Os Ministros do Culto Levítico
TEXTO ÁUREO
“Toma os levitas em lugar de todo primogęnito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serăo meus. Eu sou o Senhor.” (Nm 3.45)
VERDADE PRÁTICA
O chamamento divino exige, de cada um de nós, amor, excelęncia e dedicaçăo integral ao Senhor da Seara.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 29.34 Levi, o patriarca sacerdotal
Terça – Êx 32.26 O zelo dos levitas
Quarta – Nm 3.45 Os levitas são separados para DEUS
Quinta – Nm 18.20,21 A herança dos levitas
Sexta – Ml 2.4,5 A aliança do Senhor com Levi
Sábado – Ml 2.6,7 A sabedoria dos levitas
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Levítico 8.1-13
1 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
2 - Toma a Arăo, e a seus
filhos com ele, e as vestes, e o azeite da unçăo, como também o novilho da
expiaçăo do pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos păes asmos
3 - e ajunta
toda a congregaçăo à porta da tenda da congregaçăo.
4 - Fez, pois, Moisés como
o SENHOR lhe ordenara, e a congregaçăo ajuntou-se à porta da tenda da
congregaçăo.
5 - Entăo, disse Moisés à congregaçăo: Isto é o que o SENHOR
ordenou que se fizesse.
6 - E Moisés fez chegar a Arăo e a seus filhos, e os
lavou com água,
7 - e lhe vestiu a túnica, e cingiu-o com o cinto, e pôs sobre
ele o manto; também pôs sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto lavrado do
éfode, e o apertou com ele.
8 - Depois, pôs-lhe o peitoral, pondo no peitoral o
Urim e o Tumim;
9 - e pôs a mitra sobre a sua cabeça e na mitra, diante do seu
rosto, pôs a lâmina de ouro, a coroa da santidade, como o SENHOR ordenara a
Moisés.
10 - Entăo, Moisés tomou o azeite da unçăo, e ungiu o tabernáculo e
tudo o que havia nele, e o santificou;
11 - e dele espargiu sete vezes sobre o altar e ungiu o altar e todos os seus vasos, como também a pia e a sua base, para santificá-los.
11 - e dele espargiu sete vezes sobre o altar e ungiu o altar e todos os seus vasos, como também a pia e a sua base, para santificá-los.
12 - Depois,
derramou do azeite da unçăo sobre a cabeça de Arăo e ungiu-o, para
santificá-lo.
13 - Também Moisés fez chegar os filhos de Arăo, e vestiu-lhes as
túnicas, e cingiu-os com o cinto, e apertou-lhes as tiaras, como o SENHOR
ordenara a Moisés.
OBJETIVO GERAL
Conscientizar de que o chamamento divino exige, de cada um de nós, amor, excelência e dedicação integral.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apresentar a tribo de Levi como a tribo sacerdotal;
Explicar o chamamento e os requisitos do sumo
sacerdote;
Indicar os direitos e deveres dos levitas.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Depois de estudar o culto levítico, na liçăo de hoje refletiremos a respeito do sumo sacerdote e os levitas, cuja funçăo era conduzir a adoraçăo e representar o povo diante de DEUS. Os hebreus haviam deixado o Egito e era preciso que a adoraçăo fosse institucionalizada e diferente do que tinham visto e aprendido durante os anos de escravidăo. Veremos que DEUS escolheu e separou uma única tribo, a de Levi, para a adoraçăo e o serviço no Tabernáculo. Ser escolhido para tal funçăo era um privilégio, uma honra, mas também uma grande responsabilidade e abnegaçăo já que os descendentes de Levi năo teriam herança como ŕs demais tribos. O Senhor seria a herança deles e o sustento viria das outras tribos. Era preciso ter fé e viver dela.
DEUS determinou que os sacerdotes deveriam ser descendente de Arão. Também era exigido que as mulheres dos sacerdotes fossem israelitas de sangue puro. Mesmo depois da vinda de JESUS, para atuar como sacerdote, era preciso comprovar por meio de registros genealógicos a descendência de Arão. Mas, graças ao sacrifico de JESUS CRISTO na nova aliança, cada crente é um sacerdote santo, chamado para oferecer sacrifícios espirituais (1 Pe 2.5).
PONTO CENTRAL
O chamamento divino exige separação, excelência e dedicação integral.
Resumo da Lição 3, Os Ministros do Culto Levítico
I – LEVI, A TRIBO SACERDOTAL
1. O nascimento de Levi.
1. O nascimento de Levi.
2. O zelo dos levitas.
3. A vocação sacerdotal dos levitas.
II – O SUMO SACERDOTE
1. Descendente de Arão.
2. Ungido para o ofício.
3. Vitalício no cargo.
4. Servo de DEUS.
III – DIREITOS E DEVERES
1. Viver do altar.
2. Santificar-se ao Senhor.
3. Tornar-se uma referência espiritual e moral.
SÍNTESE DO TÓPICO I - A Tribo de Levi foi escolhida e
separada pelo Senhor para o serviço sacerdotal.
SÍNTESE DO TÓPICO II - O Senhor estabeleceu que o sumo
sacerdote deveria ser descendente de Arăo, ungido, vitalício e servo.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Eram deveres e direitos dos
descendentes de Levi: viver do altar, santificar-se ao Senhor e ser uma referęncia
moral, ética e espiritual.
INTRODUÇÃO
Então disse o SENHOR a Arão: Tu, e teus filhos, e a casa de teu pai
contigo, levareis sobre vós a iniquidade do santuário; e tu e teus filhos
contigo levareis sobre vós a iniquidade do vosso sacerdócio.
E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho.
E eles cumprirão as tuas ordens e terão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, tanto eles como vós.
Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós.
Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o serviço do altar; para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel.
E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo Senhor, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação.
Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu, nisso servireis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial e o estranho que se chegar morrerá. Números 18:1-7
E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho.
E eles cumprirão as tuas ordens e terão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, tanto eles como vós.
Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós.
Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o serviço do altar; para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel.
E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo Senhor, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação.
Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu, nisso servireis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial e o estranho que se chegar morrerá. Números 18:1-7
VAMOS ESTUDAR SOBRE AS PESSOAS, OU MINISTROS, OU SERVOS, OU SACERDOTES,
QUE ERAM MINISTRANTES NO SERVIÇO DO CULTO A DEUS, OU CULTO LEVÍTICO.
Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha
aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos,
porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo
santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. Êxodo 19:5,6
(ISRAEL).
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo
adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas
para a sua maravilhosa luz; 1 Pedro 2:9 (IGREJA).
E nos fez reis e sacerdotes para DEUS e seu Pai; a ele glória e poder
para todo o sempre. Amém. Apocalipse 1:6 (IGREJA).
E para o nosso DEUS nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a
terra. Apocalipse 5:10 (IGREJA)
Veremos nesta Lição:
Por que sacerdócio Levítico? Quem era Levi? Por que só a Tribo de Levi
foi escolhida para o sacerdócio? De qual parte dos Levitas eram os sumo
sacerdotes, começando por Arão? Quem era Arão? Quanto tempo durava o sacerdócio
do sumo sacerdote? Quem ocuparia o sumo sacerdócio caso o sumo sacerdote viesse
a morrer? Quais as condições necessárias para se exercer o sacerdócio Levita?
Como eram sustentados os Levitas? Qual a maior responsabilidade dos Levitas,
principalmente os sumo sacerdotes?
I – LEVI, A TRIBO SACERDOTAL
1. O nascimento de Levi.
Gênesis 29:32 E concebeu Léia (ou Lia), e teve um filho, e
chamou o seu nome Rúben, dizendo: Porque o SENHOR atendeu à minha aflição. Por
isso, agora me amará o meu marido.
33 E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Porquanto o SENHOR ouviu que eu era aborrecida, me deu também este; e chamou o seu nome Simeão.
34 E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado; por isso, chamou o seu nome Levi.
35 E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao SENHOR. Por isso, chamou o seu nome Judá; e cessou de ter filhos.
E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado; por isso, chamou o seu nome Levi. Gênesis 29:34
33 E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Porquanto o SENHOR ouviu que eu era aborrecida, me deu também este; e chamou o seu nome Simeão.
34 E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado; por isso, chamou o seu nome Levi.
35 E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao SENHOR. Por isso, chamou o seu nome Judá; e cessou de ter filhos.
E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado; por isso, chamou o seu nome Levi. Gênesis 29:34
Gênesis 30:17 E ouviu DEUS a Léia, e concebeu e teve um
quinto filho.
19 E Léia concebeu outra vez e deu a Jacó um sexto filho.20 E disse Léia: DEUS me deu a mim uma boa dádiva; desta vez morará o meu marido comigo, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou o seu nome Zebulom.21 E, depois, teve uma filha e chamou o seu nome Diná.
19 E Léia concebeu outra vez e deu a Jacó um sexto filho.20 E disse Léia: DEUS me deu a mim uma boa dádiva; desta vez morará o meu marido comigo, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou o seu nome Zebulom.21 E, depois, teve uma filha e chamou o seu nome Diná.
Êxodo 2:1 E foi-se a um varão da casa de Levi e casou com
uma filha de Levi.
2 E a mulher concebeu, e teve um filho, e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.
E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela gerou-lhe a Arão e a Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos. Êxodo 6:20
2 E a mulher concebeu, e teve um filho, e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.
E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela gerou-lhe a Arão e a Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos. Êxodo 6:20
E o nome da mulher de Anrão foi Joquebede, filha de Levi, a qual nasceu
a Levi no Egito; e esta, a Anrão gerou Arão, e Moisés, e Miriã, sua irmã.
Números 26:59
Levi, então, é o terceiro filho de Jacó com Lia, ou Léia.
Arão è filho de Anrão e sua Tia Joquebede, é irmão de Miriâ e Moisés.
Anrão (em hebraico: עַמְרָם, hebraico transliterado:Amram, cujo o
significado é Amigo do mais alto/ou "amigo do Altíssimo". Conforme
Ex.6:20 Anrão é o pai de Moisés (da tribo de Levi, descendente dos Coatitas).
ARÃO
a- Significado do nome. Não há certeza quanto ao que esse nome quer
dizer. Pelo menos desde os dias de Jerônimo, pensava-se que vem de um vocábulo
hebraico que significa monte de força. Outros, porém, têm conjecturado
montanhista ou iluminador,
Visto que a própria Bíblia não nos dá explicação sobre o sentido desse nome,
nenhum sentido especial tem sido vinculado ao mesmo. Somente Aarão, irmão de
Moisés, tem esse nome na Bíblia inteira.
b- Família. Aarão foi o filho mais velho do levita Anrão e de Joquebede
(lho. 6:20; Núm. 26:59). Era irmão de Moisés e Miriã, sendo três anos mais
velho do que o legislador (Êxo 7:7). Conjecturas situam seu nascimento em torno
do ano 1725 A.C., que foi o ano anterior ao decreto de Faraó acerca da
eliminação dos meninos hebreus. Os trechos de Êxo. 6:16-20e I Crôn 6:1-3
indicam que Aarão estava na terceira geração depois de Levi, pelo que teríamos
Levi, Coate, Anrão, Aarão, embora as genealogias com freqüência fossem apenas
representativas, e não completas. Seja como for, Aarão era levita por parte de
seu pai e de sua mãe (Núm. 26:29). A esposa de Aarão foi Eliseba, irmã de
Naassom, aparentemente o príncipe de Judá, que foi ancestral de Davi (Êxo 6:23;
Rute 4:20; I Crô 2:10; Mat. 1:4). Aarão e Eliseba tiveram quatro filhos:
Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Os dois mais velhos foram mortos pelo fogo
caldo do céu, por motivo de um ato de sacrilégio (Lev. 10:1 ss.), A classe dos
sumos sacerdotes deriva-se dos outros dois filhos, em Israel (I Crô. 24:1 5S).
c- Nomeação divina. Moisés foi nomeado por Deus para tirar o povo de
Israel do- Egito. Deus também nomeou Aarão para ser assistente e porta-voz de
Moisés, por ser mais eloqüente do que este (Exo 4:14-16; 7:1). O hebraico aqui
é pitoresco. De Moisés é dito que ele era «pesado de boca e pesado de língua•.
E sobre Aarão declara-se: «Certamente ele pode
falar". Moisés foi instruído a deixar Midiã (onde estivera durante
quarenta anos, aproximadamente de 1688 a 1648 A.C., preparando-se no deserto
para a sua missão), a fim de retornar ao Egito. Encontrou-se com Aarão no monte
Horebe que para ali fora mandado por divina orientação (Exo.4:29-31). No dia
seguinte, apresentaram-se a Faraó, e o grande drama teve inicio.
2. O zelo dos levitas.
No estupro de sua irmã, Diná, Levi já demonstrou, embora de maneira
violenta, um zelo pela justiça. (Gn 34.25-31).
O bezerro de ouro
Êxodo 32:1 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e disseram-lhe: Levanta-te, faze-nos 39deuses que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.2 E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas e trazei-mos.3 Então, todo o povo arrancou dos pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão,4 e ele os tomou das suas mãos, e formou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então, disseram: 40Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.5 E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e Arão apregoou e disse: Amanhã será festa ao SENHOR.
Êxodo 32:1 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e disseram-lhe: Levanta-te, faze-nos 39deuses que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.2 E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas e trazei-mos.3 Então, todo o povo arrancou dos pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão,4 e ele os tomou das suas mãos, e formou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então, disseram: 40Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.5 E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e Arão apregoou e disse: Amanhã será festa ao SENHOR.
Moisés quebra as tábuas do Testemunho
Êxodo 32:19 E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte,20 e tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas e deu-o a beber aos filhos de Israel.21 E Moisés disse a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado?22 Então, disse Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal;23 e eles me disseram: aFaze-nos deuses que vão adiante de nós; porque não sabemos que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito.24 Então, eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro.
Moisés manda matar os idólatras
Êxodo 32:25 E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia despido para vergonha centre os seus inimigos,26 pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.27 E disse-lhes: Assim diz o SENHOR, o DEUS de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu próximo.28 E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo, aquele dia, uns três mil homens.29 Porquanto Moisés tinha edito: Consagrai hoje as vossas mãos ao SENHOR; porquanto cada um será contra o seu filho e contra o seu irmão; e isto para ele vos dar hoje bênção.
Êxodo 32:19 E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte,20 e tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas e deu-o a beber aos filhos de Israel.21 E Moisés disse a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado?22 Então, disse Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal;23 e eles me disseram: aFaze-nos deuses que vão adiante de nós; porque não sabemos que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito.24 Então, eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro.
Moisés manda matar os idólatras
Êxodo 32:25 E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia despido para vergonha centre os seus inimigos,26 pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.27 E disse-lhes: Assim diz o SENHOR, o DEUS de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu próximo.28 E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo, aquele dia, uns três mil homens.29 Porquanto Moisés tinha edito: Consagrai hoje as vossas mãos ao SENHOR; porquanto cada um será contra o seu filho e contra o seu irmão; e isto para ele vos dar hoje bênção.
Por isso mesmo DEUS os chamou para o sacerdócio, pois este exigia
pessoas que desejassem a justiça e santidade de DEUS.
3. A vocação sacerdotal dos levitas.
A família de Levi sempre demonstrou fidelidade a DEUS.
E assentar-se-á, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos
de Levi e os afinará como ouro e como prata; então, ao SENHOR trarão ofertas em
justiça. Malaquias 3:3
NA IGREJA TEMOS SERVOS QUE MINISTRAM A FAVOR DO POVO - E ele mesmo deu
uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e
outros para pastores e doutores, Efésios 4:11
Ministros - λειτουργος leitourgos - Dicionário Strong
1) ministério público, empregado do estado
2) ministro, empregado
2a) assim de trabalhadores militares
2b) do templo
2b1) de alguém ocupado com coisas santas
2b2) de um sacerdote
2c) dos servos de um rei
Ministério - διακονια diakonia - Dicionário Strong
1) serviço, ministério, esp. daqueles que executam os pedidos de outros
2) daqueles que pelo pedido de DEUS proclamam e promovem religião entre os homens
2a) do ofício de Moisés
2b) do ofício dos apóstolos e sua administração
2c) do ofício dos profetas, evangelistas, anciãos, etc.
3) serviço daqueles que brindam aos outros os ofícios da afeição cristã esp. aqueles que ajudam a atender necessidades, seja pelo recolhimento ou pela distribuição de caridades
4) ofício do diácono na igreja
5) serviço daqueles que preparam e ofertam alimento
Servos - עבד Ìebed - Dicionário Strong
1) escravo, servo
1a) escravo, servo, servidor
1b) súditos
1c) servos, adoradores (referindo-se a DEUS)
1d) servo (em sentido especial como profetas, levitas, etc.)
1e) servo (referindo-se a Israel)
1f) servo (como forma de dirigir-se entre iguais)
1) ministério público, empregado do estado
2) ministro, empregado
2a) assim de trabalhadores militares
2b) do templo
2b1) de alguém ocupado com coisas santas
2b2) de um sacerdote
2c) dos servos de um rei
Ministério - διακονια diakonia - Dicionário Strong
1) serviço, ministério, esp. daqueles que executam os pedidos de outros
2) daqueles que pelo pedido de DEUS proclamam e promovem religião entre os homens
2a) do ofício de Moisés
2b) do ofício dos apóstolos e sua administração
2c) do ofício dos profetas, evangelistas, anciãos, etc.
3) serviço daqueles que brindam aos outros os ofícios da afeição cristã esp. aqueles que ajudam a atender necessidades, seja pelo recolhimento ou pela distribuição de caridades
4) ofício do diácono na igreja
5) serviço daqueles que preparam e ofertam alimento
Servos - עבד Ìebed - Dicionário Strong
1) escravo, servo
1a) escravo, servo, servidor
1b) súditos
1c) servos, adoradores (referindo-se a DEUS)
1d) servo (em sentido especial como profetas, levitas, etc.)
1e) servo (referindo-se a Israel)
1f) servo (como forma de dirigir-se entre iguais)
DEUS firmou uma aliança com os levitas (Ml 2.4,5). Santidade e senso
de justiça qualificou os levitas para o sacerdócio (Nm 3.45).
Todo primogênito pertencia a DEUS desde que DEUS matou todo primogênito
do Egito, inclusive dos animais. Os levitas foram tomados por DEUS dentre
os israelitas como resgate de todo primogênito da nação de Israel. Em lugar dos israelitas
DEUS adquiri os levitas para si Nm 3.12). Os levitas, pois,
foram concedidos como dons a Israel, assim como os obreiros de Cristo foram
entregues com o mesmo objetivo à Igreja (Ef 4.8-12).
II – O SUMO SACERDOTE
Então disse o SENHOR a Arão: Tu, e teus filhos, e a casa de teu pai
contigo, levareis sobre vós a iniquidade do santuário; e tu e teus filhos
contigo levareis sobre vós a iniquidade do vosso sacerdócio.
E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho.
E eles cumprirão as tuas ordens e terão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, tanto eles como vós.
Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós.
Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o serviço do altar; para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel.
E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo Senhor, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação.
Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu, nisso servireis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial e o estranho que se chegar morrerá. Números 18:1-7
E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho.
E eles cumprirão as tuas ordens e terão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, tanto eles como vós.
Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós.
Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o serviço do altar; para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel.
E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo Senhor, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação.
Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu, nisso servireis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial e o estranho que se chegar morrerá. Números 18:1-7
1. Descendente de Arão.
Não esquecer de que Arão e Moisés eram da tribo de Levi. Todo sacerdote
era levita, mas nem todo levita era sacerdote - somente os descendentes de Arão
podiam ser sacerdotes sendo Arão o Sumo Sacerdote.
O sacerdote.
Arão era o sumo sacerdote e o tabernáculo requeria um elaborado sistema
de manutenção do sacerdócio aarônico.
O termo sumo sacerdote só começou a ser usado após o exílio babilônico;
e aqui o título é conferido a Arão, porque essa tinha sido a sua função
original, embora ela não fosse chamada por esse nome (II Crô. 19.11; 24.11;
Esd. 7.5); sim, príncipe da casa de DEUS (I Crô. 9.11). Os sacerdotes aarônicos
eram mediadores do pacto mosaico (Êxo. 19.1). O sumo sacerdote destacava o
conceito da necessidade que o homem tem de reconciliar-se com DEUS (Êx.
33.12-23). Arão mediava as graças e dons de Yahweh ao povo de Israel. Mas foi
através de Moisés que Arão havia recebido seu ofício e sua autoridade.
Êx 28.1 Arão e seus filhos tomaram-se uma classe sacerdotal. Havia
funções e deveres maiores e menores. Moisés é que dava a Arão e seus filhos a
autoridade original deles. Os sacerdotes tinham vestes que ilustravam os
poderes, os privilégios e a dignidade de seu ofício; e neste capitulo vinte e
oito são descritas as vestes sacerdotais.
Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
“O ofício sacerdotal, na verdade, estava circunscrito às famílias de
Eleazar e Itamar, pois Nadabe e Abiú morreram por terem oferecido fogo estranho
no altar. Eleazar tornou-se sumo sacerdote em razão da morte de Arão (Núm.
20.28). Foi sucedido por seu filho, Fínéías, que era o sumo sacerdote no tempo
de Josué (Jos. 22.13) e mais tarde (Juí. 20.28). Em data posterior, mas sob
circunstâncias desconhecidas, o sumo sacerdócio passou para a linhagem de
Itamar, à qual Eli pertencia" (Ellicott, in loc). Arão era tipo de CRISTO
em Sua função de Sumo Sacerdote.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por
versículo. Editora Hagnos. pag. 429.
DEUS escolheu Arão, o irmão de Moisés, e seus descendentes, para servir
de sacerdotes. Até este momento, Moisés era o único mediador, mas foi à família
de Arão, e não a de Moisés, que foi escolhida para administrar perante DEUS a
favor de Israel
A nomeação dos sacerdotes: “Arão e seus filhos”, v. 1. Até aqui, cada
chefe de família era o sacerdote para a sua própria família, e oferecia,
conforme julgasse haver ocasião, sobre altares de terra. Mas agora que as
famílias de Israel começavam a incorporar-se em uma nação, e um tabernáculo da congregação
seria erigido, como centro visível da sua unidade, era essencial que houvesse a
instituição de um sacerdócio público. Moisés, que até aqui tinha oficiado, e
por isto é reconhecido entre os sacerdotes do Senhor (SI 99.6) já tinha
trabalho suficiente para realizar, como seu profeta, para consultar o oráculo
por eles, e como seu príncipe, para julgar entre eles. E ele não desejava
monopolizar todas as glórias para si mesmo, nem transmitir esta glória do
sacerdócio, que por si só era hereditária, para a sua própria família, mas
ficou muito satisfeito por ver o seu irmão Arão investido nesta função, e seus
filhos depois dele, enquanto (por maior que ele pudesse ser) os seus próprios
filhos seriam apenas levitas comuns. É um exemplo da humildade deste grande
homem, e uma evidência da sua sincera consideração pela glória de DEUS, o fato
de que tivesse tão pouca consideração pela primazia da sua própria família.
Arão, que tinha humildemente servido como profeta para seu irmão mais jovem,
Moisés, e não recusou este trabalho (cap. 7.1) agora é promovido para ser um
sacerdote, um sumo sacerdote para DEUS. Pois Ele exalta aqueles que se
humilham. E ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por DEUS,
Hebreus 5.4. DEUS tinha dito, sobre Israel, de modo geral, que eles seriam,
para Ele, um reino de sacerdotes, cap. 19.6. Mas por ser essencial que aqueles
que ministravam no altar devessem dedicar-se integralmente ao serviço, e porque
aquilo que é o trabalho de todos em breve passa a ser o trabalho de ninguém,
DEUS aqui escolheu entre eles uma família para ser uma família de sacerdotes, o
pai e seus quatro filhos. E dos lombos de Arão descenderam todos os sacerdotes
da igreja judaica, sobre os quais lemos tão frequentemente, tanto no Antigo
quanto no Novo Testamento. É uma grande bênção quando a verdadeira santidade
prossegue em uma família de geração em geração, como a santidade cerimonial.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a
Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 329.
Nadabe e Abiu morreram (Lv 10:1 2), muito provavelmente, porque estavam
sob efeito de bebida embriagante (tanto é que DEUS proibiu os sacerdotes de
beberem muito vinho logo após eles morrerem) e assim fabricaram fogo ao invés
de pegarem do fogo do altar que havia descido do céu, de DEUS. DEUS não aceita
fogo do homem, aceita somente fogo vindo Dele mesmo. Assistimos hoje em nossos
templos a manifestação vergonhosa de fogo produzido por homens e mulheres sem a
unção de DEUS, cujo prazer se encontra em dançar ao som de músicas estranhas.
Também vemos esse fogo estranho aceso por emocionalismo e por induções de
espertalhões que andam atrás do dinheiro dos fiéis.
Lev.10: 8 E falou o Senhor a Arão, dizendo: 9 Vinho ou bebida forte tu e
teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação,
para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,
Constituído a favor dos homens nas coisas concernentes ao Altíssimo, o
sumo sacerdote oferecia sacrifícios pelos pecados do povo (Hb 5.1). Portanto, ele fazia
a intermediação entre o povo de Israel e o santíssimo Deus. Era sua
responsabilidade também instruir o povo santo (Lv 10.10,11). O Sumo Sacerdote
era a autoridade máxima entre os israelitas, abaixo somente de Moisés.
2. Ungido para o ofício.
O sacerdócio era dividido em três grupos: (1) o sumo sacerdote, (2) os
sacerdotes e (3) os levitas. Todos os três descendiam de Levi. Todos os
sacerdotes eram levitas, mas nem todos os levitas eram sacerdotes. A ordem dos
levitas cuidavam do serviço do santuário. Eles tomaram o lugar dos primogênitos
que pertenciam a DEUS por direito (Êx 13.2,12,13; 22.29; 34.19,20; Lv 27.26; Nm
3.12,13,41,45; 8.14-17; 18.15; Dt 15.19). Os filhos de Arão, separados para o
ofício especial de sacerdote, estavam acima dos levitas. Apenas eles podiam
ministrar nos sacrifícios do altar. O nível mais elevado do sacerdócio era o
sumo sacerdote. Ele representava fisicamente o cume da pureza do sacerdócio.
Carregava os nomes de todas as tribos de Israel em seu peitoral para o interior
do santuário, representando todo o povo perante DEUS (Êx 28.29). Somente o Sumo
Sacerdote (no caso Arão) podia entrar o santo dos santos e apenas um dia no
ano, para fazer expiação pelos pecados de si próprio e de toda a nação.
As cerimônias ligadas com a consagração dos sacerdotes estão descritas
em Êxodo 29 e Levítico 8. Elas incluíam um banho de consagração, unção,
vestimenta e sacrifícios. A lavagem simbolizava a limpeza do coração para as
obrigações ligadas à pureza da nação perante DEUS. A unção (Lv 8.10,11)
envolvia o derramar óleo na cabeça do sumo sacerdote e respingá-lo nas
vestimentas dos outros sacerdotes (w. 22-24). As vestimentas dos sacerdotes e
especialmente a do sumo sacerdote eram caras e bonitas (Êx 28.3-5; Lv 8.7-9).
Os sacrifícios de consagração incluíam a oferta pelo pecado (8.14-17), oferta
queimada (vv. 18-21) uma oferta de consagração especial (w. 22-32). O sangue do
carneiro era aplicado na orelha, no dedo polegar e no dedo do pé direitos de
Arão e de seus filhos, para simbolizar consagração física completa ao Senhor.
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 5. pag.
302.
Unção da orelha direita - O sacerdote deve ouvir a voz de DEUS e deve
ouvir os problemas das pessoas.
Unção do dedo polegar da mão direita - O sacerdote deve levantar suas
mãos em adoração a DEUS, deve abençoar, impondo as mãos, ungir com óleo os
enfermos.
Unção do dedo do pé direito - O sacerdote deve ir onde o Senhor mandar,
deve visitar e deve evangelizar.
A unção com azeite (Êx 30.23 33).
A unção com azeite (Êx 29.7; 30.22-33). O azeite da unção deveria ser
derramado sobre a cabeça de Arão e de seus filhos. A unção simboliza a presença
e o poder do ESPÍRITO SANTO. Também JESUS, o nosso Sumo Sacerdote, foi ungido
pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 4.18,19; At 10.38), bem como os seus discípulos (Lc
24.49; At 1.5,8; 2.1-4). Cada crente em CRISTO, desde o dia em que aceitou
JESUS como Senhor e Salvador de sua vida, recebeu o ESPÍRITO SANTO como penhor
da nossa salvação (2 Co 1.21,22). Entretanto, é preciso que busquemos o batismo
no ESPÍRITO SANTO para dinamizar mais ainda o nosso serviço a DEUS (At 1.8;
19.1-6), além de buscarmos ser sempre cheios do ESPÍRITO SANTO (Ef 5.18).
Tanto o sumo sacerdote como os demais sacerdotes eram ungidos (Êx 29.7;
30.30). Todos aqueles que são chamados para o serviço de DEUS precisam da unção
de DEUS, isto é, do poder do ESPÍRITO SANTO sobre suas vidas para realizarem
com excelência a obra que o Senhor confiou em suas mãos para fazer. O azeite
tinha que ser especial (Êx 30.22-25), não poderia ser misturado, nem com
composição diferente. Sua fórmula era exclusiva, não podendo ser usada para
outro fim nem aplicada em estranhos, mas só para o serviço na obra de DEUS (Êx
30.31-33). DEUS não aceita mistura. Sua unção não poderá ser misturada com
fórmulas mundanas. Não há concórdia entre a luz e as trevas (1 Co 6.14-18).
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o
Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 142.
3. Vitalício no cargo.
“Tu és sacerdote para sempre!” Quando Arão e seus filhos foram
convocados no Sinai para serem sacerdotes, DEUS falou: “isto será estatuto
perpétuo para ele e para sua posteridade depois dele” (Êx 28.43). Desde o
começo tinha-se em mente uma pluralidade de sacerdotes. O sacerdócio do AT
tinha uma delimitação no tempo, o ministério tinha de ser passado adiante de
geração em geração. Aquele, porém, a quem DEUS falou no juramento: “Tu és
sacerdote para sempre” não passa seu ministério de sumo sacerdote a nenhum
sucessor. Como a morte não possui mais poder sobre ele, ele detém um sacerdócio
imutável. O sumo sacerdócio de JESUS vai de eternidade a eternidade, ele é
“ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8).
Fritz Laubach. Comentário Esperança Hebreus. Editora Evangélica
Esperança.
O sacerdócio de CRISTO é eterno, porque é exercido por alguém cuja
natureza divina tem como um de seus atributos a imortalidade. Assim, o tipo de
imutabilidade representado pelo sacerdócio de CRISTO, segundo o pensamento que
é depreendido do contexto, deve incluir o conceito de intransmissibilidade.
Nenhuma mudança será encontrada em CRISTO e nem em seu sacerdócio. Durante a
era milenial, “... os sacerdotes levitas, que são da semente de Zadoque”
voltarão a oferecer alguns sacrifícios e exercerão algumas funções como anteriormente,
na antiga aliança. Estas ofertas terão um caráter retrospectivo, olhando para
trás, para a cruz, pois as ofertas antigas eram prospectivas, olhando para
adiante, para a cruz. As primeiras apontavam para sua morte — as do Milênio
também apontarão para lá, mas apenas para rememorar a morte de CRISTO, e não
para tirar o pecado de alguém (Ez 43.19-27).
Severino Pedro Da Silva. Epístola aos Hebreus. Editora CPAD. pag.
134-135.
CRISTO, nosso Sumo Sacerdote Perfeito e Eterno.
A ordem sacerdotal de CRISTO não era a de Levi, mas a de Melquisedeque
(Hb 5.6,10; 7.1-28), e a Bíblia nos apresenta JESUS como aquEle que tem um
“sacerdócio perpétuo” (Hb 7.24), isto é, imutável.
A perpetuidade do sacerdócio levítico era garantida por meio da
continuação da linhagem levítica, pelo “grande número” de seus sacerdotes que
se sucediam com o passa dos séculos (Hb 7. 23). Só que o “sacerdócio perpétuo”
de JESUS é muito mais poderoso, pois se assenta na sua eternidade, além da
perfeição e do caráter definitivo de seu sacrifício (Hb 7.24-27). Ele era
perfeito, por isso seu sacrifício e serviço foram perfeitos (Hb 7.26-28).
Louvemos a CRISTO, que nos deu livre acesso à presença de DEUS por meio
do seu ministério perfeito e definitivo, um ministério perpétuo em nosso favor,
no qual Ele está “sempre vivendo para interceder por todos” nós (Hb 7.25b).
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o
Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 145
Arão só deixaria de ser sumo sacerdote se morresse. Eleazar, seu filho,
o substituiu com sua morte e vestiu suas roupas sacerdotais (Nm 20.23-29). Eleazar seria
substituído por seu filho Fineias (Js 24.33; Jz 20.28). No tempo do Novo
Testamento, vemos desobediência a esse respeito (Jo 11.49-51).
sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus
a João, filho de Zacarias. Lucas 3:2
4. Servo de DEUS.
Era seu dever manter os utensílios e o templo limpo, providenciar os
pães sagrados, abrir e fechar os portões do templo, cantar os hinos sacros no
templo, e fazer muitas outras coisas.
O ministério dos sacerdotes.
Os sacerdotes responsáveis pela liturgia diária deveriam pertencer
exclusivamente à descendência de Arão, seu irmão, que seria o primeiro sumo
sacerdote da história de Israel (Êx 28.1-3).
No ministério do Tabernáculo, havia três classes de obreiros: o sumo
sacerdote, os sacerdotes e os levitas (Nm 3.6-10).
O sumo sacerdote era a mais alta função da religião judaica. O sumo
sacerdote era também o presidente do Sinédrio, o principal tribunal de Israel.
Os sacerdotes, por sua vez, faziam os sacrifícios diários, ofereciam
incenso ao Senhor, cuidavam da mesa dos pães da proposição, abençoavam o povo,
ensinavam a Lei de DEUS (Lv 10.10,11) e julgavam as causas civis entre a
população (Nm 5.5-31). Já os levitas serviam de auxiliares dos sacerdotes e
eram responsáveis por trabalhos menores dentro do Tabernáculo. De certa forma,
seriam comparados, nos dias de hoje, com os que exercem o ministério diaconal
na igreja.
Na época de Davi, os sacerdotes foram divididos em 24 turmas, para
ordenar melhor o serviço de cada um no Santuário (1 Cr 24); e os levitas
passaram a exercer trabalhos ainda mais especializados, como os de cantores e
músicos (1 Cr 25), porteiros (1 Cr 26.1-19), guardas dos tesouros e zeladores
do Templo (1 Cr 26.20-28), oficiais e juízes (1 Cr 26.29-32).
Com o passar dos séculos, surgiria entre os levitas ainda a figura dos
escribas, que inicialmente eram “escreventes, cuja principal função era copiar
as Escrituras”, mas que, “com o transcorrer do tempo, lograram conhecê-las de
tal modo que passaram a interpretá-las, notadamente a Lei de Moisés”.
1- Na época de JESUS, justamente por causa desse conhecimento profundo
da Lei, eles eram chamados de “mestres da Lei” (Lc 5.17), que seria hoje “o
equivalente a eruditos bíblicos”.
2- O mais notório escriba da história de Israel foi, sem dúvida alguma,
Esdras, que era sacerdote e autor do livro bíblico que leva o seu nome. Segundo
a tradição judaica, foi ele quem “coligiu todos os livros do Antigo Testamento
e os reuniu numa só obra, instituiu a liturgia do culto na sinagoga e fundou a
Grande Sinagoga em Jerusalém, a qual fixou o cânon das Escrituras do Antigo
Testamento”.
3- O ministério sacerdotal era, essencialmente, um ministério de
intercessão. O sacerdote era o mediador entre o povo e DEUS, e não apenas no
que diz respeito ao oferecimento de sacrifícios para expiação das culpas do
povo, mas também no sentido mais comum, de orar em favor do povo. Era
responsabilidade do sacerdote também ensinar a Lei de DEUS para a população (Êx
28.1-29.45; Lv 21.1-23; 1 Cr 24.1-31). Em síntese, o sacerdote deveria
ministrar no Santuário perante DEUS e ensinar ao povo a guardar a Lei de DEUS.
E, eventualmente, ele também tomava conhecimento da vontade divina em situações
muito difíceis por meio da consulta ao Urim e Tumim.
Como servos de DEUS, os sacerdotes e levitas mereciam os cuidados do
povo de DEUS. Ao contrário das outras tribos, os levitas não teriam herança na
terra prometida, pois o Senhor era a herança deles (v. 20; Dt 10:8, 9; Js
13:14, 33; 14:13; 18:7), e receberiam quarenta e oito cidades para habitar (Nm
35:1-8; Js 21).
As necessidades dos sacerdotes bem como dos levitas eram supridas pelos
sacrifícios, ofertas e dízimos do povo.
Os levitas (vv. 21-32).
Recebiam os dízimos que o povo levava ao santuário de DEUS, pois 10% de
toda a produção pertenciam ao Senhor. Os israelitas deveriam pagar três
dízimos: um para os levitas (vv. 21-24), um que era comido "ali perante o
Senhor" (Dt 14:22-27) e um a cada três anos, que era dado aos pobres (Lv
27:28, 29). Os levitas, por sua vez, deveriam separar o dízimo daquilo que
recebiam, oferecê-lo ao Senhor e entregá-lo ao sumo sacerdote. O princípio
encontrado nessa passagem é claro e recebe ênfase frequente nas Escrituras:
aqueles que servem ao Senhor e ao povo de DEUS devem ser sustentados pelas
bênçãos materiais que DEUS dá a seu povo. JESUS disse: "Digno é o
trabalhador do seu salário" (Lc 10:7; Mt 10:10), e Paulo escreveu:
"Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do
evangelho" (1 Co 9:14). Paulo explicou esse princípio em mais detalhes em
Gálatas 6:6-10; Filipenses 4:10-19 e 1 Timóteo 5:17,18.
O povo de Israel nem sempre obedecia à lei levando os dízimos ao Senhor
e, como conseqüência, o ministério no tabernáculo e no templo sofria (ver Ne
10:35-39; 12:44-47; 13:10-14; Ml 1:6 - 2:9). Se os levitas e sacerdotes não
tinham alimento para as famílias, precisavam deixar o santuário e trabalhar nos
campos (Ne 13:10). É triste quando o povo de DEUS não ama o Senhor e sua casa o
suficiente para sustentá-la fielmente. DEUS esperava que os levitas dessem o
dízimo daquilo que recebiam, entregando-o ao sumo sacerdote (Nm 18:25-32). Às
vezes, encontro obreiros cristãos que não dão o dízimo pois se consideram
isentos disso. Usam como argumento o fato de que estão servindo ao Senhor e de
que tudo o que têm pertence a ele, mas esse argumento não é válido. Os levitas
serviam a DEUS em tempo integral e, ainda assim, davam o dízimo daquilo que
recebiam.
O dízimo não é, necessariamente, uma prática associada à lei, pois
Abraão e Jacó deram o dízimo séculos antes de a lei ser apresentada (Gn 14:20;
28:22). Se os israelitas sob a antiga aliança podiam dar 10% da sua renda
(produção) ao Senhor, os cristãos da nova aliança podem dar menos? Para nós, o
dízimo é só o começo! Se compreendermos o significado de 2 Coríntios 8 - 9,
nossas ofertas irão muito além do dízimo.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora
Central Gospel. pag. 448-449.
Nm 18.2-4 — Os levitas eram os servos dos sacerdotes, mas possuíam
limitações quanto ao que podiam ou não fazer. Isso foi o que incomodou Corá
(cap. 16). Ele era um levita que desejava a função de sacerdote.
18.5-7 — Somente os sacerdotes podiam realizar os deveres concernentes
ao santuário e ao altar. O termo estranho — em "e o estranho que se chegar
morrerá" (v. 7)— não fazia referência ao estrangeiro, mas a qualquer
pessoa não autorizada a aproximar-se dos locais e objetos sagrados.
Quando aquele que não tinha permissão se aproximava dos lugares santos,
ele recebia uma punição. Nesse contexto, sempre há o sentido do sacerdote se
colocando entre os vivos e os mortos, entre a graça e a misericórdia, entre o
pecado e o perdão. Isso faz com que o leitor cristão pense no Salvador.
18.8-20 — Os sacerdotes obtinham seu sustento pelo seu trabalho para
DEUS (Lv 6.14— 7.36). As ofertas que não eram queimadas no altar, mesmo que
feitas para o Senhor, convertiam-se em alimento para os sacerdotes. Vamos
entender melhor a expressão pronunciada pelo Senhor a Arão: Eu sou a tua parte.
Os sacerdotes não herdavam propriamente a terra. Eles tampouco viviam o
dia-a-dia de cultivo desta, porque DEUS provia seu sustento por meio das
ofertas das pessoas. Consequentemente, os sacerdotes possuíam uma relação
especial com DEUS, que representava a herança sacerdotal deles. Exatamente como
os sacerdotes, os cristãos de hoje não têm a promessa de herança neste mundo.
Apesar disso, há, para os fiéis, a promessa de um legado no Reino futuro (Rm
8.17).
18.21-24 — Os levitas também eram os beneficiários dos serviços
realizados para DEUS. Como os sacerdotes, eles também não herdavam a terra, mas
tinham suas necessidades supridas por causa do trabalho feito para DEUS. Por
isso, recebiam os dízimos dos filhos de Israel. 18.25-32 — Os levitas que
viviam dos dízimos do povo tinham a obrigação de fazer ofertas a DEUS, neste
caso, um décimo do dízimo. Aqueles que viviam do dízimo também deveriam dá-lo,
pois assim mostrariam a DEUS seu agradecimento por aquilo que receberam. Em
todo o seu trabalho, os levitas deveriam lembrar-se do sentido de santidade.
Como servos do Senhor, como o povo, estavam sob a misericórdia e a justiça de
DEUS, e poderiam ser castigados caso se comportassem de maneira imprópria.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne
House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais.
Editora Central Gospel. pag. 289-290.
O sumo sacerdote não era considerado infalível, nem estava acima da
Lei de Deus. Sua obrigação era servir o altar e conservar-se puro, a fim de que
o nome do Senhor fosse exaltado entre os filhos de Israel (Êx 28.43). O capítulo três de
Zacarias descreve a dignidade do sumo sacerdote constituído sobre Israel.
Zacarias 3:4 Então, falando, ordenou aos que estavam diante dele,
dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a ele lhe disse: Eis que tenho feito
com que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de vestes novas. 5 E disse
eu: Ponham-lhe uma mitra limpa sobre a sua cabeça. E puseram uma mitra limpa
sobre sua cabeça e o vestiram de vestes; e o anjo do -SENHOR estava ali. 6 E o
anjo do SENHOR protestou a Josué, dizendo: 7 Assim diz o SENHOR dos Exércitos:
Se andares nos meus caminhos e se observares as minhas ordenanças, também tu
julgarás a minha casa e também guardarás os meus átrios, e te darei lugar entre
os que estão aqui.
III – DIREITOS E DEVERES
Então disse o SENHOR a Arão: Tu, e teus filhos, e a casa de teu pai
contigo, levareis sobre vós a iniquidade do santuário; e tu e teus filhos
contigo levareis sobre vós a iniquidade do vosso sacerdócio.
E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho.
E eles cumprirão as tuas ordens e terão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, tanto eles como vós.
Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós.
Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o serviço do altar; para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel.
E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo Senhor, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação.
Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu, nisso servireis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial e o estranho que se chegar morrerá. Números 18:1-7
E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho.
E eles cumprirão as tuas ordens e terão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, tanto eles como vós.
Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós.
Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o serviço do altar; para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel.
E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo Senhor, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação.
Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu, nisso servireis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial e o estranho que se chegar morrerá. Números 18:1-7
Antes do desenvolvimento formalizado do sacerdócio Levítico, na família
de Arão houve as seguintes fases:
1. O homem santo, dotado de poderes psíquicos e espirituais, que era
consultado como um oráculo. Esses antigos sacerdotes usualmente tinham um
santuário (embora tosco), ao qual serviam. E também dispunham de ritos,
orações, etc., tudo o que fazia parte do seu trabalho.
Além disso, com frequência eram uma figura importante, social e
política. Esperava-se do sacerdote que servisse de mediador entre algum poder
divino e os homens, e também que fosse capaz de pronunciar-se sobre questões
éticas e legais, além de prever o futuro.
2. O Estágio Deuteronômico. Nos tempos de Moisés, os sacerdotes
pertenciam todos à família de Arão. Todavia, isso não sucedeu de modo absoluto,
pelo que, se é geralmente correto dizer que todos os sacerdotes pertenciam à
tribo de Levi (através de Arão), isso não ocorria no caso de todos eles.
Pode-se dizer que, se um levita pudesse ser achado, ele era a preferência
natural; mas houve exceções a essa regra. Assim, Samuel exercia poderes
sacerdotais, mas ele mesmo não era da tribo de Levi. Talvez seja correto dizer
que Salomão foi um rei - sumo-sacerdote; e, no entanto, era da tribo de Judá.
Os profetas também desempenhavam certa função sacerdotal, posto que não formal,
no tabernáculo ou no templo. Em face de sua ocupação, os sacerdotes também eram
juízes. O filho de Mica, que era Efraim ita, atuou como sacerdote (Juí. 17:5).
Outro tanto fizeram alguns dos filhos de Davi (lI Sam. 8: 18), Gideão (Juí.
6:26) e Manoá, este da tribo de Dã (Juí. 13: 19).
3. O Estágio de Transição. Nos capítulos 40 a 48 do livro de Ezequiel,
foram favorecidos os sacerdotes zadoquitas (de Jerusalém), o que estreitou a
opção de onde podiam proceder os sacerdotes, em Israel.
4. O Estágio Pós-exilico. O sacerdócio foi monopolizado pelos
descendentes reais ou supostos de Arão, enquanto outros levitas ocuparam
posições subordinadas, e, algumas vezes, manuais. Foi durante esse último
estágio de desenvolvimento que emergiu o verdadeiro sumo sacerdote de Israel,
embora Arão tivesse sido um protótipo do oficio.
Os sacerdotes tinham o direito de receber dízimos e porções determinadas
das oferendas. Cuidavam do santuário e das formas externas do culto, e
envolviam-se no sistema sacrificial. Eram os guardiões das tradições e protegiam
a pureza da adoração. No judaísmo posterior, o sacerdote (no hebraico, cohen)
retinha o privilégio de pronunciar a bênção sacerdotal, e de ser o primeiro a
ler o livro da lei.
Quando o sacerdócio formal caiu e desapareceu da história, os rabinos retiveram
o trabalho dos sacerdotes, em forma simbólica, embora também literal em outros
sentidos, tomando-se então os líderes espirituais do povo de Israel.
5. Divisões dos Sacerdotes Levíticos. Três famílias deram prosseguimento
ao sacerdócio, em Israel: os descendentes de Gérson, Coate e Merari. Outros
levitas ajudavam nos cultos.
Características e Funções
No que tange especificamente aos levitas:
1. Os sacerdotes eram ordenados a seu oficio e às suas funções mediante
um elaborado ritual (Êxo. 29; Lev. 8).
2. Usavam vestimentas especiais, em sinal de seu oficio, e cada peça de
seu vestuário ao que se presume, tinha significados simbólicos (Êxo. 29; Lev.
8).
3. O sumo sacerdote estava encarregado de certos deveres especiais, que
só ele podia cumprir, como oficiar no dia da expiação, entrando no SANTO dos
Santos com esse propósito, e servir de principal oráculo do sacerdócio. Também
tinha o dever de oferecer a refeição diária (ver Lev. 6: 19 ss.).
4. Os sacerdotes comuns realizavam todos os sacrifícios (Lev. 1--6),
cuidavam de questões sobre alimentos próprios e impróprios (Lev, 13--14), e
estavam encarregados de diversos outros deveres secundários (Núm. 10: 10; Lev.
23:24; 25:9).
5. Eram sustentados mediante dízimos, primícias do campo, primícias dos
animais e porções de vários sacrifícios (Núm. 18).
6. A função original de um sacerdote (no hebraico, cohen) era ser o
intermediário de um oráculo, alguém que dava instruções por inspiração divina,
segundo dele se esperava. E isso continuou a ser uma importante parcela do
oficio sacerdotal, mormente no caso do sumo sacerdote.
Os sacerdotes também eram os guardiões e mestres dos documentos e das
tradições sagradas. Finalmente essa função foi transferida para os rabinos, com
o desaparecimento do sacerdócio em Israel. Como é óbvio, os profetas
compartilhavam essas atividades; e, de fato, atuavam quase como se fossem
sacerdotes, embora sem fazer parte do sacerdócio, de maneira formal.
7. Os sacerdotes eram guardiões dos ritos sagrados, os quais promoviam o
conhecimento sobre a santidade de DEUS e a necessidade de os homens se
aproximarem dele sem a polução do pecado, mediante os holocaustos apropriados e
a mudança de vida correspondente. Eles queimavam o incenso sobre o altar de
ouro, no lugar santo, o que era mesmo um símbolo das funções sacerdotais.
Também cuidavam das lâmpadas, acendendo-as a cada novo começo de noite;
e arrumavam os pães da proposição sobre a mesa própria, a cada sábado (ver Êx
27:21; 30:7,8; Lv. 24:5-8). Eles mantinham a chama sempre acesa no altar dos
holocaustos (Lv. 6: 9,12); limpavam as cinzas desse altar (vss. 10,11);
ofereciam sacrifícios matinais e vespertinos (Êxo. 29:38-44); abençoavam o povo
após os sacrifícios diários (Lv. 9:22; Nm, 6:23-27); aspergiam o sangue e
depositavam sobre o altar as várias porções da vítima sacrificial; sopravam as
trombetas de prata e o chifre do jubileu, por ocasião de festividades
especiais; inspecionavam os imundos quanto à lepra (Nm. 6:22 ss. e capítulos 13
e 14); administravam O juramento que uma mulher deveria fazer quando acusada de
adultério (Núm. 5:15); eram os mestres da lei e agiam como juízes quanto às
queixas do povo, tomando decisões válidas quanto aos casos apresentados (Dt.
17:8 ss.; 19:17; 21:5).
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia.
Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 16; 17-19.
1. Viver do altar.
Eram sustentados mediante dízimos, primícias do campo, primícias dos
animais e porções de vários sacrifícios (Núm. 18).
Considerando que os sacerdotes eram os servos espirituais do povo, não
podiam trabalhar para ganhar a vida da mesma maneira que os outros. Por
conseguinte, o sustento tinha de vir do corpo principal da congregação. A
promessa de DEUS para Arão era: “Agora estou te dando todas as ofertas
especiais que forem trazidas a mim e que não forem queimadas como sacrifício.
Eu dou essas ofertas a ti e aos teus descendentes como a parte a que vós tendes
direito para sempre” (8, RSV). Em seguida, aparece uma lista das porções dos
sacrifícios que pertenciam aos sacerdotes e instruções detalhadas sobre como
deviam lidar com isso. Concerto... de sal (19) era “um concerto indissolúvel”.
Também as cidades de refúgio lhes foram dadas.
Os levitas tinham de receber o sustento dos dízimos dos israelitas. Em
troca, administrariam o ministério da tenda da congregação e assumiriam a
responsabilidade pelas necessidades espirituais do povo. Justamente por isso,
deviam dar aos sacerdotes o dízimo dos dízimos que recebiam. Esta oferta seria
considerada o equivalente do aumento do grão da eira e da plenitude do lagar
das outras tribos. DEUS honra o dízimo e ninguém está isento da entrega
propositada e sistemática do dízimo como parte vital da adoração. E o que DEUS
espera. Que ninguém seja tentado a guardar o que deve ser dado e que ninguém
roube a DEUS (Ml 3.8-10).
Lauriston J. Du Bois. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1.
pag. 358-350
Viver do altar (Lv 7.35). Herança e porção
deles era o Senhor (Nm 18.20). Receberam apenas
cidades de refúgio (Nm 35.8).
2. Santificar-se ao Senhor.
A SANTIFICAÇÃO - BEP - CPAD
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas”.
Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria..
Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do Espírito Santo mediante a salvação em Cristo, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de Cristo, produz em nós o fruto do Espírito e nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a Deus (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17.
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas”.
Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria..
Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do Espírito Santo mediante a salvação em Cristo, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de Cristo, produz em nós o fruto do Espírito e nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a Deus (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17.
A santificação no AT foi a vontade manifesta de Deus para os israelitas;
eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver
dos povos à sua volta (ver Êx 19.6
nota; Lv 11.44 nota; 19.2 nota; 2Cr 29.5 nota). De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em Cristo. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor
(Hb 12.14).
nota; Lv 11.44 nota; 19.2 nota; 2Cr 29.5 nota). De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em Cristo. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor
(Hb 12.14).
Em virtude de seu ofício, os sacerdotes deveriam erguer-se, em Israel,
como referência de santidade e pureza. O sumo sacerdote, por exemplo, tinha de
ostentar uma faixa de ouro, em sua mitra, na qual estava escrito: “Santidade ao
Senhor” (Êx 28.36). Caso o sacerdote
profanasse o seu ofício, seria punido com todo o rigor (Lv 10.1-3).
3. Tornar-se uma referência espiritual e moral.
Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em
conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam.Mateus 23:3
Porque ensinavam as coisas espirituais, morais e éticas para os filhos de Israel (Ml 2.1-10), os sacerdotes tinham que praticá-las para servirem de exemplo.
Porque ensinavam as coisas espirituais, morais e éticas para os filhos de Israel (Ml 2.1-10), os sacerdotes tinham que praticá-las para servirem de exemplo.
Nem os filhos de Eli, nem os de Samuel (mesmo Samuel tendo sido um
exemplo, imagine se não fosse!), nem os de Davi foram dignos de representá-los
e nem de representar DEUS.
1 Samuel 2:12 Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não
conheciam o SENHOR; 13 porquanto o costume daqueles sacerdotes
com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, vinha o moço do
sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes em sua mão;
14 e dava com ele, na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e
tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o
Israel que ia ali a Siló. 15 Também, antes pode queimar a gordura, vinha o moço
do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao
sacerdote, porque não tomará de ti carne cozida, senão crua. 16 E,
dizendo-lhe o homem: Queimem primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti
quanto desejar a tua alma, então, ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar; e, se
não, por força a tomarei. 17 Era, pois, muito grande o pecado desses
jovens perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR.
FILHOS DE BELIAL. "Belial", uma palavra hebraica que literalmente significa "sem valor, imprestável", mas que é aplicada no sentido de iniqüidade. Isso significa que os filhos de Eli eram homens maus, obreiros degenerados na casa de DEUS, que se aproveitavam da sua posição para obter ganho ilícito e praticar imoralidade sexual (vv. 13-17,22; cf. Fp 3.17,18). Seu pai, Eli, o sumo sacerdote, não os disciplinou, nem os destituiu do sacerdócio (ver v. 29).
2.23 OUÇO... OS VOSSOS MALEFÍCIOS. Eli protestou contra os atos vis de seus filhos, mas não os destituiu do seu encargo ministerial (cf. Nm 15.30,31). Essa falta da parte de Eli equivalia a desprezar a DEUS (i.e., a natureza santa de DEUS e os seus padrões para o ministério, v. 30). A Palavra de DEUS declara que nenhum obreiro de conduta imoral pode ser dirigente do povo de DEUS; os tais devem ser afastados dos cargos que ocupam.
2.25 O SENHOR OS QUERIA MATAR. Os filhos de Eli endureceram o coração e pecavam abertamente e sem constrangimento (cf. Nm 15.30,31). Daí, a advertência de Eli não teve efeito moral sobre eles. Para eles, já se passara o dia da salvação, estando, pois, destinados por DEUS à condenação e à morte (Rm 1.21-32; Hb 3; 10.26-31). Iam morrer como resultado da sua própria e insolente desobediência e da sua recusa de arrepender-se.
2.29 HONRAS A TEUS FILHOS MAIS DO QUE A MIM. Eli foi um fracasso total na liderança espiritual da sua família e, por conseguinte, de Israel. (1) Como pai, não instruiu seus filhos no caminho da justiça. Quando estes seduziam as mulheres que serviam à porta do Tabernáculo (v. 22), Eli não exercitou sua vontade, nem sua autoridade espiritual para afastá-los do ministério (3.13; cf. Dt 21.18-21). (2) O fracasso de Eli, como pai e ministro do Senhor, resultou no seguinte: (a) o castigo divino sobre Eli, sobre seus filhos e sua família (vv. 30-36; 4.17,18); (b) relaxamento no respeito ao ministério (v. 17); (c) relaxamento espiritual do povo de DEUS (v. 22-24) e (d) o afastamento da glória de DEUS, de Israel (4.21). (3) A Bíblia inteira destaca a necessidade da santidade e do temor a DEUS, como seu padrão para quem lida com o seu povo (cf. 1 Tm 3.1-10).
2.31 CORTAREI O TEU BRAÇO. Eli e os seus descendentes foram afastados para sempre das funções sacerdotais. A infidelidade e imoralidade de seus descendentes os reprovara permanentemente para a liderança espiritual e como exemplos de espiritualidade para Israel (vv. 30-34; 3.13,14).
2.35 UM SACERDOTE FIEL. Trata-se aqui de Samuel, que serviu como sacerdote, juiz (7.6,15-17) e profeta (3.20,21). Desde a mais tenra idade, Samuel foi instruído pelo sumo sacerdote Eli para o exercício dos seus sagrados deveres (vv. 1-11; 1.24-28). Ele, mais tarde, sucedeu a Eli como sumo sacerdote. Foi em tudo fiel a DEUS em toda a sua vida. Deste modo, Samuel prefigura o sacerdote perfeito; JESUS, o Messias (o Ungido; cf. Sl 110; Hb 5.6). (1) Acima de tudo, o sacerdote era chamado para ser fiel, i.e., manter fidelidade irrestrita a DEUS e à sua Palavra. Isso subentende total e constante lealdade, devoção e fidelidade e, também, recusa a tudo que pudesse distanciá-lo de DEUS e de seus caminhos. (2) O NT nos ensina que somente os que manifestam inconteste fidelidade a DEUS devem ser líderes espirituais do seu povo (Mt 24.45; 25.21; 1 Tm 3.1-13; 4.16; 2 Tm 2.2).
FILHOS DE BELIAL. "Belial", uma palavra hebraica que literalmente significa "sem valor, imprestável", mas que é aplicada no sentido de iniqüidade. Isso significa que os filhos de Eli eram homens maus, obreiros degenerados na casa de DEUS, que se aproveitavam da sua posição para obter ganho ilícito e praticar imoralidade sexual (vv. 13-17,22; cf. Fp 3.17,18). Seu pai, Eli, o sumo sacerdote, não os disciplinou, nem os destituiu do sacerdócio (ver v. 29).
2.23 OUÇO... OS VOSSOS MALEFÍCIOS. Eli protestou contra os atos vis de seus filhos, mas não os destituiu do seu encargo ministerial (cf. Nm 15.30,31). Essa falta da parte de Eli equivalia a desprezar a DEUS (i.e., a natureza santa de DEUS e os seus padrões para o ministério, v. 30). A Palavra de DEUS declara que nenhum obreiro de conduta imoral pode ser dirigente do povo de DEUS; os tais devem ser afastados dos cargos que ocupam.
2.25 O SENHOR OS QUERIA MATAR. Os filhos de Eli endureceram o coração e pecavam abertamente e sem constrangimento (cf. Nm 15.30,31). Daí, a advertência de Eli não teve efeito moral sobre eles. Para eles, já se passara o dia da salvação, estando, pois, destinados por DEUS à condenação e à morte (Rm 1.21-32; Hb 3; 10.26-31). Iam morrer como resultado da sua própria e insolente desobediência e da sua recusa de arrepender-se.
2.29 HONRAS A TEUS FILHOS MAIS DO QUE A MIM. Eli foi um fracasso total na liderança espiritual da sua família e, por conseguinte, de Israel. (1) Como pai, não instruiu seus filhos no caminho da justiça. Quando estes seduziam as mulheres que serviam à porta do Tabernáculo (v. 22), Eli não exercitou sua vontade, nem sua autoridade espiritual para afastá-los do ministério (3.13; cf. Dt 21.18-21). (2) O fracasso de Eli, como pai e ministro do Senhor, resultou no seguinte: (a) o castigo divino sobre Eli, sobre seus filhos e sua família (vv. 30-36; 4.17,18); (b) relaxamento no respeito ao ministério (v. 17); (c) relaxamento espiritual do povo de DEUS (v. 22-24) e (d) o afastamento da glória de DEUS, de Israel (4.21). (3) A Bíblia inteira destaca a necessidade da santidade e do temor a DEUS, como seu padrão para quem lida com o seu povo (cf. 1 Tm 3.1-10).
2.31 CORTAREI O TEU BRAÇO. Eli e os seus descendentes foram afastados para sempre das funções sacerdotais. A infidelidade e imoralidade de seus descendentes os reprovara permanentemente para a liderança espiritual e como exemplos de espiritualidade para Israel (vv. 30-34; 3.13,14).
2.35 UM SACERDOTE FIEL. Trata-se aqui de Samuel, que serviu como sacerdote, juiz (7.6,15-17) e profeta (3.20,21). Desde a mais tenra idade, Samuel foi instruído pelo sumo sacerdote Eli para o exercício dos seus sagrados deveres (vv. 1-11; 1.24-28). Ele, mais tarde, sucedeu a Eli como sumo sacerdote. Foi em tudo fiel a DEUS em toda a sua vida. Deste modo, Samuel prefigura o sacerdote perfeito; JESUS, o Messias (o Ungido; cf. Sl 110; Hb 5.6). (1) Acima de tudo, o sacerdote era chamado para ser fiel, i.e., manter fidelidade irrestrita a DEUS e à sua Palavra. Isso subentende total e constante lealdade, devoção e fidelidade e, também, recusa a tudo que pudesse distanciá-lo de DEUS e de seus caminhos. (2) O NT nos ensina que somente os que manifestam inconteste fidelidade a DEUS devem ser líderes espirituais do seu povo (Mt 24.45; 25.21; 1 Tm 3.1-13; 4.16; 2 Tm 2.2).
1 Samuel 8:1 E sucedeu que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus
filhos por juízes sobre Israel. 2 E era o nome do seu filho
primogênito Joel, e o nome do seu segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. 3
Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à
avareza, e tomaram presentes, e perverteram o juízo.
SEUS FILHOS. Samuel nomeou seus filhos juízes, na parte sul de Israel,
mas eles não seguiram o bom exemplo do seu pai (v. 3). Eles decidiram proceder
erradamente, e a Bíblia, neste caso, não culpa Samuel, como culpou Eli (2.29).
Percebe-se que Samuel não lhes permitiu exercer o sacerdócio. O procedimento
dos filhos de Samuel ensina que os filhos de pais convertidos devem ser levados
a decidir quanto à sua vida espiritual.
Incesto, Assassinato, Rebeldia, Morte, Idolatria na Família de
Davi - Amnom estrupa Tamar sua irmã, Absalão mata Amnom e destrona seu pai
com um golpe de estado, Absalão é morto, Salomão mata Adonias seu irmão,
Salomão cai na idolatria.
2 Samuel 13:32 Mas Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi, respondeu e disse: Não diga o meu senhor que mataram a todos os jovens filhos do rei, porque só morreu Amnom; porque assim o tinha resolvido fazer Absalão, desde o dia em que ele forçou a Tamar, sua irmã.
2 Samuel 13:32 Mas Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi, respondeu e disse: Não diga o meu senhor que mataram a todos os jovens filhos do rei, porque só morreu Amnom; porque assim o tinha resolvido fazer Absalão, desde o dia em que ele forçou a Tamar, sua irmã.
É interessante ressaltar que o conselheiro de Amnom, no caso de se incesto com Tamar, filha de Davi, irmã de Absalão, foi seu primo, filho de Siméia, irmão de Davi, Jonadabe, revelando-nos que até mesmo a família de Jessé foi arruinada pelo mau exemplo de seu filho real.
ASSIM, FURTAVA ABSALÃO O CORAÇÃO DE ISRAEL. Absalão conspirou durante
quatro anos para apoderar-se furtivamente do trono do seu pai, e o povo se
voltava cada vez mais contra Davi (vv. 1-15). O sucesso de Absalão revela que
Davi, por causa do seu pecado e sua conseqüente incapacidade de administrar seu
próprio lar, perdera muito do respeito do povo. Sua capacidade de liderar, que
antes se baseara na sua inabalável fidelidade a DEUS, agora sofrera erosão por
causa do seu pecado e da sua reputação gravemente maculada
2 Samuel 18:15 E o cercaram dez jovens que levavam as armas de Joabe. E feriram a Absalão e o mataram.
ABSALÃO! QUEM ME DERA QUE EU MORRERA POR TI. O pesar contínuo, que Davi sentia, era mais do que aquele que um pai sente por um filho; era o pesar por um filho
morto na prática do ato da rebelião e do pecado.
2 Samuel 18:15 E o cercaram dez jovens que levavam as armas de Joabe. E feriram a Absalão e o mataram.
ABSALÃO! QUEM ME DERA QUE EU MORRERA POR TI. O pesar contínuo, que Davi sentia, era mais do que aquele que um pai sente por um filho; era o pesar por um filho
morto na prática do ato da rebelião e do pecado.
CONCLUSÃO
LEVI, A TRIBO SACERDOTAL
Levi é o terceiro filho de Jacó com Lia. Os doze filhos de Jacó formaram as doze tribos de Israel. A tribo de Levi se destacou dentre elas no episódio do bezerro de ouro que idolatraram, somente esta tribo saiu em defesa da pureza espiritual e de Moisés (que pertencia a esta tribo). Em seu zelo os levitas chegaram ao ponto de matarem 13 mil israelitas e assim sempre se postaram daí para frente, a serviço da justiça de DEUS. Esta era a vocação sacerdotal dos levitas, servir a DEUS em santidade e integridade.
II – O SUMO SACERDOTE
De acordo com a ordem dada por DEUS, somente os descendentes de Arão poderiam exercer a função de sumo sacerdote. Moisés, a mando de DEUS ungiu a Arão e seus filhos par este ofício. O cardo de sumo sacerdote deveria ser vitalício, ou seja, somente Arão seria substituído caso viesse a morrer e somente seria substituído por um filho seu. Arão provou ser Servo de DEUS, mesmo perdendo dois filhos neste serviço prestado a DEUS.
III – DIREITOS E DEVERES
Estava ordenado aos sacerdotes viverem do altar. Comeriam do que era ofertado a DEUS e teriam seis cidades de refúgio a seus cuidados. Não herdariam com os outros israelitas,. Pois sua herança era DEUS.
Os sacerdotes deveriam se manter inteiramente Santificados ao Senhor e serem uma referência espiritual e moral para todo Israel e para as nações
Levi é o terceiro filho de Jacó com Lia. Os doze filhos de Jacó formaram as doze tribos de Israel. A tribo de Levi se destacou dentre elas no episódio do bezerro de ouro que idolatraram, somente esta tribo saiu em defesa da pureza espiritual e de Moisés (que pertencia a esta tribo). Em seu zelo os levitas chegaram ao ponto de matarem 13 mil israelitas e assim sempre se postaram daí para frente, a serviço da justiça de DEUS. Esta era a vocação sacerdotal dos levitas, servir a DEUS em santidade e integridade.
II – O SUMO SACERDOTE
De acordo com a ordem dada por DEUS, somente os descendentes de Arão poderiam exercer a função de sumo sacerdote. Moisés, a mando de DEUS ungiu a Arão e seus filhos par este ofício. O cardo de sumo sacerdote deveria ser vitalício, ou seja, somente Arão seria substituído caso viesse a morrer e somente seria substituído por um filho seu. Arão provou ser Servo de DEUS, mesmo perdendo dois filhos neste serviço prestado a DEUS.
III – DIREITOS E DEVERES
Estava ordenado aos sacerdotes viverem do altar. Comeriam do que era ofertado a DEUS e teriam seis cidades de refúgio a seus cuidados. Não herdariam com os outros israelitas,. Pois sua herança era DEUS.
Os sacerdotes deveriam se manter inteiramente Santificados ao Senhor e serem uma referência espiritual e moral para todo Israel e para as nações
COMENTÁRIOS DE VÁRIOS LIVROS
LEVITAS - Do hebraico “benê lêwi”, “lewiyyim” e do grego “leuitês”.
- Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - Emílio Conde - CPAD
Os levitas se originaram de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó.
Convém que todos saibam também que Levi era sobrinho de Joquebede, mãe
de Moisés. O patriarca Jacó foi pai de doze filhos, os
quais eram considerados chefes de tribos; as tribos, juntas, formavam
uma nação. Na divisão da Palestina, a tribo de Levi não foi
contemplada com uma parte nas terras como as demais tribos. A fim de que
os leitores não permaneçam em dúvida quanto ao número dos filhos
de Jacó, que eram doze assim como as tribos eram doze; Levi não
possuía tribo territorial. Jacó, antes de morrer, determinou adotar Efraim
e Manassés, filhos de José, fazendo-os também chefes de tribos, em lugar
de seu pai. Ora, com a admissão de Efraim e Manassés ficariam treze tribos
em lugar de doze. Pois bem: a Palestina foi dividida territorialmente em doze
tribos, ficando a tribo de Levi como tribo sacerdotal, por ordem
divina, para ministrar o templo e não as terras de uma tribo.
Parece que a origem da tribo dos levitas, como privilegiada, vem da
época da peregrinação no deserto, quando o povo construiu um bezerro de
ouro; os filhos de Levi ficaram fiéis (Êx 32). Em Gênesis, Levi é mencionado
em duas ocasiões: a violação de sua irmã Diná e a bênção do pai sobre ele
(Gn 34.25-31; 49.5-7).
Os levitas receberam de Josué, na partilha da Palestina, 48 cidades e
respectivos campos, inclusive as cidades de refúgio, e bem assim direitos
de desfrutarem dos dízimos que as tribos reservaram para a tribo de
Levi, a tribo sacerdotal. Os levitas eram todos aqueles que
pertenciam à tribo de Levi; convém esclarecer, no entanto, que apesar dos
serviços sacerdotais estarem reservados aos levitas, nem todos os
levitas eram sacerdotes, como alguns supõem, mas todos os sacerdotes eram levitas,
pelo menos até a época dos reis. Os sacerdotes, para ministrarem
os serviços divinos, deveríam ser descendentes de Arão, ao
qual Deus escolheu para tal fim e o qual era também da tribo
de Levi. Portanto, os sacerdotes somente eram admitidos a cargos
elevados se pertencessem à linhagem de Arão.
Deus escolheu os levitas, isto é, os membros da tribo de Levi para
prestarem outros serviços de menor responsabilidade no tabemáculo e no
templo, em lugar dos filhos primogênitos de todas as famílias, aos quais
estavam reservados tais deveres e que já estavam consagrados a Deus
em memória da libertação da escravatura sob os egípcios. Foi essa a ordem que
Deus deu a Moisés, e cujas palavras vamos transcrever: “Disse o
Senhor a Moisés: Consagra-me todo primogênito; todo que abre a madre
de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como
de animais, é meu; disse Moisés ao povo: Lembrai-vos deste mesmo
dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão” (Êx 13.1,2). Como se vê, os primogênitos que os
levitas substituíram eram separados não para o sacerdócio, mas
para serviços auxiliares correspondentes. Os levitas, na travessia do
deserto, eram encarregados de guardar o tabemáculo e de zelar pelo
asseio e conservação dele. Eles acampavam em redor do tabemáculo e não
permitiam a entrada individual de pessoa alguma; eram os levitas que
desarmavam o taber-náculo à medida que o povo avançava para a terra de
Canaã.
Havia portanto o direito teórico, exclusivo e inalienável, de o
levita servir nos santuários. Deus fez a aliança com essa tribo (Dt 10.8; Jr 33.18; Ml 2.4; 3.3). Segundo o Deuteronômio e outras
fontes bíblicas, o direito do sacerdote era indivisível: cada levita
está, teoricamente, capacitado para exercer o sacerdócio; na prática,
no entanto, alguns levitas não tiveram emprego nos santuários. Os levitas
usufruíam dos dízimos e da caridade em geral (Dt 14.22-29; 18.1-8; 26.12,13). O levita era um pretendente perpétuo
ao sacerdócio.
Depois da construção do templo em Jerusalém, os levitas continuaram a
prestar seus serviços como porteiros, como encarregados dos vasos
sagrados, como aqueles que preparavam os depósitos para os cereais que eram
entregues para a manutenção dos sacerdotes e dos que estavam ligados aos serviços
divinos. Eram os levitas que preparavam as lâmpadas do templo, o vinho que
era usado, o azeite e as especiarias, o pão da proposição. Eram
eles que cuidavam das ofertas, da organização dos coros e
dos instrumentos musicais, de acordo com o que está em 1 Crônicas 9.23 e em 2 Crônicas 28.12-19.
Esses abnegados auxiliares dos sacerdotes eram ainda
os encarregados de transportar madeira e água para eles, ajudando a
preparar os sacrifícios, a receber e a distribuir bens ou dinheiro do
povo. Além desses múltiplos e úteis serviços, de acordo com o que se
lê em Neemias 12.44-47; 13.10-14, eles também
exerciam a importante missão de ensinar a Lei, isto é, educavam o povo
para andar no caminho da retidão, do amor e da justiça,
conforme Deus ordenara. Nos tempos de Moisés, os levitas cuidavam
do Urim e do Tumim (Dt 33.8-11). '
A admissão dos levitas ao exercício das funções que lhes eram
designadas, não exigia muitas cerimônias como acontecia com os sacerdotes,
contudo é bom que os leitores saibam que esses auxiliares dos sacerdotes
iniciavam suas atividades de menor importância aos 25 anos de idade e
somente aos 30 anos estavam em pleno exercício de seus deveres
públicos (Nm 4.3; 8.24-26). Apesar da ordem registrada em
Números, fixando a idade para o exercício do cargo dos levitas,
o fato é que Davi fixou em 20 anos a idade para os levitas iniciarem
suas funções e em 50 anos o limite de idade para exercerem a
atividade, isto é, estabeleceu a aposentadoria, coisa que muitos
julgam ser invenção nova das leis trabalhistas.
Os levitas que serviam no templo estavam organizados em turmas que
eram escaladas em determinados horários, de acordo com as funções que
ocupavam.
Os livros de Crônicas, em diversos textos, descrevem as atividades
dos levitas (1 Cr 6; 9.19; 23; 26; 2 Cr 11.13-15; 17.7-9; 23.1-11; 24.5,6; 29.34). Neste último versículo está
registrado um caso em que os levitas exerceram as funções dos sacerdotes, no
tempo do rei Eze-quias, porque os sacerdotes não haviam guardado a pureza
necessária.
No início do tempo da monarquia existiam alguns sacerdotes que não eram
levitas, porém, a partir do século VIII a.C. o sacerdócio foi exclusividade
levítica. Nos livros de Crônicas percebe-se um interesse grande em
estabelecer os direitos dos levitas; há um esforço em valorizar os
levitas, o que permaneceu até a destruição do templo.
No tempo depois do exílio, quando os judeus voltaram à terra de
Israel, os levitas foram recolocados em suas funções, assim como
definidas nos livros das Crônicas (Ed 2.40-42; 8.15-20; 10.23,24). Apesar de Esdras e Neemias não
exagerarem quanto à importância e ortodoxia dos levitas, eles os consideravam
como uma parte necessária da nova comunidade. Havia poucos levitas e o
esforço era dobrado para que se mantivessem a dedicação e as obrigações
levíticas típicas. Os sacerdotes, não obstante, eram numerosos.
No Novo Testamento, parece-nos que a palavra levita é mencionada apenas
uma vez (Lc 10.32); Levi é
mencionado mais vezes: como tribo (Ap 7.7) e como outros personagens (Mc 2.14; Lc 3.24,29; 5.27,29). O que se menciona,
repetidamente, são os escribas e os doutores da lei. É possível que esses nomes
tenham alguma afinidade com os levitas.
Os sacerdotes, para ministrarem os serviços divinos, deveríam
ser descendentes de Levi, terceiro filho de Jacó,
pela linhagem de Arão
Os levitas receberam de Josué, na partilha da Palestina, 48 cidades
e respectivos campos, inclusive as de refúgio
Cantores e músicos sim, levitas não
“Cantores e músicos cristãos não devem ser chamados de levitas”
Não sabemos quando começou, no meio cristão, o costume de se chamar
cantores e músicos de levitas. Será que esse hábito está correto? Para respondermos
a contento esta pergunta, necessitamos de recorrermos às Escrituras.
Primeiramente, quem eram os levitas? Os levitas eram descendentes de
Levi – um dos filhos de Jacó (Gn 29.34). Os filhos de Levi eram um clã
consagrado a DEUS (Nm 3.12, 13) e responsável pelo cuidado do Templo. Eles
ensinavam a Torá ao povo de Israel, serviam aos sacerdotes e cuidavam do Templo
(Nm 3, 4).
Entre os levitas existiam homens designados para exercerem vários
ofícios e atividades específicas no Santuário: eram sacerdotes (Ex 4.14; Nm
3.1-3, 10), porteiros (1 Cr 9.26), cantores (1 Cr 6.31-48), cuidavam dos
utensílios sagrados (Nm 3.25-26, 31, 36, 37) e montavam e desmontavam a Tenda
da Congregação no deserto (Nm 4). Vale salientar que até a varredura e a
limpeza dos átrios do Templo eram de responsabilidade dos levitas, ou seja,
eles desenvolviam uma espécie de serviços gerais na Tenda e, posteriormente,
nos templos de alvenaria (de Salomão, de Zorobabel e de Herodes).
Corroborando essas verdades sobre os levitas, Souza Filho diz:
Biblicamente não existem equipes de levitas que se dediquem
exclusivamente ao louvor da igreja. Os levitas eram uma tribo escolhida por
DEUS – e DEUS tinha duas razões que eram a de compensar os primogênitos mortos
no Egito – e deviam se dedicar unicamente ao serviço religioso, que incluía
fazer a faxina do tabernáculo, carregar equipamentos, limpar banheiros, fazer o
trabalho de açougueiro, cozinhar, lavar louça, e, entre eles, havia músicos que
eram convocados para se dedicarem ao louvor contínuo.*
Após essa sucinta introdução acerca desses homens consagrados,
compreendemos que é temerário chamarmos cantores e músicos de levitas, pois,
dessa forma, estaremos contribuindo para a criação – ainda que informalmente –
de uma classe especial de crentes dentro da Igreja de CRISTO. Em o Novo
Testamento (NT), em nenhuma parte lemos ou percebemos os apóstolos chamando
cantores e músicos de levitas. Encontramos, sim, a palavra “levita” em Lucas
10.32 e em Atos 4.36; e “levitas” em João 1.19. Mas todas elas fazem referência
aos legítimos filhos de Levi.
Como dito anteriormente, dentre os levitas existiam sacerdotes. Isso
significa que, no Antigo Testamento (AT), todos os sacerdotes pertenciam
exclusivamente à tribo de Levi. No entanto, quando olhamos para o NT,
observaremos a quebra desse paradigma, pois CRISTO, através do seu sacrifício
expiatório, fez-nos reino sacerdotal: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio
real” (1 Pe 2.9).
No AT apenas o sumo sacerdote podia entrar no SANTO dos Santos (Lv 16.2).
Todavia, CRISTO rasgou-nos o véu de divisão do Templo, dando-nos pleno acesso
ao Pai Celestial. Somos, agora, sacerdotes e sacerdotisas de DEUS:
Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no SANTO dos Santos, pelo
sangue de JESUS, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto
é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de DEUS,
aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração
purificado de má consciência e lavado o corpo com água limpa (Hb 10.19-22).
A bem da verdade, todos os salvos, de certa forma, são “levitas
espirituais”- porque são “sacerdotes” de DEUS -, e não um grupo seleto que toca
instrumentos e canta músicas nas igrejas. Portanto, cantores e músicos cristãos
não devem ser chamados de levitas.
NOTA
* SOUZA FILHO, João A. de. O livro de ouro do ministério de louvor. Santa Bárbara d’Oeste, SP: Z3 Editora, 2010, p. 143-144.
* SOUZA FILHO, João A. de. O livro de ouro do ministério de louvor. Santa Bárbara d’Oeste, SP: Z3 Editora, 2010, p. 143-144.
7. JESUS, O SACERDOTE ETERNO (CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO)
JUROU O SENHOR E NÃO SE ARREPENDERÁ: TU ÉS UM SACERDOTE ETERNO, SEGUNDO
A ORDEM DE MELQUISEDEQUE - SALMO 110.4
O sacerdócio de CRISTO é superior ao de Arão porque ele mesmo
apresentou-se como sacrifício pelos pecados da humanidade e, além disso, esse
sacrifício foi único, perfeito e com validade eterna. A idéia de um Messias
sacerdote vinha desde o Antigo Testamento tanto de maneira direta como nos
vários tipos e figuras. Uma leitura preliminar na epístola aos Hebreus será de
grande ajuda para melhor compreensão do assunto.
A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO
A palavra hebraica para sacerdote é כֹּהֶן (kōhen), “autoridade principal ou oficial-mor, sacerdote” (HARRIS;
ARCHER, JR.; WALTKE, 1998, p. 704), seu sentido original perdeu-se com o tempo,
às vezes, encontramos no Antigo Testamento a idéia de “príncipe” ou “ministro”.
Em 1 Reis 4.5 kōhen é
traduzido por “ministro”, na ARA e na TB, mas a ARC traduz por “oficial-mor”, e
a Septuaginta, pela palavra grega ἑταῖρος (hetairos), “camarada, companheiro,
amigo”. Algo semelhante acontece na passagem de 2 Samuel 8.18, a ARC traduz por
“príncipe”, a ARA, por “ministro”, a TB, por “ministro de estado” e a
Septuaginta, por αὐλάρχης (aularchēs), “maior do palácio, chefe da
corte, do templo”. O mesmo ocorre em Jó 12.19, a ARC usa “príncipe”, a ARA e a TB
empregam “sacerdote” e a Septuaginta, ἱερεύς (hiereus), “sacerdote”, o
mesmo termo usado por ela para traduzir do hebraico kôhen, que aparece 31
vezes no Novo Testamento e ἀρχιερεύς (archiereus), “sumo sacerdote,
principal dos sacerdotes”, 82 vezes. Convém salientar que as Escrituras do
Antigo Testamento empregam kēhen também em referência aos sacerdotes
de outras religiões, como os sacerdotes egípcios (Gn 41.45, 50; 46.20 ), filisteus (1 Sm 5.5; 6.2 ), de Baal (2 Rs 10.19) e dos demais deuses (2 Cr 34.5; Jr 48.7 ).
O Antigo Testamento emprega outro vocábulo כֹּמֶר (kōmer), “sacerdote, sacerdote idólatra” (HARRIS; ARCHER, JR.;
WALTKE, 1998, p. 728), que aparece apenas três vezes no texto sagrado (2 Rs 23.5; Os 10.5; Sf 1.4). A ARC, em Sofonias 1.4, emprega o termo
“quemarins”, que é transliteração. Na época do declínio espiritual do reino do
Norte, o profeta Oséias chama os sacerdotes de Samaria de sacerdotes das
bezerras e não de Javé. Curioso é que Oséias não usou a palavra
hebraica kōhen ou o seu plural kōhănîm, usual para os
sacerdotes de Javé, mas kōmer, seu plural kemārîm,
“sacerdote pagão”, que só aparece três vezes em todo o Antigo Testamento para
designá-los. A vulgata emprega os termos latinos sacerdos, sacerdotum e pontifex,
o último significa: “o que estabelece uma ponte”.
O sacrifício é o tema central do Antigo Testamento, isso salta à vista
de qualquer leitor assíduo da Bíblia. Essa prática é tão antiga quanto a
humanidade (Gn 4.4; 8.20). Todo o sistema sacrificial
fundamenta-se na idéia de substituição e isso implica expiação redenção, perdão
e sacrifício vicário à base de sangue (Lv 17.11). Porém, qualquer observância
exterior, destituído de significado interior, não passa de mera cerimônia,
porém os sacrifícios do tabernáculo eram simbólicos e típicos: “havendo ainda
sacerdotes que oferecem dons segundo a lei, os quais servem de exemplar e
sombra das coisas celestiais” (Hb 8.4, 5).
O cordeiro pascoal foi sacrificado no Egito para a redenção de Israel.
Depois do êxodo DEUS mandou Moisés oferecer o sacrifício do concerto ou da
aliança, em que foram aspergidos o altar e o povo:
E enviou certos jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram
holocaustos e sacrificaram ao SENHOR sacrifícios pacíficos de bezerros. E
Moisés tomou a metade do sangue e a pôs em bacias; e a outra metade
do sangue espargiu sobre o altar. E tomou o livro do concerto e o leu aos
ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e
obedeceremos. Então, tomou Moisés aquele sangue, e o espargiu sobre o
povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o SENHOR tem feito convosco
sobre todas estas palavras (Êx 24.5-8).
Com esse “sangue do concerto” Israel veio a ser povo de DEUS (Sl 50.5). Esses sacrifícios foram depois
classificados e organizados na lei para serem aceitos por DEUS. O sacerdócio
arônico, com todo o sistema de sacrifício, tinha a função de construir uma
ponte entre DEUS e os seres humanos. Segundo Levítico 4, o sistema levítico mostra o rito
quando alguém violava a lei, que implicava a quebra ou interrupção da comunhão
com DEUS. O sacrifício expiava essa ofensa e a comunhão era reestabelecida,
porém, na prática isso nunca funcionou. O sistema era incapaz de estabelecer a
relação com DEUS, perdida desde o Éden, por isso o sacerdócio de Arão foi
removido: “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque
sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro
sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado
segundo a ordem de Arão?” (Hb 7.11); “porque, se aquele primeiro fora
irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo” (Hb 8.7).
DEUS prometeu um novo concerto e um novo sistema sacerdotal, o concerto
com toda a humanidade (Jr 31.31-33). A Aliança
anunciada por JESUS, por ocasião do estabelecimento da Ceia do Senhor: “Este
cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22.20) e passagens paralelas (Mt 26.28; Mc 14.24), é o cumprimento das promessas de
DEUS. A expressão grega é ἡ καινή διαθήκη (hē kainē
diathēkē), diathēkē significa “pacto, aliança, testamento” e é o
mesmo termo empregado pela Septuaginta [Jr 38.31-33]. A ARA e a TB usam
“aliança”. Em Hebreus 8.8-11 temos a
confirmação do cumprimento da profecia de Jeremias, concluindo que o sistema
arônico envelheceu: “Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro”
(8.13).
O novo concerto é conseqüência da mudança da ordem de Arão para o
sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque, que DEUS também prometeu por meio
do rei Davi: “Jurou o SENHOR e não se arrependerá: Tu és um sacerdote
eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.4), confirmado em Hebreus 7.21. O sacerdócio
segundo a ordem de Arão foi estabelecido com uma estrutura transitória. Foi
exercido em Israel com a promulgação da lei que determinava ser exercido pelos
levitas. Há relatos no Antigo Testamento que os sacerdotes precisavam provar
sua origem genealógica, sob pena de expulsão da ordem (Ne 7.64). Foi exercido por uma linhagem, de 83
sumos sacerdotes, segundo Josefo, de Arão até à destruição do templo de
Jerusalém, em 70 d.C. (Antiguidades, Livro 20.8.864), pois morriam e eram
substituídos por outros. Por causa do seu caráter provisório, DEUS já havia
prometido uma ordem imutável, um sacerdócio livre no tocante às questões
tribais (Hb 7.13-16).
A ORDEM DE MELQUISEDEQUE
A narrativa de Gênesis 14 relata que uma confederação de
quatro reis babilônicos guerreou contra cinco reis palestínicos, no vale do mar
Morto, região onde Ló habitava. Os reis da região da Babilônia venceram e
levavam os vencidos, com seus despojos, para sua terra. Quando Abraão soube que
seu sobrinho estava entre os derrotados, foi no encalço deles, com alguns
aliados e seus pastores, e conseguiu surpreender os caldeus e trouxe de volta
Ló com os demais vizinhos e seus despojos. Na volta, encontra-se com
Melquideseque, sacerdote do DEUS Altíssimo e rei de Salém:
E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e
este era sacerdote do DEUS Altíssimo. E abençoou-o e disse:
Bendito seja Abrão do DEUS Altíssimo, o Possuidor dos céus e da
terra; e bendito seja o DEUS Altíssimo, que entregou os teus inimigos
nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo (Gn 14.18-20).
Isso é tudo o que temos da vida de Melquisedeque. A maneira súbita como
esse personagem surge nesse cenário parece indicar que era conhecido na época e
não precisava de pormenores. O escritor da epístola aos Hebreus trouxe muitas
informações inexistentes no Antigo Testamento, isso se deve, certamente, às
fontes que desconhecemos na atualidade ou à revelação direta de DEUS.
A expressão “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de
dias e nem fim de vida” (Hb 7.3) tem levado alguns a pensarem num ser
celestial, outros defendem a idéia de uma manifestação pré-encarnada de CRISTO,
uns como uma teofania semelhante a aparições do anjo de Javé, mas o relato
histórico original fala de um Melquisedeque de carne e sangue. Fílon de
Alexandria considerava como alegoria, afirmava ser o Logos Divino, Josefo
referiu-se a ele como o primeiro sacerdote e fundador do templo de Jerusalém.
Muitos rabinos da antiguidade afirmam ser ele Sem, o mais velho sobrevivente do
Dilúvio, pois recusam-se a admitir a idéia de Abraão ter dado os dízimos a um
estrangeiro. Isso significa que a sua genealogia não foi registrada para
tipificar o sacerdócio eterno de CRISTO e mostrar que a ordem de Melquisedeque
independe de questões tribais (Hb 7.13-15).
Melquisedeque apareceu na história de maneira tão misteriosa como
desapareceu dela. O breve relato a seu respeito registrado em Gênesis 14.18-20 não nos revela
muita coisa. O seu nome é mencionado na profecia messiânica do Salmo 110.4 e em Hebreus 5.6-10; 6.20-7.28, em que apresenta relevância espiritual,
transcendendo o contexto histórico original. Ele é apresentado como rei de
Salém, que significa “paz”, antigo nome de Jerusalém (Sl 76.2). Seu nome vem de duas palavras
hebraicas מֶלֶךְ (melek), “rei”, e צֶדֶק (tsedeq) , “justiça, retidão”. Trata-se de um Rei de Justiça
reinando na Cidade de Paz (Hb 7.2). Assim, desde o limiar da história,
DEUS já havia escolhido Jerusalém para ser o palco da redenção.
O escritor aos Hebreus chama a atenção, ainda, para alguns detalhes do
curto relato do encontro de Abraão com Melquideseque, como a menção dos dízimos
e o fato de Abraão ser abençoado por ele (Gn 14.19, 20; Hb 7.6), revestindo de significado espiritual
extraordinário. No sistema arônico, o dízimo é estabelecido pela lei e era
tomado do povo (Nm 18.21; Hb 7.5), mas Abraão o fez espontaneamente.
Nesse ato até Levi, bisneto de Abraão, pagou dízimo “porque ainda ele estava
nos lombos de seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro” (Hb 7.9). Assim, o patriarca, fundador da
nação de Israel, foi abençoado, isso revela sua estatura espiritual visto que
“o menor é abençoado pelo maior” (Hb 7.7), mostrando a superioridade da ordem
de Melquisedeque.
O SACERDÓCIO DE CRISTO
Antes do sacerdócio levita, a Bíblia menciona Jetro, sogro de Moisés,
como “sacerdote de Midiã” (Êx 2,16; 18.1), apesar de não se saber muito a seu
respeito, o contexto parece tratar de um sacerdote do DEUS de Israel, pois
Moisés sacrificou e ofereceu holocausto junto com ele (Êx 18.12). Os sacerdotes mencionados em Êxodo 19.22, 24 não eram levitas, porque a ordem
de Arão ainda não havia sido fundada, isso só aconteceu posteriormente (Êx 28.1, 41), mas o Comentário Bíblico
Beacon afirma que os primogênitos exerciam as funções sacerdotais. A
menção dos jovens que sacrificaram ao Senhor, em Êxodo 24.5, parece indicar uma escolha exclusiva
de Moisés só para essa finalidade.
Os sacerdotes segundo a ordem de Arão eram limitados aos descendentes de
Eleazar e Itamar, ambos filhos de Arão (Nm 3.3,4; 1 Cr 24.2), visto que Nadabe e Abiú morreram
fulminados por trazerem “fogo estranho perante a face do SENHOR” (Lv 10.1, 2). Mesmo para os filhos de Eleazar e
Abiú havia requisitos, exigiam-se santidade e perfeição física, como condição
para o sacerdócio, conforme o capítulo 21 de Levítico, assim, não bastava ser
membro da família. Apesar da incapacidade do sistema arônico, no tocante à
salvação, o sistema sacrificial era sombra da obra salvadora de CRISTO, no
Calvário (Hb 9.9; 10.1).
A ordem de Melquisedeque, representada por CRISTO, é sui
generis por várias razões. Trata-se de um sacerdócio perpétuo: “mas este,
porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo” (Hb 7.24). JESUS é antes do sacerdócio arônico
e pertence a uma ordem que não depende de genealogia, e a ausência da
genealogia de Melquisedeque serve para tipificar o sacerdócio eterno de CRISTO:
“mas, sendo feito semelhante ao Filho de DEUS, permanece sacerdote para sempre”
(Hb 7.3). A palavra grega
para “perpétuo”, nesse versículo, é ἀπαράβατος (aparabatos), “imutável,
imperecível, inviolável, intransferível”, e só aparece aqui, em todo o Novo
Testamento: “DEUS pôs a CRISTO neste sacerdócio, e ninguém mais pode
introduzir-se nele” (ROBERTSON, tomo 5, 1989, p. 419).
O sistema levita era repetido, os sacerdotes arônicos ofereciam
sacrifícios a cada dia para tirar os pecados, um animal era sacrificado em cada
ritual, sendo esse sacrifício ineficaz para a salvação, mas JESUS, “havendo
oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à
destra de DEUS” (Hb 10.11, 12), o Senhor JESUS ofereceu um
sacrifício perfeito. A vítima do sacrifício foi ele mesmo: “o Cordeiro de DEUS,
que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) e não um animal, pois o sangue de
animais não era suficiente para pagar tão alto preço, por isso JESUS
submeteu-se a si mesmo com o sacrifício, expiação como seu próprio sangue (Hb 9.11-14; 1 Jo 2.1,2). Na sua morte “o véu do templo se
rasgou em dois, de alto a baixo” (Mt 27.51). Os demais evangelhos sinóticos
registraram o fenômeno do véu rasgado (Mc 15.38; Lc 23.45). Trata-se de um sacrifício perfeito
porque o próprio JESUS foi a oblação pelos nossos pecados, seu sacrifício foi
único e resolveu para sempre o problema do pecado e entrou no santuário
celeste, não desta criação: “porém no mesmo céu, para agora comparecer, por
nós, perante a face de DEUS” (Hb 9.24); “Porque a lei constitui sumos
sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento,
que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para
sempre’ (Hb 7.28).
O nosso sumo sacerdote preenche todos os requisitos como Cordeiro
Imaculado, Sacerdos Impeccabilis:
SANTO, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime
do que os céus que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada
dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do
povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo (Hb 7.26, 27).
A santidade de JESUS é única e real, absoluta e perfeita, não se trata,
pois, de uma santidade cerimonial, como muitas vezes a lei exigia dos
sacerdotes levitas. Realizou um único sacrifício e resolveu para sempre o
problema do pecado, seu sacerdócio é perfeito, por isso pode também salvar perfeitamente
os que por ele se chegam a DEUS” (Hb 7.25).
Uma vez envelhecido o sacerdócio levita e removido o sistema arônico,
JESUS torna-se o Sumo Sacerdote, Mediador e Intercessor em favor do pecador diante
de DEUS-Pai. O Novo Testamento apresenta todos os cristãos como sacerdotes e
isso em virtude na nossa relação íntima com DEUS em CRISTO: “Mas vós sois a
geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que
anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa
luz’ (1 Pe 2.9). Isso tem raízes no
Antigo Testamento, pois DEUS disse o mesmo com relação a Israel pouco antes do
Concerto do Sinai, DEUS prometeu fazer de Israel: “propriedade peculiar dentre
todos os povos; ... reino sacerdotal e povo santo” (Êx 19.5, 6). Porém, o sacerdócio dos crentes não
está limitado a uma família, casta ou grupo especial na igreja, é um sacerdócio
universal (Ap 1.6; 5.10). Assim, como havia um sumo sacerdote
sobre o sacerdócio em Israel, da mesma forma, CRISTO é o Sumo Sacerdote sobre a
Igreja.
QUALIFICAÇÕES MORAIS DO PASTOR - BEP - CPAD
1Tm 3.1,2 “Esta é uma palavra
fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o
bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto,
hospitaleiro, apto
para ensinar.”
Se algum homem deseja ser “bispo” (gr. episkopos, i.e., aquele
que tem sobre si a responsabilidade pastoral, o pastor), deseja um encargo
nobre e importante (3.1). É necessário, porém, que essa aspiração seja
confirmada pela Palavra de DEUS (3.1-10; 4.12) e pela igreja
(3.10), porque DEUS estabeleceu para a igreja certos requisitos
específicos. Quem se disser chamado por DEUS para o trabalho pastoral deve ser
aprovado pela igreja segundo os padrões bíblicos de 3.1-13; 4.12; Tt 1.5-9 (ver o estudo DONS
MINISTERIAIS PARA A IGREJA). Isso significa que a igreja não deve aceitar
pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua
escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou
chamada. A igreja da atualidade não tem o direito de reduzir esses preceitos
que DEUS estabeleceu mediante o ESPÍRITO SANTO. Eles estão plenamente em vigor
e devem ser observados por amor ao nome de DEUS, ao seu reino e da honra e
credibilidade da elevada posição de ministro.
- Os padrões bíblicos do
pastor, como vemos aqui, são principalmente morais e espirituais. O
caráter íntegro de quem aspira ser pastor de uma igreja é mais importante
do que personalidade influente, dotes de pregação, capacidade
administrativa ou graus acadêmicos. O enfoque das qualificações
ministerais concentra-se no comportamento daquele que persevera na
sabedoria divina, nas decisões acertadas e na santidade devida. Os que
aspiram ao pastorado sejam primeiro provados quanto à sua trajetória
espiritual (cf. 3.10). Partindo daí, o ESPÍRITO SANTO estabelece o
elevado padrão para o candidato, i.e., que ele precisa ser um crente que
se tenha mantido firme e fiel a JESUS CRISTO e aos seus princípios de
retidão, e que por isso pode servir como exemplo de fidelidade,
veracidade, honestidade e pureza. Noutras palavras, seu caráter deve
demonstrar o ensino de CRISTO em Mt 25.21 de que ser “fiel sobre o
pouco” conduz à posição de governar “sobre o muito”.
- O líder cristão deve ser,
antes de mais nada, “exemplo dos fiéis” (4.12; cf. 1Pe 5.3). Isto é: sua vida cristã e
sua perseverança na fé podem ser mencionadas perante a congregação como
dignas de imitação.
- Os dirigentes devem
manifestar o mais digno exemplo de perseverança na piedade, fidelidade,
pureza em face à tentação, lealdade e amor a CRISTO e ao evangelho (4.12,15).
- O povo de DEUS deve aprender
a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente pela Palavra de DEUS,
mas também pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padrões
bíblicos. O pastor deve ser alguém cuja fidelidade a CRISTO pode ser
tomada como padrão ou exemplo (cf. 1Co 11.1;
- O ESPÍRITO SANTO acentua
grandemente a liderança do crente no lar, no casamento e na família (32,4,5; Tt 1.6). Isto é: o obreiro deve
ser um exemplo para a família de DEUS, especialmente na sua fidelidade à
esposa e aos filhos. Se aqui ele falhar, como “terá cuidado da igreja de
DEUS?” (3.5). Ele deve ser “marido de uma [só] mulher” (3.2).
Esta expressão denota que o candidato ao ministério pastoral deve ser um
crente que foi sempre fiel à sua esposa. A tradução literal do grego
em 3.2 (mias gunaikos, um genitivo atributivo) é “homem
de uma única mulher”, i.e., um marido sempre fiel à sua esposa.
- Conseqüentemente, quem na
igreja comete graves pecados morais, desqualifica-se para o exercício
pastoral e para qualquer posição de liderança na igreja local (cf. 3.8-12).
Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela graça de DEUS, mas
perderam a condição de servir como exemplo de perseverança inabalável na
fé, no amor e na pureza (4.11-16; Tt 1.9). Já no AT, DEUS
expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de
elevados padrões morais e espirituais. Se falhassem, seriam substituídos
(ver Gn 49.4 nota; Lv 10.2 nota; 21.7,17 notas; Nm 20.12 nota; 1Sm 2.23 nota; Jr 23.14 nota; 29.23 nota).
- A Palavra de DEUS declara a
respeito do crente que venha a adulterar que “o seu opróbrio nunca se
apagará” (Pv 6.32,33). Isto é, sua vergonha não
desaparecerá. Isso não significa que nem DEUS nem a igreja perdoará tal
pessoa. DEUS realmente perdoa qualquer pecado enumerado em 3.1-13,
se houver tristeza segundo DEUS e arrependimento por parte da pessoa que
cometeu tal pecado. O que o ESPÍRITO SANTO está declarando, porém, é que
há certos pecados que são tão graves que a vergonha e a ignomínia (i.e., o
opróbrio) daquele pecado permanecerão com o indivíduo mesmo depois do
perdão (cf. 2Sm 12.9-14).
- Mas o que dizer do rei Davi?
Sua continuação como rei de Israel, a despeito do seu pecado de adultério
e de homicídio (2Sm 11.1-21; 12.9-15) é vista por alguns como
uma justificativa bíblica para a pessoa continuar à frente da igreja de
DEUS, mesmo tendo violado os padrões já mencionados. Essa comparação, no
entanto, é falha por vários motivos.
- O cargo de rei de Israel do
AT, e o cargo de ministro espiritual da igreja de JESUS CRISTO, segundo o
NT, são duas coisas inteiramente diferentes. DEUS não somente permitiu a
Davi, mas, também a muitos outros reis que foram extremamente ímpios e
perversos, permanecerem como reis da nação de Israel. A liderança
espiritual da igreja do NT, sendo esta comprada com o sangue de JESUS
CRISTO, requer padrões espirituais muito mais altos.
- Segundo a revelação divina
no NT e os padrões do ministério ali exigidos, Davi não teria as
qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve
diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no
governo do seu próprio lar, tornou-se homicida e derramou muito sangue (1Cr
22.8; 28.3). Observe-se também que por ter Davi, devido ao seu pecado,
dado lugar a que os inimigos de DEUS blasfemassem, ele sofreu castigo
divino pelo resto da sua vida (2Sm 12.9-14).
- As igrejas atuais não devem,
pois, desprezar as qualificações justas exigidas por DEUS para seus
pastores e demais obreiros, conforme está escrito na revelação divina. É
dever de toda igreja orar por seus pastores, assisti-los e sustentá-los na
sua missão de servirem como “exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na
caridade, no espírito, na fé, na pureza” (4.12).
OS PASTORES E SEUS DEVERES - BEP - CPAD
At 20.28 “Olhai, pois, por vós e por todo o
rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos, para apascentardes a
igreja de DEUS, que ele resgatou com seu próprio sangue.”
Nenhuma igreja poderá funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo,
conforme 14.23, a congregação local, cheia do ESPÍRITO,
buscando a direção de DEUS em oração e jejum, elegiam certos irmãos para o
cargo de presbítero ou bispo de acordo com as qualificações espirituais
estabelecidas pelo ESPÍRITO SANTO em 1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9 (ver o estudo QUALIFICAÇÕES
MORAIS DO PASTOR). Na realidade é o ESPÍRITO que constitui o dirigente de
igreja. O discurso de Paulo diante dos presbíteros de Éfeso (20.17-35)
é um trecho básico quanto a princípios bíblicos sobre o exercício do ministério
de pastor de uma igreja local.
PROPAGANDO A FÉ. (1) Um dos deveres principais do dirigente é alimentar
as ovelhas mediante o ensino da Palavra de DEUS. Ele deve ter sempre em mente
que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de DEUS, que Ele comprou
para si com o sangue precioso do seu Filho amado (cf. 20.28; 1Co 6.20; 1Pe 1.18,19; Ap 5.9). (2) Em 20.19-27, Paulo
descreve de que maneira serviu como pastor da igreja de Éfeso; tornou patente
toda a vontade de DEUS, advertindo e ensinando fielmente os cristãos efésios
(20.27). Daí, ele poder exclamar: “estou limpo do sangue de todos” (20.26;
ver nota). Os pastores de nossos dias também devem instruir suas igrejas em
todo o desígnio de DEUS. Que “pregues a palavra, instes a tempo e fora de
tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2) e nunca ministrar para agradar os
ouvintes, dizendo apenas aquilo que estes desejam ouvir (2Tm 4.3).
GUARDANDO A FÉ. Além de alimentar o rebanho de DEUS, o verdadeiro pastor
deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Paulo sabe que no futuro
Satanás levantará falsos mestres dentro da própria igreja, e, também, falsários
vindos de fora, infiltrar-se-ão e atingirão o rebanho com doutrinas
antibíblicas, conceitos mundanos e idéias pagãs e humanistas. Os ensinos e a
influência destes dois tipos de elementos arruinarão a fé bíblica do povo de
DEUS. Paulo os chama de “lobos cruéis”, indicando que são fortes, difíceis de
subjugar, insaciáveis e perigosos (ver 20.29 nota; cf. Mt 10.16). Tais indivíduos desviarão as pessoas
dos ensinos de CRISTO e os atrairão a si mesmos e ao seu evangelho distorcido.
O apelo veemente de Paulo (20.28-31) impõe uma solene obrigação
sobre todos os obreiros da igreja, no sentido de defendê-la e opôr-se aos que
distorcem a revelação original e fundamental da fé, segundo o NT.
- A igreja verdadeira consiste
somente daqueles que, pela graça de DEUS e pela comunhão do ESPÍRITO
SANTO, são fiéis ao Senhor JESUS CRISTO e à Palavra de DEUS. Por isso, é
de grande importância na preservação da pureza da igreja de DEUS que os
seus pastores mantenham a disciplina corretiva com amor (Ef 4.15), e reprovem com firmeza (2Tm 4.1-4; Tt 1.9-11) quem na igreja fale
coisas perversas contrárias à Palavra de DEUS e ao testemunho apostólico (20.30).
- Líderes eclesiásticos,
pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem
lembrar-se de que o Senhor JESUS os têm como responsáveis pelo sangue de
todos os que estão sob seus cuidados (20.26,27; cf. Ez 3.20,21). Se o dirigente deixar de
ensinar e pôr em prática todo o conselho de DEUS para a igreja (20.27),
principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho (20.28), não
estará “limpo do sangue de todos” (20.26, ver nota; cf. Ez 34.1-10). DEUS o terá por culpado
do sangue dos que se perderem, por ter ele deixado de proteger o rebanho
contra os falsificadores da Palavra (ver também 2Tm 1.14 nota; Ap 2.2 nota).
- É altamente importante que
os responsáveis pela direção da igreja mantenham a ordem quanto a assuntos
teológicos doutrinários e morais na mesma. A pureza da doutrina bíblica e
de vida cristã deve ser zelosamente mantida nas faculdades evangélicas,
institutos bíblicos, seminários, editoras e demais segmentos
administrativos da igreja (2Tm 1.13,14).
- A questão principal aqui é
nossa atitude para com as Escrituras divinamente inspiradas, que Paulo
chama a “palavra da sua graça” (20.32). Falsos mestres,
pastores e líderes tentarão enfraquecer a autoridade da Bíblia através de
seus ensinos corrompidos e princípios antibíblicos. Ao rejeitarem a
autoridade absoluta da Palavra de DEUS, negam que a Bíblia é verdadeira e
fidedigna em tudo que ela ensina (20.28-31; ver Gl 1.6 nota; 1Tm 4.1; 2Tm 3.8). A bem da igreja de DEUS,
tais pessoas devem ser excluídas da comunhão (2Jo 9-11; ver Gl 1.9 nota).
- A igreja que perde o zelo
ardente do ESPÍRITO SANTO pela sua pureza (20.18-35), que se recusa
a tomar posição firme em prol da verdade e que se omite em disciplinar os
que minam a autoridade da Palavra de DEUS, logo deixará de existir como
igreja neotestamentária (ver 12.5).
PRIMEIRA PARTE - Os Sacerdotes E Os Levitas São Tipos Da Igreja
(Manual Tipologia)
Se estudarmos os personagens no AT que tipificam nosso Senhor JESUS
CRISTO nos seus ofícios diferentes, descobriremos repetidas vezes que parecem
estar vinculados aos pares. Temos, por exemplo, dois sumos sacerdotes, que
tanto separadamente quanto juntos eram tipos, e que estavam estreitamente
associados entre si durante sua vida. Arão e Eleazar, por exemplo, tipificavam
como o sumo sacerdote, e em alguns aspectos seus ofícios eram diferentes entre
si. Mesmo enquanto Arão ainda vivia, Eleazar tinha certas coisas alocadas a ele
no serviço do Tabernáculo. Em Números 20.26 temos o relato
da morte de Arão, e de Eleazar recebendo as vestimentas para assumir o seu
lugar; prefigurando o grande sumo sacerdote que agora vive segundo “o poder de
uma vida infinda”. Eleazar, portanto, parece ser o o tipo do sumo sacerdote na
vida ressurreta, no poder do ESPÍRITO SANTO; pois tinha ligação muito especial
com o azeite que tipificava o ESPÍRITO SANTO. Eleazar ficou encarregado “do
azeite para a iluminação, do incenso aromático, da oferta costumeira de cereal
e do óleo da unção [...] de todo o Tabernáculo” (Nm 4-16). Era “principal líder
dos levitas” (Nm 3.32), e nos faz lembrar
de JESUS que, na ressurreição, é o Pastor Principal. As duas ordens do
sacerdócio, a de Arão e de Melquisedeque, são apresentadas diante de nós em
Hebreus como tipos do sacerdócio do Senhor.
Segunda parte: SACERDOTES E LEVITAS (Manual Tipologia)
SACERDOTES E LEVITAS Como tipos da igreja
Introdução
No princípio, DEUS.” Essas são as primeiras palavras que lemos ao abrir
a Bíblia. Ao estudar a história dos levitas, ou qualquer outro assunto na
Palavra, não podemos fazer melhor do que começar por aqui. Foi a livre graça de
DEUS que escolheu os levitas dentre as demais tribos, assim como foi a sua
graça que chamou Abraão de Ur dos caldeus, e a nós, “das trevas para a sua
maravilhosa luz”. Nada havia em Levi que o recomendasse diante de DEUS. ERRADO
- FICARAM DO LADO DE MOISÉS E MATARAM MUITOS ISRAELITAS (TRÊS MIL) QUANDO
ESTAVAM PECANDO CONTRA DEUS COM O BEZERRO DE OURO E POR ISSSO FORAM ESCOLHIDOS.
Pelo contrário, diriamos, ao ler em Gênesis 49 que Levi era um dos piores filhos
de Jacó. DEUS, todavia, na sua graça soberana, podia dizer: “O Senhor teu DEUS
o escolheu dentre todas as tribos” (Dt 18.5). “DEUS demonstra seu amor por nós:
CRISTO morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” ERRADO - APENAS
TIVERAM QUE SE APRESENTAR PARA SERVIREM A ARÃO, POIS JÁ TINHAM SIDO ESCOLHIDOS
POR DEUS PARA ISSO. Os levitas deviam estar no meio daqueles que ficaram longe
quando a lei foi promulgada no Sinai, mas DEUS diz a Arão: “Mande chamar a
tribo de Levi e apresente-a” (Nm 3.6), e nós, que “antes estávamos longe,
fomos aproximados pelo sangue de CRISTO”.
Quando estudamos a história da tribo de Levi em relação a Arão, o grande
sumo sacerdote, aprendemos muitas lições belas.
Não existe tipo mais notável de CRISTO que Arão, desde a primeira menção
a ele, em Exodo, até a última, em Hebreus. É citado pela primeira vez em Exodo 4, onde DEUS diz a Moisés: “Não é Arão o
levita o seu irmão? Sei que ele fala bem”. Depois de JESUS, “que é mais chegado
que um irmão”, ter vindo habitar na carne humana, a primeira declaração de DEUS
foi: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado” e, no monte da
transfiguração, acrescentou: “Escutem a ele”. E os que realmente fizeram isso
foram obrigados a confessar que “nunca um homem falou como este Homem”.
A obra de Arão no tabernáculo, vestido de roupas de glória e de beleza,
prefigura maravilhosamente Aquele que, coroado de glória e honra, ainda caminha
entre os candelabros de ouro. O sumo sacerdote levava nos ombros e no peitoral
os nomes dos israelitas, assim como nosso Sumo Sacerdote nos leva sobre os
ombros do seu poder inesgotável. Dentro daquele peitoral maravilhoso, suspenso
dos ombros, havia o Urim e o Tumim, as luzes e as perfeições, mediante os quais
a vontade de DEUS era revelada a Israel: “A respeito de Levi disse: ‘O teu Urim
e o teu Tumim pertencem ao homem a quem favoreceste”’ (Dt 33.8). As luzes e as perfeições ainda estão
com JESUS “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do
conhecimento”. Mas, ao mesmo tempo que disse de si mesmo: “Eu sou a Luz do
mundo”, também disse aos seus seguidores: “Vocês são a luz do mundo”, e “sejam
perfeitos, como é perfeito o seu pai no céu”. É vontade sua agora que as luzes
e perfeições sejam vistas nos seus seguidores. Mas isso só é possível quando
habitamos no peito do Senhor e somos sustentados pelo seu poder. O Urim e o
Tumim eram indicação da mente de DEUS, e o mundo deve ter a possibilidade de
aprendê-la agora mediante a vida do povo de DEUS.
No tempo de Esdras, alguns sacerdotes não conseguiam comprovar sua ascendência.
Acreditavam ser filhos de Arão, mas não podiam demonstrar o fato: “Eles
examinaram seus registros de família, mas não conseguiram achá-los e foram
considerados impuros para o sacerdócio. Por isso o governador os proibiu de
comer alimentos sagrados enquanto não houvesse um sacerdote capaz de consultar
DEUS por meio do Urim e do Tumim” (Ed 2.62,63). Não precisamos esperar (como eles)
que um sumo sacerdote apareça, antes, podemos nos regozijar porque o nosso nome
está escrito no céu e “o firme fundamento de DEUS permanece inabalável e selado
com esta inscrição: ‘O Senhor conhece os seus’” (2Tm 2.19).
A contagem dos levitas nos apresenta uma questão de grande interesse e
demonstra que, em associação com seu grande sumo sacerdote, ficaram
inteiramente separados das demais tribos e lhes foi poupada a condenação que
recaiu sobre o restante de Israel.
Em geral se declara que, de todos os que saíram do Egito, somente a
Calebe e Josué foi permitida a entrada na terra prometida. Entretanto, mediante
o estudo cuidadoso da história dos levitas, mostra-se que eles também foram
isentados da ruína geral no deserto. As razões que levam a essa conclusão são
as seguintes.
A tribo de Levi não enviou nenhum espia para a missão de reconhecimento
da terra de Canaã (v. Nm 13.1-16) PORQUE NÃO PODIAM MAIS SEREM CONTADOS
COM AS OUTRAS TRIBOS, POIS, FORAM SEPARADOS PARA O SERVIÇO SACERDOTAL., e a
maldição caiu por causa do relatório mau dos espias e da conseqüente murmuração
do povo:
Cairão neste deserto os cadáveres de todos vocês, de vinte anos para
cima, que foram contados no recenseamento e que se queixaram contra mim [...]
Durante quarenta anos vocês sofrerão a conseqüência dos seus pecados e
experimentarão a minha rejeição; cada ano corresponderá a cada um dos quarenta
dias em que vocês observaram a terra [...] Os homens enviados por Moisés em
missão de reconhecimento daquela terra voltaram e fizeram toda a comunidade
queixar-se contra ele ao espalharem um relatório negativo; esses homens
responsáveis por espalhar o relatório negativo sobre a terra morreram
subitamente de praga perante o Senhor. De todos os que foram observar a terra,
somente Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, sobreviveram (Nm 14.29,34,36-38).
Conforme declarado na passagem acima citada, os que caíram no deserto
tinham sido contados de vinte anos em diante e são descritos, ainda, como
“guerreiros”. “Como não me seguiram de coração íntegro, nenhum dos homens de
vinte anos para cima que saíram do Egito verá a terra que prometí sob juramento
a Abraão, a Isaque e a Jacó, com exceção de Calebe, filho de Jefoné, o
quenezeu, e Josué, filho de Num, que seguiram o Senhor com integridade de
coração.” (Nm 32.11,12) “Os israelitas andaram quarenta anos
pelo deserto, até que todos os guerreiros que tinham saído do Egito morressem,
visto que não tinham obedecido ao Senhor.” (Js 5.6) “Passaram-se trinta e oito anos entre
a época em que partimos de Cades-Barnéia, e a nossa travessia do vale de
Zerede, período no qual pereceu do acampamento toda aquela geração de homens de
guerra, conforme o Senhor lhes havia jurado.” (Dt 2.14)
Que os levitas não se contavam entre os guerreiros é mostrado muito
claramente no primeiro capítulo de Números, onde somos informados: “O Senhor
falou a Moisés no deserto do Sinai [...] Ele disse: ‘Façam um recenseamento de
toda a comunidade de Israel [...] Você e Arão contarão todos os homens que
possam servir no exército, de vinte anos para cima, organizados segundo as suas
divisões’”. Assim se fez, e no fim do capítulo lemos: “As famílias da tribo de
Levi, porém, não foram contadas juntamente com as outras, pois o Senhor tinha
dito a Moisés: ‘Não faça o recenseamento da tribo de Levi nem a relacione entre
os demais israelitas”’ (Nm 1.1-3 e 47-49; tb. 2.33).
Os levitas foram contados separadamente, “de um mês de idade para cima
[...] Não foram contados junto com os outros israelitas porque não receberam
herança entre eles” (Nm 26.62). Esta última frase
do texto explica também por que a sua tribo não era representada por nenhum
espia.
Portanto, os israelitas que morreríam sem entrar na terra prometida
foram os recenseados no deserto do Sinai, quando, segundo já vimos, os levitas
não foram incluídos. Imediatamente antes de atravessarem o Jordão, a contagem
foi feita de novo, não por Moisés e Arão, mas por Moisés e pelo sacerdote
Eleazar quando contaram os israelitas nas campinas de Moabe, junto ao Jordão,
frente a Jericó. Nenhum deles estava entre os que foram contados por Moisés e
pelo sacerdote Arão quando contaram os israelitas no deserto do Sinai. Pois o
Senhor tinha dito àqueles israelitas que eles iriam morrer no deserto, e nenhum
deles sobreviveu, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. (Nm 26.63-65).
Eleazar e Finéias entraram na terra prometida. Eleazar estava com Josué
quando este dividiu a herança entre as tribos (Nm 34.17), ao passo que Finéias foi enviado
como um dos mensageiros às tribos de Rúben, de Gade, e à meia-tribo de
Manassés. Nenhum desses homens, porém, foi mencionado como exceção à condenação
geral. Eleazar, pelo menos, e talvez também seu filho, devia ter mais de vinte
anos de idade quando saiu do Egito.
Os textos que se referem ao assunto mencionado acima foram citadas com
pormenores a fim de se enxergar claramente a posição dos levitas. Se a
conclusão for correta, que realmente foram isentos da maldição que caiu sobre
os demais israelitas, podemos ver neles, assim como também em tantos outros
pormenores, um retrato notável dos crentes verdadeiros. A sentença de morte
recai sobre todos em seu redor, mas “agora já não há condenação para os que
estão em CRISTO JESUS” (Rm 8.1). “Quem nele crê não é condenado, mas
quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de
DEUS.” (Jo 3.18) “Eu lhes asseguro:
‘Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não
será condenado, mas já passou da morte para a vida.’” (Jo 5.24)
A posição dos levitas era diferente da do restante dos israelitas, em
muitos aspectos. Posto que duas porções tinham sido alocadas a José e que seus
filhos foram contados como filhos de Jacó, Levi formou a décima terceira tribo
e, desse modo, como se indicou, manteve uma posição entre elas semelhante à de
Paulo entre os apóstolos.
Quando os levitas foram contados a partir de um mês de idade, foram
contados na sua fraqueza (Nm 3). Com isso, conforme alguém já disse,
ficamos sabendo que a posição deles na tribo dependia não daquilo que tivessem
feito em favor de DEUS, mas do que DEUS fizera em favor deles. No capítulo
seguinte (Nm 4), são recenseados
segundo seus anos de força, a partir de 30 anos de idade — a idade de José
quando compareceu diante do faraó, de Davi quando começou a reinar e de nosso
Senhor quando entrou no seu ministério público. Era a idade para início do
serviço dos levitas no período do deserto, mas depois disso, quando os
trabalhos exigiríam menos força física, mas mais ministros, a idade ficou sendo
25 anos; e Davi, em 1Crônicas 23.24-27, a altera para 20.
Na história da tribo de Levi, há um grande contraste entre antes e
depois de ser tirada do Egito. Nos tempos antigos, Jacó disse: “Simeão e Levi
são irmãos; suas espadas são armas de violência” (Gn 49.5), mas depois guardavam “todos os
utensílios da Tenda do Encontro” (Nm 3.8). Jacó também disse: “Que eu não entre
no conselho deles, nem participe da sua assembléia”. Entretanto, depois de
terem atravessado o mar Vermelho, DEUS disse a Arão: “Traga também os seus
irmãos levitas, que pertencem à tribo de seus antepassados, para se unirem a você”
(Nm 18.2). Levi tinha sido
motivo de vergonha para Jacó, mas agora DEUS o chama a essa posição de alto
privilégio em associação com o sumo sacerdote. O significado do nome Levi é
“apegado”, conforme lemos em Gênesis 29.34, e é por estar
apegado a Arão que é abençoado assim.
A história de crueldade e de derramamento de sangue a qual Jacó se
refere acha-se em Gênesis 34, que narra o
assassinato de todos os homens da cidade de Siquém. Quanta diferença do quadro
de João 4, onde se diz aos
homens da mesma cidade, que não eram melhores do que aqueles nos tempos de
Simeão e Levi: ‘“Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será
que ele não é o CRISTO?’. Então saíram da cidade e dirigiram-se a ele” (v. 29).
O próprio João, o discípulo amado, revelou algo do espírito desses filhos de
Jacó quando quis pedir que fogo descesse dos céus contra os samaritanos. O
Mestre o repreendeu, dizendo: “Vocês não sabem de que espécie de espírito são,
pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para
salvá-los” (Lc 9.56).
Simeão e Levi foram amaldiçoados por sua crueldade e seu pecado, e o
castigo foi assim declarado: “Eu os dividirei em Jacó e os espalharei em
Israel”. Essa sentença foi executada literalmente, mas a maldição foi transformada
em bênção e, embora tenham sido dispersos entre as tribos, sem receber nenhuma
herança na terra prometida, a razão, posteriormente citada, fala de graça
incomparável, e uma promessa substitui a sentença do juízo. Os levitas foram
separados “para carregar a arca da aliança do Senhor, para estar diante do
Senhor [... ] pronunciar bênçãos em seu nome [... ] E por isso que os levitas
não têm nenhuma porção de terra ou herança entre os seus irmãos; o Senhor é a
sua herança, conforme o Senhor, o seu DEUS, lhes prometeu” (Dt 10.8, 9). Nós também estávamos debaixo de uma
maldição por causa do nosso pecado, mas “CRISTO nos redimiu da maldição da lei,
sendo feito maldição por nós”, e agora estamos abençoados “com todas as bênçãos
espirituais nas regiões celestiais em CRISTO” (Ef 1.3). A sentença pronunciada contra nós
por causa do nosso pecado foi: “Você certamente morrerá”. Mas CRISTO tirou da
morte o aguilhão, de modo que podemos dizer, juntamente com Paulo: “Para mim, o
viver é CRISTO, e o morrer é lucro”. A MALDIÇÃO DE LEVI FOI TRANSFORMADA EM
BÊNÇÃO QUANDO ESCOLHEU DEFENDER A CAUSA DE DEUS PERANTE SEUS IRMÃOS.
Temos também um contraste marcante nas ocupações dos levitas nesses dois
períodos de sua história. Na terra do Egito, os levitas, juntamente com os
demais israelitas, foram sujeitos a “cruel escravidão”, e os egípcios
“tornaram-lhes a vida amarga, impondo- lhes a árdua tarefa de preparar o barro
e fazer tijolos, e executar todo tipo de trabalho agrícola; em tudo os egípcios
os sujeitavam a cruel escravidão” (Êx 1.13,14). Construir as cidades-celeiros para o
faraó não foi tarefa fácil, mas que diferente foi a vida deles mais tarde,
quando “foram encarregados de cuidar de todo o serviço do tabernáculo, o templo
de DEUS” (1Cr 6.48) e “receberam a
responsablidade de tomar conta das salas e da tesouraria do templo de DEUS” (1Cr 9.26).
Além disso, o trabalho era realizado para um Mestre muito diferente e
sob supervisão muito diferente. Os egípcios “estabeleceram, pois, sobre eles
chefes de trabalhos forçados, para os oprimir com tarefas pesadas” (Êx 1.11). Mas Arão não era nenhum chefe cruel
de trabalhos forçados e foi ele quem, nas peregrinações pelo deserto, designou
“a cada homem a sua tarefa e o que deverá carregar” (Nm 4.19). Depois foram sujeitos à ordem do
Rei.
Os fardos no Egito eram pesados e lhes amargavam a vida, de modo que
clamaram a DEUS “por causa da escravidão”, e DEUS tirou “o peso dos seus
ombros” (Sl 81.6). Mas DEUS lhes deu
um fardo leve quando “os levitas carregavam a arca de DEUS nos ombros” (1Cr 15.15), o que nos faz lembrar do convite
amoroso que nosso Senhor nos faz em Mateus 11.28 — que todos os cansados
e sobrecarregados vão até ele para descansar e depois carregarem seu jugo suave
e seu fardo leve.
Os levitas, portanto, tanto em sua história remota quanto nos dias
posteriores à nomeação para servirem e adorarem a DEUS, tipificavam o
sacerdócio real, de quem foi chamado “das trevas para a sua maravilhosa luz” e
“do poder de Satanás para DEUS”.
LEVITA, SISTEMA (Dicionário Teológico)
- Elenco de leis, estatutos, regras e cerimônias, visando o adequado
exercício do sacerdócio levítico, cujo principal objetivo era representar a
nação de Israel diante de DEUS, e apresentar a Israel as reivindicações divinas
concernentes à purificação ritual e à adoração.
SACERDOTE (Almeida.dctx)
No AT, descendente de ARÃO separado para servir como oficiante no culto
realizado primeiro no TABERNÁCULO e depois no TEMPLO. O sacerdote era MEDIADOR
entre DEUS e o povo, oferecendo SACRIFÍCIOS e orando em seu favor (Êx 28—29; Lv
21; 1Cr 24). Antes de Arão já havia sacerdotes (Hb 7.1-3). No NT, todos os
cristãos são sacerdotes (Ap 1.6; 5.10; v. SACERDÓCIO).
Sacerdote (Dicionário Teológico)
[Do heb. cohen , sacerdote] Sacerdote hebreu no Antigo
Testamento. Proveniente da tribo de Levi, tinha o cohen, como incumbência,
zelar pelo culto ao DEUS Único e verdadeiro. Com a destruição do SANTO Templo,
em 70 d.C., os sacerdócio levítico foi desativado, porque, desde então, os
israelitas viram-se desprovidos de seu lugar para adoração e para o ofe-
recimento de ofertas ao Senhor.
Sumo-sacerdote. (Strong Português) αρχιερευς archiereus
1) sumo-sacerdote. Ele era honrado acima de todos com título de sacerdote, chefe dos sacerdotes. Era lícito para ele realizar os deveres comuns do sacerdócio; mas seu principal dever era, uma vez por ano no dia da expiação, entrar no SANTO dos Santos (dever do qual os outros sacerdotes estavam excluídos) e oferecer sacrifícios por seus próprios pecados e pelos pecados do povo, e presidir sobre o Sinédrio, ou Concílio Supremo, quando convocado para deliberações. De acordo com a lei mosaica, ninguém podia aspirar ao sumo sacerdócio a menos que fosse da tribo de Arão e descendente de uma família de sumos sacerdotes; e aquele a quem o ofício era conferido, ocupava este cargo até a morte. Mas a partir de Antíoco Epifanes, quando os reis Selêucidas e mais tarde os príncipes herodianos e os romanos arrogaram para si mesmos o poder de nomear os sumos sacerdotes, o ofício não mais permanecia fixo na família pontifical nem era conferido a alguém por toda a vida; mas tornou-se venal, e podia ser transferido de um para outro de acordo com a vontade dos governos civis e militares. Isto explica por que vinte e oito pessoas ocuparam a dignidade pontifical durante os cento e sete anos que separam Herodes, o grande e a destruição da cidade santa.
2) Os sumo-sacerdotes. Inclui-se nesta categoria, além daquele que detinham o ofício sumo-sacerdotal, tanto aqueles que foram previamente depostos, e mesmo depostos, continuavam exercendo um grande poder no estado, quanto os membros das famílias das quais procediam os sumo-sacerdotes, dado que tinham grande influência am assuntos públicos.
3) Usado em referência a CRISTO. Ao sofrer uma morte sangrenta, ele ofereceu a si mesmo como sacrifício expiatório para DEUS, e entrou no santuário celeste onde continuamente intercede em nosso favor.
1) sumo-sacerdote. Ele era honrado acima de todos com título de sacerdote, chefe dos sacerdotes. Era lícito para ele realizar os deveres comuns do sacerdócio; mas seu principal dever era, uma vez por ano no dia da expiação, entrar no SANTO dos Santos (dever do qual os outros sacerdotes estavam excluídos) e oferecer sacrifícios por seus próprios pecados e pelos pecados do povo, e presidir sobre o Sinédrio, ou Concílio Supremo, quando convocado para deliberações. De acordo com a lei mosaica, ninguém podia aspirar ao sumo sacerdócio a menos que fosse da tribo de Arão e descendente de uma família de sumos sacerdotes; e aquele a quem o ofício era conferido, ocupava este cargo até a morte. Mas a partir de Antíoco Epifanes, quando os reis Selêucidas e mais tarde os príncipes herodianos e os romanos arrogaram para si mesmos o poder de nomear os sumos sacerdotes, o ofício não mais permanecia fixo na família pontifical nem era conferido a alguém por toda a vida; mas tornou-se venal, e podia ser transferido de um para outro de acordo com a vontade dos governos civis e militares. Isto explica por que vinte e oito pessoas ocuparam a dignidade pontifical durante os cento e sete anos que separam Herodes, o grande e a destruição da cidade santa.
2) Os sumo-sacerdotes. Inclui-se nesta categoria, além daquele que detinham o ofício sumo-sacerdotal, tanto aqueles que foram previamente depostos, e mesmo depostos, continuavam exercendo um grande poder no estado, quanto os membros das famílias das quais procediam os sumo-sacerdotes, dado que tinham grande influência am assuntos públicos.
3) Usado em referência a CRISTO. Ao sofrer uma morte sangrenta, ele ofereceu a si mesmo como sacrifício expiatório para DEUS, e entrou no santuário celeste onde continuamente intercede em nosso favor.
LEVITAS - (Strong Português) - λευιτης Leuites
1) um da tribo de Levi
2) num sentido restrito, os chamados levitas, não pertencendo à família de Arão, para quem o sacerdócio era reservado com exclusividade, eram assistentes dos sacerdotes. Era seu dever manter os utensílios e o templo limpo, providenciar os pães sagrados, abrir e fechar os portões do templo, cantar os hinos sacros no templo, e fazer muitas outras coisas.
1) um da tribo de Levi
2) num sentido restrito, os chamados levitas, não pertencendo à família de Arão, para quem o sacerdócio era reservado com exclusividade, eram assistentes dos sacerdotes. Era seu dever manter os utensílios e o templo limpo, providenciar os pães sagrados, abrir e fechar os portões do templo, cantar os hinos sacros no templo, e fazer muitas outras coisas.
SACERDOTES, LEVITAS (Enciclopédia Ilumina)
SACERDOTES, LEVITAS
No AT, descendente de ARÃO separado para servir como oficiante no culto
realizado primeiro no TABERNÁCULO e depois no TEMPLO. O sacerdote era MEDIADOR
entre DEUS e o povo, oferecendo SACRIFÍCIOS e orando em seu favor (Êx 28; 29; Lv 21; 1Cr 24). Antes de Arão já havia sacerdotes (Hb 7.1-3). No NT, todos os cristãos são
sacerdotes (Ap 1.6; 5.10; v. SACERDÓCIO).
INTRODUÇÃO
Em tempos atuais, a palavra "sacerdote" é usada para uma
pessoa que lidera uma igreja. A palavra "sacerdote" é usada também
quando falamos de todos os cristãos, Por exemplo, Pedro escreveu que a igreja
era um "sacerdócio real" (1 Pedro 2:9). Mas quando que os
sacerdotes começaram a fazer a obra de DEUS? O que significa ser um sacerdote?
Para encontrar as respostas para essas perguntas, precisamos dar uma olhada na
bíblia e nos eventos históricos que ajudaram moldar os sacerdotes de hoje. No
Velho Testamento, havia três classes de obreiros religiosos: os profetas, os
mestres e os sacerdotes e levitas.
Os profetas eram servos da relação de DEUS com Israel. O seu trabalho
normalmente envolvia chamar pessoas desobedientes de volta para DEUS durante
períodos difíceis. Apesar dos profetas terem um trabalho muito importante, eles
não eram profissionais, e eles não eram pagos pelo seu trabalho. Os profetas
faziam esse trabalho especificamente por que DEUS os tinha chamado para isso.
Os mestres eram líderes do governo e professores. A maioria das classes
que eles ensinavam eram sobre moral e comportamento divino, mas eles também
faziam outras tarefas que não envolviam religião ou adoração.
Os sacerdotes e os levitas preenchiam várias tarefas religiosas e tinham
muito em comum com os sacerdotes de hoje. Os sacerdotes e os levitas eram
homens profissionais que eram pagos pelo seu trabalho religioso em tempo
integral. Eles lideravam serviços religiosos e ajudavam os israelitas a
tentarem ter um bom relacionamento com DEUS. Era um trabalho muito digno e
poucas pessoas eram qualificadas para fazê-lo.
OS SACERDOTES
As pessoas não decidiam se tornar sacerdotes. Elas se tornavam
sacerdotes pela virtude da descendência sacerdotal. Em razão disso, os
primeiros sacerdotes foram os quatro filhos de Arão: Nadabe, Abiú, Eleazar e
Itamar. Esses quatro foram ordenados ao mesmo tempo em que Arão foi ordenado
sumo sacerdote (Êxodo 28:1). Assim como Arão,
os sacerdotes tinham roupas especiais que eram basicamente parecidas, apesar de
faltar peças de roupa distintas do sumo sacerdote (o ephod especial, chestpiece
e a coroa). Depois que os sacerdotes morriam, seu trabalho era passado para
seus filhos e netos.
DEUS queria que todos os sacerdotes fossem santos, então ele deu aos
israelitas leis específicas para os sacerdotes. O homem teria que ser
descendente de Arão para ser sacerdote, mas ele também tinha que ter várias
outras qualificações. Ele não poderia ser casado a uma mulher divorciada ou uma
ex-prostituta (Levíticos 21:7). Se ele tivesse algum tipo de doença ou defeito de
nascença, ele não poderia se tornar um sacerdote. Isso incluía cegueira,
deficiência física, mutilação, ou ser corcunda ou anão (Levítico 21:16-23). Os princípios para
escolher um sacerdote eram parecidos com os princípios para escolher um animal
que seria sacrificado. Somente animais (e sacerdotes) que estivessem livres de
defeitos ou falhas serviam para o serviço divino.
A bíblia nos dá alguma informação sobre as tarefas específicas dos sacerdotes
antigamente em Israel. Por exemplo, Eleazar era responsável pelo tabernáculo e
suas ofertas (Números 4:16). Ele também
assistia Moisés em várias tarefas, tais como um censo dos israelitas e dividir
e terra (Números 26:1-2; 32:2). Mais adiante, Eleazar também serviu
como conselheiro a Josué. Itamar era responsável pela construção do tabernáculo
(Êxodo 38:21) e supervisionava as
famílias dos gersonitas e dos meraritas (Números 4:28-33). A bíblia não nos
fala muito sobre Nadabe e Abiú, porque eles morreram logo após sua ordenação
por causa de um ato pecaminoso, que pode ter sido embriagueis (Levítico 10:1-9).
As tarefas sacerdotais, em geral, tinham três áreas (Deuteronômio 33:8-10). Primeiro, os
sacerdotes eram responsáveis, juntamente com o sumo sacerdote, por declarar a
vontade de DEUS ao povo. Segundo, eles tinham que ensinar as ordenanças e as
leis de DEUS ao povo de Israel (Deuteronômio 33:10). E por último, eles
tinham que ser servos do tabernáculo e participar nos sacrifícios e adorações
de Israel. Havia várias outras tarefas que os sacerdotes podem ter tido, mas em
geral eles devem ter dividido isso com os levitas.
Os sacerdotes, juntamente com os outros levitas, não possuíam nenhuma
terra como as outras tribos tinham. O seu trabalho era pra ser completamente
dedicado a servir a DEUS. No entanto, por que eles não possuíam nenhuma terra,
eles não podiam plantar comida para comer. Por causa disso, a lei de DEUS
decretava que todos os israelitas tinham que sustentar os levitas pelos seus
serviços. Quando o povo adorava no tabernáculo, eles traziam porções de
animais, milho, vinho, óleo e lã para os sacerdotes.
OS LEVITAS
O termo "Levitas", inclui todas as pessoas descendentes de
Leví, incluindo aqueles que eram sacerdotes. Todos os sacerdotes eram levitas,
no entanto nem todos os levitas eram sacerdotes. Quando o termo
"levita" é usado juntamente com" sacerdote" se refere aos
membros da família de Levi que não eram sacerdotes. Como os sacerdotes, os
levitas serviam no tabernáculo, apesar de eles serem subordinados aos sacerdotes.
Eles também eram profissionais e eram pagos pelos seus serviços. Apesar de eles
não herdarem seus próprios territórios (nenhum levita podia ser dono de uma
propriedade), a bíblia diz que havia várias cidades que eram separadas para o
seu uso (Número 35:1-8). Pastos também eram
separados para os animais dos levitas. Os levitas eram divididos em três
famílias principais, os descendentes de Coate, Gérson e Merari e cada uma
dessas famílias tinha uma responsabilidade particular envolvendo o cuidado e o
transporte do tabernáculo (Números 4). Os filhos de Coate carregavam os
móveis do tabernáculo (depois que havia sido coberto pelos sacerdotes). Os
filhos de Gérson eram responsáveis por cobrirem as telas. Os filhos de Merari
carregavam e montavam a moldura do tabernáculo.
Esses levitas só podiam ser servos do tabernáculo entre seus 25 a 50
anos (Números 8:24-26). Apesar de as
tarefas dos levitas serem de certa forma mundanas, eles também tinham um papel
religioso muito significativo. A lei exigia que todos os primogênitos, fossem
entregues a DEUS, o que lembrava os israelitas do tempo em que DEUS matou todos
os primogênitos egípcios antes do Êxodo. O papel dos levitas na religião era de
serem aceitos por DEUS como substitutos pelos primogênitos de Israel (Números 3:11-13). Do mesmo modo, o
gado dos levitas substituía o gado primogênito dos israelitas. No entanto, num
censo feito no tempo de Moisés, o número de primogênitos israelitas excedia o
número de levitas, e uma taxa de redenção tinha que ser paga por cada pessoa em
excesso (Números 3:40-51). A lei escrita em
Deuteronômio especifica vários deveres que devem ter recaído tanto sobre os
levitas como sobre os sacerdotes (apesar da bíblia não ser totalmente clara).
Esses deveres incluíam a participação na atividade dos tribunais como juízes,
talvez com referência especial a crimes religiosos (Deuteronômio 17:8-9), tomar conta do
Livro da Lei (Deuteronômio 17:18), controlando as
vidas e saúde de leprosos (Deuteronômio 24:8) e participando
diretamente em cerimônias para a renovação da aliança de Israel com DEUS (Deuteronômio 27:9).
LEVITAS (Dicionario Davis)
LEVITAS
1. Nome dos descendentes de Levi, filho de Jacó. Teve três filhos:
Gérson, Coate e Merari, cada um dos quais fundou uma família tribal, Gn 46:11; Êx 6:16; Nm 3:17; 1 Cr 6:16-48. Moisés e Arão eram
levitas da casa de Anrão e da família de Coate, Êx 6:16, 18, 20, 26.
2. Homens da tribo de Levi que tomavam conta do santuário. Arão e seus
filhos foram separados para o sacerdócio que se perpetuou na sua família. Mas o
tabernáculo e o culto nele celebrado sofreram alterações que exigiam grandes
cuidados. O zelo, o transporte do rico santuário, o preparo dos materiais
necessários ao culto, reclamavam serviços que excediam as forças de um homem ou
de uma família. Precisava-se de auxiliares. O cuidado pelo tabernáculo era
cargo muito honroso. Quem o poderia desempenhar? O primogênito pertencia ao
Senhor, de acordo com as circunstâncias em que se deu o livramento do cativeiro
da terra do Egito. No momento em que se deu a mortandade dos primogênitos dos
egípcios, as casas dos hebreus que tinham o sangue espargido nas ombreiras de
suas portas, foram poupadas; nem um dos primogênitos dos hebreus foi morto, e,
por isso, pertenciam ao Senhor, Êx 13:11-16. Porém, em lugar dos
primogênitos de todas as tribos, foram escolhidos os levitas para o serviço que
se relacionava com o tabernáculo. A razão deste preferência encontra-se no fato
seguinte: Quando o povo quebrou o pacto de obediência a Jeová, fabricando o
bezerro de ouro, somente os levitas permaneceram fiéis à sua aliança com DEUS,
32:26-29; Nm 3:9, 11-13, 40, 41, 45 e seg. 8:16-19. O número dos
primogênitos do sexo masculino, excluindo os dois levitas, era de 22.273,
quando se fez o censo do Sinai, Nm 3:43, 46. Havia 22.000 levitas, 39. Porém os
cálculos mencionados nos vv. 22, 28 e 34, dão 22.300. Atribui-se este aumento a
erro de cópia ou a número dos primogênitos dos levitas que não podiam servir de
substituto dos primogênitos das outras tribos. Os 22.000 foram substituídos. Os
273 primogênitos que excediam ao número dos levitas, foram remidos pelo
pagamento de cinco siclos cada um, Nm 3:46-51. Competia aos levitas transportar o
tabernáculo e os seus utensílios, sempre que se mudava o acampamento; e quando
se estabelecia um novo local, eram eles que outra vez o levantavam e assistiam
os sacerdotes nas suas várias funções, Nm 1:50-53; 3:6-9; 25-37; 4:1-33; 1 Sm 6:15; 2 Sm 15:24. Como os filhos de Arão fossem
sacerdotes e ao mesmo tempo levitas, freqüentemente os seus nomes são incluídos
nesta designação, Dt 33:8-10; Js 14:3; 21:1-4; Ml 3:3. Também como oficiais de altas funções
ou como levitas, poderiam a seu critério, e quando o julgassem necessário,
desempenhar quaisquer serviços deste cargo.
A idade legal para entrar no serviço do tabernáculo era de trinta
anos, Nm 4:3; 1 Cr 23:3-5, de vinte e
cinco, Nm 8:24, e de vinte
anos, 1 Cr 23:24-27. A prática
divergente em diferentes períodos da história, explica em parte, a razão dos
números. Parece que houve uma redução na idade, para a entrada no ofício e um
aumento para terminação do prazo do mesmo ofício, alterações que Moisés fez,
durante o período dos quarenta anos de viagem pelo deserto, e outras que fez
Davi. Deve notar-se que, tanto no livro de Números como no livro de Crônicas, a
idade de trinta anos é imediatamente seguida por outra menor. Também em Nm cap.
4, o serviço dos levitas de trinta anos de idade é definido por uma cláusula
explicativa: "Desde os trinta anos, e daí para cima, até os cinquenta em
que estavam empregados no ministério do tabernáculo e em levar as cargas",
47, 49. E de fato o serviço particular é especialmente definido em todo o
capítulo. Não é, pois, para se duvidar de que aos trinta anos de idade, os
levitas eram elegíveis para todo o serviço que a eles pertencia no santuário,
inclusive a alta função de carregar o tabernáculo e todos os seus utensílios em
procissão pública, e mais tarde para exercerem os cargos de profetas e
juízes, Nm 4:1-33; 1 Cr 23:3-5. Mas os levitas
entravam no ministério geral aos vinte e cinco anos quando começavam os vários
serviços pertencentes a seu cargo com exceção dos já notados, Nm 8:24-26; 1 Cr 23:25-32. Davi julgou que
devia fazer uma redução na idade, quando os mais simples deveres lhe poderiam
ser confiados e ordenou que os levitas deviam entrar para o serviço na mesma
idade em que os outros israelitas entravam para o serviço militar, isto é, aos
vinte anos, 1 Cr 3:24, 27. Não havendo
mais necessidade de transportar a arca, 25, 26, e achando-se regularizado o
cerimonial do santuário, fez-se sentir a necessidade de certo preparo regular
para exercer os deveres eclesiásticos. Daqui em diante a idade legal para os
levitas passou a ser vinte anos, 2 Cr 31:17; Ed 3:8. Nesta idade começavam como
assistentes dos sacerdotes e dos principais levitas, 1 Cr 23:28-31; cp, 2 Cr
29-34; 35:11, parece, porém que
só depois de chegarem aos trinta anos, é que eram considerados elegíveis para
os altos cargos de porteiros, membros da orquestra do templo, administradores
ou juízes, 1 Cr 23:3-5. Aos cinquenta anos
retiravam-se do serviço ativo, mas tinha a faculdade de assistir aos levitas
que os sucediam no serviço do santuário, Nm 8:25, 26.
Os levitas não se distinguiam por meio de vestimentas especiais; somente
nas grandes solenidades vestiam túnicas de linho, 1 Cr 15:27; 2 Cr 5:12. Foi inovação quando os cantores
levíticos do primeiro século da era cristã, conseguiram licença do rei Agripa,
sancionada pelo Sanedrim para trazerem sempre roupas de linho à semelhança dos
sacerdotes, Antig. 20:9, 6. Os levitas não eram obrigados a servir a vida
inteira no santuário, nem a ficar perto dele. Na distribuição das terras de
Canaã, tomaram parte em várias cidades, Js 21:20-40. Fora as cidades que
foram dadas aos levitas que eram sacerdotes, as quais se achavam situadas nas
tribos de Judá, Simeão e Benjamim, havia ainda trinta e cinco cidades
espalhadas pelas outras tribos do norte e de leste, Js 21:5-7. Uma vez que os levitas eram
consagrados ao Senhor em benefício dos filhos de Israel e destinados ao serviço
do tabernáculo, era natural que, nos distritos do norte, onde não havia
sacerdotes levitas, a ordem inferior dos levitas fosse chamada pelo idólatra,
Mica e depois dela pelo danitas a fim de fornecer-lhes um homem que lhes
servisse de sacerdote, Jz 17:8-13; 18:18-20, 30, 31. No reinado de Davi, os levitas eram
divididos em quatro classes: 1. Assistentes dos sacerdotes na obra do santuário;
2. Juízes e escribas; 3. Porteiros; 4. Músicos. Cada uma destas classes com a
possível exceção da segunda era subdividida em 24 turmas ou famílias, para
servirem alternadamente, 1 Cr 24;25; 26; cp 15:16-24; 2 Cr 19:8-11; 30:16, 17; Ed 6:18; Ne 13:5. Quando se deu a divisão do reino
muitos levitas e sacerdotes, deixaram o reino do norte e vieram para Judá e
Jerusalém, 2 Cr 11:13-15.
LEVÍTICO, Referente aos levitas. (Dicionario Davis)
LEVÍTICO, Referente aos levitas.
Nome do terceiro livro do Pentateuco. Logo que se ergueu o tabernáculo e
se nomeou um sacerdote para servir no altar, seguiu-se a regulamentação do
culto divino. É isto que se encontra no livro de Levítico. Sem sacerdotes e sem
sacrifícios, ninguém se podia aproximar de Jeová. As relações com DEUS exigiam
condições de pureza e santidade, tanto morais como cerimoniais. Para se
conseguir isto, prepararam-se vários manuais que vieram formar o livro de
Levítico:
1. Diretório sobre o modo pelo qual o pecador podia chegar-se a DEUS e
pelo qual o sacerdote devia oferecer os vários sacrifícios, Lv 1:1 até cap. 6:7, e o livro sobre o
modo de dispor os sacrifícios, 6:8 até 7:36. Este diretório foi promulgado no
Sinai, depois de levantado o tabernáculo. O livro que regulava o cerimonial dos
sacrifícios foi escrito no mesmo tempo quando ele ordenou aos filhos de Israel
que oferecessem oblações a Jeová, 1:1; cap. 7:38 cp. 1:2.
2. Direção sobre o modo de ordenar a Arão e a seus filhos para o ofício
sacerdotal, caps. 8 e 9, ato oficial ditado a Moisés durante a sua primeira
subida ao Sinai, Êx cap. 29, criando o sacerdócio. A estas leis, segue-se a
narração da morte de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, por haverem oferecido a
DEUS um fogo estranho e mais uma legislação destinada a suprir as deficiências
das leis anteriores, Lv cap. 10. 3. Direções sobre a pureza cerimonial, caps.
11-16, contendo leis a respeito dos alimentos sobre enfermidades e sobre as
purificações de ordem pública já mencionadas em Êx 30:10. Esta legislação é atribuída a Moisés,
como representante de Jeová, Lv 11:1, etc, quando Israel estava no deserto,
14:34; 16:21. 4. Lei sobre a santidade caps. 17-26, estatutos sobre a santidade
da vida, dados por Moisés, 17:1; no Sinai, 25:1; 26:46; cp. 24:10.
As diversas coleções de leis são acompanhadas de um apêndice sobre
votos, dízimos e cousas consagradas, cap. 27. Ocasionalmente algumas leis se
repetem em referência a casos diversos e diferentes fins. Às vezes as leis se
interrompem para darem lugar a uma narrativa de acontecimentos que originavam
novas leis, Lv 10:1-7, 12-20; 21:24; 24:10-23. É possível que algumas leis
elaboradas depois da saída do Sinai, fossem inseridas por amor à conveniência
no seu próprio lugar, sobre o mesmo assunto. Em todo o livro trata-se de um só
santuário, de um só altar para todo o Israel e de um só altar para todo o
Israel e de um só sacerdócio da casa de Arão, 19:21; 1:3; 8:3; 17:8, 9; 1:5. Os
levitas são mencionados incidentalmente, 25:32, 33. As variações de leis que se
encontram no Levítico e no Deuteronômio, explicam-se facilmente quando nos
lembramos de que:
1. O Levítico é manual para os sacerdotes, com o fim de guia-los na
técnica do ritual, ao passo que o Deuteronômio não é propriamente uma
legislação mas antes um livro destinado a instruir o povo sobre o cumprimento
dos seus deveres, exortando-o a ser fiel. O Deuteronômio omite certos
pormenores referentes ao sacerdócio.
2. As leis do Levíticos são datadas do Sinai, uma geração antes do
Deuteronômio, promulgado em Sitim. Portanto a legislação levítica pressupõe-se
existir no Deuteronômio. É este o ponto de vista da Bíblia. Os efeitos da
legislação levítica refletem-se na história desde o reconhecimento do
sacerdócio de Arão. Até onde chega a evidência dos fatos, este sacerdócio
compunha-se exclusivamente de filhos de Arão, Dt 10:6; Js 14:1; 21:4, 18; 1 Rs 2:26; Jz 20:27, 28; 1 Sm 1:3; 2:27, 28; 14:3; 21:6, com 1 Cr 24:3; 1 Sm 22:10, 11, 20; 23:6; 2 Sm 8:17 com Ed 7:3 e 1 Cr 24:3.
Os levitas eram itinerantes e subordinados, Jz 17:7-9; 19:1; 1 Sm 6:15; 2 Sm 15:24. Compare com a casa de DEUS, Jz 18:31; 19:18; 1 Sm 1:7, 24; 3:3; 4:3, com a festa do Senhor no tabernáculo
visitado por todo o Israel, Jz 21:19; 1 Sm 1:3; 2:14, 22, 29. (Ver sacerdote, Sumo Sacerdote,
Levitas, Altar, Deuteronômio).
SUMO SACERDOTE (Dicionario Davis)
SUMO SACERDOTE
Pontífice supremo e representante da nação judaica perante Jeová. Arão
foi designado para este ofício logo depois do pacto do Sinai e do
estabelecimento do santuário, ou tabernáculo, Êx 27:21; e cap. 28. A referência em Êx 16:33, 34, em que Moisés ordena a Arão que
tomasse um vaso novo e o enchesse de maná e o pusesse diante do Senhor não é
uma antecipação de seu ofício. Esta ordem poderia ser dada muito depois, mas
acha-se registrada aqui para entrar no corpo da história do maná, 31-35. As
primeiras indicações a respeito da entrada dos filhos de Arão para o alto cargo
de sacerdotes, encontram-se depois da proclamação do pacto, Êx 24:1, 9. A distinção que lhes foi conferida não
quer dizer que eles representassem o sacerdócio nacional. Arão não era o Sumo
sacerdote nesta ocasião; era apenas o profeta de Moisés. Seus filhos entraram
na comissão designada para testemunhar as manifestações da glória de DEUS. isto
quer dizer que os filhos de Arão seriam herdeiros do seu ofício. O chefe legal
da casa de Arão entrou nas funções deste cargo; ou sucessores deveriam ser os
primogênitos, a menos que houvesse restrições legais, Lv 21:16-20. Motivos de ordem
também entravam na escolha destes funcionários, 1 Rs 2:26, 27, 35. Segundo as tradições, não poderiam
tomar posse do cargo antes de 20 anos de idade. Todavia Aristóbulo
já era sacerdote aos 17 anos, Antig. 15:3, 3. O proceder do sumo sacerdote era
regulado por uma legislação especial, Lv 21:1-15. Tinha de fiscalizar o santuário, de
dirigir os atos de culto e de guardar os tesouros do templo, 2 Rs 12-7 e seg.
22:4. No dia da expiação competia-lhe entrar no SANTO dos Santos e consultar a
Jeová pelo Urim e Tumim. Além dos deveres inerentes a seu cargo, também podia
exercer quaisquer outras funções sacerdotais. Competia-lhe oferecer os
sacrifícios nos dias de sábado, das luas novas e das festas anuais, Guerras 5:5,
7. Presidia ao conselho do Sanedrim, sempre que tinha de resolver alguma
questão religiosa, Mt 26:57; At 5:21.
As suas vestes oficiais consistiam, além da camisa de linho branca em
comum com os demais sacerdotes:
1. O Racional do Juízo, feito de ouro, de jacinto, de púrpura, de linho
fino retorcido, obra tecida de várias cores, ornado com quatro ordens de pedras
preciosas, três em cada uma onde estavam inscritos os nomes de cada tribo dos
filhos de Israel, cada um em sua pedra, conforme a ordem das doze tribos. Neste
Racional do Juízo, estavam o Urim e Tumim, Doutrina e Verdade.
2. O Êfode, de ouro, de jacinto, de púrpura, de escarlate tinta duas
vezes, de linho, com duas aberturas , uma de cada lado, servindo para a frente
e para as costas do sacerdote, feito em duas partes, unidas por cima dos
ombros, por duas pedras cornelinas. Cada uma destas, teriam gravados os nomes
dos filhos de Israel, seis nomes em cada uma. Teriam dois ganchos de ouro e
duas pequenas cadeias, também de ouro. O êfode ficava por baixo do Racional do
Juízo, unido a este por duas argolinhas e por uma fita de jacinto, de púrpura e
de linho retorcido.
3. A túnica do êfode, mais comprida que este, toda de cor de jacinto,
sem mangas, adornada na parte inferior com umas romãs alternadas com campainhas
de ouro. Vide Campainhas.
4. A Tiara, turbante de linho ao qual se sobrepunha outro de jacinto.
Sobre ele usava uma chapa de ouro com a inscrição "Santidade ao
Senhor" atada com uma fita de jacinto, Êx cap. 28; Ecclus. 45:8-13; Antig.
3: 7: 1-6; comp. 1 Mac 10:20.
O sumo sacerdote usava estas vestimentas oficiais, quando desempenhava
funções privativas, exceto no dia da expiação, em que as punha de lado para
entrar no SANTO dos Santos. O modo de consagração dos sacerdotes é descrito no
cap. 29 do livro de Êxodo. Entre outras cerimônias derramava-se óleo sobre a
cabeça, Êx 29:7; Lv 8:12; Sl 133:2. O sumo sacerdote distingue-se dos
outros sacerdotes pela expressão "Ungido", Lv 4:3, 5, 16; 21:10; Nm 35:25. Os sacerdotes comuns eram
consagrados, aspergindo óleo pelos seus vestidos, Êx 29:21; Lv 8:30. As tradições rabínicas faziam
distinção no modo de ungir os sacerdotes e o sumo pontífice; consistia apenas
na quantidade do óleo, sendo mais abundante para a cabeça do sumo sacerdote,
sobre a qual era derramado, ao passo que na cabeça dos sacerdotes era aspergido
apenas um pouco. A princípio o ofício do sumo sacerdote, pertencia-lhe durante
a vida; mais tarde porém, Herodes e os romanos, invejosos das prerrogativas
sacerdotais exercidas durante a vida, nomeavam e destituíam os sacerdotes da
nossa confissão, de que eram tipos os dignitários da velha dispensação, Hb 3:1-13; 8:1-6; 9:24-28
ARÃO (Enciclopédia de Bíblia,Teologia e Filosofia)
ARÃO
1. Significado do nome. Não há certeza quanto ao que esse nome quer
dizer. Pelo menos desde os dias de Jerônimo, pensava-se que vem de um vocábulo
hebraico que significa monte de força. Outros, porém, têm conjecturado
montanhista ou iluminador,
Visto que a própria Bíblia não nos dá explicação sobre o sentido desse
nome, nenhum sentido especial tem sido vinculado ao mesmo. Somente Aarão, irmão
de Moisés, tem esse nome na Bíblia inteira.
2. Família. Aarão foi o filho mais velho do levita Anrão e de
Joquebede (lho. 6:20; Núm. 26:59). Era irmão de Moisés e Miriã, sendo três anos
mais velho do que o legislador (Êxo 7:7). Conjecturas situam seu nascimento em
torno do ano 1725 A.C., que foi o ano anterior ao decreto de Faraó acerca da
eliminação dos meninos hebreus. Os trechos de Êxo. 6:16-20e I Crôn 6:1-3
indicam que Aarão estava na terceira geração depois de Levi, pelo que teríamos
Levi, Coate, Anrão, Aarão, embora as genealogias com freqüência fossem apenas
representativas, e não completas. Seja como for, Aarão era levita por parte de
seu pai e de sua mãe (Núm. 26:29). A esposa de Aarão foi Eliseba, irmã de
Naassom, aparentemente o príncipe de Judá, que foi ancestral de Davi (Êxo 6:23;
Rute 4:20; I Crô 2:10; Mat. 1:4). Aarão e Eliseba tiveram quatro filhos:
Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Os dois mais velhos foram mortos pelo fogo
caldo do céu, por motivo de um ato de sacrilégio (Lev. 10:1 ss.), A classe dos
sumos sacerdotes deriva-se dos outros dois filhos, em Israel (I Crô. 24:1 5S ).
3. Nomeação divina. Moisés foi nomeado por DEUS para tirar o povo de Israel do-
Egito. DEUS também nomeou Aarão para ser assistente e porta-voz de Moisés, por
ser mais eloqüente do que este (Exo 4:14-16; 7:1). O hebraico aqui é pitoresco.
De Moisés é dito que ele era «pesado de boca e pesado de língua•. E sobre Aarão
declara-se: «Certamente ele pode
falar". Moisés foi instruido a deixar Midiã (onde estivera durante
quarenta anos, aproximadamente de 1688 a 1648 A.C., preparando-se no deserto
para a sua missão), a fim de retornar ao Egito. Encontrou-se com Aarão no monte
Horebe que para ali fora mandado por divina orientação (Exo.4:29-31). No dia
seguinte, apresentaram-se a Faraô, e o grande drama teve inicio.
4. Resistência de Farao. Faraó não deu crédito à mensagem, nem se
deixou assustar por Moisés e Aarão, como embaixadores divinos. A principio,
expulsou-os de sua presença com opróbrio; intensificou os labores dos
israelitas, para não serem infectados pelo desejo de liberdade. Então os dois
irmãos enfrentaram a oposição do próprio povo de
Israel, porquanto aumentara muito o peso das cargas e da opressão contra
eles. Porém, os dois irmãos mantiveram-se firmes, reiterando o propósito
divino, encorajando o povo a suportar a servidão e a buscar a liberdade (Êxo.
5). Novos encontros com Faraó tiveram lugar, envolvendo espantosos milagres. Em
todas essas entrevistas, Aarão usou sua eloqüência em favor dos escravizados
hebreus (Êxo 6;9). Mas Faraô, pensando no trabalho escravo sobre o qual se
alicerçava a economia egípcia, não tinha intenção de dar atenção à mensagem dos
-fanâticos. irmãos. Ouvimos em seguida sobre Aarão quando o êxodo já era um
sucesso. A narrativa de Exo. 17:8 55 descreve o ataque dos amalequitas contra
Israel. Ele e Hur seguraram as mãos de Moisés, a fim de que Israel
prevalecesse em batalha.
Aarão, seus filhos sobreviventes e os setenta anciãos tiveram permissão
de ver a glória o Senhor de longe, enquanto só Moisés pôde contemplá-Ia de
perto (Exo. 24:1,9,10). Isso, naturalmente, juntamente com o incidente do
bezerro de ouro, demonstra a inferiorida·
de da espiritualidade e da missão de Aarão, em contraste com Moisés.
5. O sacerdôcio, Moisés recebeu as tábuas da lei no monte Sinai. Foi
nessa ocasião que Aarão e os anciãos de Israel viram de longe a glória do
Senhor (Êxo 24:1-11). Foi então que o sacerdócio foi estabelecido. Aarão e seus
filhos receberam esse oficio, e, subsequentemente, a tribo inteira à qual
pertencia Aarão, a tribo de Levi, tomou-se a casta sacerdotal e erudita (Lev.
8). O trecho de Sal. 133:2 traz o nome de Aarão como o primeiro sacerdote a ser
designado.
6. A impaciência produziu um lapso. Moisés demorou-se por quarenta
dias no monte. ...O povo se impacientou e exigiu que Aarão fabricasse deuses
para eles adorarem, porque haviam desistido de Moisés (Êxo, 33:1 ss ), Foram
dissolvidos todos os tipos de objetos de ouro. Usando o material, Aarão
fabricou um infame bezerro de ouro. O bezerro provavelmente representava o
deus-boi, Ãpis, deMênfis, cuja adoração era comum no Egito inteiro.Tão
pusilânime quanto o povo, Aarão proclamou o absurdo que aquele era o deus que
tirara Israel do Egito. O incidente inteiro exibe a natureza primitiva da fé
hebréia nesse estágio da hist6ria. Moisés foi informado acerca do lapso do povo
(Êxo. 32:7). Imediatamente Moisés desceu o monte, trazendo consigo as tábuas da
lei. Ao aproximar-se do acampamento, ele jogou as tábuas no solo, quebrando-as.
Moisés exigiu arrependimento, e foi atendido.
7. Arrependimento e consagração. A principio, Aarão buscou
justificar-se de seu lapso, mas então reconheceu a necessidade de
arrependimento. Como sempre, DEUS usou homens imperfeitos, pecaminosos, mas
perdoados, a fim de ajudarem na realização de Sua obra. O tabernáculo foi erigido
e as instituições foram estabelecidas. Aarão e seus filhos foram consagrados
com óleo santo, e foram investidos com as vestes sagradas (Êxo. 40; Lev. 8).
Porém, nem bem as cerimônias foram instituídas quando os dois filhos mais
velhos de Aarão ousaram queimar incenso no tabernáculo com fogo estranho (Lev.
10:1-11). Por causa do sacrilégio, foram mortos pelo fogo divino. Assim Aarão
perdeu seus dois filhos mais velhos. Mas sofreu a perda com magnanimidade.
8. Longa fidelidade, Aarão aplicou-se aos seus deveres por quase
quarenta anos. Sim, teve problemas de ciúmes com Moisés, seu superior. Ele e
sua irmã, Miriã, apoiando-se no fato de que Moisés cassara-se)em segundas
núpcias com uma mulher cuxita, puseram em dúvida a autoridade do legislador. O
provável problema de Miriã é que ela temia a perda de seu lugar de honra, agora
que outra mulher fora trazida para o acampamento, que provavelmente estaria
mais próxima de Moisés do que ela. Miriã foi castigada Com lepra temporária, o
que devolveu o bom senso a Aarão. Ele buscou e obteve o perdão para ambos (Núm.
12).
9. Moisés e Aarão sob ataque. O trecho de Núm. 16 mostra como
Moisés e Aarão foram os alvos da rebelião encabeçada por Coré, Datã e Abirão. A
praga enviada por DEUS demonstrou o desprazer divino ante o incidente. A
revolta envolvia a autoridade sacerdotal exercida por Aarão e seus filhos, e
também a autoridade civil investida em Moisés. Corê, da tribo de Levi, e Datã e
Abirão, da tribo de Rúben, queriam modificações radicais que resultariam na
exaltação deles, quando poderiam exercer autoridade. A resultante luta pelo
poder terminou mediante a praga, que Aarão (por ordens de Moisés) fez cessar,
quando encheu um incensário com fogo tirado do altar, correu e «pôs-se em pé
entre os mortos e os vivos.. (Núm. 16:48). O incidente inteiro demonstrou ao
povo que a autoridade constituída permaneceria. Foi dado um sinal adicional.
Entre as varas dos diferentes filhos de Israel, somente a de Aarão floresceu
(Núm. 17:8). Essa vara foi guardada na arca como testemunho contra qualquer
rebelião
futura. (Núm. 17:10).
10. Fracasso. Aarão não recebeu permissão para entrar na Terra
Prometida em face de sua incredulidade (compartilhada por Moisés), manifestada
quando a rocha foi ferida, em Meribá (Núm 20:8-13).
11. Morte. Pouco depois desse fracasso, Aarão morreu, com 123 anos
(Núm. 33:32). Por ordem de DEUS, Aarão, seu filho Eleazar e Moisés subiram ao
topo do monte Hor, à vista de todo o povo. Ali as vestes pontificiais foram
transferidas para Eleazar, e, pouco depois, Aarão morreu (Núm. 20:23-29). Seu
-filho e seu irmão sepultaram-no em uma caverna da montanha. (Ver as notas
sobre Hor, Monte). Houve lamentação por trinta dias por Aarão. Até hoje, no
monte Abe, os judeus organizam uma cerimônia, comemorando a morte de Aarão. Os
árabes apontam para o local tradicional de seu sepulcro, que seria em Petra.
Naturalmente, a localização exata é desconhecida.
12. Descendentes. O trecho de los. 21:4,10,13 chama-os de «os
filhos de Aarão... Eles formavam o sacerdócio em geral. Seus descendentes
diretos foram os sumos sacerdotes, oficio limitado ao primogênito na sucessão.
Nos dias de Davi, seus descendentes formavam um grupo muito numeroso (I Crô.
12:27).
13. Caráter e lições espirituais de Aarão(). Ele foi um homem
eloquente, espiritualmente forte a longo prazo, mas com alguns lapsos sérios.
Sua devoção era séria, embora ocasionalmente fosse vitimado por alguma súbita
tentação.
14. Símbolo. Seu sumo sacerdócio foi designado para ser «sombra das
realidades celestes», para conduzir a comunidade religiosa para coisas
«melhores..,
quando um outro Sacerdote, da ordem de Melquisedeque, houvesse de
aparecer, suplantando todos os sacerdócios anteriores. Esse Sacerdote foi JESUS
CRISTO (Heb, 6:20e 7). Como tipo de CRISTO. 1. Como sumo sacerdote, oferecendo
holocaustos, Heb. 8:1 ss. 2. Como o sacerdote que oferecia expiação ao entrar
no SANTO dos Santos, Heb. capo 9; 10. 17:3. 3. Ao ser ungido , passou a atuar
como intercessor. Sua unção prefigurou o poder do ESPÍRITO SANTO na vida de
CRISTO, e subsequentemente, na vida de Seus irmãos,
Rom. 8:14. 4. Ele transportava todos os nomes das tribos de Israel em
seu peito e em seus ombros, assim representando a todos eles. CRISTO é o
Salvador universal (Efé. 1:10,23; João 3:16; 12:32).5. Ele foi o mediador das mensagens
divinas, utilizando-se dos místicos Urim e Tumim. CRISTO é o nosso Mediador
(Heb. 8:6 ss ; 9:15; I Tim. 2:5). (FA S Z)
ARÃO (Enciclopédia Ilumina)
VISÃO GERAL
Arão era irmão de Moisés. Ele foi também o primeiro Sumo-Sacerdote de
Israel. No Velho Testamento Arão falou por Moisés, começando no Egito quando
este confrontou Faraó. Era assistente de Moisés durante o êxodo dos Israelistas
do Egito. Três anos mais velho que Moisés, tinha 83 anos quando ambos
confrontaram Faraó pela primeira vez. (Êxodo 7:7). A irmã deles, Miriam (Números 26:59), deve ter sido a
filha mais velha. Atuou como mensageira quando o bebê Moisés foi achado pela
filha de Faraó. (Êxodo 2:1-9)
VIDA FAMILIAR
Arão e sua esposa, Eliseba, tiveram quatro filhos (Êxodo 6:23). Todos seguiram seus passos,
tornando-se sacerdotes em Israel (Levítico 1:5). Dois deles, Nadabe
e Abiú, violaram as instruções de DEUS. O sacrifício que ofereceram não foi
agradável a DEUS e em consequência morreram queimados. (Levítico 10:1-5) O sacerdócio então
foi passado aos seus dois irmãos, Eleazar e Itamar. Estes também não seguiram
fielmente os mandamentos de DEUS (Levítico 10:6-20).
Arão foi um personagem importante no Êxodo, em parte porque era irmão de
Moisés. Quando DEUS escolheu Moisés, tentou evitar que, por causa de um
problema na fala, o líder de Israel ficasse numa situação constrangedora. DEUS
reconheceu em Arão o dom da oratória e disse a Moisés que Arão falaria por ele.
Porém, algumas vezes, Arão fez mal uso de suas habilidades de líder, como
quando ajudou o povo a construir um ídolo para adoração no deserto enquanto
Moisés se demorava no encontro com DEUS no Monte Sinai.
ARÃO NO EGITO
No início da vida de Arão, o povo hebreu era escravo no Egito. Moisés
tinha sido apresentado como egípcio por uma das filhas de Faraó. Mas ele fugiu
para o deserto de Midiã depois de matar um escravo egípcio que espancava um
hebreu (Êxodo 2:11-12). Quando DEUS chamou
Moisés de volta para libertar o seu povo (Êxodo 3-4), chamou também Arão para
encontrar Moisés no deserto(Êxodo 4:27). Depois de tantos anos de exílio,
Moisés era um estranho para seu povo. Assim, Arão fez contato com os anciãos de
Israel por ele. (Êxodo 4:29-31). Quando Moisés e
Arão foram encontrar o Faraó, DEUS falou ao líder egípcio através dos dois para
que libertasse os israelitas (Êxodo 5:1) . Ao invés disso, Faraó tornou a vida
dos escravos hebreus ainda mais difícil. Entretanto, DEUS começou a mostrar o
Seu poder para o governante egípcio através de uma série de milagres (Êxodo
5-12) . DEUS operou os três primeiros milagres através de Arão, usando uma vara
(provavelmente um cajado usado pelos pastores de ovelhas). Havia mágicos no
palácio de Faraó que faziam truques semelhantes. Depois que DEUS mandou sobre
todo o Egito a praga das moscas, os encantadores egípcios admitiram a derrota e
disseram "Isto é o dedo de DEUS!" (Êxodo 8:19) Então DEUS mandou mais pragas através
de Moisés. A desgraça final foi a morte de todos os primogênitos egípcios. Arão
estava com Moisés (Êxodo 12:1-28) quando DEUS lhe
revelou como redimiria os israelitas que tivessem os lares devidamente
identificados. DEUS pouparia seus filhos na noite em que as crianças egípcias
morressem. Aquele evento era a origem da festa da Páscoa ainda hoje observada
pelos judeus. (Êxodo 13:1-16) .
LIDERANÇA NO DESERTO
DEUS guiou os israelitas em segurança e destruiu os perseguidores
egípcios. Arão ajudou Moisés a conduzir o povo na sua longa peregrinação pelo
deserto e a viagem para a Terra Prometida (Êxodo 16:1-6). Mais tarde,
lutando contra o exército de Amaleque, Arão ajudou a sustentar os braços de
Moisés erguidos em oração para manter as bênçãos de DEUS (Êxodo 17:8-16). Embora Moisés
conduzisse os israelitas, Arão era visto como um importante líder (Êxodo 18:12). DEUS o chamou para
estar com Moisés quando lhe deu a lei no Monte Sinai (Êxodo 19:24). Arão foi um dos
que ratificaram a lei de DEUS no Livro da Aliança (Êxodo 24:1-8). Arão subiu com
esses líderes em direção ao monte santo. Ele teve a visão do DEUS de Israel (Êxodo 24:9-10). Arão e Hur ficaram
cuidando do povo enquanto Moisés estava com DEUS no alto do monte (Êxodo 24:13-14). Foi aí que os
problemas começaram. Moisés esteve ausente por quase um mês. Num momento de
fraqueza, Arão cedeu ao apelo do povo por um ídolo para adorar. Ele fundiu
algumas peças de ouro para fazer a estátua de um bezerro (Êxodo 32:1-4). Inicialmente, Arão
pensou que estava fazendo algo agradável a DEUS (Êxodo 32:1-4). Mas perdeu-se o
controle da situação e uma festa selvagem e pecaminosa aconteceu em redor do
ídolo (Êxodo 32:6). DEUS estava irado
a ponto de destruir o povo, mas Moisés intercedeu por ele. Ele lembrou a DEUS
Sua promessa de multiplicar a descendência de Abraão (Êxodo 32:7-14). Moisés estava
furioso com a imoralidade e idolatria. Mas Arão lançou a culpa do ocorrido
sobre o povo, sem admitir a sua própria culpa (Êxodo 32:21-24). Os idólatras foram
punidos com a morte (Êxodo 32:25-28) e toda a terra com
uma praga (Êxodo 32:35). Arão não foi
punido. Moisés disse que Arão estava em grande perigo, mas foi poupado porque
Moisés orou por ele. (Deuteronômio 9:20).
No segundo ano de peregrinação no deserto, Arão ajudou Moisés a realizar
um censo para contar o povo (Números 1:1-3,17-18). Mais tarde Arão teve inveja de
Moisés por sua posição de liderança. Ele e Miriam, sua irmã, começaram a
conspirar contra ele, embora Moisés fosse o homem mais humilde na face da terra
(Números 12:1-4). A ira de DEUS
sobre eles foi aplacada pela oração de Moisés. Miriam sofreu pelo seu pecado (Números 12:5-15). Arão novamente
escapou da condenação. Com Moisés, enfrentou uma rebelião em Cades-Barnéia. (Números 14:1-5) e com ele
permaneceu numa outra rebelião posterior. (Números 16). Os israelitas quase se revoltaram de
novo em Meribá. DEUS acusou Moisés e Arão de não terem acreditado na Sua
palavra e negou-lhes a entrada na Terra Prometida (Números 20:1-12).
CIDADE DE REFÚGIO
As cidades dos levitas
Números 35:1 E falou o SENHOR a Moisés nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão, de Jericó, dizendo: 2 Dá ordem aaos filhos de Israel que, da herança da sua possessão, dêem cidades aos levitas, em que habitem; e também aos levitas dareis arrabaldes ao redor delas. 3 E terão estas cidades para habitá-las; porém os seus arrabaldes serão para os seus gados, e para a sua fazenda, e para todos os seus animais. 4 E os arrabaldes das cidades que dareis aos levitas, desde o muro da cidade para fora, serão de mil côvados em redor. 5 E de fora da cidade, da banda do oriente, medireis dois mil côvados, e da banda do sul, dois mil côvados, e da banda do ocidente, dois mil côvados, e da banda do norte, dois mil côvados, e a cidade no meio; isto terão por arrabaldes das cidades. 6 Das cidades, pois, que dareis aos levitas haverá bseis cidades de refúgio, as quais dareis para que o homicida ali se acolha; e, além destas, lhes dareis quarenta e duas cidades. 7 Todas as cidades que dareis aos levitas serão cquarenta e oito cidades, juntamente com os seus arrabaldes. 8 E as cidades dque derdes da herança dos filhos de Israel, do que tiver muito, tomareis muito; e, do que tiver pouco, tomareis pouco; cada um dará das suas cidades aos levitas, segundo a sua herança que herdar.
Números 35:1 E falou o SENHOR a Moisés nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão, de Jericó, dizendo: 2 Dá ordem aaos filhos de Israel que, da herança da sua possessão, dêem cidades aos levitas, em que habitem; e também aos levitas dareis arrabaldes ao redor delas. 3 E terão estas cidades para habitá-las; porém os seus arrabaldes serão para os seus gados, e para a sua fazenda, e para todos os seus animais. 4 E os arrabaldes das cidades que dareis aos levitas, desde o muro da cidade para fora, serão de mil côvados em redor. 5 E de fora da cidade, da banda do oriente, medireis dois mil côvados, e da banda do sul, dois mil côvados, e da banda do ocidente, dois mil côvados, e da banda do norte, dois mil côvados, e a cidade no meio; isto terão por arrabaldes das cidades. 6 Das cidades, pois, que dareis aos levitas haverá bseis cidades de refúgio, as quais dareis para que o homicida ali se acolha; e, além destas, lhes dareis quarenta e duas cidades. 7 Todas as cidades que dareis aos levitas serão cquarenta e oito cidades, juntamente com os seus arrabaldes. 8 E as cidades dque derdes da herança dos filhos de Israel, do que tiver muito, tomareis muito; e, do que tiver pouco, tomareis pouco; cada um dará das suas cidades aos levitas, segundo a sua herança que herdar.
Cada frase, cada palavra incrustada na Bíblia, mesmo esquecida, entre
outras que completam as páginas das Escrituras representa filões de ouro
espiritual que aguardam quem possua olhos ungidos para canalizá-los e
colocá-los em circulação, para enriquecer o nosso espírito. Convém, pois, não
cessar a pesquisa, não parar de extrair preciosidades desse campo inesgotável
de riqueza que é a Bíblia e, além disso, não cessar também de incentivar
outros a garimpar nos campos férteis e promissores, até encontrarem a gema,
isto usando a expressão comum dos garimpeiros, até conseguir alcançar a
preciosidade que procura.
Focalizamos um tema que à primeira vista, pode parecer negativo,
inexpressivo e sem conteúdo. Que significa essa expressão
"cidade de refúgio"?
A instituição legal que assegura um lugar de refúgio a
um criminoso, especialmente um assassino perseguido pela justiça e pelos
vingadores da vítima, encontra-se em todas as partes e em todos os tempos.
Entre os hititas havia cidades de asilo, administradas por sacerdotes. Perto de
Antioquia havia o santuário de Dafne, consagrado a ApoIo, no qual Onias se
refugiou, e de onde a autoridade pública somente o pôde arrancar, valendo-se da
traição (fato ocorrido no período dos Macabeus).
Em Números 35.9-34, está registrada a ordem de DEUS a Moisés para
estabelecer cidades de refúgio na Palestina. A partir de então, essa ordem foi
várias vezes repetida, e essas repetições estão registradas na Bíblia.
A organização que DEUS traçou para o povo de Israel, através das ordens
dadas a Moisés, era modelar, perfeita e completa até nos mínimos detalhes. Nem
mesmo a organização judicial foi esquecida.
DEUS ordenou a Moisés que estabelecesse seis cidades de refúgio, logo
que tomasse posse da terra de Canaã. Vamos ver quais as finalidades dessas
cidades e como funcionavam:
"Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos
de Israel, e dize-lhes: Quando
passardes o Jordão, à terra de Canaã, fazei com que vos
estejam à mão cidades que sirvam de cidade de refúgio, para que ali
se acolha o homicida que ferir alguma alma por erro. E estas cidades
vos serão por refúgio do vingador do sangue, para que o homicida não
morra, até que esteja perante a congregação no juízo. E das cidades que derdes
haverá seis cidades de refúgio para vós. Três destas cidades dareis daquém do
Jordão, e três destas cidades dareis na terra de Canaã; cidades de
refúgio serão" (Nm 35.9-14).
Como se vê, as cidades eram em número de seis. Serviam para acolher e
guardar em segurança aqueles que, por erro ou por engano, matassem alguém, até
que eles comparecessem perante o tribunal, para que fossem julgados.
Essa medida acauteladora era sábia e necessária, pois, naqueles dias,
qualquer que derramasse sangue, com sangue pagaria o seu ato. Chamamos a
atenção dos leitores para este detalhe: os parentes do ferido ou do morto
tinham o direito de vingar a morte do ente querido, matando o homicida onde
quer que o encontrassem. Foi para evitar enganos ou injustiças na aplicação da
lei que dava ao parente o direito de tirar a vida ao que a vida sacrificou do
seu próximo, que se estabeleceram as cidades de refúgio.
O homicida somente estava garantido dentro da cidade de refúgio. Se
por quaisquer circunstâncias ele se afastasse dela, o vingador de sangue podia
feri-Io de morte onde o encontrasse.
Será útil e necessário saber-se como funcionavam as cidades de refúgio.
Suas portas estavam abertas de dia e de noite, e havia anciãos em cada porta,
prontos para receberem aqueles que procuravam abrigo. Havia, também, estradas
largas, bem cuidadas, e com indicações para as cidades de refúgio. Garantia-se,
assim, a integridade do homicida que ali se abrigasse; isso, porém, não evitava
que ele comparecesse perante o tribunal para ser julgado.
Já comentamos vários aspectos das cidades de refúgio.
Agora mencionaremos os seus nomes:
Cades é o nome da primeira cidade. Siquém vem em segundo lugar. Em
terceiro, a cidade de Hebrom.
Essas três primeiras estavam situadas do lado ocidental do Jordão.
O nome da quarta era Bezer, cujo significado lembra minas de ouro. A
quinta era Ramote. O nome da sexta, Golam.
As três últimas estavam situada do lado oriental do Jordão.
Várias medidas sábias foram dadas por DEUS a Moisés para segurança da
família e estabilidade do povo. O estabelecimento de cidades de refúgio, além
de evitar enganos, vinganças e injustiças, também contribuía para a segurança
das famílias e das tribos. Como se sabe, entre os povos nômades ou não, na
antiguidade, as rivalidades entre famílias e tribos provocavam choques, ódios e
mortes. Cada morte verificada numa tribo ou família exigia a morte de dois
membros da família ou tribo agressora. Quase sempre a vingança recaía sobre a
pessoa mais importante da família ou da tribo, isto é, sobre o chefe. Ora, é
claro que quanto mais elevada a posição da vítima, tanto maior seria o ódio e o
desejo de vingança de seus parentes. Em certos casos, tribos e famílias
odiavam-se e guerreavam entre si durante gerações sucessivas. As cidades de
refúgio, portanto, segregando o culpado e entregando-o ao tribunal para ser
julgado, contribuíam para abrandar o ódio entre os inimigos e fazia arrefecer o
desejo de vingança, de modo que as contendas entre as famílias e tribos
diminuíam e até se extinguiam.
Na lei israelita é característico e sinal de maior sensibilidade moral o
fato de assegurar o direito de asilo somente aos assassinos involuntários.
Joabe, por exemplo, não se achava nessas condições, por ter sido o assassino de
Abner e Amasa, apesar de se agarrar às pontas do altar (1 Rs 2.28,29).
Tratando-se de um assassinato premeditado, o réu era entregue aos vingadores da
vítima. Segundo uma cláusula, provavelmente mais recente, por ocasião da morte
do sumo sacerdote havia uma espécie de anistia a todos os foragidos, e eles
podiam regressar às suas propriedades.
Para finalizar, conheçamos o significado da palavra refúgio e a
aplicação que o salmista lhe dava: "Pois [DEUS] tens
sido o meu refúgio e uma torre forte
contra inimigo" (Sl 61.3). A palavra
refúgio, para o povo cristão, tem um sentido mais objetivo do que as cidades
que protegiam aquele que as procuravam. Para os cristãos, o verdadeiro refúgio,
o perfeito abrigo, é JESUS CRISTO, o filho de DEUS, no qual todas as almas,
além de refúgio e segurança, encontram também, orientação para a vida e remédio
para a morte. (Tesouro de conhecimentos bíblicos - Conde, Emílio, 1901-1971,
CPAD, Rio de Janeiro - RJ)
Lição 11 - DEUS escolhe Arão e seus filhos para o sacerdócio
LIÇÕES BÍBLICAS - 1º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Uma Jornada de Fé - A Formação do povo de Israel e sua herança
espiritual - Comentário: Pr. Antônio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 28.1-11
1 - Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele,
do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a
saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 2 - E farás vestes
santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento. 3 - Falarás também a todos
os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria,
que façam vestes a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício
sacerdotal. 4 - Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode,
e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra, e um cinto; farão, pois, vestes
santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício
sacerdotal. 5 - E tomarão o ouro, e o pano azul, e a púrpura, e o carmesim, e o
linho fino 6 - e farão o éfode de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de
carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada. 7 - Terá duas ombreiras
que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá. 8 - E o cinto de obra
esmerada do éfode, que estará sobre ele, será da sua mesma obra, da mesma obra
de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido.
9 - E tomarás duas pedras sardônicas e lavrarás nelas os nomes dos filhos de
Israel, 10 - seis dos seus nomes numa pedra e os outros seis nomes na outra
pedra, segundo as suas gerações.11 - Conforme a obra do lapidário, como o lavor
de selos, lavrarás estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel;
engastadas ao redor em ouro as farás.
SUIBSÍDIOS DA LIÇÃO 3 - CPAD - REVISTA 3TRIMESTRE 2018
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP1
“Os levitas
Levi, um dos doze filhos de Jacó, tinha três filhos: Gérson, Coate e Merari (Gn 46.8,11). Quando a família aumentou durante a estada no Egito, a família de Levi passou a ser uma tribo e as famílias dos três filhos se tornaram divisões tribais. Arão, Miriã e Moisés nasceram na divisão coatita da tribo (Êx 2.4; 6.16-20; 15.20). Quando os judeus adoraram o bezerro de ouro no sopé do Monte Sinai, foram os levitas que se uniram a Moisés contra a idolatria e na consagração a DEUS. Ao tomarem essa atitude, eles destruíram muito dos idólatras. Sua consagração resultou em se envolverem na construção do Tabernáculo (Êx 28.1-30) e em cuidar dele. Quando o Tabernáculo foi removido, os coatitas levaram a mobília, os gersonitas , as cortinas e seus pertences, e os meratitas transportaram e instalaram o Tabernáculo propriamente dito (Nm 3.35-37; 4.29-33).
Segundo Números 3.40-51, os levitas agiram como substitutos dos primogênitos de toda casa judia. Em vista de DEUS ter poupado a vida dos primogênitos judeus por ocasião da primeira Páscoa (Êx 11.5; 12.12,13), o primogênito pertencia tecnicamente ao Senhor, mas os levitas deviam atuar no serviço de DEUS em lugar deles. Por serem separados para o serviço de DEUS, não se esperava que fossem à guerra (Nm 1.3; cf. v. 49) ou plantassem seus próprios alimentos numa área tribal. Eles deviam espalhar-se por toda a Terra Prometida e viver entre o povo (Nm 35.1-8) e deviam ser sustentados com os dízimos do povo (Nm 18.21) (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 325, 326).
“Os levitas
Levi, um dos doze filhos de Jacó, tinha três filhos: Gérson, Coate e Merari (Gn 46.8,11). Quando a família aumentou durante a estada no Egito, a família de Levi passou a ser uma tribo e as famílias dos três filhos se tornaram divisões tribais. Arão, Miriã e Moisés nasceram na divisão coatita da tribo (Êx 2.4; 6.16-20; 15.20). Quando os judeus adoraram o bezerro de ouro no sopé do Monte Sinai, foram os levitas que se uniram a Moisés contra a idolatria e na consagração a DEUS. Ao tomarem essa atitude, eles destruíram muito dos idólatras. Sua consagração resultou em se envolverem na construção do Tabernáculo (Êx 28.1-30) e em cuidar dele. Quando o Tabernáculo foi removido, os coatitas levaram a mobília, os gersonitas , as cortinas e seus pertences, e os meratitas transportaram e instalaram o Tabernáculo propriamente dito (Nm 3.35-37; 4.29-33).
Segundo Números 3.40-51, os levitas agiram como substitutos dos primogênitos de toda casa judia. Em vista de DEUS ter poupado a vida dos primogênitos judeus por ocasião da primeira Páscoa (Êx 11.5; 12.12,13), o primogênito pertencia tecnicamente ao Senhor, mas os levitas deviam atuar no serviço de DEUS em lugar deles. Por serem separados para o serviço de DEUS, não se esperava que fossem à guerra (Nm 1.3; cf. v. 49) ou plantassem seus próprios alimentos numa área tribal. Eles deviam espalhar-se por toda a Terra Prometida e viver entre o povo (Nm 35.1-8) e deviam ser sustentados com os dízimos do povo (Nm 18.21) (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 325, 326).
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP2
“O sumo sacerdote
Dentro da divisão dos coatitas, a família de Arão passou a ser de sacerdotes. De um lado isso os tornou encarregados dos levitas. Itamar supervisionava os gersonitas (Nm 4.28) e os meraritas (v. 33); Eleazar cuidava dos coatitas (v. 16). Por outro lado os sacerdotes eram distintos dos levitas, porque só eles podiam tocar nas coisas santas — tudo que tivesse a ver com o altar, a lâmpada, ou a mesa da proposição (Nm 5.5-15).
O sacerdote nem sempre era quem fazia o sacrifício, mas era ele quem levava o sangue para o altar (por exemplo, Lv 3.2). O próprio Arão veio a ser sumo sacerdote (às vezes chamado de principal sacerdote). Ele usava roupas especiais (Lv 16.2), interpretava o lançamento das sortes sagradas que eram mantidas em seu peitoral.
Arão tinha quatro filhos. Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Nadabe e Abiú morreram por terem cometido sacrilégio em seus deveres religiosos como sacerdotes e o sumo sacerdócio passou então para Eleazar e foi mantido em sua família (Nm 20.25-29). Eli era um sacerdote da família de Eleazar. O sumo sacerdócio parece ter passado depois para a família de Itamar. Foi Salomão quem fez retornar a linguagem de volta à família de Eleazar, colocando Zadoque na posição de sumo sacerdote. Essa posição foi mantida na família dele até que seu descendente veio a ser deposto por Antíoco Epifânio nos dias dos macabeus. Neste período posterior, os sumo sacerdotes eram indicados pelo poder reinante (Anás foi deposto pelos romanos e substituído por Caifás — veja Lucas 3.2; Jo 18.13-24), mas quando eles se tornaram forte o bastante para resistir às autoridades, adotaram seu próprio estilo de soberania” (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 326, 327)
“O sumo sacerdote
Dentro da divisão dos coatitas, a família de Arão passou a ser de sacerdotes. De um lado isso os tornou encarregados dos levitas. Itamar supervisionava os gersonitas (Nm 4.28) e os meraritas (v. 33); Eleazar cuidava dos coatitas (v. 16). Por outro lado os sacerdotes eram distintos dos levitas, porque só eles podiam tocar nas coisas santas — tudo que tivesse a ver com o altar, a lâmpada, ou a mesa da proposição (Nm 5.5-15).
O sacerdote nem sempre era quem fazia o sacrifício, mas era ele quem levava o sangue para o altar (por exemplo, Lv 3.2). O próprio Arão veio a ser sumo sacerdote (às vezes chamado de principal sacerdote). Ele usava roupas especiais (Lv 16.2), interpretava o lançamento das sortes sagradas que eram mantidas em seu peitoral.
Arão tinha quatro filhos. Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Nadabe e Abiú morreram por terem cometido sacrilégio em seus deveres religiosos como sacerdotes e o sumo sacerdócio passou então para Eleazar e foi mantido em sua família (Nm 20.25-29). Eli era um sacerdote da família de Eleazar. O sumo sacerdócio parece ter passado depois para a família de Itamar. Foi Salomão quem fez retornar a linguagem de volta à família de Eleazar, colocando Zadoque na posição de sumo sacerdote. Essa posição foi mantida na família dele até que seu descendente veio a ser deposto por Antíoco Epifânio nos dias dos macabeus. Neste período posterior, os sumo sacerdotes eram indicados pelo poder reinante (Anás foi deposto pelos romanos e substituído por Caifás — veja Lucas 3.2; Jo 18.13-24), mas quando eles se tornaram forte o bastante para resistir às autoridades, adotaram seu próprio estilo de soberania” (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 326, 327)
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP3
“Os levitas eram descendentes de Levi, o escolhido por DEUS no deserto durante a época de Moisés, encarregados de deveres específicos em relação ao Tabernáculo, embora proibidos de ministrar diante do santuário sagrado, eles afirmavam ser servos especiais de DEUS em assuntos da religião. Deviam ensinar o livro da Torá ao povo e ajudar os sacerdotes em todos os assuntos ligados à adoração no santuário. A eles não seria reservada qualquer herança na nova terra quando Josué fez a divisão oficial do território, pois DEUS seria a sua herança. Quarenta e oito cidades e vilas foram separadas com os lugares onde deveriam viver.
Os três filhos de Levi — Gersón, Coate e Merari — foram relacionados como aqueles por quem fluiram as bênçãos divinas. Nos primeiros anos da vida nacional, essas famílias receberam a função de cuidar do Tabernáculo e transportá-lo. Quando Arão e seus familiares foram escolhidos como sacerdotes, foi necessário escolher um grupo de pessoas para ajudá-los e toda a tribo se julgou diferenciada por ser um grupo sagrado designado para executar deveres relacionados com os ritos e as funções sacerdotais.
Os levitas recebiam uma posição apropriada no acampamento quando a nação viajava pelo deserto. Como estavam localizados em volta do Tabernáculo, eram considerados protetores em quem se podia confiar, e que dariam a própria vida para proteger a sagrada casa de DEUS
[...] Os levitas estavam localizados entre os sacerdotes e o povo. A maior parte de seu trabalho era pesada e servil. Não podiam entrar para ver o altar santo, nem tocar no santuário senão morreriam (Nm 4.15). Eram servos dos sacerdotes, e passavam a vida executando tarefas comuns que tornavam possível a realização dos serviços sagrados” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 1148,1149).
“Os levitas eram descendentes de Levi, o escolhido por DEUS no deserto durante a época de Moisés, encarregados de deveres específicos em relação ao Tabernáculo, embora proibidos de ministrar diante do santuário sagrado, eles afirmavam ser servos especiais de DEUS em assuntos da religião. Deviam ensinar o livro da Torá ao povo e ajudar os sacerdotes em todos os assuntos ligados à adoração no santuário. A eles não seria reservada qualquer herança na nova terra quando Josué fez a divisão oficial do território, pois DEUS seria a sua herança. Quarenta e oito cidades e vilas foram separadas com os lugares onde deveriam viver.
Os três filhos de Levi — Gersón, Coate e Merari — foram relacionados como aqueles por quem fluiram as bênçãos divinas. Nos primeiros anos da vida nacional, essas famílias receberam a função de cuidar do Tabernáculo e transportá-lo. Quando Arão e seus familiares foram escolhidos como sacerdotes, foi necessário escolher um grupo de pessoas para ajudá-los e toda a tribo se julgou diferenciada por ser um grupo sagrado designado para executar deveres relacionados com os ritos e as funções sacerdotais.
Os levitas recebiam uma posição apropriada no acampamento quando a nação viajava pelo deserto. Como estavam localizados em volta do Tabernáculo, eram considerados protetores em quem se podia confiar, e que dariam a própria vida para proteger a sagrada casa de DEUS
[...] Os levitas estavam localizados entre os sacerdotes e o povo. A maior parte de seu trabalho era pesada e servil. Não podiam entrar para ver o altar santo, nem tocar no santuário senão morreriam (Nm 4.15). Eram servos dos sacerdotes, e passavam a vida executando tarefas comuns que tornavam possível a realização dos serviços sagrados” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 1148,1149).
PARA REFLETIR - A respeito de “Os Ministros do Culto Levítico”,
responda:
Quem foi Levi? R- Foi um dos filhos de Jacó com Lia.
Descreva o caráter de Levi.R- Levi, pelo que inferimos do texto sagrado, sempre teve uma postura zelosa e conservadora em relação à honra da família. Após a saída de Israel do Egito, os levitas juntaram-se a Moisés no combate à idolatria gerada pelo bezerro de ouro. Eram homens da maior firmeza.
Como se deu a chamada dos levitas? R- O Senhor escolheu a tribo de Levi como o berço de Moisés e Arão. De um lar tão piedoso, saíram homens e mulheres de comprovada piedade. Aliás, tinha o Senhor uma aliança particular com Levi e sua descendência. Tendo em vista o caráter santo e distintivo da tribo de Levi, aprouve a DEUS separá-la para o sacerdócio. Nesse processo, o Senhor apresentou os levitas como resgate de toda a nação de Israel. Ao invés de cada família entregar o seu primogênito ao serviço divino, a tribo de Levi foi apartada das demais para dedicar-se inteiramente a DEUS.
Quais as características do sumo sacerdote? R- Descendente de Arão, ungido para o ofício, vitalício no cargo e servo de DEUS.
Quais os deveres e direitos dos levitas? R- Viver do altar, santificar-se ao Senhor, tornar-se uma referência espiritual e moral.
Descreva o caráter de Levi.R- Levi, pelo que inferimos do texto sagrado, sempre teve uma postura zelosa e conservadora em relação à honra da família. Após a saída de Israel do Egito, os levitas juntaram-se a Moisés no combate à idolatria gerada pelo bezerro de ouro. Eram homens da maior firmeza.
Como se deu a chamada dos levitas? R- O Senhor escolheu a tribo de Levi como o berço de Moisés e Arão. De um lar tão piedoso, saíram homens e mulheres de comprovada piedade. Aliás, tinha o Senhor uma aliança particular com Levi e sua descendência. Tendo em vista o caráter santo e distintivo da tribo de Levi, aprouve a DEUS separá-la para o sacerdócio. Nesse processo, o Senhor apresentou os levitas como resgate de toda a nação de Israel. Ao invés de cada família entregar o seu primogênito ao serviço divino, a tribo de Levi foi apartada das demais para dedicar-se inteiramente a DEUS.
Quais as características do sumo sacerdote? R- Descendente de Arão, ungido para o ofício, vitalício no cargo e servo de DEUS.
Quais os deveres e direitos dos levitas? R- Viver do altar, santificar-se ao Senhor, tornar-se uma referência espiritual e moral.
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM
CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo
por Versículo.
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W.
Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/,
Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio
Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação -
Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Levítico - introdução e comentário - R.K.Harrinson - Série Cultura Bíblica - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP
Levítico - introdução e comentário - R.K.Harrinson - Série Cultura Bíblica - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP
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