqüidade: o julgamento precisa começar na casa de DEUS”. Procurar melhorar aquilo que DEUS instituiu, por meio de imitar a religião do mundo, provocará juízo certeiro; mas quantos estão fazendo assim nos dias atuais!
Davi ficou com muito medo diante dessa manifestação de poder, e ficou como Pedro quando este gritou “Afasta-te de mim, Senhor, pois sou pecador”; mas aprendeu a lição que DEUS quis transmitir: pois em 1 Crônicas 15 vêmo-lo dizendo ao povo que caiu o juízo porque “não o tínhamos consultado sobre como proceder” (v. 13). E lhes diz que “Somente os levitas poderão carregar a arca de DEUS, pois para isso o Senhor os escolheu, para ficarem sempre a seu serviço” (v. 2); assim “os levitas carregaram a arca de DEUS apoiando as varas da arca sobre os ombros, conforme Moisés tinha ordenado, de acordo com a palavra do Senhor” (v. 15). Dessa vez, “DEUS havia poupado os levitas que carregavam a arca” (v.26), pois sempre ajuda aqueles que seguem as suas instruções.
Referência é feita no salmo 132 à ocasião em que a arca foi trazida da casa de Abinadabe: “Soubemos que a arca estava em Efrata (Belém), mas nós a encontramos nos campos de Jaar (Quiriate-Jearim)”. Davi estava cheio de júbilo diante da perspectiva da a ter na sua posse. Sempre há regozijo quando podemos di­zer, juntamente com Filipe: “Nós o achamos”. (O assunto do ministério diante da arca é amplo demais para ser tratado aqui.)
Quando o homem segundo o coração de DEUS foi rejeitado por Jerusalém, e o usurpador foi acolhido no seu lugar, a arca de DEUS foi levada para fora de Jerusalém, e atravessou o ribeiro Cedrom juntamente com o rei rejeitado; o que nos relembra JESUS que, na hora mais sombria da sua rejeição, atravessou com seus discípulos o vale do Cedrom (Jo 18.1).
Quando o Templo foi completado e dedicado ao Senhor, vemos que a arca foi levada ao lugar do seu repouso, e colocada no centro do cenários que prefigurava tão maravilhosamente o dia em que o Templo de DEUS estiver completado, e os redimidos se reunirão em redor do próprio DEUS. João, na sua visão, teve um vislumbre da arca; pois “foi aberto o santuário de DEUS no céu, e foi vista dentro do seu templo a arca da sua aliança” (Ap 11.19).
Quando chegar aquele dia, já “não haverá necessidade de carregar o Tabernáculo, nem qualquer utensílio para o seu serviço”; pois o Senhor DEUS terá “dado repouso ao seu povo”. Assim como DEUS escolheu os levitas na antiguidade, assim ele escolheu a nós para levarmos o seu nome agora; mas naquele dia futuro, nosso testemunho terá chegado ao fim.
 
ARCA DA ALIANÇA - Dicionário Bíblico Wycliffe
Esta era um baú feito de madeira de acácia, de quatro pés de comprimento, e dois pés e meio tanto de largura quanto de altura. Era revestida de ouro por dentro e por fora (Êx 25.11), e tinha um anel de ouro em cada extremidade ou pé através do qual estacas eram passadas para carregá-la. A tampa da arca, o kapporeth OU o “propiciatório” (Êx 25.17), era feita de ouro puro. Em cada extremidade do propiciatório, havia um querubim feito de ouro batido.
A arca ('aron) é mencionada 200 vezes no Antigo Testamento sob 22 designações diferentes. É chamada de arca (Êx 25.14), arca do Senhor (1 Sm 4.6), arca de DEUS (Elohim, 1 Sm 4.18), arca da Aliança (Js 3.6), e arca do Testemunho (Êx 25.22). Esta terminologia variada empregada em referência à arca, pode refletir uma diferença em datas e autoria de várias fontes, mas não necessariamente.
A arca parece ter servido a várias funções durante a sua história. Foi construída por Moisés (Dt 10.5), mais especificamente por Bezalel (Êx 31.2,6,7; 37.1-9), no Sinai. De acordo com Números 10.33-36 ela serviu como um guia para Israel no deserto, e Números 14.44 acrescenta que quando os rebeldes em Cades-Barnéia foram possuir a terra prometida, nem Moisés, nem a arca foram com eles. Nestas passagens, a arca serve como um símbolo da presença de DEUS. A arca é considerada como um trono de DEUS (1 Sm 4.4; 2 Sm 6.2; cf. Jr 3.16).
A idéia da arca como um paládio de guerra é muito comum no Antigo Testamento. A arca teve muita proeminência na história da conquista de Jericó (Js 6-7), e na luta com os filisteus quando a arca foi capturada (1 Sm 4.11), ocasião em que foi dito, “foi-se a glória de Israel” (1 Sm 4.21). Mesmo com a derrota que sucedeu por culpa de Israel, DEUS não abandonou o seu trono na arca, mas causou uma devastação entre os captores filisteus. O poder da arca pode ser visto nas maldições que esta trouxe aos filisteus (1 Sm 5) e sobre Uzá (2 Sm 6.7). G. Henton Davies argumentou que a arca pode ser mencionada inúmeras vezes nos Salmos sob o termo ‘oz, “força” (cf. “The Ark in The Psalms”, Promise and Fulfillment, F. F. Bruce, ed.; cf. também Salmos 132.8; 78.59-61; 105.4).
Uma outra função da arca era servir como o local de armazenagem das tábuas da lei ou aliança. Este conceito é refletido no nome “arca do Testemunho” (Êx 25.16; Nm 4.5; Js 4.16).
Suando a arca foi devolvida pelos filisteus, a veio a Bete-Semes (q.v.), e então foi removida para a casa de Abinadabe em Quiriate-Jearim onde permaneceu por aproximadamente vinte anos (1 Sm 7.2). Embora a arca estivesse agora em Israel, estava, provavelmente, ainda sob o controle dos filisteus. Este fato explicaria por que Saul não tinha nada a ver com a arca e por que “lamentava toda a casa de Israel após o Senhor” (1 Sm 7.2).
Quando Davi chegou ao trono, ele estabeleceu que Jerusalém seria a capital política e religiosa de toda a nação de Israel. Fazendo isto, ele levou a arca para Jerusalém e fez dela o centro da adoração (2 Sm 6; Sl 132). Salomão construiu seu Templo para abrigar a arca (1 Rs 6.19; 8.1-9). Deste ponto em diante, os livros históricos raramente mencionam a arca (cf. 2 Cr 35.3). De qualquer forma, é muito provável que ela tenha sido usada em algumas das grandes festas religiosas em Jerusalém durante a monarquia. Pelo menos quatro Salmos (24, 68, 118, 132) refletem uma procissão de culto ao redor de Jerusalém, provavelmente durante uma das mais importantes festas, durante as quais a arca pode ter sido carregada na frente pelos sacerdotes (cf. Sl 68.24,25; 118.26,27; 24.7- 10; 132.8,9).
O destino final da arca é um mistério. Uma referência a ela em Jeremias 3.16 parece sugerir que ela foi destruída ou capturada (pelos babilônios em 586 a.C.). O profeta estava dizendo que em dias vindouros a arca (como o trono de DEUS) não seria perdida, lembrada ou feita novamente, porque Jerusalém deveria ser chamada de trono de DEUS. Há uma tradição apócrifa encontrada em 2 Esdras 10.22; 2 Macabeus 2.4,5 que afirma que Jeremias escondeu a arca junto com a tenda e o altar de incenso em uma caverna no Monte Nebo antes de Jerusalém ser destruída. George Adam Smith disse, “isto era algo improvável de ser feito” (Jerusalém, Vol. 2, nota de rodapé 4, p. 256).
A arca era um símbolo visível da presença de DEUS. Ela havia servido a uma necessidade real no início da história de Israel. Mas, quando surgiu o perigo de tornar-se um amuleto de Israel, DEUS permitiu que ela fosse tomada e destruída.
Veja Tabernáculo.
Bibliografia. Frank M. Cross Jr., “The Priestly Tabernaele”, The Biblical Archaeo- logist Reader, ed. por G. Emest Wright e David Noel Freedman, Anchor Books, Vol. I, Garden City. Doubleday, 1961. G. Henton Davies, “The ark of The Covenant”, IDB, I, 222-226. Roland de Vaux, Ancient Israel, trad. por John Mc Hugh, New York. McGraw Hill 1961, pp. 297-301. Walther Eichrodt, Theology of the Old Testament, trad. por J. A. Baker, Philadelphia. Westminister, I (1961), 107-112. Gernard von Rad, “The Tent and the Ark”, The Problem of the Hexateuch and Other Essavs, trad. por E. W. Trueman Dicken, Edinburgh. Oliver & Boyd, 1966, pp. 103-130. Marten H. Woudstra, The Ark of the Covenant, Philadelphia. Persbyterian and Reformed, 1965. R. L. S.
 
 
ARCA DA ALIANÇA - Dicionario Russell Norman Champlin
A arca sagrada, tida como lugar da manifestação de Yahweh. Era chamada «arca da aliança», servindo de símbolo visível da presença de Yahweh. O vocábulo hebraico traduzido em português por «arca» significava apenas caixa ou cofre. E-a transportada pelos sacerdotes em expedições militares, pois julgava-se que ela era motivo de proteção para os israelitas (Núm. 10:33; Deu. 1:33). Essa caixa era feita de madeira de acácia, de forma retangular, com cerca de 1,10 m. de comprimento por cerca de 0,70 cm. de largura e de altura (Exo. 25:10 - ver especificações e descrições da arca, nesse capítulo). Era forrada de ouro por dentro e por fora, com uma beirada de ouro. Tinha quatro pés, cada qual com uma argola de ouro (vs. 12), onde eram permanentemente inseridas varas de madeira de acácia recobertas de ouro (vss. 13-15).
Vários povos da antiguidade tiveram caixas sagradas, onde eram guardados os ídolos, símbolos dos ídolos ou outras relíquias sagradas. Naturalmente, várias nações circunvizinhas consideravam a arca como o deus de Israel, ou associada a alguma forma de idolatria física (I Sam. 4:6,7). A arca foi capturada pelos filisteus na segunda batalha de Ebenezer, o que só trouxe infortúnios para eles, de tal modo que a devolveram aos israelitas (ver I Sam. 4-6). Ficou em Quiriate-Jearim até que Davi a instalou no novo santuário de Jerusalém. Subseqüentemente, foi transferida para o templo de Salomão e colocada no SANTO dos Santos (ver II Sam. 6 e I Reis 8:1-11). Nela estavam guardadas as duas tábuas de pedra, onde haviam sido escritos os dez mandamentos, as condições do pacto divino. Dai deriva-se o nome dessa caixa: arca da aliança. Os outros objetos guardados na arca, como o vaso de ouro com maná e a vara de Aarão, que florescera (ver Heb. 9:4), talvez pertencessem a uma outra época, tendo-se perdido ou perecido de alguma outra maneira, antes da construção do templo de Salomão. O trecho de I Reis 8:9 declara que só as tábuas do decálogo eram guardadas na arca.
A tampa da arca era o propiciatório, lugar onde era aspergido o sangue no Dia da Expiação (ver Exo. 25:17 ; 26:34), uma das mais importantes instituições de Israel. A arca, nesse período de sua história, era vista somente pelo sumo sacerdote, e somente uma vez por ano. Sobre o propiciatório havia os querubins, um em cada extremidade. Em certo sentido, ali ficava o trono místico de Yahweh.
O que sucedeu mais tarde à arca, não se sabe. A tradição afirma que não havia arca no segundo templo (Menahot 27b; Josefo, Guerras, V.5). No judaísmo há “arcas” que são caixas onde são guardados os rolos da Torah, ou lei. Seja como for, Jeremias predisse que chegariam dias quando não mais se buscaria a arca (Jer. 3:16), porquanto Jerusalém inteira tornar-se-ia o trono de Yahweh.
Símbolos espirituais envolvidos na arca:
1.    Era sinal do pacto entre DEUS e os homens, ratificado pela lei e inaugurado pelo sacrifício expiatório (Lev. 16:2). Em termos cristãos, representa CRISTO, o nosso sacrifício (João 1:29; Heb. 9:24). Há um novo pacto, ou novo testamento (Heb. 7:22 e 9:15).
2.    Representava a presença e proteção de DEUS (Jos. 3:3; 4:10). Em termos cristãos, isso se concretiza em nosso favor através da missão de CRISTO. A providência divina nos é estendida em CRISTO (Efé. 1:7).
3.    As teofanias. DEUS pode aparecer e realmente aparece ao homem, comunicando-se com ele (ver o artigo sobre o misticismo). Jeremias percebeu isso quando viu que Jerusalém inteira tornar-se-ia o lugar da manifestação de DEUS, mostrando a descontinua-ção da arca material. Agora CRISTO é a teofania de DEUS (João 1:14). Em CRISTO há revelação, porque n'Ele DEUS comunica-se com os homens. No contexto do Antigo Testamento, ver Ex 24:22 e Núm. 7:89. No contexto do Novo Testamento, ver João 1:18. O fato de que DEUS se revela, prova a verdade que há no teísmo (ver o artigo), isto é, que DEUS criou, comunica-se, intervém e está interessado em Sua criação. Isso contrasta com o deísmo (ver o artigo), ou seja, que há um DEUS ou uma força cósmica criativa, mas que teria abandonado a criação, deixando-a ao encargo das leis naturais. (E FA UN WOU Z)
 
 ARCA -  ארון ’arown ou ארן ’aron -  Dicionario Vine Antigo e Novo Testamento

'
ãrôn א י»: "arca. caixão, cofre. baú. caixa”. Esta palavra tem cognatos no fenício, aramaico, acadiano e árabe. Ocorre aproximadamente 203 vezes 110 hebraico bíblico e em todos os períodos.
Em Gn 50.26. esta palavra representa um caixão ou sarcófago icomo significa a mesma palavra em fenício): "E morreu José da idade de cento e dez anos: e o embalsamaram e 0 puseram num caixão no Egito". Este caixão era provavelmente bastante elaborado e semelhante aos achados nas antigas tumbas egípcias.
Durante o reinado de Joás (ou Jeoás), quando o templo estava sendo restaurado, o dinheiro para o trabalho era depositado num “baú” ou “cofre” com um buraco na tampa. O sumo sacerdote Jeoiada preparou este baú e o pôs na entrada do templo (2 Rs 12.9).
Na maioria das ocorrências, 'ãrôn se refere à “Arca do Concerto”. Esta mobília funcionava principalmente como recipiente. Corno tal, a palavra é modificada por nomes ou atributos divinos. Encontramos a primeira ocorrência em que o nome divino modifica ‘ãrôn em 1 Sm 3.3: “E estando também Samuel já deitado, antes que a lâmpada de DEUS se apagasse no templo do SENHOR, em que estava a arca de DEUS”. A palavra ‘ãrôn é modificada pela primeira vez pelo nome do concerto de DEUS. Yahweh, em Js 4.5. Em Jz 20.27, está a primeira ocorrência da “arca” como Arca do Concerto de ’Elohim. Primeiro Samuel 5.11 usa a frase “a arca do DEUS [’elohim] de Israel”, e 1 Cr 15.12 emprega “a arca do Senhor [Yahweh], DEUS [’elohim] de Is­rael”.
V
As vezes, os atributos divinos substituem o nome divino: “Levanta-te, SENHOR, no teu repou­so, tu e a arca da tua força” (SI 132.8). Outro grupo de modificadores concentra-se na redenção divina (cf. Hb 8.5). Assim, ,ãrnn é descrita como a “arca do concerto” (Js 3.6) ou “a arca do concerto do SENHOR" (Nm 10.33). Como tal, a arca continha os memoriais dos grandes atos redentores de DEUS: as tábuas nas quais estavam inscritos os Dez Mandamentos, um ômer ou 1,85 litro de maná e a vara de Arão. Nos dias de Salomão, somente as tábuas de pedra estavam na arca (1 Rs 8.9). Este baú também era chamado de “a arca do Testemunho” (Êx 25.22), o que indica que as duas tábuas eram evidência da redenção divina.
Êxodo 25.10-22 nos fala que esta arca era feita de madeira de cetim e media 1,15 por 0,75 por 0,75 cm. Era chapeada de ouro por dentro e por fora, com uma moldura de ouro ao redor. Em cada um dos seus quatro pés tinha uma argola de ouro no topo pela qual passavam varas de ouro irremovíveis. A tampa de ouro ou propiciatório (lugar da expiação propiciatória) tinha as mesmas dimensões do topo da arca. Dois querubins de ouro estavam sobre esta tampa cada um de frente para 0 outro, representando a majestade divina (Ez 1.10) que cerca o DEUS vivente.
Além de conter os memoriais da redenção divina, a arca representava a presença de DEUS. Estar dian­te dela era como estar na presença de DEUS (Nm 10.35), embora Sua presença não estivesse limitada à arca (cf. 1 Sm 4.3-11; 7.2,6). A arca deixou de ter esta função sacramental quando Israel começou a considerá-la como caixa mágica com poder sagrado (um paládio).
DEUS prometeu se encontrar com Moisés na arca
Λ
(Ex 25.22). Assim, a arca funcionava como lugar onde a revelação divina era recebida (Lv 1.1; 16.2; Nm 7.89). A arca servia como instrumento pelo qual DEUS guiava e defendia Israel durante a peregri­nação no deserto (Nm 10.11). Finalmente, era nesta arca que o mais alto dos sacramentos de Israel, o sangue da expiação, era apresentado e recebido (Lv 16.2 ss).
 
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO TOP1“A Arca tinha uma tampa chamada de propiciatório ou cobertura. Ela era idêntica em comprimento e largura à Arca, e era de madeira de acácia coberta de ouro.
Nas extremidades da tampa estavam colocados dois querubins, provavelmente de ouro batido como era o castiçal. Estes querubins muito provavelmente tinham uma forma humana, com a exceção de suas asas, embora alguns estudiosos entendam Ezequiel 1.1-14 como uma descrição geral de sua aparência. Eles são sempre retratados como estando em pé e com as faces voltadas um para o outro, olhando para o propiciatório com as suas asas estendidas por cima.
Era entre estes querubins que habitava a glória do Senhor. Esta era uma manifestação visível da presença do Senhor entre seu povo. Pelo fato da Arca ser o lugar da habitação divina, nenhum homem comum podia comparecer diante do propiciatório, e nem mesmo o sumo sacerdote podia comparecer diante da Arca por sua própria conta ou sem o sangue do sacrifício. A penalidade por fazê-lo era a morte” (SPRECHER, Alvin. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto: O lugar do seu Encontro com DEUS. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.145).
 
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO TOP2“A Arca tinha uma tampa chamada de propiciatório ou cobertura. Ela era idêntica em comprimento e largura à Arca, e era de madeira de acácia coberta de ouro.
Nas extremidades da tampa estavam colocados dois querubins, provavelmente de ouro batido como era o castiçal. Estes querubins muito provavelmente tinham uma forma humana, com a exceção de suas asas, embora alguns estudiosos entendam Ezequiel 1.1-14 como uma descrição geral de sua aparência. Eles são sempre retratados como estando em pé e com as faces voltadas um para o outro, olhando para o propiciatório com as suas asas estendidas por cima.
Era entre estes querubins que habitava a glória do Senhor. Esta era uma manifestação visível da presença do Senhor entre seu povo. Pelo fato da Arca ser o lugar da habitação divina, nenhum homem comum podia comparecer diante do propiciatório, e nem mesmo o sumo sacerdote podia comparecer diante da Arca por sua própria conta ou sem o sangue do sacrifício. A penalidade por fazê-lo era a morte” (SPRECHER, Alvin. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto: O lugar do seu Encontro com DEUS. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.145).
 
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO TOP3“O conteúdo da Arca
As tábuas da Lei. ‘Na arca porás o documento da aliança que te darei’ (Êx 25.16). Como as tábuas da Lei representavam a vontade de DEUS para com o povo de Israel, elas apontavam para JESUS, que tinha a vontade de DEUS no seu coração (Sl 40.8). Também apontavam para o crente (Jr 31.33).
Moisés, ao descer do monte Sinai, indignado com a idolatria do povo, quebrou as tábuas escritas por DEUS (Êx 32.19).
A vara de Arão. Essa vara, florescida, fala da ressurreição de CRISTO, e também de um ministério aprovado que dá flores e frutos (Nm 17.5-9).
A justiça e o juízo, simbolizados pelas tábuas da Lei e pela vara de Arão, não permitiam a presença do pecador. A graça e a misericórdia vieram por CRISTO em esplendor e glória, ‘porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade por meio de JESUS CRISTO’ (Jo 1.17).
JESUS percorreu o caminho da glória ao pó da morte, ou seja, do Propiciatório, de entre os querubins da glória, até o altar de bronze, a cruz do Calvário, e o percorreu também de volta, aspergindo o seu sangue em todos os lugares, até o trono de DEUS.
O maná. Colocado num vaso dentro da Arca, o maná indica a provisão de DEUS para o seu povo (Êx 16.32-34). O maná, por sua vez, apontava para a pessoa de JESUS (Ap 2.17).
A Arca da Aliança, que ocupava posição privilegiada dentro do SANTO dos Santos, é a primeira peça do Tabernáculo mencionada por DEUS a Moisés. A sua grande importância está em que ela formava a base do trono do Senhor. O seu próprio nome dá uma ideia da sua importância. Uma arca destina-se a guardar algo de valor, e no caso desta, estamos considerando-a o repositório de nada menos que os elementos representativos da aliança firmada entre o Senhor e o seu povo” (ALMEIDA, Abraão. O Tabernáculo e a Igreja: Suas Características, Tipologia e Significado Espiritual. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.56-58).

PARA REFLETIR - A respeito da lição “A Arca da Aliança”, responda:Por que a arca era a peça mais valiosa e importante do Tabernáculo? Era a peça mais valiosa e importante do Tabernáculo porque ocupava o primeiro lugar da vida espiritual de Israel.
Que tipologia perfeita a madeira de acácia e o dourado da arca faz? O ouro simboliza a divindade de JESUS e a madeira, sua humanidade (Hb caps. 1 e 2).
Como era denominada a tampa de madeira de acácia que ficava sobre a arca? Propiciatório.
Segundo a lição, o que o propiciatório da arca remonta? O propiciatório da arca remonta ao valor misericordioso do sangue da expiação oferecida pelo nosso Senhor, conforme o apóstolo Paulo escreveu: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em CRISTO JESUS, ao qual DEUS propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de DEUS” (Rm 3.24,25).
Cite os três elementos presentes no interior da arca. As tábuas da Lei, um vaso com o maná do deserto e a vara que floresceu. 
  
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Veja Lição 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8
Abraão de Almeida O TABERNÁCULO E A IGREJA - CPAD (principal fonte)
O Tabernaculo - Martyn Barrow
Os segredos do Tabernáculo de Moisés- Kevin J. Conner
O Tabernáculo e as suas lições por Gunnar Vingren - Gunnar Vingren
A Pessoa de CRISTO no Tabernáculo - Floyd Lee Gilbert

Dicionário Wycliffe - CPAD

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita. Vilma.
vilmatereza@gmail.com