Lição 9, O Perigo da
Indiferença Espiritual 4º Trimestre de 2018 –
As Parábolas de JESUS:
As
Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante
TEXTO ÁUREO
“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. ” Jo 15.14.
Ao terminarem a Ceia, Jesus
anunciou sua partida e prometeu enviar o E.S. para ser seu representante
invisível e para remover o temor da separação diz: “ Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. “ João 15:1
Talvez Jesus tenha usado A VIDEIRA, por causa do símbolo de
Israel que ornamentava um dos portões do templo ou por causa da vinha que
acabara de tomar que simbolizava o SANGUE que derramaria na Cruz do Calvário.
Jesus cita elementos
que simbolizam os reais, como por exemplo:
O pão e a água natural alimentam apenas o corpo – Jesus é o
Pão que alimenta a alma e é a Água Viva que flui do nosso ventre e completou
dizendo que é a Videira de Verdade e que assim como a videira natural é uma
fonte de vida para seus ramos, assim é Ele a Videira Verdadeira que frutifica
seus seguidores.
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“Estai em
mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na
videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. “ João 15:4
Estejam em Mim para serem bem-sucedidos na Obra que tenho
para vocês aqui na terra.
Meu Pai é o Lavrador,
Ele disse para ensinar que foi Ele quem plantou a Videira, ou seja, enviou
Jesus.
Como se corta os ramos
infrutíferos, Meu Pai cortará os cristãos professos que não tem vida
espiritual, Judas Escariotes, é um exemplo desse corte. (At 1.16-20).
E, limpa todos os
cristãos que dão frutos, as vezes dói muito, mas se faz necessário para que
deem mais frutos ainda porque Ele quer muito fruto o máximo que pudermos.
Estai em Mim.
É gradual e progressivo é este processo: falta de fruto, secar, ser
lançado fora, ser apanhado, ser queimado. O que simboliza o queimar neste
versículo?
Refere-se aos ensinos de Mateus 18.34,35 (quem não perdoou o Pai não
perdoará) ou
Mt 25.30 (lançar o servo inútil nas trevas), ou
Lucas 12.45,46 (servo que despercebido fizer coisas que desagradam a
Deus, será surpreendido com a Vinda de Jesus e será lançado onde estiver os
infiéis.?
Ou explica-se nas seguintes passagens bíblicas - 1 Coríntios 5.4,5 (os
que ficam pecando continuamente, sejam entregues a satanás e destruídos na
carne para que o espírito seja salvo no dia do Senhor)
1 Coríntios 11.29-32 (comeu e bebeu indignamente e tudo foi para sua
própria condenação)
Seja qual for a conclusão, não pode haver dúvida quanto às graves
consequências de se ficar de fora da comunhão com Cristo.
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Quem está em plena comunhão com Cristo
1.Tem alegria em qualquer circunstância. “Tenho-vos dito isto, para que o
meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. “ João 15:11
2.Tem amor em qualquer situação e não fica orando para Deus Matar, mas
que seja, Salvo. “ O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim
como eu vos amei. “ João 15:12
As divisões, partidarismos e ciúmes teriam efeitos fatais na sua obra.
Como amar o próximo?
O padrão: “assim com o eu vos amei”;
A amizade de Cristo.
"Vós sereis meus amigos”.
Segundo a Lei, o relacionamento entre Deus e seu povo era o de Senhor
para com os seus servos. O Senhor Jesus passou a estabelecer um novo
relacionamento, como Rei e Senhor, Ele nos ensina e conta tudo o que ainda vai
acontecer, para que nada nos pegue de surpresa e nos faça perder de estar no
Reino.
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VERDADE PRÁTICA.
As palavras dos filhos de DEUS devem condizer com aquilo que eles
praticam.
LEITURA DIÁRIA.
Segunda-feira - Deus anela que haja disposição em nós para
obedecê-lo.
“Ouvindo,
pois, o Senhor as vossas palavras, quando me faláveis, o Senhor me disse: Eu
ouvi as palavras deste povo, que eles te disseram; em tudo falaram bem.
29.Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre. “ Deuteronômio 5:28,29
29.Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre. “ Deuteronômio 5:28,29
Moisés sabia que, a Canaã
em que ele iria entrar, seria a Celestial, já havia feito tudo que suas forças
puderam fazer para trazer o povo até este lugar onde já estavam, e este livro é
a repetição de tudo. MOISÉS FALA CONSTANTEMENTE COM DEUS E A MULTIDÃO VIA ESSA
COMUNHÃO, E TAMBÉM O MONTE FUMEGAR E TREMER, QUANDO JEOVÁ, ESTAVA FALANDO COM O
LIDER.
O livro de Deuteronômio é
o livro da repetição das Leis e das ordenanças do Senhor, por isso Moisés faz
tudo com muito cuidado, sabendo que não estará mais entre eles para corrigi-los
quando por um lapso se esquecessem e descumpriam. Este também é o livro dos
três últimos discursos de Moisés para ensinar e fazê-los lembrar de tudo quanto
foi ensinado nestes 40 anos. Josué já havia sido nomeado para entrar com a
multidão em Canaã, a Terra que Emana Leite e Mel, tão sonhada e desejada.
Moisés senta com eles e
os faz relembrar desde a primeira conversa com Faraó, o quanto Deus trabalhou e
ajudou cada um. O povo estava tão encantado com tudo que Deus havia feito até
este dia que pede para Moisés entregar a Lei do Senhor, porque diante de tudo
que já tinham ouvido, decidiram OBEDECER., mas Deus sabe que é só emoção e diz
para Moisés QUEM DERA QUE ELES TIVESSEM TAL CORAÇÃO.
Moisés era o mediador
entre Jeová e Israel, pois o povo tinha medo de ouvir a voz de Deus (“E sucedeu que, ouvindo a voz do meio das
trevas, e vendo o monte ardendo em fogo, vos achegastes a mim, todos os cabeças
das vossas tribos, e vossos anciãos; E dissestes: Eis aqui o Senhor nosso Deus nos fez ver
a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do meio do fogo; hoje vimos
que Deus fala com o homem, e que este permanece vivo.
Agora, pois, por que morreríamos? Pois este grande fogo nos consumiria; se ainda mais ouvíssemos a voz do Senhor nosso Deus morreríamos.
Porque, quem há de toda a carne, que ouviu a voz do Deus vivente falando do meio do fogo, como nós, e ficou vivo? Chega-te tu, e ouve tudo o que disser o Senhor nosso Deus; e tu nos dirás tudo o que te disser o Senhor nosso Deus, e o ouviremos, e o cumpriremos. “ Deuteronômio 5:23-27
Agora, pois, por que morreríamos? Pois este grande fogo nos consumiria; se ainda mais ouvíssemos a voz do Senhor nosso Deus morreríamos.
Porque, quem há de toda a carne, que ouviu a voz do Deus vivente falando do meio do fogo, como nós, e ficou vivo? Chega-te tu, e ouve tudo o que disser o Senhor nosso Deus; e tu nos dirás tudo o que te disser o Senhor nosso Deus, e o ouviremos, e o cumpriremos. “ Deuteronômio 5:23-27
Aquela história né, tem medo,
mas não tem vergonha.
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Terça-feira - Deus preza mais a nossa obediência do que os
sacrifícios.
“Porém Samuel disse: Tem
porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se
obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o
sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. “ 1 Samuel 15:22
O profeta Samuel, sabendo da decepção do Senhor em ter posto
Saul como rei, ficou muito irado com a desobediência constante, do mau
agradecido, Saul.
“Então veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as
minhas palavras. Então Samuel se contristou, e toda a noite clamou ao Senhor. “ 1 Samuel 15:10,11
Naquele mesmo lugar onde Samuel com a autorização do Senhor,
confirmou o reinado de Sal tempos atrás, agora está ali novamente para
confrontar o desobediente rei.
Quando Samuel saiu no dia
seguinte para entregar a palavra a Saul, disseram a Samuel que Saul, tinha ido
ao Monte Carmelo para erguer um monumento para si, essa prática era um costume
nos tempos dos reis, erguer monumentos de vitórias.
Samuel finalmente se
encontrou com Saul em Gilgal, o mesmo lugar onde o reinado de Saul foi
confirmado. “ E disse
Samuel ao povo: Vinde, vamos nós a Gilgal, e renovemos ali o reino. E todo o povo partiu para
Gilgal, onde proclamaram a Saul por rei perante o Senhor, e ofereceram ali
ofertas pacíficas perante o Senhor; e Saul se alegrou muito ali com todos os
homens de Israel.”
1 Samuel 11:14,15
1 Samuel 11:14,15
Samuel
ao encontrar com Saul ali, perguntou para ele se estava fazendo tudo que Deus
mandou, ele mentindo disse que sim, mas o profeta teve que lhe desmentir.
Quarta-feira – O amor ao Senhor Jesus é demonstrado pela
obediência.
Os discípulos temem ser
abandonados com a ausência de Cristo; temem ficar sem condições para enfrentar
o mundo, mas ele os tranquiliza.
Nos capítulos 14 a 16, como
já vimo em nosso TEXTO ÁUREO, vemos Jesus, o Médico das almas, dando a receita
para a cura das almas em sua condição desoladora e para os corações
perturbados, neste capítulo.
Ele também mostra que tem
a cura para a sensação de desamparo e solidão e Esse Remédio é o Consolador que
Ele promete enviar, assim que Ele chegar à destra do Pai.
Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era
para os apóstolos e está sempre nos fazendo lembrar os MANDAMENTOS DE JESUS,
para que obedeçamos.
Jesus sempre apontou para o Pai.
O Espírito Santo, aponta para Jesus.
E para mostrar que O Amamos, devemos guardar seus mandamentos
e cumprir.
Quinta-feira – A obediência ao Senhor tem prioridade sobre a
obediência à autoridade civil.
“Porém,
respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que
aos homens. “ Atos 5:29
A igreja recebe o poder do Espírito Santo e ao mesmo tempo
provoca a fúria de satanás. Ganha o favor de Deus e ao mesmo tempo a oposição
do mundo.
Três foram as tentativas de paralisar a igreja.
1.
A
perseguição. (At 4), O ataque de fora para dentro, satanás usava muitos para
destruir a igreja do Senhor Jesus.
2.
A
infiltração (At 5), o ataque de dentro para fora, como ele não conseguiu por
meio da perseguição, se infiltrou dentro da igreja para produzir escândalos e
destruir com outra estratégia. Aqui está o que Jesus ensinou veio o maligno e
semeou joio no meio do trigo.... e as consequências estão aí até hoje.
3.
A
distração (At 6), a perda das prioridades.
Os apóstolos buscaram o Poder do Alto para pregar e receberam,
assim eles faziam a parte deles de pregar Jesus e Jesus a Dele de fazer milagres
e maravilhas.
Aquela igreja estava aberta para o extraordinário e o
extraordinário aconteceu (Atos 5.12-16- com muitos sinais e prodígios eram
feitos pelas mãos dos apóstolos, todos os necessitados, se aglomeravam no
alpendre de Salomão em busca de milagres e maravilhas, porque sabiam que ia
acontecer, os fariseus continuavam odiando eles, mas o povo amando cada vez
mais. A multidão dos que criam em Jesus crescia cada vez mais. Era tanta gente
para o pastor Pedro atender que as pessoas, punham os enfermos em caminhas no
lugar onde ele ia passar e a sombra dele cobria os enfermos e eles eram curados
pelo poder de Cristo que estava nele.)
Mas os joios Ananias e Safira que queriam comprar poder, é
tão maligno quanto ao pecado de Acã e interrompe o pregresso vitorioso dos
trigos.
O joio é um bando de hipócritas disfarçados de crentes.
O pastor Pedro desmascara a mentira que satanás pôs no
coração do casal e deixou bem claro para a igreja de hoje que não adianta nem
tentar mentir para o Espírito Santo.
Ananias e Safira foram cortados, pelo Lavrador que é Deus, do
jeito que Jesus falou que ia acontecer, e vai acontecer até o dia do
arrebatamento é bom tomarmos cuidado porque o que está em jogo é a ETERNIDADE.
Ananias e Safira, os joios da igreja, fizeram um plano bem
elaborado para testar Deus, talvez achando que esse negócio de Cristo ter um
Representante fosse mentira.
Neste capítulo a palavra IGREJA aparece pela primeira vez e
agora está claro para os apóstolos que as portas do inferno não prevalecerão
contra ela.
Irmãos você pode aplaudir bem forte o Nosso Pastor Jesus que
cuida bem de nós que somos igreja?
Mas agora chegando no v29, vemos uma batalha travada entre
sumo sacerdote fariseu, estava furioso com os apóstolos por dois motivos:
1.
Pedro
com muita coragem, por quatro vezes em suas pregações, denunciou os líderes e o
povo de terem matado a Jesus, claro, os apóstolos não pregavam outra coisa, a
não ser Jesus, o Autor da vida (2.23; 3.15; 4.8- 10; 5.29,30).
2.
Muitos
nos dias de hoje fazem indiferença sobre, Este NOME e pregam as coisas que só
eleva o ego das pessoas.
3.
Os
apóstolos desobedeceram às autoridades constituídas, porque as ordens do
Sinédrio, eram abusivas e absolutistas, pretendiam domesticar a consciência dos
apóstolos.
4.
Estes
afirmavam que a autoridade de Deus está acima da autoridade do Sinédrio e que,
para obedecerem a Deus, estavam dispostos a desobedecer às autoridades judaicas
e em consequência até morrer esse é o preço da desobediência, mas como sabiam o
porquê estavam fazendo, valia a pena.
Sexta-feira – A prova da obediência está na prática e não nas
palavras.
O pastor Tiago, via que na igreja tinha pessoas que não eram
salvas, mas pensavam que eram porque enganavam-se a si mesmas.
“Nem todo
o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos céus. “ Mateus 7:21
Muitas pessoas pensam que são espirituais, mas estão bem
longe de serem.
“Conheço
as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não
és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não
sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo,
para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a
vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. “ Apocalipse 3:15-19
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. “ Apocalipse 3:15-19
Para ser crente de verdade precisa.
1. Nascer da Palavra. “Segundo
a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como
primícias das suas criaturas. “ Tiago 1:18
2. Receber a Palavra. “Por
isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com
mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. “ Tiago 1:21
3. O verdadeiro crente pratica a
Palavra. “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes,
enganando-vos a vós mesmos.
Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;
Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. “ Tiago 1:22-27
Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;
Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. “ Tiago 1:22-27
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Sábado – Jesus deu o
exemplo sendo obediente ao Pai.
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LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE –
Mateus 21.28-32 28 –
Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro,
disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
29 – Ele, porém,
respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi.
30 – E, dirigindo-se ao
segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e
não foi.
31 – Qual dos dois fez
a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes JESUS: Em verdade
vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de
DEUS.
32 – Porque João veio a
vós no caminho de justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o
creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos arrependestes para o crer.
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OBJETIVO GERAL
Destacar a importância da
obediência e alertar para os perigos da indiferença espiritual.
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Interpretar a parábola dos dois
filhos; Alertar para os perigos de a prática não ser condizente com o discurso;
Incentivar a prática da obediência.
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INTERAGINDO COM O
PROFESSOR
A MENTIRA é algo tão sério que afeta até mesmo a educação
familiar.
Nossos filhos observam e fazem o que fazemos.
A parábola que será estudada hoje mostra o valor da prática
da obediência e deixa claro que a resposta, mesmo elegante e educada, se não
corresponder às ações, de nada serve.
PONTO CENTRAL
A obediência, conforme ensina a Bíblia, é a melhor forma de
adorarmos a DEUS.
Resumo da Lição 9, O Perigo da Indiferença Espiritual I –
INTERPRETANDO A PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS 1. O contexto da
parábola. 2. O assentimento puramente verbal. 3. A negação verbal. 4. Uma
adesão operativa. II – QUANDO AS PALAVRAS NÃO SE COADUNAM COM A PRÁTICA 1.
Palavras estéreis. 2. O arrependimento conduz à prática. 3. Palavras e ações
devem se coadunar. III – UM CHAMADO A FAZER A VONTADE DE DEUS 1. A
impossibilidade da obediência à Lei. 2. A fé desobediente. 3. O discípulo faz a
vontade de DEUS. A prática da obediência
JESUS ensinava enfaticamente que cumprir a vontade do seu Pai celestial é uma
condição prévia essencial para a entrada no reino dos céus (cf. vv. 22-25;
19.16-26; 25.31-46). Isto, no entanto, não significa que a pessoa pode ganhar
ou merecer a salvação mediante seus próprios esforços ou obras. Isto é
verdadeiro pelas seguintes razões: a) O perdão divino o homem obtém mediante a
fé e o arrependimento, concedidos pela graça de DEUS e a morte vicária de
CRISTO por nós (ver 26.28 nota; Lc 15.11-32; 18.9-14). b) A obediência à
vontade de DEUS, requerida por CRISTO, é uma condição básica conducente à
salvação, mas CRISTO também declara ser ela uma dádiva ligada à salvação dentro
do reino. Embora seja a salvação uma dádiva de DEUS, o crente deve buscá-la
continuamente; recebê-la e evidenciá-la mediante uma fé sincera e decidido
esforço. Esse fato é visto na Oração Dominical (6. 9-13) e nas muitas
exortações para que o crente mortifique o pecado e se apresente a DEUS como
sacrifício vivo (cf. Rm 6. 1-23; 8. 1-17; 12.1,2). c) O crente pode fazer a
vontade de DEUS e viver uma vida justa em virtude dessa dádiva, isto é, a graça
e o poder de DEUS e a vida espiritual que lhe são comunicados continuamente
mediante CRISTO. As Escrituras declaram: Pela graça sois salvos, por meio da
fé; e isso não vem de vós; é dom de DEUS... Porque somos feitura sua (Ef
2.8-10). d) DEUS sempre torna possível a prática da obediência que Ele requer
de nós. Isto é atribuído à ação redentora de DEUS. Porque DEUS é o que opera em
vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade (ver Fp 2.13
nota). Todavia, o dom da graça de DEUS não anula a responsabilidade nem a ação
humanas. O crente deve corresponder positivamente ao dom divino da obediência
(Fp 2.12; Jd 20, 21,24; Ef 4.22-32), todavia ele é livre para rejeitar a graça
de
DEUS, para recusar aproximar-se de DEUS por meio de CRISTO
(Hb 7.25), e para recusar orar por uma vida de obediência e viver essa
vida. Alguns textos bíblicos sobre a
obediência a) A prioridade de nossa obediência ―Então Pedro e os demais
apóstolos afirmaram: É mais importante obedecer a DEUS do que aos homens‖ (At
5.29 – NAA). b) Os filhos em relação aos pais ―Filhos, em tudo obedeçam a seus
pais, pois fazer isso é agradável diante do Senhor‖ (Cl 3.20 – NAA). c) A
Obediência à liderança espiritual ―Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos
a eles, pois zelam pela alma de vocês, como quem deve prestar contas. Que eles
possam fazer isto com alegria e não gemendo; do contrário, isso não trará
proveito nenhum para vocês‖ (Hb 13.17 – NAA). d) A obediência às autoridades
Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade
que não proceda de DEUS, e as autoridades que existem foram por ele
instituídas. Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de
DEUS, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os
magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal.
Você quer viver sem medo da autoridade? Faça o bem e você terá louvor dela,
pois a autoridade é ministro de DEUS para o seu bem. Mas, se você fizer o mal,
então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois
é ministro de DEUS, vingador, para castigar quem pratica o mal. Portanto, é
necessário que vocês se sujeitem à autoridade, não somente por causa do temor
da punição, mas também por dever de consciência. É por isso também que vocês
pagam impostos, porque as autoridades são ministros de DEUS, atendendo
constantemente a este serviço. Paguem a todos o que lhes é devido: a quem
tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem
honra, honra (Romanos 13.1-7 – NAA).
SÍNTESE DO TÓPICO I - A parábola dos dois filhos mostra claramente que
só pode participar do Reino de DEUS os que atendem ao chamado do Senhor e o
obedece. SÍNTESE DO TÓPICO II - Quando as palavras não condizem com a prática,
um problema se instaura, pois a hipocrisia passa a imperar. SÍNTESE DO TÓPICO
III - A nossa amizade com JESUS depende de fazermos a sua vontade. PARA REFLETIR - A respeito de ―O Perigo da
Indiferença Espiritual‖, responda: A quem representam o primeiro e o segundo
filho da parábola? O filho que diz que será obediente à vontade do pai, nessa
parábola, representa Israel, que não fez a vontade de DEUS (Rm 10.21). Enquanto
isso, o filho que diz que não vai obedecer, representa os publicanos e os
pecadores, que, por se arrependerem de seus pecados, têm o direito de entrar no
Reino de DEUS antes dos judeus (v.31). Quais são os dois tipos de atitude que
as respostas dos filhos representam? De fato, os dois filhos representam, de
forma emblemática, dois tipos de atitudes. O primeiro deles representa a adesão
operativa precedida por uma negação que é apenas verbal. De forma inversa, o
segundo tipo de resposta trata-se de um assentimento puramente verbal que não
passa à ação. Em que consiste a obediência ao Senhor? A obediência ao Senhor
não consiste em proferir palavras estéreis e religiosas, mas em praticar a
verdade revelada na Palavra de DEUS de forma concreta e precisa (Mt 7.21). O
verdadeiro arrependimento produz e conduz ao quê? O arrependimento produz
mudança de atitude, ou seja, conduz à prática. Você tem sido uma pessoa que
honra a palavra empenhada? Resposta pessoal.
Muita Diferença entre dizer e Fazer. Os
primeiros chamados são todos os povos, incluídos ai meretrizes, publicanos, são
agora os que foram batizados por João Batista, se arrependeram de seus pecados
e passaram a seguir JESUS. Disseram não ao chamado universal de DEUS, mas se
arrependeram e fizeram a vontade de DEUS. Os segundos chamados são os que
aceitaram a Lei dada por DEUS no Monte Sinai - Todo Judeu a aceitava quando
ainda jovem, recitando-a diante dos sacerdotes. estes embora dissessem sim ao
chamado, não seguiram JESUS por não o reconhecerem como DEUS. Não se arrependeram
de seus pecados se submetendo ao batismo de João Batista. Disseram sim ao
chamado de DEUS, mas não O obedeceram.
Na hora decisiva, que iniciou com o chamado do Batista ao
arrependimento, os piedosos fracassaram e os publicanos e pecadores se aproximaram. COMENTÁRIOS DIVERSOS Lição 11 - REALIZANDO A VONTADE DO PAI -
1º Trimestre de 2005 Título: Parábolas de JESUS — Advertências para os dias de
hoje Comentarista: Elienai Cabral Ajuda - Pr. Henrique - EBD NA TV
TEXTO ÁUREO: ―Porque a tristeza segundo
DEUS opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a
tristeza do mundo opera a morte‖ (2 Co 7.10). 7.10 TRISTEZA SEGUNDO DEUS...
TRISTEZA DO MUNDO. Aqui, Paulo identifica dois tipos de tristezas. (1) Há a
tristeza autêntica, causada pelo pecado, que leva ao arrependimento. Consiste
numa mudança de atitude, que nos leva a voltar-nos contra o pecado, e para
DEUS. Esse tipo de arrependimento leva à salvação. Para Paulo, o arrependimento
do pecado e a fé em CRISTO são responsabilidades humanas quanto à salvação (ver
Mt 3.2). (2) Em contraste, os que não se arrependem, se entristecem
repetidamente devido às conseqüências do seu pecado; tal tristeza conduz à
morte e à condenação eternas (Mt 13.42,50; 25.30; Rm 6.23). VERDADE PRÁTICA: A graça de DEUS não
discrimina ninguém; até o mais vil pecador pode ser salvo. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 21.23-32
23 E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes
dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isso? E
quem te deu tal autoridade? 24 E JESUS, respondendo, disse-lhes: Eu também vos
perguntarei uma coisa; se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade
faço isso. 25 O batismo de João donde era? Do céu ou dos homens? E pensavam
entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não o
crestes? 26 E, se dissermos: dos homens, tememos o povo, porque todos
consideram João como profeta. 27 E, respondendo a JESUS, disseram: Não sabemos.
Ele disse-lhes: Nem eu vos digo com que autoridade faço isso. A parábola dos
dois filhos 28 Mas que vos parece? Um
homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai
trabalhar hoje na minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero.
Mas, depois, arrependendo-se, foi. 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de
igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. 31 Qual dos
dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes JESUS: sEm
verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no
Reino de DEUS. 32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o
crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso,
nem depois vos arrependestes para o crer.
LEITURA DIÁRIA Segunda – Tt 2.11 Graça salvífica para todos 11 Porque a
graça de DEUS se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, 2.11 A
GRAÇA DE DEUS. Os versículos 11-14 descrevem a natureza e o propósito da graça
salvífica de DEUS. Segundo Paulo, a graça
salvífica (1) ensina o crente a rejeitar decididamente as paixões
ímpias, prazeres e valores desta era, e considerando-os abomináveis (v.12; cf.
Rm 1.18-32; 2 Tm 2.22; 1 Jo 2.15-17); e (2) dirige e capacita o crente a viver
"justa e piamente", enquanto espera ansiosamente pela bemaventurada
esperança e pelo aparecimento de JESUS CRISTO (v. 13; Gl 5.5; Cl 1.5; 2 Tm
4.8) Terça – Lc 3.7-9 A autoridade
espiritual de João Batista 7 Dizia, pois, João à multidão que saía para ser
batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está
para vir? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a
dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas
pedras pode DEUS suscitar
filhos a Abraão. 9 E também já
está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom
fruto é cortada e lançada no fogo. 3.8 FRUTOS DIGNOS DE ARREPENDIMENTO. Ver Mt
3.8 nota. O termo hebraico mais comum para arrependimento é metanoia, que tem
sentido idêntico, porém, com maior realce. A mensagem do arrependimento dos
pecados destina-se aos crentes (Ap 2.5-16; 3.3,19). Ela reluz fortemente no NT.
(1) João Batista a pregava com ênfase (Mt 3.2-11; Mc 1.4; Lc 3.3-8; At 13.25;
19.4). (2) JESUS, a sua mensagem redentora inicial foi a do arrependimento dos
pecados (Mt 4.17; Mc 1.15; cf. Lc 5.32; 13.3,5). (3) Os apóstolos de JESUS, bem
como a igreja como um todo, pregavam o arrependimento (At. 2.38; 3.19; 17.30;
Lc 24.47). O arrependimento deve acompanhar o crente em toda sua vida. O crente
que contritamente se arrepende quando erra, quando falha, quando peca, é um
crente vitorioso (cf. 2 Co 7.9,10; 2 Tm 2.25). (4) O real arrependimento é obra
de DEUS no indivíduo (Rm 2.4; At 11.18; 1 Pe 3.9). Quarta – Jo 3.27-30 A humildade de João
Batista 27 João respondeu e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se
lhe não for dada do céu. 28 Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: eu não
sou o CRISTO, mas sou enviado adiante dele. 29 Aquele que tem a esposa é o
esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a
voz do esposo. Assim, pois, já essa minha alegria está cumprida. 30 É
necessário que ele cresça e que eu diminua.
Quinta – Mt 21.28,29 Um filho arrependido A parábola dos dois
filhos 28 Mas que vos parece? Um homem
tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje
na minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois,
arrependendo-se, foi. Sexta – Mt 21.30
Um filho enganador 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e,
respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Sábado – Sl 37.37 DEUS se agrada da
sinceridade 37 Nota o homem sincero e considera o que é reto, porque o futuro
desse homem será de paz. OBJETIVOS:
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: 1- Narrar os fatos que
antecederam à parábola. 2- Expor o propósito central do ensino de CRISTO nesta
narrativa. 3- Explicar a aplicação prática da parábola nos versículos PONTO DE CONTATO: A Parábola dos dois filhos
contrasta duas classes de pessoas: a primeira, refere-se aos publicanos, às
meretrizes, aos gentios em geral, representados pelo primeiro filho. A segunda,
às autoridades religiosas judaicas, representadas pelo segundo filho. A
narrativa diz que todos foram convidados para trabalhar na vinha de DEUS. A
primeira classe facilmente desobedeceu às ordens de divinas, mas, depois, caiu
em si, arrependida. A segunda, obedeceu apenas aparentemente, mas na prática,
no íntimo, transgrediu. O Senhor da vinha também nos convida: ―Filho, vai
trabalhar hoje na minha vinha?‖ O que responderemos? DEUS não nos chamou à
preguiça ou à indolência, mas a uma vida de perseverante trabalho. Respondamos,
pois, ―sim‖ ao Senhor! E lancemo-nos, prontamente, à sua obra. SÍNTESE TEXTUAL: Nesta significativa
história, o filho desobediente representa os falsos líderes religiosos que
obedecem apenas de lábios, enquanto o filho obediente, aquele que a princípio
não acatara a ordem do pai, é figura dos pecadores arrependidos.
Esta parábola assevera-nos que
DEUS requer obediência de fato e não meramente ―boas intenções‖. Elas podem ser
louváveis, no entanto, o Senhor requer o serviço real de seus servos. O
principal propósito desta parábola é censurar a hipocrisia religiosa dos fariseus.
Por isso, a mensagem de JESUS foi contundente: Os pecadores, por piores que
sejam, adentram no Reino de DEUS à medida que se arrependem. Ao passo que, os
falsos religiosos, por não obedecerem e nunca sentirem a necessidade de
arrependimento, ficam de fora.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Utilize o quadro abaixo para explicar a parábola em
estudo. Analise junto com os alunos as semelhanças e diferenças entre os dois
filhos do vinhateiro. Enfatize a importância da obediência e do
arrependimento. Figuras Ilustrativas:
SEMELHANÇAS
FILHO A
FILHO B
POSSUEM O MESMO PAI RECEBEM A MESMAS ORDENS
DIFERENÇAS
RESPONDEU NEGATIVAMENTE
ARREPENDEU-SE OBEDECEU
RESPONDEU POSITIVAMENTE NÃO SE ARREPENDEU NÃO OBEDECEU
Batismo de João PARÁBOLA DOS DOIS
FILHOS
Sacerdotes e Anciãos
Convite para primeiro Filho -
Disse Não
Primeiro Filho depois foi
Trabalhar
Dono Da Vinha Convida Para
Trabalhar
Convite para segundo Filho -
Disse Sim
Segundo Filho porém não foi
Trabalhar
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO A vontade de DEUS
é perfeita, porém existe a vontade permissiva de DEUS. DEUS permite que
recusemos trabalhar em sua obra, mas espera que nos arrependamos e nos
entreguemos à sua vontade perfeita que é nossa salvação e nosso serviço em sua
obra, como representantes de DEUS na Terra, como seus filhos legítimos, através
de JESUS CRISTO, que por nós morreu na Cruz. Por causa da inveja dos líderes
religiosos que já não agüentavam mais verem seu súditos seguirem outro que
ensinava a Palavra de DEUS com autoridade e poder, JESUS agora é confrontado em
Jerusalém pouco antes de morrer por nós na cruz. Agora era chegada a hora do
filho de DEUS enfrentar os falso religiosos e suas doutrinas puramente humanas.
O povo em geral era tratado como escória e por mais que fizessem para agradar a
DEUS, nunca era o bastante para os pretensos representantes de DEUS, os
Sacerdotes, Escribas, Fariseus, Saduceus e os Herodianos; cada qual
reivindicava para si e seu grupo a preeminência junto ao povo, mas para se
livrarem do "intruso" JESUS, se uniram em um só grupo de aves de
rapina. O grupo mais odiado e mais criticado entre o povo se constituía de
publicanos (cobradores de impostos para os romanos) e de meretrizes
(prostitutas). I. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
DA PARÁBOLA (MT 21.23-27) Mt 21.23 E, chegando ao templo, acercaram-se dele,
estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo,
dizendo: Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade? 24 E
JESUS, respondendo, disse-lhes: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma
disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso. 25 O batismo de
João donde era? Do céu ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se
dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não o crestes? 26 E, se
dissermos: dos homens, tememos o povo, porque todos consideram João como
profeta. 27 E, respondendo a JESUS, disseram: Não sabemos. Ele disselhes: Nem
eu vos digo com que autoridade faço isso.
A pergunta dos príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo foi: Com
que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade? Os sacerdotes sabiam
que a autoridade deles provinha de sua linhagem sacerdotal, descendência de
Levi, portanto, incontestável para JESUS ou outro qualquer. Eles tinham a
"autoridade de DEUS" para representarem o judaísmo. JESUS não era
descendente de Levi, portanto não poderia ensinar como um sacerdote. (Embora
não o soubessem JESUS era descendente de Levi por parte de mãe - Maria era
prima de Isabel da Tribo de Levi) Como
de costume lhes respondeu JESUS com outra pergunta: O batismo de João donde
era? Do céu ou dos homens? Como o batismo de João era reconhecido por todo o
povo como sendo vindo diretamente de DEUS e o próprio JESUS dele participou, a
pergunta tinha resposta certa, porém os sacerdotes já sabiam o que JESUS lhes
diria se os mesmos respondessem que era de DEUS: JESUS lhes diria: Então, por
que não o crestes? Se acaso respondessem que não era de DEUS o batismo de João,
então o povo se revoltaria contra eles, pois haviam ali muitos que foram
transformados em seu caráter e e em sua religião após se arrependerem de seus
pecados durante o batismo efetuado por João. Então responderam: Não sabemos.
JESUS, agora podia dizer-lhes que Ele sabia mais do que eles, pois se batizou
no batismo de João e acreditava neste batismo como vindo de DEUS, mas para
complementar seu ensino propôs-lhes ainda uma parábola que mais chegou a eles
como uma chicotada: II. AS LIÇÕES
DERIVADAS DOS DOIS FILHOS (V.28)
A parábola dos dois filhos Mt 21.28 Mas que vos parece? Um homem tinha
dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na
minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois,
arrependendo-se, foi. 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo;
e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. 31 Qual dos dois fez a
vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes JESUS: Em verdade vos
digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de DEUS.
32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o crestes, mas os
publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos
arrependestes para o crer. 1. O que
representam os filhos (v.28). Os filhos representavam respectivamente os pecadores
comuns dentre o povo em geral e os pecadores religiosos e líderes do povo
(tanto líderes políticos como religiosos e até anciãos) que se escondiam por
detrás de suas capas de santidade, porém eram como sepulcros caiados. Os
pecadores entre o povo eram os que em resumo, não observavam a Lei para fazerem
as purificações, ritos, separações e sacrifícios. Os pecadores religiosos eram
os "representantes de DEUS" na terra, ou seja as autoridades de
Israel. 2. Filhos do mesmo pai (v.28).
O pedido ou a ordem não foi seguida de repreensão ou de obrigação, porém cada
filho teve a oportunidade de corresponder ao pai de acordo com sua própria
vontade; é o livre-arbítrio concedido pelo pai aos filhos. DEUS espera que todo crente, por amor,
gratidão, chamada, privilégio e oportunidade, e não apenas o dever, sirva-O com
alegria, dedicação, zelo e resignação.
DEUS não colocou robôs na terra para lhe obedecerem forçadamente, mas
colocou seres pensantes e deseja que estes seres, os homens, o sirvam de livre
e espontânea vontade e com desejo de agradar-lhe em tudo. 3. O pai: figura de DEUS. O pai é a figura
principal da parábola. O pai é quem chama, quem dá oportunidade de trabalho,
quem vai até ao filho, quem quer recompensar o filho. ―Filhos‖, aqui, não deve
ser visto apenas como um mero termo de tratamento, mas uma expressão da nossa
filiação, santificação e justificação. Temos uma posição no reino dos céus ao
aceitarmos a CRISTO como Senhor e Salvador, posição espiritual em CRISTO JESUS
(Jo 1.12; Rm 8.14; Gl 4.5). III. A
CONDUTA DIFERENCIADA DOS FILHOS (VV.29,30) Mt 21.28 Mas que vos parece? Um
homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai
trabalhar hoje na minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero.
Mas, depois, arrependendo-se, foi. 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de
igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. 31 Qual dos
dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes JESUS: Em
verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no
Reino de DEUS. 32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o
crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso,
nem depois vos arrependestes para o crer.
Os dois filhos receberam do pai a mesma ordem ou pedido: ―Filho, vai trabalhar hoje na minha
vinha‖(vv.28,30), Veremos agora qual a resposta de cada um e qual a reação de
cada um diante do chamado do pai: Sabemos que todos os dois deram resposta ao
chamado do pai no mesmo instante em que foram chamados, não pensaram antes de
responder, não analisaram o trabalho antes de responder; o
primeiro que foi chamado disse
logo, Não quero; o segundo, porém respondeu imediatamente, Eu vou, senhor. 1. O espírito de rebeldia. O PRIMEIRO
"FILHO": mostrou-se
desobediente, grosseiro e indelicado; não procurou analisar o pedido do pai e a
primeira resposta que lhe veio à boca, respondeu: ―Não quero‖ - Não era seu
desejo no momento, pois não sabia direito o que representava trabalhar na vinha
de seu pai. Pv 25.11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra
dita a seu tempo. Ele respondeu: ―Não
quero‖, mas não justificou; não esclareceu nada. E o pai tinha urgência: ―Hoje‖
(v.28). A vinha era da família (―minha vinha‖); portanto, era dos próprios
filhos. O primeiro filho, inicialmente, desobedeceu, mas depois se arrependeu e
foi para o trabalho. O SEGUNDO
"FILHO": mostrou-se obediente,
amoroso e delicado; procurou agradar o
pai e a primeira resposta que lhe veio à boca, respondeu: "Eu vou,
senhor" - Era seu desejo no momento, sabia o que representava trabalhar na
vinha de seu pai, porém não foi trabalhar, era um preguiçoso. Pr 21.25 O desejo
do preguiçoso o mata; porque as suas mãos recusam-se a trabalhar. Ambos eram dominados por sentimentos de
rebeldia. O pecado de rebeldia e insubmissão é igualado aos de feitiçaria,
iniqüidade e idolatria (1 Sm 15.22,23).
2. Diferenças entre os dois filhos (vv.28,29). a) O PRIMEIRO "FILHO": Nele vemos a importância da reflexão. Ele
pensou no que fez de errado e arrependeu-se ainda em tempo. Muitos se
arrependem tarde demais como Judas e o homem citado em Lc 16.23-30. Um nome igualmente apropriado para esta
parábola dos Dois Filhos séria "A Parábola do Arrependimento", porque
é nela que temos o ensino e registro mais claro do ponto de vista de CRISTO
sobre este assunto tão importante.
I. *** O Arrependimento é a
primeira e uma das mais importante verdades do Novo Testamento:
A. Foi o teor da mensagem de João
Batista: Mc 1:4; B. Foi mencionado na primeira mensagem de CRISTO; Mc
1,14-15; C. JESUS enviou seus discípulos
a pregar e o que eles pregaram? Mc 6,12;
D. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de CRISTO,
Pedro pede aos ouvintes que se arrependessem; Atos 2,38; E. Paulo, outro grande pregador da igreja
primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17,30; F. O arrependimento era básico na mensagem
primitiva; *** O arrependimento é o
ponto de partida pelo qual todos que entram no reino dos céus precisam chegar a
entendê-lo:
A. JESUS deixa claro que todos os
fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam se arrepender da mesma forma que os
publicanos e as meretrizes; B. Essa é
uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que podem haver variações
de pensamentos; C. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir
dessa realidade; Rm 3,10-19; D. Professar uma religião ou ter sido criado num
ambiente religioso não faz diferença; E. O fato do filho mais novo ter dito sim ao pai
não faz diferença. Ele não obedeceu; F.
Podemos dizer com segurança que o templo da salvação começa no arrependimento;
*** JESUS enfatiza que o que condena os homens é o fato de não se
arrependerem: A. Mateus 21,32; Foi o caso dos fariseus
mencionados nesta parábola; B. Ai de ti
Cafarnaum... Luc. 10:13; III *** A falta de entendimento sobre a
importância do arrependimento é a causa de muitos problemas encontrados dentro
do cristianismo nominal: A. A fraqueza das igrejas; B. A Falta de um testemunho
forte e corajoso; C. A confusão das massas que mal sabem o que é ser cristão,
ou que é uma igreja; D. Elas não
entendem que para ser cristão é preciso haver uma transformação interna,
operado pelo ESPÍRITO SANTO, a qual, transforma-o interna e externamente; *** O Arrependimento em algum ensinos
ilustres do Senhor JESUS: A. Na parábola
do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais
comovente do que a palavras que JESUS usou para descrevê-la: "E tornando
em si..." B. Na parábola do fariseu
e do publicano. Toda a oração do publicano é um ato notável de um homem
arrependido de seus pecados e que precisa de ajuda; C. As pessoas perdoadas por CRISTO eram
pessoas sofredoras *** O que é o
arrependimento - forma simplificada: A. Primeiro: Admitiu o seu erro: a si
mesmo; a quem de direito; a DEUS; ao mundo;
Êx. O filho pródigo: "Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de
meu pai têm abundância de pão e eu aqui pereço de fome?" Lc 15:17 ou em
outras palavras: "Que bobagem é essa que eu fiz em recusar de viver com
meu Pai e achar que este mundo era melhor que minha casa? B. Segundo: Sentiu vergonha do que fez,
achando-se indigno de receber o perdão;
"Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser
chamado seu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros..." Lc 15:18-19;
C. Terceiro: Provou e confirmou seu
arrependimento, fazendo aquilo que de princípio havia se recusado a fazer;
"E levantando-se foi para seu pai" Lc 15:20; Estes três passos pode
ser visto na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em
não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho
humilhado; *** O terceiro Passo é o
mais difícil A. É nesse ponto que muitos chegam e desistem. Assumem o erro, envergonham-se
mas tem medo de assumir publicamente que "realmente mudou" com suas
atitudes; B. O Jovem Rico é um bom
exemplo de como ele foi bem até este ponto;
*** A quem é concedido o arrependimento?
A. Na parábola não fala de ―religiosos‘ ou ―santos‖; B. A parábola usa
os termos "publicanos" e "meretrizes"; C. Os publicanos
eram a pior espécie de homens entre os judeus:
Tidos como ladrões por defraudarem o povo; Tidos como carrascos por ordenar a prisão dos
que não conseguiam pagar os impostos;
Tidos como traidores da pátria. Cobravam impostos a César e não a um rei
judeu; Tidos como os mais indignos de
entrarem no reino dos céus; D. As meretrizes eram a pior espécie entre as
mulheres; A Lei mandava
apedrejá-las; Sinônimo de imoralidade
eram tidas como "um nojo" para a sociedade; Até hoje ser identificada como meretriz é por
si uma ofensa à família; E. Porque JESUS usou dois exemplos tão vis: Primeiro: Mostrar que para DEUS a condição do
homem está nivelada em "pecadores"; Romanos 3:23; Segundo: Que a morte de CRISTO é suficiente
para tirar os mais vis pecados; 1 Co 6:20;
Terceiro: Que meretrizes e
publicanos são capazes de chegar ao arrependimento quando muitos religiosos não
o são; João 1:1; e Mat. 21:32; I*** Mas
temos ainda um último ensinamento nesta parábola: Está na palavra
"depois" A. Ela expressa ao
mesmo tempo a misericórdia e o amor de DEUS;
B. Que seria desse primeiro filho
sem esta palavra. No começo negou-se a ir, mas "depois", mas depois ele foi; C. Que seria de Paulo se
não houvesse essa palavra após aquele dia que ele segurou as vestes dos
assassinos de Estevão; Após ele perseguir a Igreja de CRISTO; Graças a DEUS
temos essa palavra; D. Quantos já
recusaram servir a DEUS como a Bíblia ensina e estão tendo a oportunidade de
ter em sua vida, neste dia, a palavra "depois"; E.
Você pode um dia dizer: "Por muitos anos eu recusei aceitar o
evangelho e entregar minha vida a JESUS. Mas "depois", num dia 12 de
Dezembro, ouvi a Palavra da Salvação e me entreguei a meu Mestre e Senhor JESUS
CRISTO; b) O SEGUNDO "FILHO":
Este respondeu afirmativamente ao pai, porém não foi trabalhar na vinha.
Outrossim, pode indicar preguiça, um mal que continua a se instalar nos filhos
e filhas da atualidade, prejudicando os lares por toda parte. Se dependesse
dele, a vinha do pai logo mais seria um campo de urtigas (Pv 24.30-34). A
urtiga causa coceira, queimadura e inquietação. ―Urtiga‖ na igreja, vem da
ociosidade; de crente desocupado. Disse uma coisa e fez outra (v.30). ―Nem todo
o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos céus‖ (Mt 7.21). Era hipócrita; de duas caras;
de duas palavras. ―Eu vou, senhor; e não foi‖. Um cristão nessa situação perde
a identidade bíblica, ou seja, perde a visão de salvação em JESUS CRISTO.
Quantos, antes de serem batizados no ESPÍRITO SANTO, prometeram evangelizar,
visitar enfermos e fazer tantas outras coisas; agora estão ociosos, estão a
assistir cultos, não cultuam a DEUS e nem fazem sua obra, são os preguiçosos
que vêem a vinha, porém não entram nela; vão acabar ficando de fora da
fazenda. IV. A APLICAÇÃO DA PARÁBOLA
(VV.31,32) 1. ―Qual dos dois fez a vontade do pai?‖ (v.31). Eram filhos de um
mesmo pai. A filiação era uma só, mas tinham características diferentes.
"Filhos' aqui é criatura de "DEUS". A nossa filiação proveniente
de DEUS é outorgada a nós quando aceitamos a JESUS CRISTO como Senhor e
Salvador e vem de cima; o caráter é formado em nosso interior pelo ESPÍRITO
SANTO e manifesta-se em nosso exterior. Balaão queria ―morrer a morte do
justo‖, mas não queria viver a vida do justo, e deu-se mal (Nm 23.10; 31.15,16;
Ap 2.14). 2. As pessoas representadas pelos dois filhos (v.32). Os que
desconhecem a DEUS e vivem na ignorância, alienados dEle são os publicanos e
meretrizes, disse JESUS (v.32); estão representados no primeiro filho. Há os
que afirmam que conhecem a DEUS, no entanto, o negam com seu viver (Tt 1.16).
Assim eram os sacerdotes e outros líderes religiosos do povo (v.23), representados
no segundo filho. CONCLUSÃO Nesta lição
a importância maior é a obediência e reconhecimento da vontade perfeita de DEUS
em nossa vida que só vem do arrependimento de nossos pecados e total entrega a
DEUS. Se isso é de alto valor na vida secular, o é muito mais na esfera
espiritual. Há cristãos que honram a DEUS com seus lábios, mas seus corações
estão longe dEle, como afirmou JESUS (Mt 15.8,9). Ler também 1 Jo 3.18. Outra
verdade decorrente da lição é que nossas intenções para com DEUS serão reveladas
principalmente por meio de nosso comportamento.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio
Teológico ―JESUS continua contra-atacando os inimigos com três parábolas que
tratam da rejeição dos líderes de Israel. Mateus introduz estas parábolas com a
expressão: ‗Mas que vos parece?‘ (Mt
17.25; 18.12). De acordo com os
profetas, a vinha nas duas primeiras parábolas representa Israel (Sl 80.8-19;
Jr 2.21). Na Parábola dos Dois Filhos, o primeiro filho representa os pecadores
arrependidos que agora servem ao Pai, ao passo que o segundo filho retrata os
líderes que honram a DEUS com os lábios mas cujo coração está longe (Is 29.13).
Anteriormente JESUS já tinha se associado com os publicanos e pecadores, e os
inimigos lançaram-lhe isso em rosto (Mt 9.9-13). Agora, ele menciona os
pecadores para reprovar os principais sacerdotes e anciãos. A chamada de João
Batista ao arrependimento teve profundo impacto nos pecadores arrependidos que
viviam na periferia da respeitabilidade (Lc 3.10-14; 7.29,30). O uso do título
respeitoso ‗senhor‘ (kyrie, Mt 21.30) é típico de Mateus e provavelmente tem
significado duplo para ele e sua audiência. Nos lábios do filho hipócrita, faz
o leitor lembrar das palavras ditas anteriormente por JESUS (Mt 7.21). [...]
‗Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no
Reino de DEUS‘ (Mt 21.31). JESUS deixa aberta a possibilidade de que a elite
‗respeitável‘ venha a seguir os publicanos e pecadores no Reino de DEUS, mas
considerando o caráter apocalíptico da parábola, soa friamente como palavras de
julgamento final.‖ (ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico
pentecostal: Novo Testamento. RJ:CPAD, 2003, p. 120.). Leia mais Revista
Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 41.
Vontade
de DEUS Mt 6. 10 Venha o teu reino, seja feita a tua [vontade], assim na terra
como no céu; Mt 7. 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino
dos céus, mas aquele que faz a [vontade] de meu Pai, que está nos céus. Mt 10.
29 Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra
sem a [vontade] de vosso Pai. Mt 12. 50 Porque, qualquer que fizer a [vontade]
de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe. Mt 18. 14 Assim,
também, não é [vontade] de vosso Pai, que está nos céus, que um destes
pequeninos se perca. Mt 21. 31 Qual dos dois fez a [vontade] do pai?
Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes JESUS: Em verdade vos digo que os
publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de DEUS. Mt 26. 42 E,
indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim
sem eu o beber, faça-se a tua [vontade]. 1Ts 4. 3 Porque esta é a [vontade] de
DEUS, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; Hb 2. 4
Testificando também DEUS com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e
dons do ESPÍRITO SANTO, distribuídos por sua [vontade]? Hb 10. 36 Porque
necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a [vontade] de
DEUS, possais alcançar a promessa. 1Jo 2. 17 E o mundo passa, e a sua
concupiscência; mas aquele que faz a [vontade] de DEUS permanece para sempre.
1Jo 5. 14 E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa,
segundo a sua [vontade], ele nos ouve.
GLOSSÁRIO Ardiloso: Que usa de astúcia, manha ou artimanha. Âmago: A
parte fundamental; o principal, a essência. Interpelar: Dirigir a palavra a
alguém para perguntar alguma coisa, demandando explicações. Diretriz: Conjunto
de instruções ou indicações para se tratar e levar a termo um plano, uma ação,
um negócio. Resignação: Submissão paciente aos sofrimentos da vida. Saliente:
Claro, evidente, notável; importante, fundamental.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA ARRINGTON,
F. L; STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento.
CPAD, 2003. QUESTIONÁRIO 1. Quais as
duas classes de pessoas diferenciadas por CRISTO nesta parábola? R. A classe
religiosa e aqueles que eram discriminados pelos judeus: pecadores, publicanos
e meretrizes. 2. A quem os fariseus chamavam de pecadores? R. Aos judeus que,
por negligência, contaminavam-se cerimonialmente nos seus contatos pessoais e
ocupações diárias, tornando-se impuros perante a Lei. 3. Como os filhos se
comportaram diante da solicitação do pai? R. O primeiro desobedeceu, mas depois
se arrependeu; o segundo afirmou prontamente que iria, todavia não cumpriu o
prometido. 4. O que as atitudes dos filhos revelam? R. Que ambos eram dominados
por sentimentos de rebeldia. 5. O que JESUS quis destacar nesta parábola? R. A
importância da obediência e, as nossas intenções para com DEUS, reveladas por
meio do nosso comportamento. A Parábola
dos Dois Filhos - Mateus 21. 28-32 - Comentário Bíblico - Matthew Henry
(Exaustivo) AT e NT Assim como CRISTO instruía os seus discípulos por meio de
parábolas (o que tornava mais fácil a instrução), algumas vezes Ele também
convencia os seus adversários por meio de parábolas. Isso aproxima a reprovação
e faz com que os homens, pelo menos aqueles que estão conscientes, censurem a
si mesmos. Dessa maneira, Natã convenceu Davi por meio de uma parábola (2 Sm
22.1), e a mulher de Tecoa o surpreendeu da mesma maneira (2 Sm 14.2). As
parábolas de reprovação recorrem às próprias pessoas que erraram, e as julgam a
partir das suas próprias bocas. Pelo que podemos entender das primeiras
palavras, isto é o que CRISTO pretende aqui (v. 28): ―Mas que vos parece?‖
Nesses versículos, temos a parábola dos dois filhos enviados para trabalhar na
vinha, cujo objetivo é mostrar que aqueles que não reconheciam que o batismo de
João era de DEUS envergonhavam-se diante, até mesmo, dos publicanos e das
meretrizes, que o sabiam e que o reconheciam. Aqui está: I A parábola, que
representa dois tipos de pessoas. Aqueles que provam ser melhores do que se
esperava, representados pelo primeiro dos filhos; e outros, que prometem ser
melhores do que provam ser, representados pelo segundo filho. 1. Eles tinham o
mesmo pai, o que significa que DEUS é o Pai comum de toda a humanidade. Existem
dádivas que todos nós, de igual maneira, recebemos dele, e obrigações que todos
nós, de igual maneira, temos para com Ele. ―Não temos nós todos um mesmo Pai?‖
Sim, e ainda assim existe uma imensa diferença entre as personalidades dos
homens. 2. Os dois receberam a mesma ordem: ―Filho, vai trabalhar hoje na minha
vinha‖. Os pais não devem criar seus filhos na ociosidade; nada é mais
agradável, e também mais pernicioso, para a juventude, do que isso (Lm 3.27).
DEUS quer que os seus filhos trabalhem, embora todos eles sejam seus herdeiros.
Esta ordem é dada a cada um de nós. Considere: (1) O trabalho da religião, em
que nós devemos nos envolver, por vocação, é um trabalho na vinha, elogiável,
lucrativo e agradável. Devido ao pecado de Adão, nós fomos expulsos para
trabalhos comuns, e para comer as ervas dos campos; mas com a graça do nosso
Senhor JESUS, nós somos convocados para trabalhar outra vez na vinha. (2) O
chamado do Evangelho para trabalhar na vinha exige obediência imediata: ―Filho,
vai trabalhar hoje‖, enquanto ainda é hoje, porque ―a noite vem, quando ninguém
pode trabalhar‖. Nós não fomos enviados ao mundo para estar ociosos, nem
recebemos a luz do dia para brincarmos; por isso, se temos a intenção de fazer
alguma coisa por DEUS e pelas nossas almas, por que não agora? Por que não
hoje? (3) A exortação para ir trabalhar hoje na vinha, que ―argumenta conosco
como filhos‖ (Hb 12.5): ―Filho, vai
trabalhar‖. Esta é a ordem de um
Pai que traz consigo autoridade e, ao mesmo tempo, afeto, um Pai que se
compadece dos seus filhos, e conhece a sua estrutura, e não os sobrecarrega (Sl
103.13,14), um Pai que ―poupa a seu filho que o serve‖ (Ml 3.17). Se
trabalharmos na vinha do nosso Pai, trabalharemos para nós mesmos. 3. Os dois
filhos tiveram comportamentos muito diferentes. (1) Um dos filhos fez melhor do
que tinha prometido, provou ser melhor do que se esperava. A sua resposta foi
má, mas as suas ações foram boas. [1] Aqui está a resposta exterior que esse
filho deu ao seu pai; ele disse claramente: ―Não quero‖. Veja a que estágio de
imprudência chega a natureza corrupta de um homem, a ponto de dizer: ―Não
quero‖, como resposta à ordem de um Pai. A recusa a uma ordem como essa, de um
Pai como esse, mostra que eles são filhos insolentes e teimosos. Aqueles que
não se curvam, certamente não se envergonharão; se eles tivessem algum grau de
modéstia em si mesmos, não poderiam dizer: ―Não quero‖ (Jr 2.25). As desculpas
são más, mas as negações diretas são piores; porém, essas recusas categóricas
freqüentemente se chocam com os chamados do Evangelho. Em primeiro lugar,
alguns gostam do seu conforto, e não querem trabalhar; eles vivem no mundo como
leviatã nas águas, para folgar (Sl 104.26); eles não gostam de trabalhar. Em
segundo lugar, os seus corações se preocupam tanto com os seus próprios campos,
que eles não estão propensos a ir trabalhar na vinha de DEUS. Eles gostam mais
dos negócios do mundo do que dos negócios da sua fé. Assim, alguns, pelas
delícias dos sentidos, e outros, pelas atividades do mundo, são impedidos de
realizar aquela grande obra para a qual foram enviados ao mundo, e dessa
maneira, passam o dia inteiro ociosos. [2] Vemos aqui a feliz mudança de idéia,
e da conduta do primeiro filho, depois de pensar um pouco: ―Mas, depois,
arrependendo-se, foi‖. Observe que há muitas pessoas que no início são más,
teimosas, voluntariosas e pouco promissoras, mas que posteriormente se
arrependem e se corrigem, e caem em si. Há alguns que DEUS escolheu, e que são
tolerados por muito tempo em sua rebelião; alguns dentre nós foram assim (1 Co
6.11). Estes se destinam a padrões de grandes sofrimentos (1 Tm 1.16). Depois,
ele se arrependeu. O arrependimento é metanoia – um pensamento posterior; e
metameleia – uma preocupação posterior. Antes tarde do que nunca. Observe que
quando ele se arrependeu, ele foi; este é um ―fruto digno de arrependimento‖. A
única evidência do arrependimento da nossa resistência anterior é concordar
imediatamente e partir para o trabalho; e então, o que passou será perdoado, e
tudo ficará bem. Veja que Pai bondoso DEUS é; Ele não se ressente da afronta
das nossas recusas, como poderia fazê-lo, justamente. Aquele que disse ao seu
pai, face a face, que não faria o que ele lhe pedia, merecia ser atirado para
fora de casa e deserdado; mas o nosso DEUS ―espera para ter misericórdia‖, e,
apesar das nossas antigas tolices, se nós nos arrependermos e nos corrigirmos,
Ele irá nos aceitar de uma forma bastante favorável. Bendito seja DEUS, nós
estamos sob uma aliança que dá lugar a esse tipo de arrependimento. (2) O outro
filho disse melhor do que fez, prometeu ser melhor do que provou ser; a sua
resposta foi boa, mas as suas ações, más. O pai, ―dirigindo-se ao segundo,
falou-lhe de igual modo‖ (v. 30). O chamado do Evangelho, embora muito
diferente, é, na realidade, o mesmo para todos nós, e nos é transmitido com o
mesmo teor. Todos nós temos as mesmas ordens, os mesmos compromissos, os mesmos
incentivos, embora para alguns eles sejam ―cheiro de vida para vida‖, para
outros, ―cheiro de morte para morte‖. Considere: [1] Como esse segundo filho
prometeu corretamente. ―Respondendo ele, disse: Eu vou, senhor‖. Observe que é
conveniente que os filhos falem de maneira respeitosa com seus pais. Isto é
parte daquela honra que o quinto mandamento exige. Ele professa uma obediência
imediata: ―Eu vou‖; ele não diz: ―Eu irei daqui a pouco‖, mas: ―Imediatamente,
senhor, pode confiar nisso, eu vou agora mesmo‖. Esta é a resposta que nós
devemos dar, do fundo do coração, sinceramente, a todos os chamados e
mandamentos da Palavra de DEUS (veja Jr 3.22; Sl 27.8). [2] Como ele fracassou
em realizar o que tinha prometido: ―e não foi‖. Observe que existem muitos que
proferem boas palavras, e fazem, na religião, boas promessas que se originam de
boas motivações para o presente; porém, ficam apenas nisso, não vão mais além
e, dessa forma, não fazem nada. Dizer e fazer são duas coisas diferentes. E há
muitos que dizem e não fazem; esta é uma acusação específica aos fariseus (Mt
23.3). Muitos, com a sua boca, mostram muito amor, mas os seus corações vão em
outra direção. Eles (os príncipes dos sacerdotes e os
anciãos do povo) tinham uma boa
intenção em serem religiosos, mas se deparavam com alguma coisa que devia ser
feita, que era difícil demais, ou com alguma coisa de que deviam se separar,
que era querida demais, e desta forma os seus objetivos não levavam a nenhum
resultado. Botões e flores não são frutos. II Uma pergunta geral sobre a
parábola: ―Qual dos dois fez a vontade do pai?‖ (v. 31). Ambos tiveram as suas
falhas, um deles foi rude, e o outro foi falso – a variedade de respostas que
os pais, às vezes, encontram nos diferentes espíritos dos seus filhos, e têm a
necessidade de uma grande dose de sabedoria e graça para saber qual é a melhor
maneira de manejá-los. Mas a pergunta é: Qual dos dois foi o melhor, e o que
menos falhou? E isto se resolveu prontamente; o primeiro, porque as suas ações foram
melhores que as suas palavras, e o seu final, melhor que o seu começo. Isto
eles tinham aprendido com o bom senso da humanidade; é muito melhor lidar com
alguém que, na prática, será melhor que a sua palavra, do que com alguém que
não será capaz de cumprir a sua palavra. E, com este objetivo, eles (os
príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo) tinham aprendido com o relato
que DEUS faz da regra do seu julgamento (Ez 18.21-24): ―Se o ímpio se converter
de todos os seus pecados‖, ele será perdoado; e se o homem justo se afastar da
sua justiça, ele será rejeitado. O conteúdo de todas as Escrituras nos permite
compreender que são aceitos, como realizando a vontade do Pai, aqueles que,
após compreenderem que não entenderam ou não obedeceram a sua vontade,
arrependem-se e então fazem o melhor que podem. III Uma aplicação particular ao
assunto em questão (vv. 31,32). O principal objetivo da parábola é mostrar como
os publicanos e as meretrizes, que nunca falavam do Messias e do seu reino,
ainda assim aceitavam a doutrina e se sujeitavam à disciplina de João Batista,
o precursor de JESUS, ao passo que os sacerdotes e os anciãos, que estavam
cheios de expectativas do Messias, e pareciam muito dispostos a estar de acordo
com o que Ele determinava, desprezaram João Batista, e foram contrários aos
desígnios da missão de JESUS. Mas a parábola tem um outro alcance; os gentios,
às vezes, eram desobedientes, tendo sido, por muito tempo, filhos da
desobediência, da mesma maneira que o filho mais velho (Tt 3.3,4); porém,
quando o Evangelho lhes foi pregado, eles se tornaram obedientes à fé, enquanto
os judeus, que diziam: ―Eu vou, Senhor‖, faziam boas promessas (Êx 24.7; Js
24.24), mas não iam; eles somente lisonjeavam a DEUS com os seus lábios (Sl
78.36). Na aplicação que CRISTO fez dessa parábola, observe: 1. Como Ele prova
que o batismo de João era do céu, e não dos homens. ―Se vocês não disserem‖,
diz CRISTO, ―devem ao menos saber que poderiam dizer‖: (1) O objetivo do seu
ministério: ―João veio a vós no caminho de justiça‖. Para saber se João recebeu
do céu a sua comissão, basta recordar a regra do teste: ―Pelos seus frutos os
conhecereis‖; os frutos das suas doutrinas, os frutos das suas obras. Observe
apenas os seus métodos, e você poderá acompanhar tanto a sua ascensão como a
sua tendência. Era evidente que João tinha vindo ―no caminho de justiça‖. No
seu ministério, ele ensinava as pessoas a se arrependerem, e a realizar obras
de justiça. Nas suas palavras, ele era um grande exemplo de severidade, de
seriedade, e de desprezo pelo mundo, renunciando-se a si mesmo, e fazendo o bem
a todos. Por isso CRISTO se submeteu ao batismo de João, porque lhe convinha
―cumprir toda a justiça‖. Se João veio, dessa maneira, no caminho da justiça,
poderiam eles ignorar que o seu batismo era do céu, ou ter qualquer dúvida
disso? (2) O sucesso do seu ministério: ―Os publicanos e as meretrizes o
creram‖. João Batista fez um enorme bem entre os piores tipos de pessoas. O
apóstolo Paulo prova o seu apostolado com o selo do seu ministério (1 Co 9.2).
Se DEUS não tivesse enviado João Batista, Ele não teria coroado as suas obras
com um sucesso tão maravilhoso, nem teria sido tão essencial, como foi, para a
conversão das almas. Se os publicanos e as meretrizes acreditavam no que João
dizia, certamente a mão de DEUS estava com ele. O benefício das pessoas é o
melhor testemunho de um ministro. 2. Como Ele os reprova pelo seu desprezo ao
batismo de João, que, por temerem a multidão, não estavam dispostos a
reconhecer. Para repreendê-los, Ele coloca diante deles a fé, o arrependimento
e a obediência dos publicanos e das meretrizes, o que piorava a sua descrença e
a sua impenitência. Como o Senhor
mostra em Mateus 11.21, os menos prováveis se arrependeriam. Aqui também os
menos prováveis se arrependeram realmente. (1) Os publicanos e as meretrizes
eram como o primeiro filho na parábola, de quem se esperava pouca
religiosidade. Eles não prometiam nenhum bem, e aqueles que os conheciam não
esperavam deles nenhum bem. Em geral, o seu temperamento era rude, e as suas
palavras, depravadas e corruptas; e, ainda assim, muitos deles foram
transformados pelo ministério de João, que veio no espírito e no poder de Elias
(veja Lc 7.29). Estes impuros representavam o mundo gentílico; pois, como
observa o Dr. Whitby, os judeus, em geral, classificavam os publicanos junto
com os pagãos; e os pagãos eram representados, pelos judeus, como meretrizes, e
homens nascidos de prostituição (Jo 8.41). (2) Os escribas e os fariseus, os
principais dos sacerdotes e os anciãos, e, na verdade, a nação judaica de
maneira geral eram como o outro filho, que disse boas palavras. Eles faziam uma
profissão especial da religião; ainda assim, quando o reino do Messias lhes foi
trazido, pelo batismo de João, eles o desprezaram, deram-lhe as costas – na
verdade, levantaram os sapatos para esmagá-lo. Um hipócrita é convencido e
convertido com mais dificuldade do que um pecador inveterado; se alguém se
mantiver apoiado em uma aparência de santidade, esta se tornará uma das
fortalezas de Satanás, pela qual ele se oporá ao verdadeiro poder da santidade.
Estes eram agravos da sua falta de fé: [1] O fato de João ser uma pessoa tão
excelente, que veio a eles ―no caminho de justiça‖. Quanto melhores os meios,
maior será o resultado, se não perfeito. [2] O fato de que, quando viram os
publicanos e as meretrizes entrarem antes deles no Reino dos céus, eles não se
arrependeram nem creram, nem mesmo posteriormente. Eles não eram, de maneira
nenhuma, incitados a uma santa emulação (Rm 11.14). Os publicanos e as
meretrizes receberão graça e glória, e nós não as compartilharemos? Aqueles que
são inferiores a nós serão mais santos e mais felizes do que nós? Eles não
tinham a inteligência e a graça que tinha Esaú, que foi levado a tomar
providências adicionais às que tinha tomado, pelo exemplo do seu irmão mais
jovem (Gn 28.6). Esses sacerdotes orgulhosos, que se diziam líderes, não
desejavam seguir as instruções do Senhor, embora assim pudessem entrar no Reino
dos céus, mesmo que após os publicanos. ―Por causa do seu orgulho‖, eles não
procuravam seguir a DEUS e a CRISTO (Sl 10.4). A primeira parábola: Os filhos desiguais,
21.28-32 - Comentário Esperança 28 E que
vos parece? Um homem tinha dois filhosa. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho,
vai hoje trabalhar na vinha. 29 Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. 30
Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma cousa, mas este respondeu: Não
quero. Depois, arrependido, foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai?
Disseram: O segundo. Declarou-lhes JESUS: Em verdade vos digo que publicanos e
meretrizes vos precedem no reino de DEUS. 32 Porque João veio a vós outros no
caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e
meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal,
para acreditardes nele. Em relação à tradução Na Revista e Corrigida, e na
tradução ecumênica teb, da Loyola/Paulinas, o filho que diz ―não‖ consta vem em
primeiro, enquanto o que diz ―sim‖ passou está em segundo lugar. Uma vez que a
edição grega de Nestle, seguindo um dos manuscritos mais importantes, traz a
ordem inversa, o pregador encontrará certa dificuldade, por não saber a que
versão deve aderir. Por isso devemos dizer algo a respeito. Perguntamos não
pelo valor dos manuscritos, o que neste contexto levaria a demais detalhes, e
sim pelas razões de conteúdo que parecem ser favoráveis a uma ou outra forma
textual. Nossa tendência talvez seja de seguir a rc, porque somente assim se
justifica suficientemente o pedido ao segundo filho. Se o primeiro diz não,
resulta por si que o pai se dirige, agora, ao segundo. Esse argumento
naturalmente não é contundente, porque bem poderíamos imaginar a situação, sem
que fosse expressamente descrita assim, de que o pai se volta ao segundo filho
depois que verificou que o primeiro não cumpriu sua palavra. Além disso, a
possibilidade de que o que disse sim tenha estado originalmente no início pode
ser comprovada por uma razão bastante aceitável. Quem é o que disse sim e quem
é o que disse não? Isso parece evidente, mesmo sem a informação expressa do v.
32. Os que dizem sim são os
líderes do povo (v. 23), com os
quais JESUS está discutindo, e os que dizem não são os publicanos e pecadores.
Aos representantes oficiais da religião, que por princípio deram seu sim às
exigências de DEUS, são contrapostos os que dizem não, que se haviam
distanciado da vontade de DEUS e que, fundamentalmente, dizem não. Entretanto,
acontece que JESUS se voltou primeiro aos grupos dirigentes do povo – é o que
denota a parábola da grande ceia – e, quando o rejeitaram, voltou-se aos
excluídos do seu povo, que lhe deram ouvidos. Portanto, nessa seqüência se
retrataria simplesmente a realidade daquilo que aconteceu (segundo Günther
Dehn). De modo similar a Lc 15 (a parábola do filho perdido), nossa parábola
agrupa todo o povo como filhos de DEUS. O povo de Israel possui a prerrogativa
irrevogável de se encontrar numa ligação tão especial com DEUS que não pode ser
anulada nem mesmo pelo pecado do povo (Rm 3.2; 9.1ss). Entretanto, já no tempo
de JESUS se admitem diferenças dentro do povo de Israel. Também no judaísmo há
palavras que expressam algo semelhante à presente parábola. São palavras de que
quem aceitou como compromisso a Torá, i. é, a palavra de DEUS, e disse sim a
ela, tem uma obrigação muito maior do que quem não conhece a vontade de DEUS. O
sentido da nossa parábola, porém, reside na pergunta pela atitude em que se
reconhece o cumprimento da vontade de DEUS. JESUS recorre novamente à mensagem
do Batista, com a qual se identificou desde o início (Mt 3.2-4,12). Enquanto no
judaísmo o homem religioso era aquele que praticava a vontade de DEUS, JESUS,
na parábola considera quem cumpre a vontade de DEUS como sendo aquele que se
curvou ao chamado do Batista para se arrepender. Por outro lado, naquele que
resistiu ao chamado do Batista mas disse sim à lei, JESUS vê a pessoa da
parábola que disse sim, mas que no fim acaba se subtraindo à vontade de DEUS.
Por meio dessa afirmação, JESUS não rotula o pecado dos publicanos e das
prostitutas como insignificante. Terem dito não à vontade de DEUS continua
sendo o seu pecado, que não é ninharia, da mesma forma como continua sendo
positivo que eles reconheceram a vontade de DEUS. Na hora decisiva, que iniciou
com o chamado do Batista ao arrependimento, os piedosos fracassaram e os
publicanos e pecadores se aproximaram. Além disso, a parábola vem a ser um
último convite aos líderes religiosos. O último não dos piedosos ainda não foi
pronunciado, mas será na condenação definitiva de JESUS para a morte na cruz.
JESUS fala somente de João, como já fizera ao responder a questão da
autoridade. Ainda há tempo. Acontece, porém, que, na atitude diante de João, já
se tornou visível o que mais tarde se explicitará na decisão diante de JESUS.
Essa é, porém, a dimensão revolucionária da palavra de JESUS, de que ele afirma
que diante da sua pessoa se decidirá quem cumpre a vontade de DEUS ou não. A
parábola abala hoje a nossa avaliação das pessoas, por meio da qual gostamos de
fazer o mesmo como as pessoas religiosas daquela época. No final, a questão
decisiva é que nos refugiemos integralmente nos braços de JESUS com os
repetidos nãos à vontade de DEUS que praticamos por natureza. Refugiando-nos
nele estamos verdadeiramente cumprindo a vontade de DEUS. No entanto, para
cumprir a vontade de DEUS nesse sentido estão dispostos em todos os tempos,
muito antes, aqueles que sabem que não têm nada a apresentar, aqueles que sabem
que por natureza sempre de novo dizem não.
Comentário Bíblico - Devocional (NT) - BÍBLIA THE WORD - ―Eu vou,
senhor; e não foi‖ (Mt 21.28-32). A parábola de JESUS sobre os dois filhos nos
convence de um ponto importante. Não é o que nós dizemos que revela a nossa
atitude básica em relação a DEUS. É o que nós fazemos. Eu conheço algumas
pessoas que falam muito bem de religião e santidade. E eu sei que muitas delas
são como os fariseus, que dizem estar prontos a obedecer a DEUS, mas não
colocam a sua Palavra em prática diariamente. As palavras religiosas são as
folhas que algumas pessoas usam para encobrir a sua falta de frutos. Parábola dos dois filhos e da vinha (Mt
21:28-32) - Todas as parbolas da biblia - HERBERT LOCKYER - Editora Vida, rua
Júlio de Castilhos, 280, São Paulo, SP
Essa parábola é muitas vezes
agrupada com a seguinte, a do Viticultor, uma vez que o tema das duas é o
mesmo. Ambas se baseiam no cântico do vinhateiro, já examinado em nosso estudo
parabólico de Isaías (5:1-7). Todos os que ouviam a JESUS estavam
familiarizados com esse antigo cântico; portanto, deveriam ouvir essas duas
parábolas com profundo interesse. Nessa primeira, vemos JESUS condenar o método
que os líderes religiosos usaram para rejeitar o seu testemunho; na segunda (Mt
21:33-46), ele os condena por suas motivações. O segredo das duas parábolas se
encontra nessas palavras: "Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo
estas parábolas, entenderam que ele falava a seu respeito" (Mt 21:45).
Seus inimigos sentiram o poder de sua verdade e contemplaram a sua misericórdia
e, apesar de tudo isso, conspiraram contra ele para matá-lo. Os líderes judeus
tinham desafiado a autoridade de CRISTO. A pergunta que ele formulou quanto à
procedência do batismo e da missão de João —se do céu ou dos homens— deixava-os
nas garras de um dilema. Hesitaram entre o prudente e o vantajoso, e não encontraram
resposta à pergunta. Essas autoridades tinham falhado completamente no plano de
DEUS e, para levá-las a emitir um veredicto contra elas próprias, JESUS
recorreu ao método simples de narrar histórias. Com grande habilidade, tocou
nas falhas desses líderes religiosos, os quais condenavam a si próprios,
fazendo-os perceber que falava a respeito deles. Essas duas parábolas,
portanto, devem ser interpretadas com base no motivo que as gerou. A oposição
entre justos aos próprios olhos e pecadores aparece em outras parábolas; por
exemplo, a Parábola do fariseu e do cobrador de impostos. Os que se afirmavam
religiosos rejeitaram a Palavra de DEUS, mas os desprezados a aceitaram. Os
sacerdotes e os anciãos permaneceram inflexíveis diante da pregação severa de João
Batista, mas grandes e famigerados pecadores se arrependeram ao ouvi-la. O
filho que disse "Eu vou, Senhor...", mas não foi, era um retrato dos
fariseus. Já o outro, o qual disse "Não irei...", mas depois se
arrependeu e foi, representava os pecadores penitentes, como os cobradores de
impostos e as meretrizes. Embora essa seja a interpretação inevitável da
parábola, a aplicação é abrangente. Sempre que o evangelho for pregado no poder
do ESPÍRITO, haverá pecadores que se arrependerão e se voltarão para o
Salvador. Da mesma forma, haverá os correspondentes dos sacerdotes e dos
anciãos judeus —religiosos, mas relutantes para se confessar também pecadores e
perdidos aos olhos de DEUS como os mais dissolutos desse mundo. Presos à sua
justiça própria e falsa obediência, não vêem a necessidade de um Salvador.
Outras parábolas já apresentaram vários retratos de JESUS. Aqui somos
apresentados a outra pessoa, pois o "homem" era o "pai" dos
dois filhos. Seria esse um retrato de DEUS como podemos ver também na Parábola
do filho pródigo? Alguns comentaristas dizem que o Senhor, como Pai, é a figura
principal da parábola, e os seus filhos podem ser divididos em: obedientes e
desobedientes. Talvez, pensando na criação em geral, DEUS seja o Pai de todos,
exatamente como Jó se refere a ele como o Pai da "chuva". No entanto,
filho pressupõe relacionamento por nascimento —o que só pode acontecer pela
regeneração. Se não tivermos recebido o espírito de adoção, não temos o direito
de chamar DEUS de Pai (Gl 4:5). Além disso, DEUS não exige que o sirvam os que
não lhe pertencem. Uma vez salvos, o servimos, e a vinha é a esfera da nossa
atuação. Há uma vinha para cada "filho" cuidar e, se ele a
negligenciar, ninguém mais cuidará dela. Para cada um, ele tem uma tarefa específica
que deve ser desempenhada enquanto for "hoje". Analisemos agora as
duas respostas e as duas ações presentes na parábola —inconfundíveis e opostas
entre si: Os dois filhos. Ambos os filhos, na parábola, ouviram a ordem do pai.
Um recusou-se a obedecer, mas em seguida arrependeu-se; o outro prometeu
obedecer, mas agiu em contrário. "Este foi tão desobediente quanto se
tivesse recusado obedecer logo de início e, embora a sua promessa de fazer a
vontade do pai tenha enganado os que o ouviam, fazendo-os pensar que era um
filho cumpridor dos deveres, o pai não pôde satisfazer-se com uma conduta tão
contrária à promessa que fizera." Ao receber a orientação do pai para ir
trabalhar na vinha, o primeiro filho impulsivamente recusouse a obedecer, mas
logo arrependeu-se de sua recusa e obedeceu; o outro, no entanto, prometeu
obediência, mas efetivamente não obedeceu. O primeiro filho disse: "Não
irei". Essa foi uma resposta ímpia, cuja fonte era um coração perverso.
Ele recusou-se rudemente a obedecer ao pai, e de caso pensado. Esse filho
desobediente representa os que não professam, nem praticam a verdadeira
religião. Não temem a DEUS — nem fingem. Não são hipócritas. Não são
contraditórios. Sabem que são pecadores e o afirmam claramente. O segundo
disse: "Eu vou,
senhor, mas não foi". Disse
uma coisa e fez. outra. Era contraditório. Havia um conflito entre o que dizia
e o que fazia, entre o que prometia e o que cumpria. Na presença do pai ocultou
a decisão de não obedecer. Suas palavras aduladoras eram mentirosas. O irmão
dissera "não", mas em seguida arrependeu-se e foi. Nele, porém, não
havia arrependimento. Professou-se obediente, mas não tinha intenção de
obedecer, sendo pois hipócrita. Ele disse "Senhor, Senhor", mas não
tinha o desejo de realizar a vontade do pai. Ambos os filhos encontravam-se
numa posição falsa e insegura. Eram opostos quanto ao caráter; eram diferentes
nos pensamentos e nas palavras, mas as suas respostas diferentes apenas
demonstravam diferentes pecados. O primeiro filho era ousado e culpado de rebelião
desavergonhada; o segundo filho era covarde e falso. O primeiro nem prometeu,
nem teve intenção de obedecer; o outro prometeu obediência, mas não tinha
intenção de cumprir a palavra. Não há por que preferir um a outro. Tornam-se
diferentes somente no derradeiro ato, pois o primeiro, após a recusa brutal,
arrepende-se de seu pecado e sai para atender ao pai. O outro não hesitou em
prometer, mas não manteve a palavra. O seu irmão mudou de mau para bom, mas
esse não mudou de bom para mau. Sua atitude já era premeditada. Não tinha
nenhuma intenção de mudar. As duas
classes. Esses dois filhos tinham por objetivo servir de exemplo a dois tipos
diferentes de pessoas. O primeiro filho representava os cobradores de impostos,
os pecadores e as meretrizes. Ao ouvirem a pregação de João Batista, esses
dis-solutos, que foram rebeldes e tinham resistido frontalmente ao Senhor,
arrependeram-se, obedeceram e tornaram-se filhos de DEUS. Antes disso, não se
diziam obedientes. Viviam em franco pecado e não se surpreendiam quando os
denunciavam dizendo que eram incorrigivelmen-te corruptos. Os "cobradores
de impostos e as meretrizes" eram o símbolo dos ímpios na época. Essas
pessoas eram pecadoras e sabiam disso. Porém, sob a pregação de João Batista,
inspirada pelo ESPÍRITO SANTO, ocorre o milagre. A mensagem sobre o pecado e
sobre o arrependimento penetrou no coração deles, e se arrependeram dos
pecados, encontrando o caminho para se achegarem a DEUS e servi-lo na sua
vinha. O segundo filho representava os fariseus, saduceus e escribas, que
trajavam as vestes e a insígnia da religião, mas estavam tão longe de DEUS
quanto os tidos por renegados e desprezados. Professavam ser do Senhor; no
entanto, eram "desobe-dientes e rebeldes em todos os aspectos mais
profundos da vida". Esses religiosos deveriam ser entre todos quem de fato
professasse e detivesse a verdadeira vida de DEUS, mas isso não tinham. Por
fora eram corretos e justos, sempre com um obsequioso "Eu vou,
senhor" na ponta da língua; porém, eram destituídos do desejo e da boa
vontade de obedecer. Tipificavam os hebreus do passado que disseram: "Tudo
o que o Senhor falou, isso faremos"; no entanto, a história demonstra que
falharam. Israel era como o filho que disse ao pai "Eu vou, senhor",
mas não foi. Após transmitir sua narrativa simples e cheia de significado,
JESUS pressionou os fariseus e os principais dos sacerdotes para que emitissem
o seu veredicto. Esse, eles emitiram prontamente, e foi um veredicto que recaiu
sobre eles próprios: "Qual dos dois fez a vontade do pai? Responderam-lhe:
O primeiro". JESUS então faz a aplicação disso aos que não se haviam
arrependido em decorrência de suas palavras e obras: "Em verdade vos digo
que os cobradores de impostos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de
DEUS". Há mais esperança para os conscientemente ímpios, do que para os
que se consideram santos. Os que dizem "Rico sou, e estou enriquecido, e
de nada tenho falta" não conseguem perceber quanto estão em falência e
empobrecidos espiritualmente. Respeitados como religiosos, foram enganados por
Satanás, crendo que a justiça deles prevaleceria. Porém, deixando de ver que
JESUS padeceu para salvar os pecadores e, morrendo sem terem a CRISTO como
Salvador, perecerão eternamente, continuam a viver do lado de fora do reino.
Contudo, JESUS não deixou de abrir a porta para os fariseus que se consideravam
justos. Há um evangelho para eles na declaração do Mestre. Ele não disse
"Os cobradores de impostos e as meretrizes entram no reino em lugar de
vós", mas "adiante de vós", na vossa frente. Isso leva a crer
que alguns deles talvez entrassem no reino após os pecadores salvos, e com
alguns de fato isso se deu. Saulo de Tarso, que se tornou o apóstolo Paulo, foi
um deles. Associando essa sua parábola ao poderoso trabalho de João de trazer
os pecadores a DEUS, JESUS demonstrou ter mais autoridade para estabelecer aos
homens mandamentos, cuja obediência resulta em vida eterna.
Parábola dos dois filhos (2Sm 14:1-24) - Parábola dos dois filhos e da
vinha (Mt 21:28-32) - Todas as parbolas da biblia - HERBERT LOCKYER - Editora
Vida, rua Júlio de Castilhos, 280, São Paulo, SP É interessante comparar a
parábola da mulher de Tecoa com a parábola acerca da cordeira, que acabamos de
analisar. Essa comparação é sobretudo importante porque ressalta as diferenças
entre uma e outra. Novamente, Davi é o alvo da parábola. A da Cordeira foi
proferida por Nata, o profeta inspirado; a dos Dois irmãos, por uma mulher
esperta, instigada por Joabe, que era "astuto, político e inescrupuloso",
capaz de "ler o caráter humano e discernir as motivações humanas se lhe
fosse dada uma oportunidade, mesmo que pequena". A parábola de Nata foi
uma ardente condenação ao pecado duplo de Davi, de sedução e de assassinato; a
parábola da mulher de Tecoa estava cheia de astúcia e de bajulação. Aquela se
baseava nos princípios divinos da verdade, da justiça e da retidão, sendo
proferida com toda a solenidade; esta foi um misto de verdade e de falsidade, e
de conclusões erradas sobre DEUS. A mulher que Joabe subornou para contar a
parábola que ele arquitetara não sentia de fato o que, na verdade, era só
encenação. Ela protagonizou um espetáculo impressionante. Só encenação. Assim,
também o objetivo de cada parábola difere. A de Nata foi feita para condenar
Davi por seu pecado e induzilo a um arrependimento verdadeiro; a da mulher
tinha por objetivo apoiar os planos de Joabe, cheios de interesses próprios e
de um senso de autopreservação. 1. O ambiente da parábola. Ahis-tória inventada
por uma "mulher humilde e desconhecida, de uma vila também pouco conhecida
de Israel, quase 3 mil anos atrás", foi atentamente ouvida por Davi,
porque sentia nela uma correspondência com a sua própria história. Embora DEUS
lhe tivesse feito descansar dos seus inimigos, Davi ainda estava dominado pela
lembrança de sua dolorosa queda e, nos pecados e crimes de seus filhos,
escutava o triste eco das transgressões que ele mesmo cometera. Sua harpa,
tantas vezes um consolo, para ele estava "pendurada no salgueiro" (SI
137.2). Absalão, seu filho amado, estava no exílio havia três anos, por ter
assassinado seu irmão Amnom, que havia violentado Tamar (irmã de Absalão e
meia-irmã de Amnom). Apesar dos pecados de Absalão, Davi ansiava por vê-lo:
"o rei Davi sentiu saudades de Absalão". Em seu livro, cheio de
vividos sermões biográficos, Clarence E. Macartney, ao tratar da "Mulher
de Tecoa", mostra com forte realismo o conflito que Davi passou naquele
momento. De um lado estava o Davi rei, guardião da justiça; do outro, o Davi
pai, saudoso do filho que cometera aquele crime: "O Davi rei, sustentáculo
da lei, está dizendo: 'Absalão, você é um assassino. Você matou de forma
traiçoeira o seu próprio irmão. Você sujou as mãos com o sangue de Amnom.
Violou a lei de DEUS e a lei dos homens. Absalão, permaneça no exílio. Nunca
mais veja o meu rosto'. "Mas o Davi pai está falando de maneira muito
diferente: 'Absalão, volte para casa. Sem você, os banquetes não têm o mesmo
sabor; sem você, a minha harpa fica sem melodia; sem você, as salas do palácio
são tristes; sem você, os cerimoniais de guerra nada mais são que um espetáculo
vazio. Você matou seu irmão, mas, apesar de todas as suas falhas, eu ainda o
amo. Absalão, meu filho, meu filho, volte para casa'". Então se passaram
os dias, as semanas, os meses e os anos. 2. A essência da parábola. Ao perceber
o desejo de Davi de trazer de volta a Absalão, embora a justiça o houvesse
obrigado a ser severo, Joabe, chefe do exército, conselheiro e amigo do rei,
sabia que havia apenas uma solução para a dor que estava impedindo Davi de
cumprir seus deveres reais. Ele teve a idéia da parábola, e sabia que uma
mulher poderia contála melhor que um homem. Evidentemente a mulher de Tecoa
tinha sabedoria, sutileza e eloqüência, e a parábola foi criada com o propósito
claro de não se assemelhar tanto à história de Absalão. Então, cobrindo-se com
a máscara da dor e da aflição, a mulher transmitiu a mensagem que Joabe lhe
pusera nos lábios. Para Macartney, essa narrativa: "é um dos quatro ou
cinco grandes discursos da Bíblia [...] Em nenhum lugar da Bíblia se vê, em tão
curto espaço, uma passagem com metáforas tão lindas quanto essas, tão
emocionantes, apaixonadas e eloqüentes". O lamento da mulher, em evidente
sofrimento, tocou o coração bondoso e cordato de Davi, que, mandando que se
levantasse, perguntou: "Que tens?". Então ela contou a tocante
história dos dois filhos que, brigando em um campo, um acabou sendo morto. Por
causa do assassinato, o restante da família se revoltou e exigiu que ela
entregasse o filho vivo para ser morto por causa do crime. Quando ela clamou
pela segurança do suposto filho, Davi se comoveu e disse-lhe que fosse embora,
pois sua petição seria atendida: "não há de cair no
chão nem um cabelo de teu
filho". Ao destruir as defesas externas do coração de Davi, a mulher,
instruída pelo astuto Joabe, dirigiu-se às defesas internas; com uma
graciosidade, uma sutileza e uma humildade in-comparáveis, apresentou o apelo
para o regresso e a segurança de Absalão, embora ele tivesse assassinado o
irmão. Ao penetrar no disfarce da mulher, Davi detectou o estratagema de Joabe:
"Não é verdade que a mão de Joabe anda contigo em tudo isto?". A
mulher prontamente confessou que todo o esquema era do chefe do exército. Davi
então mandou chamar a Joabe e designou-o para fazer "voltar o jovem
Absalão". E assim o filho banido retornou. Ainda assim, porém, não houve
reconciliação familiar imediata. Davi o proibiu de ver a sua face e, por causa
desse regresso "incompleto", o mal surgiu. Passaram-se dois anos até
que pai e filho se encontrassem novamente face a face. Irritado com a ação de
Davi, Absalão planejou uma conspiração para derrubar o próprio pai e lhe tomar
o trono. Não estaria Davi colhendo com dor as conseqüências dos seus pecados,
nas quais se incluíam as transgressões de seus dois filhos? Amnom era culpado
de sedução, e Absalão, de assassinato; ambos os crimes se vêem no tratamento de
Davi com Urias e com Bate-Seba. Pode ser que a consciência de seu duplo pecado
lhe tenha enfraquecido a determinação. Se tivesse punido o filho Amnom como
merecia, não teria havido a necessidade de banir Absalão. Davi estava
amargamente certo de estar colhendo o que havia semeado, e seus filhos estavam
apenas seguindo seus passos. 3. O significado espiritual da parábola. Mil anos
antes de CRISTO morrer na cruz, para trazer os exilados de volta a DEUS, a
mulher de Tecoa teve um vislumbre da verdade divina, embora a tenha aplicado de
forma equivocada e a tenha pervertido para um mau intuito. "Ele também
cria um meio de impedir que os seus desterrados sejam afastados dele". Que
poderoso evangelho essa mulher inconscientemente pregou! DEUS não se vinga
imediatamente, mas "espera para ser gracioso". Os pecados baniram o
homem da presença de DEUS, mas este proporciona os meios de trazer o pecador de
volta. Que meios ele criou? A encarnação, a morte e a ressurreição de seu amado
Filho, com toda a certeza! DEUS amou um mundo de perdidos pecadores, e seu
coração foi à procura de banidos que, quando retornam, não são aceitos de
meio-coração, como Davi recebeu o seu filho pródigo Absalão. Uma vez que o
pecador volte para DEUS, a reconciliação é completa, e o que retorna, salvo, é
um com DEUS, plenamente aceito no Amado. A Parábola dos dois filhos, que JESUS
contou em Lucas 15, é o correspondente neotestamentário da Parábola dos dois
filhos, de Joabe. O pai perdera um dos dois filhos, que se tornou um pródigo em
terra longínqua; mas seu amor acompanhou o rapaz obstinado, o qual, em seu
retorno, teve uma recepção completa e recebeu também a plena e irrestrita bênção
paterna e os privilégios de filho. O plano de perdão e de restauração de DEUS
foi mais longe que o de Joabe. Davi enviou o chefe do exército para trazer
Absalão de volta para casa. O coração paterno de DEUS o compeliu a enviar o seu
Filho unigênito para morrer pelo pecado, para que os pecadores pudessem ser
plenamente reconciliados com DEUS. Que surpreendente graça! SUBSÍDIOS DA LIÇÃO 9 - CPAD SUBSÍDIO EXEGÉTICO TOP1 ―JESUS continua
contra-atacando os inimigos com três parábolas que tratam da rejeição dos
líderes de Israel. Mateus introduz estas parábolas com a expressão: ‗Mas que
vos parece?‘ (cf. Mt 17.25; 18.12). De acordo com os profetas, a vinha nas duas
primeiras parábolas representa Israel (Sl 80.8-19; Jr 2.21; Ez 19.10). Na
Parábola dos Dois Filhos, o primeiro filho representa os pecadores arrependidos
que agora servem ao Pai, ao passo que o segundo filho retrata os líderes que
honram a DEUS com os lábios mas cujo coração está longe (Is 29.13).
Anteriormente JESUS já tinha se associado com os publicanos e pecadores, e os
inimigos lançaram-lhe isso em rosto (Mt 9.9-13). Agora Ele menciona os
pecadores para reprovar os principais sacerdotes e anciãos. A chamada de João
Batista ao arrependimento teve profundo impacto nos pecadores arrependidos que
viviam na periferia da respeitabilidade (veja esp. Lc 3.10-14; 7.29,30). ―O uso
do título respeitoso ‗senhor‘ (kyrie, Mt 21.30) é típico de Mateus e
provavelmente tem significado duplo para ele e sua audiência. Nos lábios do
filho hipócrita, faz o leitor lembrar das palavras ditas anteriormente por
JESUS: ‗Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no
Reino dos céus, mas aquele que
faz a vontade de meu Pai, que está nos céus‘ (Mt 7.21). ―Previamente em seu
ministério, JESUS explicava as parábolas aos discípulos em particular (Mt
13.13-16,36), mas agora, Ele ousada e diretamente explica a parábola aos
líderes judeus, provavelmente com o propósito de forçar todos os que ouvem a
escolher ou rejeitar: ‗Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes
entram adiante de vós no Reino de DEUS‘ (Mt 21.31). JESUS deixa aberta a
possibilidade de que a elite ‗respeitável‘ venha a seguir os publicanos e
pecadores no Reino de DEUS, mas considerando o caráter apocalíptico da
parábola, soa friamente como palavras de julgamento final‖ (SHELTON, James B.
In ARRINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico
Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.120).
CONHEÇA MAIS TOP1 *Coerência
Entre as Palavras e as Ações ―O educador cristão que trabalha somente no plano
cognitivo, ou seja, enchendo a mente dos educandos, sem importar-se com
mudanças comportamentais, operacionais e ativa na vida deles, demonstra algo
sintomático em sua própria vida, ou seja, inconsistência entre o que os seu
lábios dizem e o que a sua vida demonstra.‖ Para conhecer mais, leia Uma
Pedagogia para a Educação Cristã, CPAD, p.332.
SUBSÍDIO PEDAGÓGICO TOP3 ―A
qualidade da Educação Cristã, quando ela é encarada como uma ação intencional,
torna o desígnio bíblico do ‗assim falai e assim procedei‘ (Tg 2.12), uma
preocupação legítima. Devemos perseguir esse modelo, pois do nosso Senhor JESUS
CRISTO ‗aprendemos que o bom ensino implica em ajudar o aluno a assumir
responsabilidades pelo que pensa e vive‘. Assim, a práxis bíblica não só
torna-se uma realidade no âmbito escolar dominical, como elimina aquilo que o
mesmo David coloca: ‗Numa onda em direção à credibilidade cognitiva, nosso
ensino da Bíblia tem-se centralizado no ‗saber‘ e não no ‗ser‘, e ao fazê-lo,
optou por programas que informam a mente sem formar o caráter‘. Essa denúncia
dá conta de explicar o porquê de nossos alunos estarem tão desmotivados nas
classes dominicais. O educador cristão que trabalha somente no plano cognitivo,
ou seja, enchendo a mente dos educandos, sem importar-se com mudanças
comportamentais, operacionais e ativas na vida deles, demonstra algo
sintomático em sua própria vida, ou seja, inconsistência entre o que os seus
lábios dizem e o que a sua vida demonstra. Com essa ação, diz Roy Zuck, o educador
‗desliga‘ os educandos e vira-os em direção contrária àquela da
práticateoria-prática cristã‖ (CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a
Educação Cristã. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.332).
CONSULTE - Revista Ensinador
Cristão - CPAD, nº 76, p40. AJUDA
BIBLIOGRÁFICA Teologia Sistemática de Charles Finney BÍBLIA ILUMINA EM CD -
BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD. Bíblia de estudo -
Aplicação Pessoal. CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S,
Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal. CHAMPLIN, R.N. O Novo e
o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer
Pearman - Editora Vida Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD. Comentário
Bíblico TT W. W. Wiersbe Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento -
Volume I - Warren W. Wiersbe CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO -
Esequias Soares - CPAD Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD GARNER, Paul. Quem é
quem na Bíblia Sagrada. VIDA Guia Básico de Interpretação da Bíblia - CPAD
http://www.gospelbook.net,
www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.port
alebd.org.br/, Bíblia The Word. O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD Pequeno Atlas Bíblico - CPAD Hermenêutica
Fácil e Descomplicada - CPAD Revista Ensinador Cristão - CPAD. STAMPS, Donald
C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. Teologia Sistemática Pentecostal - A
Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD Teologia Sistemática -
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO
INCLUSIVE
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm HOUAISS,
Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA. Todas as parbolas da biblia
- HERBERT LOCKYER - Editora Vida, rua Júlio de Castilhos

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